A DC Studios encontra no terror uma oportunidade de explorar caminhos pouco convencionais para suas histórias de super-heróis. Com estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 22, Cara-de-Barro representa uma das apostas mais corajosas do universo cinematográfico desenvolvido por James Gunn e Peter Safran. Longe das aventuras tradicionais de heróis, o longa dirigido por James Watkins transforma um dos antagonistas menos conhecidos do Batman em protagonista de uma história perturbadora, trágica e, surpreendentemente, divertida.Estrelado por Tom Rhys Harries, o filme acompanha Matt Hagen, um ator em ascensão cuja carreira promissora é destruída após um encontro violento com um chefe do crime de Gotham City. Quando perde o rosto, justamente seu principal instrumento de trabalho, ele também vê desaparecer a fama, o reconhecimento e as oportunidades que conquistou. Sem perspectivas, o artista recorre a um procedimento experimental de regeneração celular que promete devolver sua aparência, mas desencadeia consequências devastadoras.A partir dessa premissa, Cara-de-Barro constrói uma narrativa que mistura terror corporal (body horror), ficção científica, suspense psicológico e elementos de tragédia, sem abandonar completamente o humor. O resultado é um filme que entende as possibilidades de seu personagem e encontra na transformação física uma maneira de discutir algo muito mais complexo: o que resta de alguém quando tudo aquilo que sustentava sua identidade deixa de existir?Mais do que uma história de origem de um vilão do Batman, o longa é uma produção que demonstra como adaptações de quadrinhos podem se desprender das fórmulas mais recorrentes do gênero. Mesmo com algumas limitações no roteiro, a obra se destaca pelo conjunto de atuações, pela criatividade visual e pela disposição de experimentar.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando.Um vilão que encontra sua própria históriaCriado durante a Era de Ouro dos quadrinhos, Cara-de-Barro integra a extensa galeria de antagonistas do Batman desde a década de 1940. Ao longo das diferentes versões do personagem, a identidade do vilão passou por transformações, mas a relação com a atuação, a aparência e a capacidade de assumir outros rostos permanece entre os elementos mais interessantes de sua mitologia.No cinema, a escolha por Matt Hagen permite que a produção explore justamente essa conexão entre identidade e espetáculo. Interpretado por Tom Rhys Harries, o protagonista é apresentado como um ator talentoso, carismático e consciente de seu magnetismo, mas que não parece completamente consumido pelo próprio sucesso.Recém-indicado ao Oscar, Matt vive um momento de ascensão profissional. A conquista é recebida com entusiasmo, mas também revela uma dimensão mais íntima do personagem, que encontra na memória da mãe uma maneira de compartilhar uma felicidade que o reconhecimento público, por si só, não consegue preencher.A construção inicial é importante para que o espectador compreenda o tamanho da perda que vem a seguir. Matt não perde apenas uma carreira promissora: ele tem sua relação com o mundo radicalmente modificada por uma violência que atinge diretamente a maneira como se reconhece e é reconhecido pelos outros.A tragédia começa quando o ator se envolve com Mia Torres (Joana Ribeiro), uma atriz em ascensão que mantém uma relação com o mafioso Markos Szabo (David Dencik). A situação desencadeia uma reação brutal, e o rosto de Matt é desfigurado.
A sequência, apresentada sem prolongar desnecessariamente a preparação, estabelece o tom da obra. Em pouco tempo, a narrativa retira do protagonista aquilo que parecia garantir seu futuro e expõe a fragilidade de uma indústria que frequentemente transforma aparência em mercadoria.Abandonado por empresários, afastado de oportunidades profissionais e sem conseguir encontrar justiça diante dos responsáveis por sua condição, Matt passa a experimentar uma forma de exclusão que vai muito além das consequências físicas da agressão.É nesse contexto que a trama encontra sua força. Embora a história acompanhe a origem de um vilão, o filme não trata sua transformação como um simples caminho até a próxima ameaça a ser derrotada. Existe um esforço real para compreender o processo psicológico que conduz o personagem a escolhas cada vez mais extremas.A aparência como identidade e instrumento de poderUm dos aspectos mais interessantes de Cara-de-Barro é a maneira como a profissão de Matt se relaciona diretamente com os poderes que ele desenvolve. Para um ator, interpretar significa experimentar outras identidades, construir gestos, vozes e comportamentos capazes de convencer o público de que existe alguém diferente diante da câmera. Matt, entretanto, descobre que essa capacidade de transformação pode ultrapassar os limites da atuação.Depois de procurar a cientista Caitlyn Corr (Naomi Ackie), responsável por pesquisas com tecnologia celular experimental, ele aceita participar de um procedimento que promete regenerar tecidos danificados. A experiência recupera sua aparência, mas os efeitos colaterais passam a comprometer tanto seu corpo quanto sua sanidade.A partir daí, a relação entre performance e identidade ganha uma dimensão ainda mais perturbadora. Se antes Matt precisava interpretar personagens para trabalhar, agora sua própria existência passa a depender de uma capacidade de assumir outras formas.A transformação, nesse sentido, não funciona apenas como um recurso visual para justificar os poderes do antagonista. Ela também dialoga com a instabilidade de uma vida construída sobre a imagem pública e com a dificuldade de distinguir aquilo que alguém é daquilo que aprendeu a representar.O filme encontra boas oportunidades para explorar essa ideia, especialmente quando aproxima a habilidade de metamorfose do protagonista das exigências de uma indústria que valoriza a aparência acima de tantas outras características.Há, inclusive, uma crítica à lógica da fama e à maneira como o sucesso pode depender de fatores que escapam completamente ao controle de quem trabalha para conquistá-lo. Matt se esforçou para transformar sua origem humilde em uma trajetória de reconhecimento, mas descobre que sua posição social não é suficiente para protegê-lo da violência e da corrupção.Gotham, nesse cenário, é menos um simples pano de fundo reconhecível para os fãs e mais um ambiente que alimenta a tragédia. A cidade é apresentada como um lugar onde dinheiro, influência e intimidação podem determinar quem tem acesso à justiça e quem será abandonado.
Tom Rhys Harries entrega um personagem cheio de nuances em Cara-de-Barro
-
Foto: Divulgação
A produção também evita transformar o passado do personagem em uma explicação definitiva para todas as suas atitudes. Embora existam referências à sua trajetória anterior, o filme se concentra principalmente nas decisões tomadas durante a história, permitindo que a deterioração de Matt seja acompanhada sem reduzir sua transformação a uma justificativa simplista. Essa escolha favorece a construção do antagonista e impede que a narrativa dependa exclusivamente de um passado traumático para explicar sua violência.Tom Rhys Harries sustenta a transformação de Matt HagenSe a premissa de Cara-de-Barro já oferece possibilidades interessantes, é a atuação de Tom Rhys Harries que transforma a trajetória do protagonista em uma experiência envolvente.O ator consegue estabelecer diferentes dimensões para Matt sem perder a continuidade emocional do personagem. No início, seu carisma aparece de maneira discreta, como o de alguém acostumado a chamar atenção, mas que ainda demonstra gratidão pelas pessoas que participaram de sua caminhada.Depois da agressão, Harries trabalha com uma vulnerabilidade que não depende apenas da caracterização física. O desespero do personagem está presente nos silêncios, nas reações e na dificuldade de lidar com uma realidade em que sua própria imagem parece ter se tornado inimiga.Essa dimensão humana é fundamental para que a história não se transforme apenas em uma sucessão de cenas grotescas. O espectador acompanha o sofrimento de alguém que deseja recuperar a vida que tinha, mas que, gradualmente, passa a encontrar na raiva uma forma de responder ao mundo.Conforme Matt se torna mais imprevisível, a interpretação também ganha novas camadas. Harries transita entre a fragilidade de uma vítima, o magnetismo de uma estrela e a ameaça de alguém que começa a perder o controle sobre si mesmo.O mérito está em não apagar completamente a humanidade do protagonista quando ele passa a agir de maneira monstruosa. Ao mesmo tempo, o longa não exige que o público concorde com suas escolhas ou que a narrativa transforme seus atos em gestos heroicos.Essa distinção é essencial. Matt pode despertar empatia, mas a empatia não elimina as consequências de suas ações. O filme compreende que um personagem pode ser fascinante justamente por reunir contradições que não se resolvem de maneira confortável.Harries entrega uma atuação de destaque e encontra no papel uma oportunidade de demonstrar um alcance dramático que vai além da composição de um vilão de quadrinhos. É uma performance que sustenta a história mesmo quando o roteiro acelera determinados conflitos.
Tom Rhys Harries é um dos destaques da produção
-
Foto: Divulgação
Naomi Ackie e os personagens que cercam o monstroNaomi Ackie também contribui para a força da produção ao interpretar Caitlyn Corr, cientista responsável pelo tratamento que transforma a vida de Matt. A personagem apresenta uma combinação de inteligência, ambição e vulnerabilidade. Seus experimentos são atravessados por dificuldades profissionais e pela necessidade de encontrar reconhecimento para suas pesquisas, circunstâncias que ajudam a contextualizar as decisões tomadas ao longo da trama.Caitlyn não é apenas a figura responsável por introduzir a tecnologia que permite a transformação do protagonista. Ela também representa os dilemas éticos de uma ciência que, diante da possibilidade de resultados extraordinários, pode ultrapassar limites que deveriam ser considerados fundamentais.A relação entre os dois acrescenta uma camada emocional ao filme, criando momentos em que a proximidade entre os personagens contrasta com o perigo crescente da condição de Matt.
Naomi Ackie oferece uma performance convincente
-
Foto: Divulgação
Ackie oferece uma presença convincente e funciona como contraponto à instabilidade do protagonista. Ainda assim, a cientista poderia receber um desenvolvimento mais aprofundado. Embora a escolha de concentrar a narrativa em Matt faça sentido para uma história de origem, a trajetória de Caitlyn deixa a impressão de que existiam outras possibilidades dramáticas a serem exploradas.A personagem tem potencial para sustentar conflitos próprios, especialmente a partir das questões éticas de seu trabalho e das motivações pessoais que a conduzem. Em alguns momentos, porém, acaba ocupando uma posição mais funcional dentro da trama do que sua presença e a atuação de Ackie sugerem.Max Minghella, como o detetive John Borrelli, noivo de Caitlyn, acrescenta outra dimensão aos acontecimentos ao aproximar a investigação policial dos conflitos pessoais que atravessam a história. David Dencik também contribui para a atmosfera de ameaça como Markos Szabo, enquanto o elenco de apoio ajuda a compor uma Gotham marcada por relações de poder e exploração.A apresentação relativamente enxuta dos personagens, por outro lado, é um dos acertos da produção. Ao não desperdiçar tanto tempo com explicações sobre o funcionamento de um universo compartilhado, Cara-de-Barro consegue dedicar espaço ao desenvolvimento psicológico de seu protagonista.É uma decisão que contrasta com muitas adaptações de quadrinhos contemporâneas, frequentemente ocupadas em preparar o terreno para continuações, participações especiais ou grandes encontros entre personagens. Aqui, a prioridade é outra: fazer com que a história funcione por conta própria.O terror corporal é o grande espetáculo de Cara-de-BarroSe as discussões sobre identidade e fama sustentam a dimensão dramática do longa, é no terror corporal que James Watkins encontra uma das ferramentas mais poderosas para transformar a história em uma experiência cinematográfica.Conhecido por trabalhos como Sem Saída, A Mulher de Preto e Não Fale o Mal, o diretor demonstra familiaridade com situações de desconforto e tensão. Em Cara-de-Barro, essa habilidade aparece principalmente nas sequências que acompanham a deterioração física de Matt e nas tentativas de seu corpo de se adaptar às mudanças provocadas pelo tratamento.A produção aposta em imagens que transitam entre o repulsivo e o fascinante. Pele que se transforma, ferimentos, procedimentos médicos e mutações são explorados com uma criatividade que faz o espectador sentir o desconforto das situações, mesmo quando a curiosidade fala mais alto do que a vontade de desviar o olhar.
