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Depois do cacau, açaí terá novas regras de polpa nos produtos

22 October 2026 at 14:01
Após as mudanças com a quantidade de cacau nos chocolates, agora foi a vez do açaí vendido no Brasil ter novas regras em sua composição e rotulagem. Um projeto de lei, da Câmara dos Deputados, estabelece percentuais mínimos de polpa da fruta para diferentes alimentos e bebidas.O Projeto de Lei 2713/2026, de autoria do deputado José Priante (MDB-PA), pretende evitar que produtos com pequenas quantidades de açaí utilizem o nome da fruta como principal identificação comercial.Para que os produtos anunciem o açaí como ingrediente principal, é preciso ter ao menos 30% de polpa na composição total do produto. O texto também estabelece que a polpa utilizada deverá apresentar, no mínimo, 14% de sólidos totais.A exigência busca dar mais transparência ao consumidor, que nem sempre consegue identificar a quantidade real da fruta em cremes, sobremesas e bebidas industrializadas.Quanto de polpa cada produto deverá ter?O projeto estabelece percentuais específicos conforme a categoria do alimento. Confira os limites previstos:Creme de açaí: mínimo de 40% de polpa;Açaí tradicional: mínimo de 30%;Frozen de açaí: mínimo de 25%;Sorvete de açaí: mínimo de 20%;Bebida de açaí: mínimo de 10%.Os percentuais consideram as diferenças entre as categorias. Uma bebida, por exemplo, pode conter outros ingredientes e apresentar menor concentração de polpa do que um creme. A proposta também estabelece uma regra geral de 30% para o uso de “açaí” como denominação principal. A aplicação dessa exigência às categorias com limites inferiores dependerá da interpretação e da redação definitiva da legislação.Embalagens terão que mostrar a quantidade de açaíOutra mudança prevista envolve a identificação dos produtos. Caso o Congresso aprove a proposta, os fabricantes deverão informar o percentual de polpa de açaí na parte frontal das embalagens.O texto determina o uso da indicação “Contém % de polpa de açaí“, com o preenchimento do percentual correspondente à composição do alimento.A proposta também proíbe imagens e expressões publicitárias capazes de induzir o consumidor a uma interpretação equivocada sobre a quantidade de fruta presente no produto.Na prática, a medida pretende facilitar a comparação entre marcas e categorias, permitindo que o consumidor identifique a concentração de açaí sem depender apenas do nome comercial.

Newcastle: o que se sabe sobre nova doença descoberta em granja

20 October 2026 at 18:36
Uma nova doença descoberta em uma granja de perus, em Nova Itaberaba, em Santa Catarina, no domingo, 18, fez com que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuasse com medidas de controle, contenção e erradicação do foco na região.A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1). A granja tem cerca de 6 mil aves e não foram destinadas à produção de carne para consumo.O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com a suspensão da movimentação de aves, mantendo-as na propriedade, até atualização da investigação.O que é o Newcastle?A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral altamente contagiosa e frequentemente grave, registrada em todo o mundo, que afeta mais de 200 espécies de aves. registrada em todo o mundo.Os sintomas são:Espirros e respiração ofegante;Asas caídasPernas distendidasTorção de cabeça e pescoçoFalta de apetiteDiarreia esverdeada.Doença pode atingir humanos?Apesar de ser uma doença altamente contagiosa e ter tido medidas de contenção para controlar a ocorrência, segundo a OMSA, a doença é classificada como uma zoonose de menor importância, o que significa que o vírus pode infectar pessoas, mas as manifestações clínicas geralmente são leves e passageiras. A conjuntivite está entre os principais sintomas associados à infecção humana.A exposição ocorre sobretudo pelo contato direto com aves infectadas ou materiais contaminados, situação que merece atenção especial entre profissionais envolvidos na criação, no manejo e na manipulação desses animais. O consumo de produtos avícolas permanece seguro, sem contraindicações, informou o MAPA, em nota oficial. Portanto, o consumo de carnes e ovos devidamente cozidos continua sendo considerado seguro.Impacto econômicoUm dia após a divulgação da investigação, o MAPA anunciou que algumas restrições temporárias foram impostas em alguns países ao Brasil. Alguns produtos tiveram exportações suspensas, entre eles estão:Suspensão de importação provenientes de todo o Brasil (México):Aves vivas;Carne e miúdos de aves;Ovos férteis;Pintinhos de até três dias;Aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização;Aves de companhia.Suspensão das importações provenientes de Santa Catarina (China):Carne de aves)Suspensão das importações provenientes de Santa Catarina (Chile)Ovos férteis;Ovos SPF;Pintinhos de um dia;Aves ornamentais;Carne fresca de aves;Ovos para consumo humano;Produtos cárneos contendo carne fresca de avesNo caso da China, a restrição foi limitada a Santa Catarina após negociação conduzida pelo governo brasileiro. A atuação do Mapa permitiu evitar a suspensão das importações provenientes de todo o território nacional.“O Mapa mantém articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas. A atuação busca assegurar a transparência das informações e avançar nas tratativas para a retomada segura do comércio, em conformidade com os requisitos sanitários de cada mercado”, disse o ministério em nota.O MAPA não informou o impacto na balança comercial com a suspensão das exportação a esses países.Newcastle no BrasilO foco em Nova Itaberaba é o primeiro registro da doença no país desde o caso confirmado em 17 de julho de 2024, em Anta Gorda (RS). Naquele episódio, o Brasil comunicou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a conclusão das ações de controle. A emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul foi encerrada em agosto daquele ano.

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