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Partido Republicano investe milhões de dólares em anúncios sobre crimes

22 October 2026 at 18:17

Os republicanos estão investindo dezenas de milhões de dólares em anúncios políticos que exploram crimes hediondos e casos polêmicos como estratégia para as eleições de meio de mandato, previstas para o dia 3 de novembro, com votações antecipadas já em andamento em diversos estados americanos.

A tática, no entanto, tem gerado forte repercussão negativa, inclusive dentro do próprio partido.

De acordo com levantamento da CNN, apenas o Senate Leadership Fund, pacote destinado a anúncios voltados ao Senado dos Estados Unidos, já gastou ao menos US$ 17 milhões nesse tipo de propaganda. Os materiais exibem assassinatos, crimes brutais e são utilizados para atacar candidatos adversários, em sua maioria democratas.

Um dos aspectos mais criticados dessa estratégia é o fato de que as famílias das vítimas retratadas nos anúncios não foram previamente informadas sobre a veiculação do conteúdo.

No Michigan, uma mãe teve uma crise de pânico ao ver o assassinato de sua filha de 5 anos, ocorrido em 1994, sendo explorado em campanha republicana contra o democrata Abdul El-Sayed.

Em outro caso, o noivo de uma mulher assassinada em 1999 também se surpreendeu ao ver a imagem da companheira utilizada em propaganda eleitoral sem qualquer aviso prévio.

Caso Amy Acton provoca reações em cadeia

O episódio que mais repercutiu foi o envolvendo Amy Acton, candidata democrata ao governo de Ohio. Vivek Ramaswamy, adversário dela na disputa pelo governo do estado, divulgou um anúncio com a própria mãe de Acton, na qual ela afirma que a filha é mentirosa e pede que os eleitores não votem nela.

O caso ganhou ainda mais gravidade diante do contexto familiar: Acton relatou publicamente que, aos 12 anos, foi abusada sexualmente pelo padrasto, que foi formalmente acusado do crime.

Ela declarou que não mantinha contato com a mãe há anos, pois ela teria optado por permanecer com o padrasto em vez de defender os filhos.

A repercussão foi tamanha que republicanos passaram a defender publicamente Amy Acton. Entre eles, John Husted, que concorre a uma vaga no Senado de Ohio pelo mesmo partido e declarou que não utilizaria um anúncio como aquele.

A discussão alcançou âmbito nacional: o vice-presidente JD Vance comentou o caso e defendeu a peça publicitária, afirmando que “política é uma atividade dura” e pedindo que os correligionários parassem de reclamar e se concentrassem em vencer a eleição. A declaração também foi amplamente criticada.

Já Donald Trump preferiu minimizar a questão e não quis se pronunciar sobre o anúncio.

Impacto nas pesquisas e debate sobre limites da propaganda

Nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Ohio, Amy Acton aparece com 50% contra 43% de Ramaswamy. Analistas avaliam que a distância entre os dois pode aumentar após a repercussão negativa do anúncio. Ainda não foram divulgadas novas pesquisas desde a veiculação da peça.

O episódio reacendeu um debate mais amplo sobre os limites das propagandas eleitorais nos Estados Unidos.

O levantamento da CNN evidencia que a questão de segurança pública e crimes tem sido um eixo central da campanha republicana, enquanto os democratas têm privilegiado temas econômicos em suas estratégias de comunicação.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Trump injeta US$ 277 milhões em reta final da campanha republicana nos EUA

21 October 2026 at 20:30

O presidente americano Donald Trump injetou mais de US$ 277 milhões em uma blitz publicitária de última hora, em TV e correio, nas seis semanas finais da campanha das eleições de meio de mandato nos EUA.

O objetivo é ajudar candidatos republicanos que enfrentam dificuldades em várias disputas que são fundamentais para as chances do partido manter o controle do Congresso americano.