Filme surpreendente mescla terror com super-heróis e foca um vilão do Batman
-
Foto: Divulgação
O resultado é um terror que entende a força da repulsa como ferramenta narrativa. Nesse sentido, o filme encontra referências naturais na obra de David Cronenberg, especialmente em A Mosca, pela maneira como aproxima transformação corporal, perda de controle e deterioração da identidade.Também existem pontos de contato com A Substância, de Coralie Fargeat, sobretudo na discussão sobre aparência e na exploração de um corpo submetido a mudanças violentas.As comparações, entretanto, não significam que Cara-de-Barro alcance a mesma intensidade ou profundidade temática dessas produções. Em alguns momentos, a direção parece mais interessada em sugerir o grotesco do que em levar suas possibilidades até as últimas consequências.Para quem já está familiarizado com o body horror, certas sequências poderiam ser ainda mais ousadas. A transformação de Matt oferece um campo visual muito particular, e existe espaço para que o longa explore com maior intensidade a estranheza de um corpo que deixa de obedecer às regras convencionais da anatomia.Isso não diminui o impacto de seus melhores momentos. Pelo contrário, as sequências mais memoráveis demonstram que o filme tem criatividade suficiente para produzir imagens que permanecem na memória depois da sessão.Os efeitos práticos e a caracterização merecem destaque pela maneira como dão materialidade à transformação. Em vez de depender exclusivamente de um espetáculo de CGI, a produção trabalha com texturas, superfícies e imagens que reforçam a sensação de que há algo fisicamente errado diante da câmera.A direção de fotografia de Rob Hardy também contribui para a construção desse universo. Gotham aparece envolta em uma atmosfera opressiva, com ambientes que reforçam a sensação de decadência e insegurança. A iluminação e a composição visual aproximam o glamour da indústria do entretenimento de espaços degradados, criando contrastes que dialogam com a própria trajetória de Matt.O trabalho da direção de arte e a trilha sonora de Volker Bertelmann complementam essa identidade. Os cenários reforçam a coexistência entre ambição, corrupção e desespero, enquanto a música sustenta uma tensão que não depende necessariamente de sustos repentinos.Embora tenha momentos de violência gráfica capazes de incomodar até espectadores habituados ao gênero, o longa não precisa recorrer continuamente ao choque para manter o interesse. Gotham sem Batman e sem a obrigação de expandir o universoUm dos aspectos mais refrescantes de Cara-de-Barro é sua independência em relação à presença do Batman. Apesar de acompanhar um personagem historicamente ligado ao herói, o filme não precisa apresentar o Cavaleiro das Trevas para justificar sua existência. Gotham já oferece um ambiente suficientemente complexo para sustentar a história, com suas estruturas de poder, criminalidade e desigualdade.Essa ausência também permite que a produção evite uma das armadilhas mais comuns das franquias contemporâneas: transformar cada novo lançamento em uma peça obrigatória para compreender o próximo capítulo de um universo compartilhado.Não é necessário conhecer a trajetória de Matt Hagen nos quadrinhos, acompanhar produções anteriores da DC ou identificar referências escondidas para compreender os conflitos apresentados. A obra funciona como uma história autônoma, com começo, desenvolvimento e uma direção narrativa própria. O fato de estar inserida no DCU amplia suas possibilidades futuras, mas não se torna uma dependência para o funcionamento do filme.Essa liberdade é especialmente importante porque o personagem escolhido está longe de possuir o reconhecimento imediato de figuras como Coringa ou Pinguim. A decisão de dedicar uma produção cinematográfica a um antagonista menos popular poderia ter resultado em uma história excessivamente dependente de referências ou em uma tentativa artificial de transformá-lo em um grande evento.
Tom Rhys Harries é um dos destaques de Cara-de-Barro
-
Foto: Divulgação
O filme encontra uma solução mais interessante: apresenta o personagem a partir de suas contradições e permite que o público descubra sua relevância por meio do drama. É também uma demonstração prática de uma das possibilidades mais interessantes para o universo desenvolvido por James Gunn: permitir que diferentes personagens encontrem linguagens cinematográficas próprias, em vez de submeter todas as histórias à mesma estrutura.Depois de produções de super-heróis mais diretamente associadas à aventura e ao espetáculo, Cara-de-Barro representa uma mudança de direção que faz bem ao conjunto. A DC pode continuar contando histórias sobre grandes heróis e ameaças extraordinárias, mas também tem espaço para filmes menores em escala narrativa, mais íntimos em seus conflitos e dispostos a explorar gêneros que raramente ocupam o centro das grandes franquias de quadrinhos. É nessa diversidade que o novo universo encontra uma de suas maiores oportunidades.O que poderia ser ainda melhorApesar dos acertos, Cara-de-Barro não é um filme sem limitações. Entre as escolhas do roteiro, uma decisão particularmente desconfortável merece ser discutida: a utilização de uma falsa denúncia de estupro contra Matt como parte da campanha que contribui para destruir sua reputação e sua carreira. O recurso é problemático não apenas pela maneira como é empregado, mas também pelo contexto social em que essa representação aparece. Em uma sociedade na qual mulheres que denunciam violência sexual frequentemente enfrentam descrédito, perseguição e julgamentos públicos, utilizar uma acusação falsa como mecanismo narrativo para intensificar a queda de um protagonista masculino é uma escolha controversa e desnecessária. A trama constrói um cenário em que uma acusação dessa natureza contribui para arruinar a vida profissional de um homem famoso, enquanto figuras públicas acusadas de abuso podem preservar dinheiro, influência e acesso a oportunidades, mesmo diante de denúncias e investigações. Ao mesmo tempo, mulheres que denunciam violência podem enfrentar ataques, descredibilização e exposição midiática.A trajetória de Matt já possui elementos suficientes para estabelecer sua vulnerabilidade: a violência praticada pelo crime organizado, a corrupção, a perda de seu rosto e o abandono pela indústria do entretenimento. A história funcionaria sem essa camada, e sua inclusão introduz uma questão delicada sem oferecer uma reflexão proporcional à gravidade do assunto. É um ponto que merece ressalvas justamente porque o restante da construção dramática demonstra maior sensibilidade ao desenvolver as contradições do protagonista.Além dessa escolha, a narrativa apresenta algumas passagens em que o ritmo e a construção dos conflitos parecem acelerados. O início ágil funciona a favor da história, mas determinadas mudanças emocionais poderiam receber mais tempo para amadurecer. Matt passa por transformações profundas em um intervalo relativamente curto e, embora Tom Rhys Harries consiga sustentar boa parte dessas transições, algumas situações se beneficiariam de maior elaboração.Para uma história que abraça o body horror e acompanha um personagem capaz de alterar radicalmente sua própria estrutura física, o filme poderia aproveitar melhor algumas possibilidades da premissa, especialmente nas sequências finais. Em certos trechos, a criatividade das transformações parece ceder espaço a soluções mais familiares de ação.Essas limitações impedem Cara-de-Barro de alcançar todo o potencial de suas ideias, mas não comprometem completamente a experiência. A controvérsia da falsa denúncia deixa uma impressão incômoda que poderia ter sido evitada, enquanto as escolhas de ritmo e desenvolvimento revelam oportunidades desperdiçadas. Ainda assim, o longa permanece envolvente e encontra uma identidade própria, mesmo quando não consegue explorar todas as suas possibilidades com a mesma profundidade.Afinal, vale o ingresso? Cara-de-Barro é uma ótima pedida para quem procura uma experiência de cinema diferente do que os lançamentos recentes de super-heróis costumam oferecer. Bem atuado, visualmente criativo e sustentado por uma história que encontra força nas contradições de seu protagonista, o longa é uma das produções mais interessantes da DC e um dos melhores filmes do estúdio.A aposta em um vilão relativamente pouco conhecido, antes mesmo da introdução do Batman deste universo cinematográfico, poderia ter dado muito errado. Entretanto, a produção encontra na combinação entre terror, body horror, ficção científica, suspense psicológico e alívios cômicos uma identidade que vai além da curiosidade em torno de seu personagem.O humor, aliás, merece reconhecimento por aparecer sem destruir a atmosfera sombria. Em vez de interromper a tensão com piadas deslocadas, a narrativa encontra momentos de absurdo que surgem naturalmente das situações e ajudam a tornar a experiência mais dinâmica. É um equilíbrio que favorece o entretenimento sem diminuir o impacto das cenas mais perturbadoras.A síntese na apresentação dos personagens também se revela uma escolha acertada. Ao evitar explicações excessivas e não transformar a história em uma vitrine de referências ao universo compartilhado, o filme abre espaço para desenvolver melhor a trajetória psicológica de Matt e os conflitos que cercam sua transformação.
Tom Rhys Harries é um dos destaques da nova produção da DC
-
Foto: Divulgação
Essa concentração permite construir uma psiquê mais elaborada para o vilão, algo especialmente bem-vindo em um momento em que tantas adaptações de quadrinhos parecem mais preocupadas com a expansão de franquias do que com a complexidade de seus personagens.Matt Hagen não é interessante apenas porque se transforma em um monstro, mas porque a narrativa dedica tempo para explorar as contradições entre a pessoa que ele era, aquela que desejava ser e o indivíduo que começa a surgir depois de sua tragédia. Tom Rhys Harries é fundamental para esse resultado, enquanto Naomi Ackie oferece um contraponto que, mesmo prejudicado pela falta de desenvolvimento, acrescenta sensibilidade à história.A direção de James Watkins, os efeitos visuais, a caracterização e a atmosfera de Gotham completam uma experiência que encontra no desconforto e na criatividade algumas de suas maiores qualidades.Em uma ida ao cinema, Cara-de-Barro oferece uma experiência divertida e eletrizante, sem abrir mão de momentos de tensão, repulsa e reflexão. É o tipo de produção que consegue provocar reações diferentes na mesma sessão e que encontra na tela grande o espaço ideal para suas imagens mais impactantes.Mais importante, o longa traz algo novo e refrescante para o gênero. Não necessariamente porque inventa uma nova linguagem para o terror ou apresenta discussões inéditas sobre aparência e identidade, mas porque escolhe combinar essas ideias com um personagem de quadrinhos e permite que a história siga uma direção própria.Essa é a DC que dá vontade de ir ao cinema: um estúdio disposto a correr riscos, experimentar gêneros e reconhecer que seus personagens podem sustentar histórias muito diferentes entre si.Cara-de-Barro não é perfeito, mas demonstra que existe muito potencial em apostar em narrativas que não dependem de grandes batalhas, heróis conhecidos ou promessas para continuações. É um filme corajoso para este primeiro momento do DCU e um acerto que amplia as possibilidades do universo desenvolvido por James Gunn.A expectativa é que o estúdio continue arriscando nessa direção. Se a proposta é construir um universo capaz de abrigar diferentes identidades cinematográficas, Cara-de-Barro é um argumento convincente a favor dessa ambição.Nota: 4/5Veja o trailer!
A Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, é uma das opções de entretenimento para quem acompanha a programação da emissora, reunindo filmes de diferentes gêneros ao longo da semana. Nesta quinta-feira, 22, a programação exibe uma produção que explora as relações familiares e mostra como uma conexão inesperada pode transformar a vida de alguém.Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta quinta-feira, 22, é 'Um Pai para Lily', estrelado por Barbie Ferreira, conhecida pela série 'Euphoria', e John Leguizamo, que dá voz ao personagem Sid na franquia 'A Era do Gelo'.Na trama, Lily Trevino, uma jovem solitária na faixa dos 20 anos, faz amizade acidentalmente com um desconhecido pela internet que tem o mesmo nome de seu pai, Bob Trevino. Aos poucos, o apoio e o incentivo desse novo amigo começam a transformar a vida da jovem.À medida que a conexão entre os dois se aprofunda, o “outro” Bob passa a preencher o vazio deixado pelo pai biológico de Lily. O que começa como um pedido de amizade enviado por engano se transforma em uma jornada emocionante de afeto, amadurecimento e descoberta sobre o verdadeiro significado de família.Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para as 15h50.
