Venezuela. Corina Machado confirmada como líder da oposição

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O Prémio Nobel da Paz de 2026 foi atribuído à sul-africana Navanethem Pillay, atual juíza do Tribunal Internacional de Justiça para o genocídio em Myanmar, antiga Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos (2008-2014) e juiza do Tribunal Penal Internacional (TPI), pelo papel fundamental que tem tido “na defesa dos Direitos Humanos e no papel de garantir que os crimes de guerra e genocídios são perseguidos“.
A atribuição deste Nobel, segundo avançou a Euronews, acontece numa altura em que Israel está cada vez mais debaixo dos projetores pela ofensiva em Gaza, sendo que Pillay foi presidente da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestiniano Ocupado, que classificou as ações israelitas em Gaza como “genocídio” e é juiza do tribunal que emitiu um mandado de captura contra Benjamin Netanyahu.
Navanethem Pillay foi ainda presidente do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda.
Nascida em Durban em 1941 numa família indiana de origem Tamil, Pillay lutou contra o apartheid e pelos ativistas presos, tendo conseguido para eles o direito a advogados, que até aí lhes era negado. Foi advogada de Nelson Mandela, tendo lutado pela sua libertação. Já como presidente, em 1995, Mandela nomeou-a juiza do Supremo Tribunal do país, sendo a primeira mulher não branca a ocupar esse cargo.
O anúncio do prémio foi feito esta sexta-feira de manhã pelo Comité Nobel da Noruega em Oslo e segue-se à polémica atribuição, no ano passado, à opositora venezuelana María Corina Machado, que depois o entregou a Donald Trump, dizendo que “ele o merecia”, uma atitude amplamente condenada a nível internacional.
VTM
Depois de no pretérito ano de 2025, a laureada ter sido Maria Corina Machado, com fundamento no reconhecimento pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e pela luta por uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia, este ano temos de adicionar o nosso Primeiro-Ministro à ‘shortlist’ de prováveis vencedores.
Neste Jardim à beira-mar plantado parece ter-se encerrado a fronteira entre governar um país e gerir um balneário, tal afirmação facilmente se sustenta na enviesada definição de urgência atribuída ao arrufo entre Cristiano e Jesus, que obrigou Luís Montenegro a realizar diversas chamadas telefónicas, designadamente para Cristiano, Jesus e Proença, na tentativa de moderar o conflito entre dois egos, que, certamente, tornam os intervenientes mais inflexíveis que muitos líderes mundiais.
Este papel intrusivo do Estado na lide da seleção nacional de futebol materializa-se numa tremenda inversão de prioridades, sendo atribuída superior relevância à prática desportiva em detrimento dos 664 horários que continuam sem professor ou do consecutivo aumento dos preços dos combustíveis que vem sufocando os portugueses.
Mas a culpa também é nossa e, sobretudo, da nossa conivência, que vem deixando que o tempo político se afaste do que é realmente pertinente para o nosso quotidiano e se esgote em reflexões a respeito de quantos minutos deve jogar Cristiano.
Neste pressuposto, talvez se mostrasse relevante aplicar a prodigiosa diplomacia do PM para zonas de conflito internacional. Ora, se um mero telefonema logra apaziguar os egos estratosféricos de Jesus e Cristiano, não se entende como ainda não se encontra o nosso PM a mediar o conflito do Médio Oriente, de Kiev ou até do Sudão.
Com o curriculum diplomático moldado a telefonemas de balneário, o nosso Chefe de Governo antevê-se mais que qualificado para contactar diretamente com os líderes em rota de colisão e ensinar-lhes como se resolvem guerras, por muito extremadas que as posições de cada lado se apresentem.
Perante o relatado, apesar de já se identificarem favoritos ao Prémio Nobel da Paz, como são exemplo Volodymyr Zelensky (pela resistência na Ucrânia), Yulia Navalnaya (pela luta da oposição russa contra o regime) e as Salas de Resposta de Emergência do Sudão (pela coragem dos voluntários a salvar vidas no terreno), a verdade é que nenhuma dessas candidaturas demonstrou a versatilidade de Montenegro, tendo agora o júri norueguês de ponderar em contrarrelógio os excecionais méritos do nosso Primeiro-Ministro.
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