O maior volume de dinheiro foi direcionado às disputas pelo Senado no Texas, em Michigan e em Ohio, onde os candidatos republicanos estão em corridas apertadas e atrás dos desafiantes democratas na maioria das pesquisas, segundo dados da FEC (Comissão Eleitoral Federal).

Trump afirmou nas redes sociais que planejava gastar de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões até o dia da eleição, que está a menos de duas semanas de distância.

O presidente americano canalizou US$ 225 milhões dos gastos recentes por meio de dois “super PACs” – comitês que arrecadam dinheiro de doadores para candidatos ou causas políticas nos EUA.

Foram gastos mais de US$ 36 milhões na disputa pelo Senado no Texas em favor do republicano Ken Paxton, US$ 30,1 milhões para ajudar Mike Rogers em Michigan e mais de US$ 28 milhões em apoio a Jon Husted em Ohio.

As três cadeiras são fundamentais para que os republicanos mantenham o controle do Senado, onde o partido tem maioria de 53 a 47.

Os democratas precisam conquistar pelo menos quatro cadeiras nas eleições de meio de mandato de novembro para ganhar o controle do Senado, de 100 cadeiras.

Suas chances melhoraram à medida que os preços astronômicos dos combustíveis, as operações do ICE e a guerra com o Irã levaram a popularidade de Trump a níveis historicamente baixos.

Os dados mais recentes do analista eleitoral Nate Silver colocam as chances dos democratas de conquistar o Senado em mais de 77%, com maioria de 53 a 47, e as da Câmara em mais de 94%, com maioria de 240 a 195.

Elon Musk juntou-se a Trump no despejo de dinheiro no Texas, para onde Musk transferiu as sedes da Tesla e da SpaceX nos últimos anos.

Eleições nos EUA: O que muda se Trump perder a maioria no Congresso?

 

“Máquina política” de Trump ainda pode usar US$ 181 milhões para Midterms

21 October 2026 at 18:15

A operação política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nas semanas finais da campanha para as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, com quase US$ 181 milhões (equivalente a cerca de R$ 909 milhões) em reservas para impulsionar os candidatos do Partido Republicano nas disputas para a Câmara e o Senado, segundo revelam novos documentos apresentados às autoridades eleitorais.

A equipe de Trump já gastou US$ 300 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,5 bilhão), segundo o próprio presidente, e os balanços dos comitês políticos alinhados a ele mostram que há recursos suficientes para cumprir a promessa de investir US$ 400 milhões (equivalente a cerca de R$ 2 bilhões) até o dia da eleição.

Seu principal super PAC (grupo de doações), o MAGA Inc., arrecadou mais de US$ 464 milhões (equivalente a cerca de R$ 2,3 bilhões) — um montante sem precedentes para um presidente que não pode mais se reeleger.

Doações de indivíduos ricos e corporações ajudaram a financiar campanhas publicitárias e ações de mobilização de eleitores em diversas disputas acirradas nos EUA, enquanto o presidente trabalha para preservar a maioria do Partido Republicano no Congresso.

Os recursos do MAGA Inc. financiaram outros dois super PACs — o No Going Back PAC Inc. e o Safety & Affordability PAC Inc. —, que estão realizando gastos vultosos nas Eleições de Meio de Mandato, embora seus nomes não estejam diretamente vinculados à marca “MAGA” de Trump.

Ao todo, o MAGA Inc. transferiu US$ 225 milhões (equivalente a cerca de R$ 1,1 bilhão) para esses comitês até o dia 14 de outubro, conforme indicam registros da Comissão Eleitoral Federal.

Dados da AdImpact mostram que esses dois super PACs afiliados utilizaram os recursos rapidamente: o No Going Back PAC investiu mais de US$ 160 milhões (equivalente a cerca de R$ 804 milhões) em publicidade, incluindo gastos na casa das dezenas de milhões de dólares em disputas cruciais para o Senado em Michigan, Ohio e New Hampshire, além de outros milhões destinados a outras corridas para o Senado e dezenas de disputas para a Câmara dos Representantes.