Filme é inspirado em uma história realAlém da história emocionante, o longa tem uma conexão com a vida real, pois foi inspirado em uma experiência vivida pela diretora e roteirista Tracie Laymon, que desenvolveu uma amizade inesperada com um desconhecido após procurar pelo seu pai na internet. A produção também conquistou os prêmios do Júri e do Público na categoria de longa-metragem narrativo no festival South by Southwest (SXSW), em 2024.Veja o trailer de Um Pai para Lily
Nem toda maratona precisa ocupar uma noite inteira para prender a atenção. Nesta quinta-feira, 22, quem procura uma produção curta, intensa e repleta de conflitos pode encontrar na Netflix uma opção que mistura suspense, erotismo e drama familiar. Lançada em 2023, a minissérie Desejo Obsessivo acompanha um cirurgião bem-sucedido que se envolve com a noiva do próprio filho, dando início a uma relação secreta capaz de colocar tudo a perder.
Com apenas quatro episódios de aproximadamente 40 minutos, a produção é uma alternativa para quem quer mergulhar em uma história provocadora e terminá-la em menos de três horas.Romance proibido coloca uma família em riscoCriada por Morgan Lloyd Malcolm e Benji Walters, Desejo Obsessivo é inspirada no romance Damage, da escritora Josephine Hart, publicado no Brasil com o título Perdas e Danos. A trama acompanha William Farrow (Richard Armitage), um neurocirurgião respeitado que construiu uma carreira de sucesso e mantém uma vida familiar aparentemente estável ao lado da esposa, Ingrid (Indira Varma).Essa rotina muda quando William conhece Anna Barton (Charlie Murphy), uma mulher por quem sente uma atração imediata. O problema é que ela está noiva de Jay (Rish Shah), filho mais velho do médico. Mesmo diante do risco de destruir a própria família, William se entrega à paixão e começa a viver um relacionamento secreto com a jovem.O que começa como uma aventura movida pelo desejo rapidamente ganha contornos mais perigosos. A intensidade da relação e a obsessão do protagonista ameaçam sua reputação, seu casamento e os vínculos familiares, enquanto os envolvidos tentam lidar com as consequências de suas escolhas.Suspense e sensualidade conduzem a tramaAo longo dos quatro episódios, a minissérie explora os limites entre atração, paixão e obsessão. O relacionamento clandestino é o ponto de partida para uma sequência de conflitos que coloca os personagens diante de decisões capazes de mudar suas vidas.A produção aposta em elementos comuns aos thrillers eróticos, combinando sedução, traição, segredos e tensão psicológica. Em vez de se concentrar apenas no romance proibido, a narrativa também acompanha os danos provocados pela tentativa de manter a relação escondida e pelo risco constante de que a verdade venha à tona.A história já ganhou uma adaptação cinematográfica em 1992, intitulada Perdas e Danos, estrelada por Jeremy Irons e Juliette Binoche. A versão da Netflix retoma a premissa do livro em formato seriado, distribuindo os conflitos ao longo de uma temporada curta.Elenco reúne estrelas de séries conhecidasO protagonista é interpretado por Richard Armitage, conhecido internacionalmente por viver Thorin Escudo de Carvalho na trilogia O Hobbit. O ator também participou de produções como Hannibal, além de séries da Netflix baseadas em livros de Harlan Coben, entre elas Não Fale com Estranhos e Fique Comigo.Charlie Murphy interpreta Anna e é conhecida por trabalhos em Peaky Blinders e The Last Kingdom. Já Indira Varma, que vive Ingrid, ganhou notoriedade ao interpretar Ellaria Sand em Game of Thrones. O elenco conta ainda com Rish Shah, que dá vida a Jay e participou de Ms. Marvel.A presença de atores conhecidos pode atrair quem gosta de acompanhar diferentes trabalhos de nomes já vistos em outras produções de suspense, fantasia e drama.Vale a pena?Sim, para quem gosta de tramas de suspense e tensão, Desejo Obsessivo pode ser uma boa escolha. A minissérie combina romance proibido, segredos e relações perigosas para mostrar como uma paixão pode sair do controle e ameaçar uma família inteira.Ao longo dos quatro episódios, a história explora as consequências da obsessão e das escolhas impulsivas, criando conflitos que colocam em risco a reputação e os relacionamentos dos personagens. Com aproximadamente 40 minutos por capítulo, a produção também é uma alternativa para quem procura uma maratona curta durante a semana.Para quem prefere histórias com mistério, tensão emocional e conflitos familiares, a série oferece uma trama provocadora sobre os limites do desejo e a destruição de uma vida aparentemente perfeita.
Se você está procurando uma série curta para aproveitar o tempo livre e escapar do tédio durante a semana, a Netflix tem uma opção que pode transformar algumas horas em uma maratona cheia de mistérios. Lançada em 2026, a minissérie alemã Armadilha conquistou espaço entre as produções mais assistidas da plataforma e já ultrapassou 5,4 milhões de visualizações.O sucesso também aparece no volume de horas acumuladas: são 26,4 milhões de horas assistidas, número que colocou a produção na terceira posição do ranking global de séries em língua não inglesa da Netflix, conforme os dados informados pela plataforma.
Com apenas seis episódios, a minissérie pode ser assistida em pouco mais de quatro horas. A duração enxuta torna a produção uma alternativa para quem deseja começar e terminar uma história antes do fim de semana, sem abrir mão de uma trama repleta de suspeitas, tensão psicológica e reviravoltas.Minissérie da Netflix conquista milhões de visualizaçõesO desempenho de Armadilha chama a atenção para uma história que combina suspense psicológico e investigação criminal. A produção acompanha uma escritora que passa uma década isolada em casa após presenciar o assassinato da irmã. O trauma transforma completamente sua rotina, mas uma descoberta inesperada na televisão muda o rumo de sua vida.Ao reconhecer um homem que acredita ser o responsável pelo crime, a protagonista decide agir por conta própria. Sem provas suficientes para convencer as autoridades, ela prepara uma estratégia para atraí-lo até sua residência e tentar descobrir o que realmente aconteceu.A produção alcançou 5,4 milhões de visualizações e 26,4 milhões de horas assistidas, consolidando sua presença entre os títulos de maior destaque no catálogo internacional da plataforma. O formato compacto também favorece quem procura uma história fechada para assistir em poucas horas.Qual é a história de Armadilha?A trama acompanha Lisa Konrad, interpretada por Friederike Becht, uma escritora renomada que não sai de casa há dez anos, desde o assassinato de sua irmã, Anna. A vida da protagonista muda quando ela assiste à televisão e acredita reconhecer Robert Lenzen, um jornalista vivido por Hans Löw, como o homem que viu na noite do crime.Convencida de que encontrou o possível responsável pela morte da irmã, Lisa sabe que suas acusações dificilmente serão levadas a sério sem provas concretas. Por isso, elabora um plano arriscado: escrever um thriller inspirado no assassinato e anunciar uma entrevista exclusiva em sua própria casa, exigindo que Robert conduza a conversa.O encontro, no entanto, está longe de ser uma simples entrevista. Enquanto Lisa tenta encontrar evidências que confirmem suas suspeitas, o jornalista também demonstra ter interesses próprios. Aos poucos, a escritora começa a questionar as próprias lembranças, e o que parecia uma investigação planejada passa a se transformar em um jogo psicológico.A dúvida sobre a identidade do verdadeiro culpado conduz a narrativa e mantém em aberto a possibilidade de Lisa estar certa sobre o jornalista ou ter cometido um erro durante sua investigação.Elenco estrelado reúne nomes do suspense alemãoAlém de Friederike Becht, que interpreta Lisa Konrad, e Hans Löw, no papel de Robert Lenzen, a minissérie conta com Matthias Brandt como Norbert Rudow, editor da escritora, e Anna Schudt como Pia, sua agente literária.O elenco também reúne Miriam Ohlmeyer, Josephine Thiesen, Malaya Stern Takeda, Ursula Strauss, Sesede Terziyan, Michael Klammer, Peter Lohmeyer, Anna Stieblich e Naile Schuberth.A direção e o roteiro são assinados por Isabel Kleefeld, responsável também pela minissérie de suspense Depois da Cabana, que conquistou público na Netflix. A produção adapta o romance Die Falle, da escritora alemã Melanie Raabe, publicado em 2015 e lançado internacionalmente em diversos países.O livro se tornou um best-seller e serviu de base para a história que coloca uma escritora traumatizada diante de um homem que ela acredita ser um assassino. A adaptação mantém o foco na tensão entre os personagens e nas dúvidas sobre memória, manipulação e verdade.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de suspense psicológico, mistérios criminais e histórias que colocam em dúvida a percepção dos próprios personagens. Com seis episódios, Armadilha oferece uma trama que pode ser concluída em pouco mais de quatro horas, sendo uma opção prática para quem deseja aproveitar o tempo livre sem começar uma série longa.A atuação de Friederike Becht é um dos destaques da produção, ao transmitir a fragilidade e a determinação de uma mulher marcada pelo luto. A dinâmica entre Lisa e Robert também cria momentos de tensão, enquanto a investigação levanta dúvidas sobre o que realmente aconteceu com Anna.Apesar de apresentar conflitos repetitivos e um desfecho que pode ser previsível para parte do público, a minissérie reúne elementos capazes de despertar a curiosidade de quem aprecia histórias cheias de suspeitas. O desempenho na Netflix, com mais de 5 milhões de visualizações, reforça o interesse pela produção.Para quem procura uma maratona curta, com mistério, confrontos psicológicos e uma investigação que desafia as certezas da protagonista, Armadilha é uma alternativa para incluir na lista de próximas séries.
A Hera Venenosa pode ganhar uma série para chamar de sua na TV. Segundo informações do Deadline, a Warner Bros. e a DC Comics estão desenvolvendo uma produção centrada na vilã do universo Batman. Lauren LeFranc, showrunner de Pinguim, está em negociações para participar do projeto como produtora executiva.Até o momento, nenhum roteirista foi contratado, e LeFranc não deve assumir o roteiro da produção. O desenvolvimento da série foi pausado devido a fusão entre Paramount e Warner Bros.Caso avance, a série será exibida pela HBO e não fará parte do universo de Batman dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson. Ainda não há atriz definida para interpretar a personagem.
Nos quadrinhos, Hera Venenosa é a identidade da Dra. Pamela Isley, uma cientista capaz de controlar plantas e de usar feromônios para manipular qualquer pessoa. Criada por Robert Kanigher e Carmine Infantino, a vilã é conhecida como a "Femme Fatale Floral" do Batman.A personagem já foi interpretada por Uma Thurman no cinema e também apareceu em outras produções da DC, como Batman: A Série Animada e Harley Quinn. Nos quadrinhos e na animação, ganhou destaque por seu relacionamento com Arlequina.
Brad Pitt retorna ao papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 'Era Uma Vez... em Hollywood' em 'As Novas Desventuras de Cliff Booth', e à Netflix divulgou imagens inéditas do filme, dirigido por David Fincher e escrito por Quentin Tarantino.Ambientada em 1977, a trama acompanha Cliff Booth em uma nova Los Angeles, diferente daquela apresentada no primeiro longa. David Fincher comentou sobre a produção: "Não é exatamente uma história sobre dublês, nem sobre cinema, e já nem dá para dizer que é uma história sobre Hollywood. É uma história sobre Los Angeles."
