A Associação Desportiva Alvoreiros lançou uma campanha para comprar um praticável. Além de donativos, procura empresas parceiras para melhorar as condições de treino das ginastas.
Associação Desportiva Alvoreiros lança campanha de angariação de fundos para melhorar as condições de treino das suas atletas.
A Associação Desportiva Alvoreiros (ADA) está a mobilizar a comunidade para angariar fundos destinados à aquisição de um praticável de Ginástica Rítmica, equipamento essencial para proporcionar melhores condições de treino às suas atletas.
Com mais de uma centena de atletas, a ADA desempenha um papel importante na promoção do desporto, da atividade física e do desenvolvimento de crianças e jovens na região de Alvor e Portimão. A aquisição deste equipamento representa um passo importante para melhorar as condições em que as ginastas treinam e desenvolvem as suas capacidades.
Para concretizar este objetivo, a associação lançou uma campanha de angariação de fundos, com uma meta de 5.000 euros, apelando à participação de particulares, empresas e entidades que queiram contribuir para o desenvolvimento do desporto local.
Cada contributo pode fazer a diferença. Para além dos donativos monetários, a ADA procura estabelecer parcerias com empresas que queiram associar-se a este projeto e apoiar diretamente a prática desportiva e o desenvolvimento das jovens atletas.
A associação convida toda a comunidade a conhecer e divulgar esta iniciativa, ajudando a aproximar o projeto do seu objetivo. A campanha está disponível clicando aqui.
Para mais informações sobre a campanha, possibilidades de parceria ou outras formas de apoio, os interessados poderão contactar a Associação Desportiva Alvoreiros através dos seus canais oficiais.
Sobre a Associação Desportiva Alvoreiros
O Núcleo de Ginástica Rítmica de Alvor, hoje parte da Associação Desportiva Alvoreiros, foi fundado em 2011 com um propósito inovador: oferecer a prática desportiva feminina em Alvor. Somos uma associação de ginástica rítmica sediada em Alvor, Portimão, focada na formação de crianças e jovens atletas da região do Algarve.
A Associação Desportiva Alvoreiros promove a prática desportiva na região de Alvor e Portimão, com especial enfoque na Ginástica Rítmica e na formação desportiva de crianças e jovens.
Nos últimos dias tiveram início os trabalhos de preparação do terreno onde vão ser investidos milhões de euros na construção de uma nova unidade hoteleira de luxo.
O empreendimento da Torralta, em Alvor, provocou uma verdadeira revolução no turismo nacional, alterando de forma irreversível a escala e a paisagem do sul do país no final da década de 1960.
Liderado pelos irmãos Agostinho da Silva e José da Silva, o projeto transformou o Algarve de um refúgio pacato e exclusivo numa potência do turismo de massas.
As icónicas torres de betão da Torralta foram construídas a partir de 1969 mesmo em cima da frente dunar, praticamente em cima de uma das mais belas praias do concelho de Portimão.
Estes edifícios rasgaram a linha do horizonte da antiga vila piscatória de Alvor e ditaram o nascimento de uma nova era.
Através da empresa Torralta – Club Internacional de Férias, os irmãos Silva criaram um modelo pioneiro de “capitalismo popular”.
O grupo atraiu cerca de 27 mil pequenos acionistas e introduziu em Portugal o conceito de time-sharing.
Após o sucesso no Algarve, a ambição levou-os a tentar replicar este mega-complexo na Península de Troia. O projeto era colossal e foi planeado para acolher cerca de 70 mil camas, incluindo hotéis e uma marina.
Contudo, as convulsões políticas e económicas do pós-25 de Abril de 1974 ditaram a falência do grupo. Enquanto em Alvor as estruturas ficaram abandonadas durante anos, em Troia o complexo acabou por ser intervencionado pelo Estado.
Mais tarde, o espaço de Troia foi vendido ao Grupo Sonae. O processo culminou na demolição implosiva das suas famosas torres gémeas, em 2005, para dar lugar ao atual Troia Resort.
Atualmente, o legado algarvio da Torralta vive uma realidade totalmente renovada. Após uma profunda reabilitação urbana, as antigas estruturas degradadas de Alvor deram lugar a modernos resorts de luxo e apartamentos turísticos.
Hoje, a maioria destes edifícios são geridos por grandes marcas, como o Grupo Pestana.
No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.
O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.
A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.
Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.
A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).
Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.
Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.
Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.
Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.
Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.
Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.
// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}
// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;
// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;
// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();
if (textoFinal.length === 0) return;
// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';
// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
};
// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";
// 7. Começa a ler
window.speechSynthesis.speak(mensagem);
}
// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};
Muito antes de ser o refúgio balnear que hoje atrai milhares de turistas, Alvor foi o cenário de um dos momentos mais marcantes da História de Portugal.
Foi ali que o rei D. João II faleceu, em 1495, após falharem os tratamentos nas Caldas de Monchique.
Este trágico episódio mudou o destino da terra que, por vontade expressa do “Príncipe Perfeito”, foi elevada a vila pelo seu sucessor, D. Manuel I.
Com raízes que recuam a um entreposto fundado por Aníbal Barca (Portus Hannibalis) e a um posterior castro celtibérico, a localidade soube reinventar-se ao longo dos séculos sem perder a sua profunda ligação ao mar.
A evolução do mar para o turismo
Historicamente, Alvor consolidou-se como um lugar de forte vocação marítima e piscatória.
Durante séculos, a subsistência da população dependeu do mar, da pesca e das suas salinas.
Nas últimas décadas, a terra operou uma transição extraordinária: de uma pacífica comunidade de pescadores, transformou-se numa importante estância turística internacional. Este crescimento foi impulsionado por um contínuo desenvolvimento económico e social que devolveu à localidade a importância dos seus tempos áureos.
As pragas de Alvor são uma das imagens de marca desta terra e das gentes.
Nascidas no seio da comunidade piscatória tradicional, os chamados “Alvoreiros”, estas pragas eram expressões e dizeres utilizados habitualmente durante discussões, picardias ou desavenças entre vizinhos e familiares.
Herança histórica e artística
A era de grande prosperidade deixou marcas profundas no património.
O maior exemplo é a sua deslumbrante Igreja Matriz, erguida no século XVI.
Este templo é célebre por exibir portais de estilo manuelino incrivelmente trabalhados, repletos de pormenores decorativos que testemunham a riqueza artística da época dos Descobrimentos.
Hoje, a alma de Alvor continua ligada às suas águas, mas com foco no lazer.
A requalificada zona ribeirinha é o ponto de encontro por excelência, convidando a passeios junto aos barcos tradicionais.
Daí abre-se o cenário idílico da Ria de Alvor, uma das zonas húmidas mais importantes do Algarve.
Este ecossistema estende-se num labirinto de canais e sapais, servindo de refúgio a várias espécies de aves e bivalves.
A poucas centenas de metros do centro da vila, a paisagem transforma-se num cenário balnear de excelência. Alvor é emoldurada por praias de areias douradas, como a vasta Praia de Alvor e a icónica Praia dos Três Irmãos, famosa pelas suas falésias.
Para unir este património de forma sustentável, foi construído o famoso passadiço de madeira de Alvor, que serpenteia ao longo das dunas, ligando a zona ribeirinha à praia com vistas deslumbrantes sobre o oceano.
// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}
// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;
// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;
// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();
if (textoFinal.length === 0) return;
// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
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// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
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// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";
// 7. Começa a ler
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// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
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O barco “Alvor” é o elemento mais importante e o coração de todo o Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor.
Construído entre 1932 e 1933, este barco a remos do tipo dinamarquês e casco trincado salvou muita gente ao longo dos anos, atuando numa época em que os acidentes à entrada da barra eram frequentes e fatais.
O apego da comunidade a este salva-vidas, símbolo de proteção marítima, gerou um episódio memorável de resistência em 1983.
Com o encerramento da estação salva-vidas, a Marinha Portuguesa tentou levar a embarcação para o seu museu, mas a população de Alvor revoltou-se.
Para impedir a retirada da embarcação, as portas da estação foram soldadas e os carris de acesso à água cortados.
No dia da chegada da comitiva militar, os sinos da igreja tocaram a rebate e o povo desceu em massa à ribeira, impedindo a partida do barco.
Após ser restaurado no final dos anos 1990, o salva-vidas passou a integrar a procissão de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Hoje, toda esta história está guardada no Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor. Este equipamento cultural resulta da reabilitação da antiga Estação do Instituto de Socorros a Náufragos, sendo um projeto da Câmara Municipal de Portimão (através do Museu) com a Junta de Freguesia de Alvor.
O espaço funciona como um núcleo museológico que liga o património sociocultural às vivências e saberes da comunidade piscatória local, homenageando os homens e mulheres que sempre viveram do mar e da ria.
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