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O Grande Debate: Abstenção ou indeciso pode decidir o 2º turno?

22 October 2026 at 10:13

O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quarta-feira (21), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre “Abstenção ou indeciso: quem decide o 2º turno?”

O percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea da Quaest dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%, segundo levantamento divulgado na última quarta-feira (21). O cenário revela uma disputa extremamente acirrada, com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatados, cada um com 40% das intenções de voto.

Diante desse quadro de absoluta indefinição, o debate sobre o que pode determinar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ganhou força. Entre os fatores em análise estão a abstenção e o comportamento dos eleitores indecisos.

Abstenção tende a crescer no segundo turno

Leonardo Bortoletto avalia que os votos dos dois candidatos já estão, em grande medida, consolidados, e que a margem de mobilização adicional é muito pequena nas horas que antecedem a eleição.

Para ele, a abstenção deve seguir o padrão histórico das eleições presidenciais brasileiras após a redemocratização, quando o índice de eleitores que não comparecem às urnas tende a ser maior no segundo turno do que no primeiro. “A abstenção, eu acredito que vai seguir a regra histórica das últimas eleições, com exceção da última”, afirmou Bortoletto.

O analista lembrou ainda que, no segundo turno, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais não têm eleições para governador, o que reduz a mobilização dos palanques estaduais.

Além disso, a campanha de deputados federais, estaduais e senadores também não está mais em curso, fatores que tendem a diminuir o engajamento do eleitorado. “Eu acredito que ainda a definição está no indeciso”, concluiu.

Qualquer fator pode ser decisivo na disputa

José Eduardo Cardozo concordou com a análise sobre o enfraquecimento dos palanques estaduais, mas destacou que o clima de acirramento político pode, por outro lado, motivar eleitores que não votaram no primeiro turno a comparecerem no segundo.

“O calor político pode motivar pessoas a votarem”, disse Cardozo, citando o exemplo de eleitores que afirmaram ter deixado de votar no primeiro turno e que pretendem fazê-lo no segundo.

Para Cardozo, dada a margem técnica de erro de 2% nas pesquisas, qualquer variável — seja maior ou menor abstenção, seja a decisão dos indecisos — pode ser suficiente para alterar o resultado final.

“Realmente, a abstenção e indecisos podem determinar a pequena margem de diferença do resultado final”, afirmou. Ele classificou a eleição como uma das mais disputadas da história recente do país, prevendo uma apuração que pode se estender “até os instantes finais sem saber, possivelmente, quem será o vencedor”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

O Grande Debate: CPMIs sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro vão sair do papel?

21 October 2026 at 11:18

A jornalista e ex-senadora Ana Amélia Lemos e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo debateram, na terça-feira (20), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se a “CPMIs sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro vão sair do papel?”

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, duas CPMIs (Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito) voltaram ao centro do debate político no Brasil.

Uma delas visa investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. A outra envolve o candidato Flávio Bolsonaro (PL), após um novo inquérito ser distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal).

Velocidade nas investigações

Para Cardozo, as situações no Congresso são difíceis de prever, mas ele considera correto que as comissões sejam instauradas. Segundo ele, a entrevista de Roberta Luchsinger, ainda que considerada por ele como “vazia em relação a fatos e denúncias”, citou situações que estão sendo exploradas eleitoralmente e que não poderiam ser apuradas a tempo pela Polícia Federal.

Cardozo argumentou que tanto Roberta Luchsinger quanto Lulinha deveriam ser convocados para depor. Ele também destacou a gravidade dos fatos que podem envolver Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. “São estarrecedores do ponto de vista do que pode ter acontecido”, disse.

Para o comentarista, uma CPI ou CPMI tem papel subsidiário, acionado justamente quando as investigações policiais não conseguem avançar no tempo necessário.

Ele acrescentou ainda que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, não poderia mais ser alvo de ações criminais após tomar posse, o que tornaria urgente uma investigação parlamentar.

“Jogo de cena” político

Ana Amélia Lemos adotou uma perspectiva mais cética. Para ela, a movimentação em torno das CPMIs representa, sobretudo, um “grande jogo de cena às vésperas de uma decisão muito importante, que é o segundo turno da eleição presidencial”.

A jornalista avaliou que o governo, por estar tentando a reeleição, dispõe de maior poder de fogo do que a oposição, incluindo acesso à Polícia Federal e a informações privilegiadas.

Ana Amélia defendeu que, no caso de Roberta Luchsinger, seria mais eficaz e objetivo que ela se propusesse a uma delação premiada. “Ela não pode ir lá numa delação premiada perante a justiça fazer um jogo de cena numa CPMI”, afirmou, ressaltando que numa delação há consequências jurídicas para quem não diz a verdade.

Ela também criticou o tom do debate eleitoral, observando que o confronto entre os candidatos se resumiu a “um ataque de lado a lado para quem tem mais defeitos do que o outro”, sem apresentar propostas concretas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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