1 de 6
| Foto: Divulgação/Netflix
2 de 6
| Foto: Divulgação/Netflix
3 de 6
| Foto: Divulgação/Netflix
4 de 6
| Foto: Divulgação/Netflix
5 de 6
| Foto: Divulgação/Netflix
6 de 6
| Foto: Divulgação/Netflix
Além disso, Tarantino contou como a parceria surgiu: "O Brad veio falar comigo e disse: 'E aí, o que você acha de ter o David Fincher dirigindo o filme do Cliff Booth?'. Eu respondi: 'Ideia sensacional!'. Era uma ideia tão incrível que eu nem conseguia imaginar acontecendo de verdade. Parecia bom demais para ser verdade."O elenco também conta com Elizabeth Debicki, Scott Caan, Carla Gugino, Yahya Abdul-Mateen II e Peter Weller, entre outros nomes. A produção estreia nos cinemas em 25 de novembro de 2026, antes de chegar à Netflix em 23 de dezembro.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando em Salvador.Veja o trailer de As Novas Desventuras de Cliff Booth!
O empresário americano John Malone afirmou que o governo de Donald Trump barrou à Netflix de adquirir a Warner Bros. Discovery nos Estados Unidos. Segundo ele, o aviso levou a plataforma a desistir da disputa, vencida pela Paramount.A declaração foi feita nesta quarta-feira, 21, durante o International Council Summit do Paley Center for Media. O magnata não detalhou a suposta mensagem enviada à empresa.“Eles estavam prestes a prosseguir e foram informados pela administração de que não tinham chance de obter aprovação regulatória nos EUA. Acho que isso foi o que os fez desistir”, afirmou.Em fevereiro, o co-CEO da plataforma, Ted Sarandos, esteve na Casa Branca para se reunir com autoridades americanas. A proposta foi retirada no mesmo dia, embora ainda houvesse quatro dias para responder à última oferta da concorrente.
Malone também mencionou divergências internas na Warner sobre a saída da Netflix, mas avaliou que o desfecho foi favorável aos acionistas.Em entrevista à Bloomberg, Sarandos afirmou posteriormente que Trump foi “completamente neutro” na negociação e atribuiu a decisão ao fato de a Warner ter considerado a oferta da Paramount superior, e que o encontro na sede do governo não teve “nada fora do comum”.Democratas questionaram a reunião e pediram esclarecimentos à então procuradora-geral Pam Bondi, alegando possível favorecimento político.Em junho, o Departamento de Justiça anunciou que não contestaria a transação. Em julho, a Califórnia e outros 11 estados contestaram o negócio, mas chegaram a um acordo no mês passado, permitindo a fusão.A Paramount pagou US$ 110 bilhões pela Warner Bros. Discovery, em uma das maiores transações da história do setor de mídia.
Salvador recebe, entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, a 9ª edição do Festival Lugar de Mulher é no Cinema, que reúne 30 curtas-metragens e um longa dirigidos por mulheres e pessoas não binárias. Com entrada gratuita, a programação será realizada na Sala Walter da Silveira, nos Barris, e contará com mostras competitivas, homenagens, premiações e debates sobre os desafios e as perspectivas do audiovisual brasileiro.
A seleção reúne produções de 13 estados e 17 cidades do país, com histórias que exploram temas como memória, identidade, relações familiares, território e experiências de mulheres em diferentes contextos. Além das exibições, o evento aposta na formação de novos profissionais e na aproximação entre produções universitárias e o circuito de festivais.“A gente vê que o cinema feito por mulheres e pessoas não binárias está cada vez mais múltiplo, com mais qualidade e com mais pessoas produzindo. Celebrar isso na tela do cinema é muito importante”, afirma Hilda Lopes Pontes, idealizadora e diretora artística do festival.Festival homenageia atrizes e destaca novas realizadorasA abertura do evento acontece no dia 28 de outubro, às 19h, com uma sessão em homenagem à atriz e diretora Danny Barbosa, que integra o elenco do longa Salomé, dirigido por André Antônio. A cerimônia terá apresentação da atriz baiana Luciana Souza, e a exibição do filme está prevista para as 20h.Danny Barbosa é a homenageada desta edição. Como diretora e roteirista, realizou os curtas-metragens Café com Rebu e Pedra Polida. Na atuação, participou de produções como Bacurau (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; Mais Pesado é o Céu (2023), de Petrus Cariry; Salomé (2024), de André Antônio; e Gravidade (2025), de Léo Tabosa. Sua trajetória também inclui trabalhos no teatro independente.Outra artista homenageada é Jéssica Teixeira, que recebe o destaque do Prêmio Sol Moraes, dedicado ao incentivo a novas realizadoras. Atriz, diretora, dramaturga e produtora, ela é graduada em Teatro e mestre em Artes pela Universidade Federal do Ceará (UFC).Sua pesquisa artística tem o próprio corpo como ponto de partida e resultou nos solos teatrais E.L.A. (2019) e Monga (2024). Pelo segundo trabalho, recebeu o Prêmio Shell de Teatro, na categoria Direção, em São Paulo, e o ZKB Förderpreis, em Zurique, na Suíça.No audiovisual, Jéssica participou de produções como Assexybilidade (2023), Noz Pecã (2024), Fiz um foguete imaginando que você vinha (2026), London (2026) e da série Os Outros (2023), do Globoplay.Três mostras competitivas movimentam a programaçãoA seleção de filmes está dividida em três mostras competitivas, que contemplam diferentes perfis de produção e públicos.A Mostra Frutos reúne filmes de todo o Brasil, enquanto a Mostra Raízes é dedicada às produções baianas. Já a Mostra Semente apresenta obras voltadas à infância e à adolescência.O festival também abre espaço para produções universitárias, com sessões de filmes realizados por estudantes. Entre as instituições representadas estão a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Unijorge e a Unifacs. A programação inclui ainda a exibição de um filme infantil produzido por estudantes da Escola Municipal Elysio Athayde, de Salvador.Segundo Day Sena, diretora executiva do festival, a aproximação entre a formação acadêmica e o mercado profissional é um dos objetivos desta edição.“Estamos experimentando essa possibilidade de fomentar realizadoras universitárias e contribuir para a profissionalização de seus filmes, para que possam participar de festivais. Fizemos uma curadoria interna a partir das produções das universidades e contamos com filmes da UFBA, da Unijorge e da Unifacs”, explica.Premiação reconhece filmes e novos talentosA cerimônia de premiação está marcada para 1º de novembro, às 18h30, e encerrará a programação de exibições do festival. Os reconhecimentos serão distribuídos entre as três mostras competitivas, além de categorias especiais e prêmios oferecidos por parceiros.Na Mostra Frutos, serão entregues os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Intérprete no Espectro Feminino, Melhor Roteiro e o Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos.A Mostra Semente premiará Melhor Filme e Melhor Animação. Na Mostra Raízes, os destaques serão reconhecidos nas categorias Melhor Filme e Melhor Revelação.A programação também contará com o Júri Jovem, responsável por eleger o melhor filme de cada mostra. Entre as premiações oferecidas por parceiros estão o Prêmio Dialab, destinado a um curta baiano; o Prêmio Stone Milk, que oferece consultoria de projetos para pós-produção; e o Prêmio Arrudeia, voltado exclusivamente para curtas universitários.Debates discutem representatividade e mercado audiovisualAlém das sessões de cinema, o Festival Lugar de Mulher é no Cinema promove três encontros do Conexões Audiovisuais, com discussões sobre trabalho, financiamento, circulação de produções e representatividade no setor.No dia 29 de outubro, das 17h às 18h, a mesa “Para além do protagonismo: trabalhadores trans no audiovisual brasileiro” discutirá a presença de pessoas trans nas diferentes funções da produção cinematográfica. O encontro terá mediação de Jeisi Ekê e participação de Danny Barbosa e Gênesis Nascimento.Em 30 de outubro, das 15h às 16h, será realizada a conversa “Narrando o real: caminhos do mercado de documentários no Brasil”. Com mediação de Letícia Santinon e participação de Vânia Lima e Camila de Moraes, a mesa abordará estratégias de produção, financiamento e circulação de documentários no país.Já no dia 31 de outubro, às 15h, a mesa “Cosmovisões e identidades: fabulações críticas no cinema de gênero” reunirá realizadoras que trabalham com horror, ficção científica e fantástico como campos de reflexão política e cultural. O debate terá mediação de Jéssica Teixeira e participação de Olinda Tupinambá e Ana do Carmo.Festival terá oficina gratuita de audiovisual no Subúrbio FerroviárioA programação formativa também se estenderá para além das datas das exibições. No dia 13 de novembro, das 9h às 12h, o Espaço Cultural de Alagados, no bairro do Uruguai, em Salvador, receberá a oficina Conexão Mobile — Captação e Edição Audiovisual com Celular.Conduzida por Rafa Beck, pessoa não binária, a atividade abordará técnicas de captação e edição de imagens com dispositivos móveis. A oficina será aberta ao público, com foco em mulheres e pessoas não binárias.O 9º Festival Lugar de Mulher é no Cinema conta com a parceria do Projeto Paradiso, Tem Dendê Produções, Stone Milk, Arrudeia Filmes, DiaLab, IgluLoc, D'Cor Mobília Criativa e do Festival FICFUSA, da Colômbia.O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado.9º Festival Lugar de Mulher é no CinemaQuando: 28 de outubro a 1º de novembro de 2026Onde: Sala Walter da Silveira, nos Barris, em Salvador (BA)Entrada gratuitaAbertura: 28 de outubro, às 19h, seguida da exibição de Salomé, às 20hMesas Conexões Audiovisuais: 29, 30 e 31 de outubroCerimônia de premiação: 1º de novembro, às 18h30Oficina de audiovisual: 13 de novembro, das 9h às 12h, no Espaço Cultural de Alagados, bairro do Uruguai, Salvador.
No meio da semana, encontrar uma série envolvente para assistir sem comprometer tantas horas da rotina pode ser mais fácil do que parece. Para quem gosta de investigações criminais repletas de reviravoltas e histórias que vão além do mistério central, a Netflix esconde uma produção dinamarquesa que merece atenção. Lançada em 2025, A Reserva combina suspense policial, conflitos familiares e críticas sociais em apenas seis episódios, com duração média de 35 minutos cada. É uma opção para começar nesta quarta-feira, 21, e concluir a maratona em pouco mais de três horas.
