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Guerra no Irã está deixando seu legado tóxico no Golfo Pérsico

24 October 2026 at 17:00

O conflito no Oriente Médio caminha para se tornar mais uma guerra dos Estados Unidos com um legado tóxico.

Bombas e mísseis liberaram metais pesados ​​e substâncias químicas nocivas na atmosfera. Ataques envolvendo os EUA, Israel e o Irã atingiram instalações petrolíferas, provocando incêndios que cobriram Teerã com uma densa fumaça negra e chuvas saturadas de petróleo, expondo milhões de pessoas a uma poluição que pode trazer impactos duradouros à saúde.

Esses ataques também estão afetando o Golfo Pérsico. Investidas contra navios e infraestruturas petrolíferas na região causaram derramamentos de petróleo visíveis do espaço.

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Um vazamento proveniente de um navio-tanque levou ao fechamento temporário de praias no emirado de Umm Al Quwain, com as autoridades trabalhando para conter os danos ambientais — informou, na quinta-feira (22), o Ministério de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente dos Emirados Árabes Unidos.

Ainda não foi confirmado se o vazamento está relacionado aos ataques iranianos, mas o episódio é mais um sinal dos enormes riscos enfrentados pelo Golfo Pérsico, um dos ecossistemas marinhos mais delicados e singulares do mundo.

À medida que o conflito prossegue, especialistas alertam para uma crise de contaminação de maior escala.

Um aumento acentuado na poluição por petróleo

Há meses, navios de carga e petroleiros vêm sendo alvos no Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o transporte de petróleo e gás entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.

Em muitos casos, é possível observar claramente a progressão que vai do impacto contra a embarcação até o dano ambiental, explica Brian Barnes, integrante de um grupo de oceanógrafos que utiliza imagens de satélite na Universidade do Sul da Flórida para analisar, à distância, os efeitos desta guerra.

“Em relação a algumas das grandes embarcações que foram atacadas, observamos extensas plumas de poluição que se espalham por centenas de quilômetros a partir do local do impacto”, diz Barnes.

O Golfo Pérsico sofre há muito tempo com a poluição por petróleo; no entanto, pesquisas conduzidas por Barnes e outros cientistas — comparando março de 2026, período de intensos combates, com o mesmo intervalo do ano anterior — revelam um aumento expressivo.

“O que estamos observando é uma quantidade de petróleo na superfície do Golfo Pérsico duas vezes maior do que seria esperado na ausência de um conflito de grande escala”, afirma Barnes. No entanto, ele observou que as imagens de satélite só conseguem mostrar o que está na superfície da água, e não a espessura da camada de óleo — dado que forneceria uma noção mais precisa da extensão da contaminação.

O que é mais difícil de avaliar, dado o acesso físico limitado a essa via navegável marcada por conflitos, é o impacto sobre a vida selvagem marinha.

Um dos ecossistemas mais singulares do planeta

No Golfo Pérsico, se juntam as águas dos rios Eufrates, Shatt Al-Arab e Karun.
No Golfo Pérsico, se juntam as águas dos rios Eufrates, Shatt Al-Arab e Karun. • Nasa/JPL/UCSD/JSC

O Golfo Pérsico abriga um ecossistema repleto de vida. É o lar de várias espécies de tartarugas marinhas, centenas de espécies de peixes e a segunda maior população mundial de dugongos — também conhecidos como vacas-marinhas.

“Uma das maiores concentrações de tubarões-baleia do mundo ocorre perto do campo de petróleo de South Pars, na região onde o Catar e o Irã se encontram”, afirmou Bernhard Riegl, professor da Nova Southeastern University, que estuda o Golfo Pérsico há décadas.

Ilhas arenosas e extensas pradarias de ervas marinhas tornam o Golfo um habitat ideal para a nidificação e a reprodução. Extensos manguezais e formações de recifes de coral criam refúgios protegidos para golfinhos, aves marinhas e tubarões-baleia. Contudo, na primavera — tradicionalmente a época de reprodução —, a guerra estava em pleno curso.

