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Received — 15 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

Centro de Interpretação vai potenciar o património de Bensafrim, Barão e Odiáxere

15 October 2026 at 16:59

A vila de Bensafrim, no concelho de Lagos, recebeu, no dia 13 de outubro, a inauguração do CIPAR – Centro de Interpretação do Património Arqueológico Rural de Bensafrim.

O projeto foca-se na criação de dois percursos integrados: a Rota Arqueológica Rural e a Rota das Quintas Agrícolas. De acordo com a Vicentina, o objetivo principal é “valorizar e dar a conhecer o património arqueológico e rural de Bensafrim, Barão de São João e Odiáxere”.

Na prática, as iniciativas vão destacar elementos únicos como os menires, a Escrita do Sudoeste e a herança das explorações agrícolas, no sentido de reforçar a valorização histórica e cultural do território, aproximando-a da comunidade.

O CIPAR passa, assim, a integrar a atividade da Associação Vicentina, que assumiu a coordenação global da iniciativa, a aquisição de equipamentos, a recolha documental e a produção de conteúdos multimédia.

O início da celebração, no dia 13 de outubro, foi assinalado com um almoço que incluiu uma sobremesa de doce fino tradicional algarvio, moldada com as formas da Estela de Bensafrim (representativa da Escrita do Sudoeste), do disco de ouro da Idade do Ferro e dos menires da região.

A ocasião contou com as intervenções de Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, Vítor Campos, presidente da Associação Vicentina, Aura Fraga, coordenadora do DLBC 2020, e Manuel Canelas, presidente da A3PR, bem como Manuela Silva, diretora do Museu Municipal Santos Rocha, e Marco Penajóia, arqueólogo.

A sessão contou também com os contributos de Pedro Barros, consultor científico do projeto, e de Sónia Felicidade, coordenadora-geral do projeto Rotas Rurais. Marcaram ainda presença Sofia Santos e Carlos Vieira, presidentes das Juntas de Freguesia de Odiáxere e Bensafrim, respetivamente.

A iniciativa resulta de uma parceria entre a Associação Vicentina e a A3PR — Associação para a Proteção e Promoção do Património Rural.

ICIA dinamiza palestra sobre o resgate de cativos portugueses em Argel no século 19

15 October 2026 at 15:55

O Instituto de Cultura Ibero-Atlântica (ICIA) vai dinamizar uma palestra intitulada “O Compromisso Marítimo de Lagos e o assistencialismo ao último resgate de cativos portugueses em Argel (1810)”, no dia 24 de outubro, às 17h, no Museu de Portimão.


O ICIA considera que se trata de um tema “pouco estudado” e que tem “grande importância” para a história do Algarve. Entre 1778 e 1812, mais de seis centenas de cativos portugueses permaneceram na regência de Argel.

“É no contexto geopolítico muito particular do último quartel do século XVIII e primeiras décadas do XIX que as autoridades portuguesas procederam ao resgate dos seus compatriotas retidos em Argel e nos quais se incluíam mais de uma centena de naturais do Reino do Algarve…”, pode ler-se numa nota do Instituto.

Foi o Compromisso Marítimo de Lagos que assumiu um “papel fundamental” no apoio aos 26 naturais desta cidade que, no ano de 1808, foram “presas fáceis” do corso argelino, sendo um exemplo do “relevante papel desempenhado por estas organizações assistencialistas”. Além de lacobrigenses também foram resgatados naturais de Alvor, Ferragudo, Olhão e Tavira.

A palestra estará a cargo de António Jorge Afonso, Doutor em História dos Descobrimentos e da Expansão pela Universidade de Lisboa, com a tese “Os cativos portugueses nos banhos magrebinos (1769-1830): o Islão, o corso e a geoestratégia no ocidente do Mediterrâneo”.

É também investigador do Centro de História da mesma universidade e associado do ICIA, sendo que os seus estudos se centram nas relações entre os Povos do Livro (cristãos, judeus, muçulmanos) no espaço magrebino, bem como as principais realidades políticas existentes nesse mesmo espaço.

Arquivo Municipal de Loulé recebe conferência sobre a escrita na Idade Média

15 October 2026 at 15:22

No sábado, dia 17 de outubro, pelas 15h, vai decorrer a conferência “Loulé medieval: a escrita no município”, no Arquivo Municipal Professor Joaquim Romero Magalhães.

As informações sobre as gerações passadas, quer sejam de cariz político, económico ou social, enformam os trabalhos de historiadores sobre vários campos de pesquisa. A abordagem da conferência de dia 17 vai incidir sobre a escrita no Município de Loulé na Idade Média, nomeadamente sobre os oficiais da escrita, bem como o “tipo de escrita, para quem se escrevia e a vasta tipologia de documentos”.

A ocasião – no âmbito do ciclo “LOULÉ na linha do tempo” – estará a cargo de Ricardo Seabra, professor auxiliar no departamento de História, Artes e Humanidades da Universidade Autónoma de Lisboa. É também investigador integrado do CIDEHUS.UAL e colaborador do CITCEM. A sua pesquisa centra-se principalmente no Tabelionado Régio medieval, na vertente política, económica e social, e na Diplomática Notarial.

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