Desaparecimento muda a rotina de um bairro de luxoEm A Reserva, o desaparecimento de Ruby (Donna Levkovski), uma jovem filipina que trabalha como au pair para uma família rica, abala a aparente tranquilidade de um bairro nobre de Copenhague. O caso chama a atenção de Cecilie (Marie Bach Hansen), uma vizinha que passa a desconfiar de que algo grave aconteceu com a jovem.Casada com Mike (Simon Sears) e acostumada a uma vida confortável, Cecilie decide procurar respostas por conta própria. Enquanto isso, a investigação oficial não recebe a urgência que ela considera necessária. É quando a detetive Aisha (Sara Fanta Traore), ainda no início da carreira, resolve seguir os próprios instintos e se aproxima da vizinha para descobrir o que aconteceu.À medida que as duas avançam na investigação, segredos das famílias mais influentes da região começam a aparecer. A história mostra como o desaparecimento de uma trabalhadora imigrante expõe contradições escondidas atrás de casas luxuosas, relações aparentemente estáveis e uma comunidade preocupada em preservar as aparências.Suspense nórdico vai além da investigação policialUm dos diferenciais da minissérie está na maneira como o mistério se conecta a questões sociais. A narrativa aborda a desigualdade econômica, o racismo, o bullying, a masculinidade tóxica e a exploração do trabalho imigrante, sem deixar de lado os conflitos familiares.A condição das jovens contratadas como au pairs ganha destaque. Vindas das Filipinas, elas trabalham cuidando de crianças e realizando tarefas domésticas em troca de hospedagem e salário. A partir dessa realidade, a produção questiona até que ponto o intercâmbio cultural pode se transformar em uma relação desigual, na qual a mão de obra barata e a vulnerabilidade das trabalhadoras favorecem famílias privilegiadas.A série também explora a maternidade e a educação dos filhos, incluindo os riscos associados ao acesso sem controle às redes sociais. Esses elementos ampliam o alcance da trama e mostram que o desaparecimento não é apenas o ponto de partida para uma investigação criminal, mas também uma forma de expor problemas presentes na sociedade contemporânea.Minissérie dinamarquesa tem apenas seis episódiosCriada por Ingeborg Topsøe, A Reserva aposta em uma narrativa concentrada, com acontecimentos que acrescentam novas informações à investigação ao longo dos capítulos. Os episódios têm cerca de 35 minutos, totalizando pouco mais de três horas de conteúdo.A ambientação também se diferencia de outros suspenses nórdicos. Em vez de apostar exclusivamente em paisagens geladas e cenários escuros, a produção se desenrola durante o verão dinamarquês, com uma fotografia marcada pela luminosidade e pelas paisagens de Copenhague. O contraste entre a aparência ensolarada do lugar e os segredos escondidos por seus moradores reforça a tensão da história.Embora algumas pistas possam antecipar parte das revelações para espectadores acostumados ao gênero, a trama mantém o interesse ao desenvolver os personagens e explorar as relações de poder que cercam o caso. O desfecho, por sua vez, aposta em uma resolução que pode provocar discussões entre os espectadores.A minissérie também conquistou espaço entre os títulos populares da plataforma após um lançamento discreto, impulsionada pelo boca a boca. No Rotten Tomatoes, registra 100% de aprovação da crítica e 75% do público, até o momento.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas de suspense policial, A Reserva é uma boa escolha para a quarta-feira. A produção reúne desaparecimento misterioso, investigação, segredos familiares e críticas sociais em uma história curta, ideal para quem prefere séries que não exigem o compromisso de várias temporadas.Além de construir um mistério capaz de prender a atenção, a minissérie aborda desigualdades que ultrapassam as fronteiras da Dinamarca, especialmente as relações entre famílias privilegiadas e trabalhadoras imigrantes. Mesmo que algumas revelações sejam previsíveis, o conjunto oferece motivos para acompanhar a investigação até o fim.Com seis episódios de aproximadamente 35 minutos, é uma alternativa para quem busca uma maratona rápida, tensa e com temas que continuam relevantes fora da ficção.
Nada como encontrar um filme capaz de transformar algumas horas livres em uma experiência cheia de reviravoltas. Para quem quer aproveitar o dia e fugir do tédio com uma trama que mistura crime, humor e mistério, o Prime Video acaba de lançar uma novidade que já conquistou espaço entre os títulos mais assistidos da plataforma.Lançado em 2026, Masterplan estreou nesta semana no catálogo do streaming e fez sucesso imediato, alcançando o TOP 10 da plataforma. Atualmente, o longa ocupa a segunda posição no ranking, ficando atrás apenas de O Amor de Sua Vida.
Com 1h49 de duração, a produção é uma das grandes apostas do Prime Video para 2026 e promete uma aventura criminal que pode ser acompanhada em menos de duas horas.Estrelado por Stanley Tucci, conhecido pelo público por O Diabo Veste Prada, o filme acompanha um ladrão experiente que reúne dois jovens especialistas para realizar um assalto ousado: roubar a Mona Lisa, uma das pinturas mais famosas do mundo, exposta no Museu do Louvre, em Paris. O que começa como um plano criminoso ganha contornos ainda mais inesperados quando segredos familiares vêm à tona.Qual é a história de Masterplan?Dirigido por Thomas Vincent, conhecido por trabalhos como Reacher, Segurança em Jogo e Versailles, Masterplan acompanha Roger, um ladrão lendário que decide colocar em prática um plano para roubar a Mona Lisa. Para executar a missão, ele recruta Chiara, uma especialista italiana em crimes cibernéticos, e Jay, um francês especializado em explosivos.O que os dois jovens não sabem é que, além de trabalharem em áreas complementares, compartilham o mesmo pai. Roger revela que Chiara e Jay são seus filhos, transformando uma operação criminosa em uma situação familiar tão inesperada quanto complicada.A partir daí, o trio precisa aprender a trabalhar em conjunto enquanto lida com ressentimentos, desconfianças e provocações. Roger espera que os filhos aceitem sua liderança, mas a relação entre eles está longe de ser simples. Afinal, executar um roubo de grandes proporções já seria um desafio por si só, sem a necessidade de resolver conflitos familiares no meio do caminho.Quem está no elenco do filme?Além de Stanley Tucci no papel de Roger, o longa conta com Simona Tabasco, conhecida pela série The White Lotus, como Chiara, e Victor Belmondo, de Bastion 36, como Jay.A produção franco-italiana foi gravada em inglês, com filmagens realizadas em diferentes locações da França e da Itália. O projeto é uma coprodução da Gaumont com o Amazon MGM Studios.
Stanley Tucci é a grande estrela de Masterplan
-
Foto: Divulgação
O roteiro foi coescrito por Thomas Vincent e David Wolstencroft, vencedor do BAFTA e conhecido por trabalhos como Dupla Identidade e The Escape Artist. A história também conta com a participação de Giacomo Durzi, Alessandro Fabbri e Alberto Vignati.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de filmes de suspense criminal que misturam mistério, roubos elaborados e personagens cheios de segredos. Masterplan oferece uma premissa curiosa ao combinar o desafio de roubar uma das obras de arte mais conhecidas do planeta com a descoberta de um parentesco inesperado.A atuação de Stanley Tucci é um dos principais atrativos. O ator interpreta Roger com elegância e confiança, construindo um personagem que trata uma missão extraordinária com uma tranquilidade quase absurda. A dinâmica entre pai e filhos também abre espaço para conflitos e momentos de humor.Por outro lado, o filme nem sempre desenvolve as relações familiares e os detalhes do assalto com a profundidade que a proposta permitiria. Os preparativos passam rapidamente, algumas soluções parecem convenientes demais e certas piadas perdem a força pela repetição.Ainda assim, para quem procura uma produção para se distrair sem precisar acompanhar uma narrativa excessivamente complexa, o longa pode cumprir bem sua função. Com menos de duas horas de duração, a aventura é uma opção para os fãs de crimes cinematográficos, planos arriscados e mistérios que ajudam a quebrar a rotina.Veja o trailer!
Para quem quer aproveitar o tempo livre com uma história cheia de tensão, a Netflix tem um filme que se transformou em fenômeno em 2026. Com mais de 30 milhões de visualizações, o suspense conquistou assinantes de diferentes países ao misturar sequestro, segredos familiares e disputas políticas em uma corrida contra o tempo. Lançado em 2026, o longa reúne um elenco de peso e se tornou uma opção para quem procura uma trama envolvente sem precisar dedicar várias horas a uma série. Intitulado Sobrevivência, o filme acumula 30,8 milhões de visualizações e 55,4 milhões de horas assistidas.A produção permaneceu no TOP 10 global da Netflix por duas semanas desde o lançamento e chegou ao ranking dos títulos mais vistos em 93 países. Além disso, atualmente o filme se encontra na primeira posição entre os títulos mais assistidos no Brasil.
Sequestro coloca família em uma situação desesperadoraEm Sobrevivência, Ben Affleck interpreta Mark Kimball, candidato à prefeitura de Los Angeles que construiu sua campanha em torno de promessas de honestidade. Sua vida muda quando o filho é sequestrado, obrigando-o a encontrar dinheiro para pagar o resgate enquanto tenta proteger a família e preservar a carreira política.Ao lado da esposa, Abigail (Kerry Washington), Mark precisa lidar com ameaças e informações que colocam em dúvida as relações construídas ao longo dos anos. Como o dinheiro do casal foi destinado à campanha eleitoral, a urgência da situação os leva a considerar alternativas cada vez mais arriscadas.O que começa como uma tentativa desesperada de salvar uma criança logo se transforma em uma trama de mentiras, interesses políticos e segredos. A família precisa descobrir em quem pode confiar enquanto enfrenta consequências que vão muito além do sequestro.Elenco reúne nomes conhecidos de HollywoodAlém de protagonizar o longa, Ben Affleck também assina a direção e o roteiro, ao lado de Billy Ray e Connor O. McIntyre. O cineasta já conquistou reconhecimento por trabalhos como Argo, vencedor do Oscar de Melhor Filme, e Medo da Verdade, sua estreia na direção.Kerry Washington interpreta Abigail, enquanto Steven Yeun vive Sam, assessor político de Mark. O elenco também conta com Gillian Anderson, Adriana Paz e Luis Gerardo Méndez.A história utiliza o sequestro para explorar as contradições de um candidato que precisa conciliar a imagem pública de integridade com decisões tomadas em meio ao desespero.Ao mesmo tempo, a trama aborda questões como privilégios sociais, imigração e a maneira como interesses eleitorais podem influenciar a relação de figuras públicas com diferentes comunidades.Sucesso de audiência não significa unanimidadeApesar dos números expressivos na Netflix, Sobrevivência dividiu opiniões. A premissa oferece elementos para um suspense político intenso, com conflitos morais e reviravoltas, mas parte das críticas aponta problemas no desenvolvimento dos personagens e na condução da narrativa. Atualmente, o filme conta com apenas 32% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.O roteiro apresenta questões interessantes sobre ambição, família e o preço das decisões tomadas em situações extremas. No entanto, algumas dessas ideias não recebem aprofundamento suficiente, e o filme perde força quando tenta conciliar o suspense de sequestro com as disputas políticas e os conflitos pessoais.A atuação do elenco também não é aproveitada em todo o seu potencial. Mesmo com nomes experientes, determinadas relações carecem de desenvolvimento emocional, o que reduz o impacto de alguns momentos dramáticos.Vale a pena?Sim, para quem gosta de suspenses criminais, histórias de sequestro e tramas envolventes com segredos e dilemas morais. Sobrevivência oferece uma premissa capaz de despertar curiosidade e um elenco conhecido, além de discutir os limites que alguém pode ultrapassar para proteger a própria família.Por outro lado, quem procura um roteiro muito bem amarrado, personagens profundamente desenvolvidos e reviravoltas realmente surpreendentes pode se decepcionar. O filme utiliza convenções conhecidas do gênero e nem sempre consegue dar consistência às ideias que apresenta.Ainda assim, para quem deseja escapar do tédio com um suspense de pouco menos de duas horas, a produção pode ser uma escolha interessante. O sucesso de audiência demonstra que a história despertou a curiosidade de milhões de assinantes, mesmo sem conquistar unanimidade entre os críticos.Veja o trailer!
A série American Horror Story foi renovada para a 14ª temporada pela FX, uma semana antes da exibição do episódio final da 13ª temporada. O anúncio ocorre após a atual temporada registrar a maior estreia em streaming da história da franquia. O primeiro episódio entrou no Top 10 da Nielsen e também marcou o maior lançamento de Ryan Murphy no Hulu e no Disney+.Em 2020, a produção havia recebido uma encomenda de três temporadas, da 11ª à 13ª, o que levou ao público a acreditar que a série terminaria na temporada atual. Antes da estreia dos novos episódios, Murphy já havia declarado que tinha planos para franquia.Desde 2011, a série acumula mais de 100 indicações ao Emmy e 17 vitórias. A produção criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk é a série de uma hora mais longeva da história da FX.