Apenas as formas de vida marinha mais resistentes sobrevivem nessas águas. O Golfo Pérsico não é apenas um dos mares mais quentes do mundo, mas também apresenta variações bruscas de temperatura ao longo do ano.

As águas próximas à cidade do Kuwait, por exemplo, oscilam entre máximas de cerca de 36 graus Celsius, no auge do verão, e mínimas de aproximadamente 16 graus Celsius.

Razan Khalifa Al Mubarak, enviada especial do Ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos para questões da natureza, defendeu o fim dos ataques no Golfo em um artigo de opinião publicado no início deste ano.

“Embora os custos financeiros dos danos possam ser calculados, a perda de ecossistemas e espécies, não. Uma vez degradados, esses sistemas podem não se recuperar”, escreveu ela.

Uma catástrofe iminente

A contaminação no Golfo traz desafios singulares, uma vez que esse corpo hídrico é relativamente raso — as áreas mais profundas chegam a apenas cerca de 360 ​​pés (aproximadamente 110 metros) — e possui uma extensão reduzida, de cerca de 240.000 quilômetros quadrados.

Além disso, existe apenas um ponto de entrada e saída que conecta a região ao oceano aberto: o Estreito de Ormuz, que dá acesso ao Golfo de Omã e, mais adiante, ao Oceano Índico. Tudo isso significa que os poluentes não se dispersam nem se diluem facilmente.

Independentemente de qual país ou embarcação seja alvo durante este conflito, as repercussões terão impactos abrangentes, afirmou Riegl: “Se pegarmos uma gota de petróleo e a colocarmos na água, no lado iraniano da entrada do Golfo, um ano depois ela estará no Kuwait; dois anos depois, estará no lado omanense do Golfo, flutuando por lá”.

A Guerra do Golfo de 1991 deve servir como um alerta, disse Riegl. As forças iraquianas, em retirada, incendiaram centenas de poços de petróleo no Kuwait, provocando uma catástrofe ambiental que foi sentida em todo o Golfo.

“As linhas costeiras foram devastadas”, disse Riegl. “Na verdade, em muitas áreas da Arábia Saudita, se você cavar a areia, ainda encontrará petróleo antigo. É extremamente difícil se livrar dele.”

Outra preocupação é o fato de que dezenas de milhões de habitantes da região do Golfo dependem de usinas de dessalinização, que transformam a água do mar em água potável.

Os seis países que compõem o Conselho de Cooperação do Golfo produzem cerca de um terço de toda a água dessalinizada do mundo. O Bahrein e o Kuwait dependem quase inteiramente da dessalinização para obter água potável. A poluição por petróleo no Golfo poderia danificar essas instalações, colocando em risco o abastecimento de água.

Quando centenas de milhões de galões de petróleo foram lançados intencionalmente no Golfo Pérsico durante a Guerra do Iraque, o Kuwait precisou recorrer à Arábia Saudita, à Turquia e a outros países, que enviaram centenas de caminhões-pipa e veículos para fornecer água engarrafada.

Um laboratório natural

Uma consequência talvez inesperada dos danos ambientais no Golfo Pérsico é que eles podem prejudicar a compreensão dos cientistas sobre os impactos que as mudanças climáticas terão nos mares ao redor do mundo.

As altas temperaturas do Golfo são, aproximadamente, as condições esperadas para as regiões marinhas tropicais por volta do ano 2100, explicou Riegl.

O Golfo possui “alguns dos recursos genéticos mais valiosos de qualquer mar na Terra, pois grande parte das adaptações necessárias para o futuro já ocorreu por lá”.

“Se quisermos saber como serão os oceanos em geral no final deste século”, acrescentou ele, “o Golfo é o lugar para onde devemos olhar.”