A 13ª temporada é um crossover que se passa em Nova York, centrado no Apollyon, um prédio residencial misterioso ligado a um portal para o Inferno no porão. O elenco conta com atores conhecidos em temporadas anteriores como Sarah Paulson, Evan Peters, Angela Bassett, Kathy Bates, Emma Roberts, Billie Lourd, Gabourey Sidibe, Leslie Grossman e Jessica Lange, entre outros. A produção é realizada pela 20th Television.Os episódios 11 e 12 da 13ª temporada serão exibidos na quinta-feira, 22 de outubro, o episódio final está marcado para próxima quinta-feira, 29.Veja o trailer da 13ª temporada!
Depois de investir em uma abordagem séria e realista com Lanternas, a DC prepara uma mudança de tom para sua próxima série na HBO Max. Sob o comando de James Gunn, The People vs. Gorilla Grodd vai apostar na comédia para explorar uma faceta mais extravagante dos quadrinhos, com um gorila telepata no centro de uma investigação criminal.A produção será apresentada no formato de falso documentário e acompanhará funcionários do Planeta Diário, o tradicional jornal de Metrópolis, enquanto tentam provar a inocência de Gorilla Grodd em um caso antigo. O personagem será interpretado por Jimmy Tatro, conhecido por seus trabalhos em produções de comédia.
A proposta representa uma mudança significativa em relação a Lanternas, série que acompanha John Stewart (Aaron Pierre) e Hal Jordan (Kyle Chandler) em uma investigação marcada pelo suspense e por uma atmosfera inspirada em dramas policiais. Com a nova produção, a DC pretende explorar o humor e situações inusitadas, ampliando a variedade de estilos dentro de seu universo televisivo.Nova série da DC aposta em comédia e falso documentárioEm vez de priorizar o suspense policial, The People vs. Gorilla Grodd pretende explorar o potencial cômico de uma história protagonizada por um dos vilões mais peculiares dos quadrinhos da DC.Gorilla Grodd é conhecido por sua inteligência extraordinária e seus poderes telepáticos. A escolha do personagem permite que a produção trabalhe com situações absurdas e elementos fantásticos, distanciando-se da abordagem mais contida adotada em Lanternas.
Gorilla Grodd é um vilão peculiar dos quadrinhos da DC
-
Foto: Reprodução
O formato de falso documentário também abre espaço para uma narrativa que acompanha os funcionários do Planeta Diário durante a investigação. A tentativa de demonstrar a inocência do gorila deve conduzir a história, combinando elementos de documentários criminais com o humor característico das produções do gênero.Durante o anúncio da série, James Gunn explicou que a proposta é explorar os aspectos mais engraçados do universo da DC. Amy Gravitt, responsável pelas produções de comédia da HBO, também destacou o potencial humorístico da interpretação de Jimmy Tatro como o vilão.Por que a DC está mudando de direção após Lanternas?A diferença entre as duas produções evidencia a variedade de abordagens que James Gunn pretende adotar para o universo da DC. Enquanto Lanternas investe em uma investigação com atmosfera de drama policial, The People vs. Gorilla Grodd deve seguir por um caminho mais cômico e extravagante.Inspirada em produções como True Detective, Lanternas acompanha os protagonistas em uma investigação que coloca em segundo plano parte dos elementos cósmicos tradicionalmente associados aos personagens. A escolha permite explorar o lado humano de John Stewart e Hal Jordan, mas também levantou questionamentos sobre a presença de elementos fantásticos e as conexões com o universo mais amplo da DC.A nova série, por sua vez, parece disposta a seguir na direção oposta. Com um gorila falante e telepata no centro da trama, a produção poderá explorar características dos quadrinhos que dificilmente se encaixariam na abordagem mais realista de Lanternas.A mudança não significa necessariamente o abandono de um estilo em favor de outro. A proposta reforça a possibilidade de que diferentes projetos da DC tenham identidades próprias, permitindo que histórias de suspense, aventura e comédia coexistam dentro da mesma franquia.James Gunn amplia a variedade de histórias da DCA aposta em estilos distintos já aparece em outros projetos associados à nova fase da DC. Produções como Superman (2025), Supergirl, Comando das Criaturas, Cara-de-Barro e a segunda temporada de Pacificador mostram a intenção de explorar diferentes gêneros, tons e personagens.Nesse cenário, The People vs. Gorilla Grodd surge como mais uma tentativa de diversificar as histórias do estúdio na televisão. Em vez de seguir uma fórmula única, a produção pretende explorar o lado mais absurdo dos quadrinhos, com uma narrativa que mistura investigação criminal e comédia.
Jimmy Tatro foi escalado para interpretar o Gorilla Grodd
-
Foto: Divulgação
A escolha também coloca Jimmy Tatro diante de um papel incomum, já que o ator interpretará um vilão cuja inteligência e poderes telepáticos podem render situações bastante diferentes das encontradas em histórias tradicionais de super-heróis.Enquanto isso, John Stewart continuará nos planos da franquia. O personagem tem uma aparição prevista em Man of Tomorrow, filme programado para 2027.Quando estreia The People vs. Gorilla Grodd?Até o momento, The People vs. Gorilla Grodd não teve uma data de estreia especificada. A produção integra a expansão do universo da DC na televisão e deve apresentar uma abordagem diferente do comum.A proposta reforça a intenção de diversificar o universo da DC, abrindo espaço para histórias que não dependam exclusivamente de grandes confrontos entre super-heróis e vilões. Agora, a expectativa fica em torno de como a produção transformará um personagem tão extravagante em protagonista de uma comédia investigativa.
Os fãs de suspense e espionagem já têm um motivo para ficar de olho nos próximos lançamentos da Netflix. Depois de conquistar milhões de espectadores com uma trama repleta de assassinatos, segredos políticos e reviravoltas, uma das séries britânicas mais elogiadas do gênero está prestes a retornar ao catálogo com uma nova temporada.Lançada em dezembro de 2024, Black Doves conquistou espaço entre as produções mais assistidas da plataforma, acumulando mais de 45 milhões de visualizações durante as seis semanas em que permaneceu no TOP 10. O sucesso também se refletiu na avaliação da crítica, com 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Agora, após quase dois anos de espera, a série estrelada por Keira Knightley tem retorno previsto para 5 de novembro, com novos capítulos que prometem ampliar os riscos enfrentados pelos protagonistas.Criada e escrita por Joe Barton, a produção combina espionagem, ação e drama em uma história na qual ninguém parece estar completamente seguro. Entre uma vida familiar construída sobre segredos e uma investigação que ameaça desencadear uma crise internacional, a trama aposta em personagens complexos e relações pessoais capazes de mudar o rumo dos acontecimentos.
Qual é a história de Black Doves?Ambientada em Londres durante o período natalino, Black Doves acompanha Helen Webb (Keira Knightley), uma mulher que parece levar uma vida comum ao lado do marido e dos filhos, mas esconde uma identidade perigosa.Casada com Wallace Webb (Andrew Buchan), um influente político britânico que ocupa o cargo de ministro da Defesa e é cotado como possível futuro primeiro-ministro, Helen mantém uma fachada de esposa dedicada e mãe de dois filhos. Por trás dessa rotina, porém, trabalha como espiã para a organização secreta Black Doves.Há uma década, ela fornece informações confidenciais sobre o marido e o governo britânico à organização comandada pela misteriosa Reed (Sarah Lancashire). A rede de espionagem comercializa os dados obtidos por seus agentes, transformando informações privilegiadas em instrumentos de poder.A situação muda quando Jason Davies (Andrew Koji), amante de Helen, é brutalmente assassinado. A morte abala a protagonista e ameaça comprometer a vida dupla que construiu ao longo dos anos. Determinada a descobrir os responsáveis pelo crime, ela passa a investigar o caso e se envolve em uma conspiração muito maior do que imaginava.Para ajudá-la, Reed convoca Sam Young (Ben Whishaw), um antigo amigo de Helen e assassino profissional que estava afastado do serviço após uma missão mal-sucedida. De volta ao Reino Unido, ele assume a tarefa de protegê-la enquanto os dois tentam descobrir quem matou Jason e por quê.A investigação conduz a dupla ao submundo londrino, onde traições, disputas de poder e interesses internacionais ameaçam transformar um assassinato em uma crise geopolítica. Ao mesmo tempo, Helen precisa lidar com o luto, os sentimentos pelo amante e os riscos de ter sua verdadeira identidade descoberta.O que esperar da segunda temporada na Netflix?A continuação promete aumentar a pressão sobre Helen e Sam, introduzindo um antagonista com maior importância para o desenvolvimento da história. A proposta é dar mais força à ameaça central e colocar os protagonistas diante de um adversário capaz de desafiar diretamente suas habilidades e estratégias.Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Joe Barton explicou que sentiu falta de um grande vilão na primeira temporada. Para o segundo ano, o criador pretende desenvolver um antagonista com maior presença na narrativa, oferecendo um novo desafio à dupla.A mudança pode ampliar o alcance da trama, que já combina conflitos pessoais, violência e conspirações políticas. Com Helen cada vez mais exposta e Sam envolvido na tentativa de protegê-la, os novos episódios têm espaço para aprofundar as consequências das decisões tomadas anteriormente.Além do retorno de Keira Knightley e Ben Whishaw, a série mantém Sarah Lancashire no elenco como Reed, a chefe de Helen. Andrew Buchan, Andrew Koji, Kathryn Hunter, Ella Lily Hyland e Paapa Essiedu também integram a produção.Entre as novidades da segunda temporada estão Neve Campbell, Ambika Mod, Babou Ceesay e Sam Riley, que se juntam ao universo de espionagem da série.A expectativa é que a continuação preserve os elementos que marcaram a estreia, mas amplie as ameaças e as relações entre os personagens. A presença de um antagonista mais significativo também pode dar maior unidade aos conflitos que movimentam a história.Por que Black Doves conquistou o público?Um dos principais diferenciais da produção está na combinação entre suspense de espionagem e drama humano. Embora a série apresente assassinatos, perseguições e investigações perigosas, o centro da narrativa está nas contradições dos personagens e nas escolhas que precisam fazer diante de situações extremas.Helen, por exemplo, não é apenas uma espiã infiltrada no governo britânico. Ela também é uma mulher que construiu uma família, mantém relações afetivas complexas e precisa conciliar sentimentos pessoais com as exigências de uma profissão baseada em segredos.A personagem de Keira Knightley se destaca justamente por essa multiplicidade. Sua lealdade não é simples, e suas decisões são influenciadas por diferentes vínculos, incluindo o casamento, a maternidade, o relacionamento com Jason e o trabalho para a organização secreta.
Keira Knightley é a estrela dessa série da Netflix
-
Foto: Divulgação
A morte do amante funciona como o acontecimento que rompe o equilíbrio dessa vida dupla. A partir daí, Helen precisa enfrentar as consequências de escolhas que antes pareciam controladas, colocando em risco tanto sua segurança quanto a estrutura familiar que construiu.Sam também vai além da figura tradicional do assassino profissional. Interpretado por Ben Whishaw, ele é um personagem marcado por conflitos próprios, um código de honra e um passado que interfere em suas decisões. Sua relação com Helen não se resume à função de protegê-la: a amizade entre os dois constitui um dos principais eixos emocionais da trama.A série também aborda a vida afetiva de Sam, que é homossexual e ainda mantém sentimentos por Michael (Omari Douglas), namorado que precisou deixar para trás quando fugiu do Reino Unido. Esse aspecto ajuda a construir um personagem com motivações próprias, sem limitar sua identidade à relação com a protagonista.Londres natalina cria contraste com a violênciaOutro elemento que contribui para a identidade de Black Doves é a ambientação. A história se passa em Londres durante o Natal, período normalmente associado à celebração, à convivência familiar e às luzes festivas.Na série, porém, esse cenário contrasta com o ambiente sombrio da espionagem. As iluminações natalinas e a atmosfera urbana convivem com assassinatos, perseguições e conspirações que ameaçam sair do controle.A direção de arte e a trilha sonora ajudam a construir essa oposição entre a aparência acolhedora da cidade e a realidade violenta enfrentada pelos protagonistas. O contraste reforça a ideia de que, por trás das fachadas aparentemente comuns, existem segredos capazes de transformar vidas.As sequências de ação também têm papel importante. As cenas de violência são intensas e acompanham o avanço da investigação, mas não substituem o desenvolvimento das relações pessoais. A produção procura equilibrar o movimento do suspense com os dilemas emocionais que dão profundidade aos personagens.Primeira temporada tem apenas seis episódiosPara quem ainda não assistiu à série ou precisa relembrar os acontecimentos antes da continuação, a primeira temporada continua disponível na Netflix. Com seis episódios, o primeiro ano apresenta a vida dupla de Helen, o assassinato de Jason e a parceria com Sam na busca pelos responsáveis pelo crime.O formato enxuto facilita uma maratona antes da chegada dos novos capítulos. Em vez de prolongar a investigação por muitos episódios, a produção concentra os principais conflitos em uma temporada curta, alternando momentos de tensão, cenas de ação e diálogos que ajudam a revelar o passado dos personagens.A história também apresenta a organização Black Doves e sua atuação no mercado de informações confidenciais, estabelecendo o contexto político que sustenta os acontecimentos. Ao longo da investigação, a trama amplia o alcance do assassinato e mostra como interesses aparentemente isolados podem fazer parte de uma rede de conspirações.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de séries de suspense criminal, espionagem e conspirações políticas. Black Doves reúne assassinatos misteriosos, investigações perigosas, ação e conflitos pessoais em uma narrativa que procura ir além das fórmulas tradicionais do gênero.Keira Knightley se destaca ao interpretar uma protagonista dividida entre diferentes responsabilidades, enquanto Ben Whishaw dá profundidade a Sam, um assassino profissional que também enfrenta dilemas pessoais. A relação entre os dois sustenta boa parte do interesse da história, ao lado dos segredos que cercam a organização de espionagem.O resultado é uma série que combina suspense e drama sem depender exclusivamente das cenas de ação. Com a segunda temporada prevista para 5 de novembro, os seis episódios iniciais são uma boa opção para quem deseja conhecer a produção antes da chegada dos novos capítulos.Veja o trailer da nova temporada de Black Doves!
André Novais Oliveira é um dos grandes cineastas brasileiros da atual geração. Membro da produtora Filmes de Plástico, sediada em Minas Gerais – mais precisamente em Contagem, região metropolitana de BH –, o diretor e seus parceiros vêm fazendo um cinema baseado no retrato do cotidiano, permeado pelo afeto, pelos encontros e pela potência das famílias negras e periféricas.Seu mais novo filme, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” foi apresentado agora na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, depois de ter vencido o Festival de Brasília mês passado (Novais já havia vencido o mesmo festival pelo maravilhoso “Temporada”, em 2018). Mas agora André acrescenta algumas novidades ao registro naturalista que ele costuma encampar.
Na verdade, essa inclinação à fuga da realidade já estava presente em alguns curtas dele, como o delicioso “Quintal” (2015). No entanto, no filme novo, o cotidiano de um casal de idosos é atravessado pelos mistérios mais recônditos do universo, em uma trama que mistura ficção científica e medo do desconhecido. Outra novidade é a presença da escritora mineira Conceição Evaristo como protagonista, ao lado de Norberto Novais, que é pai do diretor (e já esteve presente em vários outros filmes do filho).Eles formam um casal que se uniu ainda na juventude, em meio aos bailes de música black que aconteciam na periferia. O filme começa com um flashback da juventude dos dois, e já ali acontece uma dobra no tempo, criando uma espécie de multiverso à brasileira.Já idosos, ainda morando juntos depois de criar os filhos, Gilberto e Jacira vivem uma rotina pacata, tentando vencer apenas os percalços da idade. Mas aqui e ali brotam algumas desavenças entre eles. Diferenças de opinião, contraponto de ideias, percepções diferentes das coisas. Um querendo se meter nas escolhas do outro. Aquilo que no cinema do diretor seguia pelo caminho do afeto, agora apresenta também suas desavenças.Porém, nada disso prepara o espectador para a virada que o filme apresenta ao inserir a fantasia neste universo. Gilberto, que já se interessava por narrativas de discos voadores, adentra cada vez mais nessa paranoia, enquanto Jacira começa a se comportar de forma estranha e mecanizada.“Se Eu Fosse Vivo... Vivia” não caminha necessariamente por uma seara nova na carreira do diretor, mas amplia as possibilidades de lidar com o insólito e o fantástico. Tudo isso para falar, quem sabe, da dissolução de um casal ou mais precisamente do fim da vida, mas sem fatalismos, apenas com estranheza e imaginação.Virginia Wolf na NigériaOutro filme de destaque nessa Mostra é a produção nigeriana “Clarissa”, da dupla de cineastas Arie Esiri e Chuko Esiri. Eles adaptam um clássico da literatura inglesa escrito por Virginia Wolf, “Mrs. Dalloway”, para o contexto nigeriano, um gesto bastante incomum e ousado no contexto dos cinemas africanos.Sophie Okonedo interpreta a personagem-título, uma mulher de meia idade, casada com um oficial do exército. Clarissa vai dar uma festa em sua casa, um jantar como muitos outros para a alta sociedade nigeriana. Mas nesse dia específico o reencontro com pessoas importantes da sua juventude reaviva memórias adormecidas.Em especial sobre Peter (David Oyelowo), um antigo amor da juventude que deixou o país há alguns anos, casou-se com uma mulher que não amava e de quem agora está se separando. Ela também se encontra com Sally (Nikki Amuka-Bird), com quem teve um rápido affair quando jovens.O filme busca ser bastante fiel ao livro original e sua trama de rememorações, com o mesmo desenho das inquietações e complexidade desse grupo de personagens. Acrescenta apenas o contexto do embate militar com o Boko Haram, organização fundamentalista islâmica que aterroriza a população – nesse embate, algumas tragédias vitimizam amigos dos personagens.O filme intercala o presente e o passado, reconstruindo os acontecimentos de um verão em que os jovens se conheceram e trocaram intimidades, embora os rumos de cada um seguiram em separado. A condução do filme é competente e aposta na contenção de emoções, evitando cair no melodrama simplório. É mais um conto sobre aquilo que poderia ter sido, mas não foi.*O jornalista viajou a São Paulo com apoio do evento.
Uma boa história não precisa de dezenas de episódios para conquistar o público. Nesta terça-feira, 20, quem procura uma produção envolvente para assistir em meio à correria da semana pode encontrar na Netflix uma opção que combina drama de época, bastidores do cinema e personagens ambiciosos. Lançada em 2020, a minissérie Hollywood reúne um elenco de peso em uma trama que revisita a Era de Ouro da indústria cinematográfica, expondo preconceitos e relações de poder enquanto imagina como a história poderia ter sido diferente. Com apenas sete episódios, a produção é uma alternativa para quem deseja começar uma história hoje e terminá-la antes da semana chegar ao fim.
Uma história de ambição nos bastidores de HollywoodCriada por Ryan Murphy e Ian Brennan, Hollywood acompanha um grupo de aspirantes a atores e cineastas que tenta conquistar espaço na indústria cinematográfica norte-americana após a Segunda Guerra Mundial. Em uma época marcada pelo glamour das grandes estrelas, o caminho até a fama é atravessado por interesses pessoais, abusos, discriminação e acordos que revelam o lado menos brilhante da chamada fábrica de sonhos.A trama acompanha personagens com trajetórias distintas, mas unidos pelo desejo de transformar suas vidas por meio do cinema. Jack Castello (David Corenswet) é um ex-soldado que busca uma oportunidade como ator, enquanto Archie Coleman (Jeremy Pope) é um roteirista negro e gay que deseja ver seu talento reconhecido. Já Camille Washington (Laura Harrier) enfrenta as barreiras impostas a uma atriz negra em uma indústria que insiste em limitar os papéis oferecidos a ela.Outro personagem central é Raymond Ainsley (Darren Criss), diretor que pretende realizar um filme mais inclusivo, desafiando as convenções dos estúdios. As histórias se cruzam durante a produção de um longa-metragem que tem potencial para mudar o destino de seus envolvidos.Elenco reúne nomes conhecidos da televisão e do cinemaUm dos destaques da minissérie é o elenco, que combina atores experientes e nomes que ganharam ainda mais projeção nos anos seguintes. David Corenswet, que posteriormente assumiu o papel do Superman no cinema, interpreta Jack Castello. A produção também conta com Samara Weaving, conhecida por trabalhos como Pânico na Floresta e Casamento Sangrento, além de Jim Parsons, eternizado como Sheldon Cooper em The Big Bang Theory.
Minissérie é uma joia escondida no catálogo da Netflix
-
Foto: Divulgação
Completam o elenco nomes como Dylan McDermott, Joe Mantello, Holland Taylor, Jake Picking, Jeremy Pope, Laura Harrier e Patti LuPone. As atuações ajudam a construir os diferentes núcleos da narrativa, dos aspirantes a artistas aos executivos que controlam as oportunidades dentro dos estúdios.A ambientação também merece atenção. Figurinos, cenários e referências visuais recriam o imaginário da Hollywood dos anos 1940, reforçando a identidade estética da produção e o contraste entre o glamour exibido nas telas e os problemas vividos nos bastidores.A minissérie reimagina a história do cinemaApesar de se inspirar em figuras e acontecimentos reais, Hollywood não pretende funcionar como uma biografia tradicional da indústria. Ryan Murphy e Ian Brennan recorrem ao revisionismo histórico para imaginar o que poderia ter acontecido se determinadas decisões tivessem sido diferentes.A produção aborda questões como racismo, homofobia, machismo, assédio sexual e abuso de poder, mostrando como esses problemas influenciavam as carreiras e a vida pessoal de quem tentava sobreviver ao sistema dos estúdios. Personagens inspirados em figuras reais dividem espaço com criações ficcionais, em uma narrativa que mistura acontecimentos históricos e fantasia.Essa escolha também define o tom da minissérie. Em vez de apresentar apenas um retrato sombrio dos bastidores do cinema, a história aposta na possibilidade de transformação e em um cenário alternativo no qual pessoas historicamente marginalizadas conseguem conquistar espaço e reconhecimento.A abordagem, porém, não está livre de controvérsias. Ao imaginar uma realidade mais justa, a produção por vezes simplifica problemas estruturais e resolve conflitos de maneira idealizada. Ainda assim, a proposta convida o público a refletir sobre as desigualdades que marcaram a história do entretenimento e continuam presentes na indústria.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas de época com uma história envolvente, personagens ambiciosos e bastidores cheios de conflitos, Hollywood é uma opção interessante para incluir na lista de séries da Netflix. A minissérie combina drama, romance, disputas profissionais e uma reflexão sobre representatividade, sem abrir mão de uma estética caprichada.A produção também pode agradar a quem gosta de histórias que revisitam o passado para imaginar outros caminhos possíveis. Embora algumas soluções narrativas sejam idealizadas, a força do elenco e a ambientação ajudam a sustentar a experiência.Com sete episódios, é uma escolha prática para quem quer acompanhar uma história completa sem investir em várias temporadas. A minissérie ainda registra 74% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e permanece como uma opção para quem deseja explorar produções de catálogo lançadas em 2020.
A terça-feira pode ficar mais divertida com uma comédia romântica capaz de arrancar risadas e transformar algumas horas livres em um momento de descontração. Para quem quer fugir do tédio sem apostar em uma história complicada, a Netflix tem uma opção que conquistou milhões de espectadores nos cinemas e voltou a chamar atenção entre os assinantes.Todos Menos Você ocupa atualmente a segunda posição no TOP 10 de filmes da plataforma, atrás apenas do suspense Sobrevivência.