Emirados Árabes Unidos criam rotas além de Ormuz para escoar petróleo

 

Business e price cup, cosa porta a casa Meloni dal bilaterale in Kuwait

23 October 2026 at 19:07

Non solo accordi e memorandum, l’Emiro del Kuwait dice sì a prorogare il price cap su benzina e gasolio, già applicato da Q8 nelle scorse settimane in risposta all’appello del governo italiano per contenere i costi dell’energia e tutelare famiglie e imprese. Il bilaterale tra il presidente del Consiglio, Giorgia Meloni, e Misha’al Al-Ahmad Al-Jaber Al Sabah al Bayan Palace di Kuwait City è stato ricco di spunti.

Da un lato sono stati siglati cinque accordi: il Memorandum d’intesa sulla cooperazione nel campo della promozione degli investimenti diretti tra Agenzia Ice e l’Autorità del Kuwait per la promozione degli investimenti diretti; la lettera di intenti tra Leonardo Spa e il ministero della Difesa dello Stato del Kuwait relativa allo sviluppo delle capacità di difesa e alla cooperazione industriale; il protocollo d’intesa tra l’Arma dei Carabinieri e la Guardia Nazionale dello Stato del Kuwait sulla cooperazione militare nei settori della consulenza e della formazione; la dichiarazione dell’adozione dell’Action Plan 2027-2030 tra la Repubblica Italiana e lo Stato del Kuwait sul rafforzamento della cooperazione bilaterale; infine il memorandum d’intesa tra i Carabinieri e la Guardia Nazionale kuwaitiana.

Dall’altro con la visita in Kuwait del 23 ottobre, la tredicesima nelle Nazioni del Golfo, Giorgia Meloni diventa il primo presidente del Consiglio italiano ad avere visitato tutte e sei le Nazioni del Consiglio di Cooperazione del Golfo nel corso di un mandato di governo. Numeri che raccontano il peso specifico delle relazioni tra Palazzo Chigi e il Golfo, come confermato tra le altre cose anche dall’invito a partecipare al Vertice del GCC di Manama del dicembre 2025. Inoltre a proposito del price cap su benzina e gasolio, fonti di Palazzo Chigi spiegano che la disponibilità dell’Emiro rappresenta “un segnale concreto della solidità delle relazioni tra Italia e Kuwait e della capacità del Governo italiano di promuovere un dialogo costruttivo con i partner strategici, traducendo il confronto diplomatico in misure di rilievo per cittadini e sistema produttivo”.

Non va dimenticato che tra Italia e Kuwait ci sono una serie di interlocuzioni molto intense, come la partecipazione dell’Italia alla liberazione del Kuwait dopo l’invasione dell’Iraq di Saddam Hussein, le relazioni da quel momento intrecciate in ambiti nevralgici, come il turismo, l’immobiliare, l’alta tecnologia, l’energia, dove Q8 rappresenta la presenza più riconoscibile con un portafoglio che comprende una rete di distribuzione di 3.000 punti vendita e investimenti nella raffinazione e nella produzione di biocarburanti, anche in partnership con Eni. Le intese siglate hanno lo scopo di cementare ulteriormente questa relazione bidirezionale, come dimostra l’accordo tra Ice e Kuwait Direct Investment Promotion Authority.

Non solo business, la geopolitica è stata al centro del bilaterale con una serie di valutazioni che il premier italiano e l’emiro hanno effettuato su temi sensibili, come le infrastrutture critiche più resilienti, le catene di approvvigionamento e distribuzione alternative, i grandi corridoi regionali e intercontinentali. Ambiti nei quali capitali kuwaitiani e capacità industriali italiane possono concorrere a ridurre le vulnerabilità comuni e creare nuove opportunità di crescita. La difesa resta un pilastro del rapporto bilaterale, spiegano fonti italiane. La visita “segue” il passo da gigante compiuto nelle relazioni bilaterali grazie all’accordo di cooperazione nel settore della difesa entrato in vigore lo scorso 12 ottobre. Sul versante della sicurezza, verrà inoltre definito un memorandum d’intesa tra i Carabinieri e la Guardia Nazionale kuwaitiana.

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