Lançado em 2023 e exibido nos cinemas brasileiros em janeiro de 2024, o longa mistura romance, humor e situações constrangedoras em uma trama que transforma a antipatia entre dois jovens em uma inesperada oportunidade para o amor.Estrelada por Sydney Sweeney, conhecida por Euphoria, e Glen Powell, de Top Gun: Maverick, a produção arrecadou cerca de US$ 220,2 milhões mundialmente, o equivalente a aproximadamente R$ 1,11 bilhão.Filme ultrapassou R$ 1 bilhão em bilheteriaDirigido por Will Gluck, o filme arrecadou aproximadamente US$ 220,2 milhões nas bilheterias mundiais, com orçamento estimado em US$ 25 milhões. Considerando a conversão informada de US$ 1 para cerca de R$ 5,05, a receita global corresponde a aproximadamente R$ 1,11 bilhão.Nos Estados Unidos, a produção somou cerca de US$ 88,3 milhões, enquanto os mercados internacionais responderam por aproximadamente US$ 131,9 milhões. No Brasil, o longa estreou em 25 de janeiro de 2024 e liderou as bilheterias nacionais por duas semanas consecutivas.Inspirada na comédia teatral Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare, a produção também se destacou por recuperar o interesse do público por histórias românticas que misturam atração, rivalidade e situações absurdas.Romance vira uma confusão na AustráliaA história acompanha Bea (Sydney Sweeney) e Ben (Glen Powell), dois jovens que se conhecem durante a faculdade e vivem um encontro que parece promissor. Apesar da química imediata, um desentendimento faz com que os dois se afastem e deixem a relação mal resolvida.Anos depois, eles se reencontram em um casamento na Austrália. Para lidar com a situação e evitar conflitos com familiares e convidados, decidem fingir que estão juntos. O plano, porém, se torna cada vez mais complicado à medida que precisam sustentar a encenação enquanto tentam esconder a antipatia que demonstram um pelo outro.A convivência forçada cria situações constrangedoras, discussões e momentos de proximidade que colocam em dúvida os sentimentos dos protagonistas. O resultado é uma comédia romântica que aposta na dinâmica de rivais que se apaixonam, conhecida como enemies to lovers.Química dos protagonistas é um dos destaquesAlém de Sydney Sweeney e Glen Powell, o elenco reúne Alexandra Shipp, Hadley Robinson, Dermot Mulroney e Rachel Griffiths. A direção de Will Gluck, conhecido por Amizade Colorida e A Mentira, aposta no ritmo ágil e em situações exageradas para sustentar o humor.A química entre os protagonistas é um dos elementos mais elogiados da produção. Os cenários australianos, os figurinos e as cenas cômicas ajudam a construir uma experiência leve, enquanto os conflitos entre Bea e Ben mantêm a narrativa em movimento.A recepção, no entanto, foi diferente entre críticos e espectadores. No Rotten Tomatoes, o filme registra 87% de aprovação do público, contra 53% da crítica, segundo os índices informados na plataforma. A diferença reforça o apelo da produção entre quem procura uma comédia romântica descomplicada, mesmo que a história recorra a situações previsíveis do gênero.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de comédias românticas com protagonistas que começam se estranhando e acabam envolvidos em situações inesperadas. Todos Menos Você aposta em diálogos provocadores, humor, sensualidade e uma história de amor que não se leva tão a sério.Embora siga uma fórmula conhecida, o longa encontra força na química entre Sydney Sweeney e Glen Powell e nas confusões que surgem quando os dois tentam fingir um relacionamento. Para quem quer aproveitar a terça-feira, 20, e fugir do tédio, é uma escolha divertida para assistir sem grandes compromissos e terminar o dia com uma história leve.Veja o trailer!
A terça-feira, 20, pode ser a oportunidade perfeita para começar uma maratona cheia de mistérios sem comprometer todo o tempo livre da semana. Com uma trama de investigação, reviravoltas e uma busca desesperada por respostas, a Netflix tem uma minissérie que vem conquistando milhões de espectadores e acaba de alcançar um feito expressivo na plataforma. Lançada em 2026, Eu Vou Te Encontrar já acumula 101,9 milhões de visualizações e entrou oficialmente para o TOP 10 das séries em língua inglesa mais assistidas de todos os tempos no serviço de streaming.
Com oito episódios e duração média de aproximadamente 40 minutos, a produção é uma opção para quem quer aproveitar o dia e fugir do tédio com uma história envolvente.O sucesso também chama atenção porque a minissérie ainda está dentro do período considerado pela Netflix para contabilizar as visualizações de seus maiores fenômenos.Série ultrapassa 100 milhões de visualizações na NetflixA adaptação de uma obra do escritor Harlan Coben alcançou a marca de 101,9 milhões de visualizações após seis semanas no catálogo. O resultado colocou Eu Vou Te Encontrar na décima posição do ranking histórico das séries em língua inglesa mais vistas da Netflix, consolidando a produção como um dos maiores sucessos da parceria entre o autor e a plataforma.O desempenho fez a minissérie superar Dele & Dela, outro suspense lançado em 2026, que havia ocupado a décima colocação com 98,2 milhões de visualizações. A marca também reforça o alcance das histórias de Coben, conhecido por tramas que misturam segredos familiares, investigações criminais e revelações inesperadas.A produção ainda pode avançar na classificação. Como a Netflix considera as visualizações acumuladas nos primeiros 91 dias após a estreia, Eu Vou Te Encontrar, lançada em 18 de junho de 2026, continua tendo tempo para ampliar seus números.Produção pode superar outros grandes sucessos do streamingA próxima posição do ranking é ocupada pela terceira temporada de Bridgerton, que soma 106 milhões de visualizações. Logo depois aparecem títulos como O Gambito da Rainha, com 112,8 milhões, e a primeira temporada de Bridgerton, com 113,3 milhões.Outro sucesso que pode entrar no alcance da minissérie é Dahmer: Um Canibal Americano, que registra 115,6 milhões de visualizações. Na semana anterior ao levantamento citado, Eu Vou Te Encontrar também voltou a liderar entre as séries em língua inglesa mais assistidas da Netflix, com 7,3 milhões de visualizações no período.Apesar do desempenho expressivo, alcançar o topo absoluto ainda é um desafio. A primeira temporada de Wandinha permanece na liderança histórica, com 252,1 milhões de visualizações, seguida por Adolescência, que acumula 142,6 milhões. Mesmo distante desses números, a entrada da minissérie no TOP 10 já a coloca entre os maiores fenômenos do catálogo.Do que se trata Eu Vou Te Encontrar?A história acompanha David Burroughs, interpretado por Sam Worthington, um homem condenado à prisão perpétua pelo assassinato do próprio filho. Mesmo afirmando ser inocente, ele passa anos encarcerado e começa a acreditar que nunca conseguirá provar que não cometeu o crime.A situação muda quando Rachel, sua cunhada, vivida por Britt Lower, aparece com uma fotografia que mostra um menino muito parecido com a criança que David acreditava ter perdido. A descoberta levanta a possibilidade de que o filho ainda esteja vivo e de que a história por trás do suposto assassinato tenha sido construída sobre uma mentira.Para descobrir a verdade, David precisa escapar da prisão e investigar quem o incriminou. A busca o coloca em uma jornada perigosa, marcada por perseguições, novos suspeitos e conexões com a máfia irlandesa. Milo Ventimiglia, Jonathan Tucker e Clancy Brown também integram o elenco.A série segue características recorrentes das adaptações de Harlan Coben, especialmente a combinação de dramas familiares e mistérios criminais. Desta vez, a narrativa também aposta em uma fuga e em uma perseguição que aceleram a investigação e mantêm o protagonista em movimento.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de suspense criminal, mistérios familiares e histórias que apresentam novas perguntas a cada descoberta. A busca de um pai para encontrar o filho e provar a própria inocência oferece um conflito central capaz de sustentar a curiosidade ao longo dos episódios.A trama também combina investigação, perseguições e reviravoltas, embora recorra a algumas coincidências e acelere a resolução de determinados conflitos na parte final. Ainda assim, para quem procura uma produção envolvente para assistir durante o tempo livre, a minissérie pode ser uma boa escolha.Com oito episódios de aproximadamente 40 minutos, é possível organizar uma maratona ao longo da semana e terminar antes do fim de semana. O desempenho de 101,9 milhões de visualizações, por sua vez, torna a produção uma opção especialmente interessante para quem quer conhecer um dos grandes sucessos recentes da Netflix.
Com um orçamento inferior a US$ 1 milhão, um dos fenômenos recentes do cinema de terror, dirigido por Curry Barker, chegará à Netflix. Com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, 'Obsessão' foi aclamado no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e venceu o Prêmio do Público em Sitges.O longa tem estreia confirmada no streaming dos Estados Unidos em 17 de novembro. No Brasil, a produção ainda não tem data de lançamento confirmada.Anteriormente, a Netflix cogitou adquirir o filme, com uma proposta para lançá-lo diretamente no streaming. No entanto, o diretor recusou a oferta, e a Focus Features venceu o leilão pelos direitos de distribuição, garantindo o lançamento nos cinemas.
O filme acompanha Bear Bailey (Michael Johnston), um jovem tímido que usa um objeto místico chamado One Wish Willow para fazer Nikki Freeman (Inde Navarrette), sua paixão platônica, se apaixonar por ele. O desejo se realiza, mas ele logo descobre que mexer com forças desconhecidas pode trazer consequências sombrias e perigosas.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando em Salvador.Veja o trailer de Obsessão!
Conhecido por filmes como Rocky, Rambo e Creed, Sylvester Stallone é um dos atores mais famoso de Hollywood desde a década de 1970. Aos 80 anos, o astro revelou qual considera o maior arrependimento de sua carreira.Em entrevista recente à Fox News Digital, contou que, ao longo das décadas, dispensou dublês e arriscou o próprio corpo em cenas perigosas. Algumas gravações chegaram a durar 30 horas, e a decisão de realizar as sequências por conta própria trouxe consequências para sua saúde.
Eu me machuquei muitas, muitas vezes, mas depois de Os Mercenários, acabei com nove cirurgias na coluna e três artrodeses no pescoço. Meus dois ombros foram deslocados, meu olho, sabe, coloquei todo tipo de lente, foi brutal
O ator de Rocky Balboa também reconheceu que as cirurgias não eliminaram os efeitos das lesões e afirmou que precisou aprender a conviver com o desconforto.“Agora você precisa fazer as pazes com a dor o máximo que puder”, declarou.
“Fui um idiota”: astro revela arrependimentoAo comentar sobre os riscos que assumiu durante as gravações, o astro aconselhou os novos atores a não dispensarem o uso de dublês profissionais e alertou sobre os perigos de fazer cenas por conta própria.“Milhões, milhões de arrependimentos”, afirmou.“Não seja um exibicionista. Eu sei que muita gente está pensando em fazer acrobacias... não faça. Não faça. Deixe o profissional fazer. Você não pode vencer a gravidade; quando você atinge o chão, você perde, e isso cobrará um preço”, complementou.Questionado se sente orgulho de ter realizado as próprias cenas de ação, o ator negou.“Não. Acho que fui um idiota por ter feito isso”, concluiu.
1 de 5
Cena de 'Rambo' | Foto: Divulgação
2 de 5
Cena de 'Rocky Balboa' | Foto: Divulgação
3 de 5
Cena de 'Rota de Fuga' | Foto: Divulgação
4 de 5
Cena de 'O Especialista' | Foto: Divulgação
5 de 5
Cena de 'Creed: Nascido para Lutar' | Foto: Divulgação