Além disso, o Safety & Affordability PAC gastou mais de US$ 40 milhões (equivalente a cerca de 201 milhões) em anúncios, segundo a AdImpact, concentrando-se exclusivamente em disputas para a Câmara.

Entre os principais alvos estão as eleições no 1º Distrito do Arizona, no 7º Distrito de Michigan e no 2º Distrito do Maine.

Os novos documentos apresentados à Comissão Eleitoral Federal também revelam que alguns dos indivíduos mais ricos do país continuam a financiar os gastos políticos de Trump.

Somente em setembro, três grandes doadores foram responsáveis ​​por três quartos dos US$ 24 milhões (equivalente a cerca de R$ 120 milhões) arrecadados pelo MAGA Inc. naquele mês.

O magnata dos cassinos Steve Wynn doou US$ 8 milhões (equivalente a cerca de R$ 40 milhões), enquanto o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e a bilionária do setor de coberturas de Wisconsin, Diane Hendricks, doaram US$ 5 milhões (equivalente a cerca de R$ 25 milhões) cada.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

Democratas lideram disputa pelo Congresso dos EUA com 10 pontos

21 October 2026 at 09:37
O Partido Democrata, impulsionado por uma onda de sentimentos contrários a Donald Trump, entra na reta final da campanha para as Eleições de Meio de Mandato com uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre os republicanos na preferência dos eleitores em seus próprios distritos eleitorais pelo país, segundo uma nova pesquisa da CNN realizada pela SSRS.

Mais de três quartos dos eleitores veem a eleição como uma oportunidade para mudar as coisas em Washington, aponta a pesquisa. A aprovação de Trump está em uma mínima histórica de 32%, e os eleitores demonstram ampla insatisfação tanto com a economia quanto com a situação do país, quase dois anos após os republicanos assumirem o controle unificado do governo federal. Esses sentimentos prejudicam os republicanos em sua tentativa de manter o controle do Congresso, embora alguns eleitores também demonstrem ceticismo quanto à possibilidade de uma vitória democrata trazer melhorias significativas.

A vantagem dos democratas, de 49% a 39% entre os eleitores registrados em âmbito nacional, é a maior registrada em pesquisas da CNN desde o período imediatamente anterior à eleição de 2020. O resultado se apoia em amplas margens entre grupos tradicionalmente alinhados aos democratas, como os eleitores negros, entre os quais o partido tem vantagem de 70 pontos percentuais; os latinos, com 40 pontos; as mulheres, com 21 pontos; e os adultos mais jovens, com 31 pontos. Os democratas também têm uma vantagem expressiva entre os eleitores independentes, de 15 pontos, e entre aqueles que dizem estar extremamente motivados a votar, de 18 pontos.

Mesmo com essas vantagens amplas, a dimensão dos possíveis ganhos democratas pode ser limitada pelo redesenho dos distritos eleitorais no meio da década e pelo grande número de disputas competitivas em territórios favoráveis aos republicanos.

Cerca de seis em cada dez eleitores afirmam que seu voto nas eleições deste ano será uma mensagem sobre Trump. Entre esses eleitores, a oposição ao presidente supera o apoio por uma margem de dois para um.

Os democratas lideram os republicanos por 46% a 37% entre os eleitores registrados que apontam a economia como sua principal preocupação. Eles também são vistos como o partido mais capaz de lidar com a economia e o custo de vida. Mas cerca de três em cada dez eleitores, no conjunto, afirmam acreditar que nenhum dos partidos lidaria bem com essas questões, e uma proporção semelhante diz que nenhum deles tem as prioridades corretas.

Depois das preocupações econômicas, a corrupção no governo, citada por 19%, e a situação da democracia nos Estados Unidos, mencionada por 18%, são os únicos outros temas apontados como principal preocupação por mais de 10% dos eleitores. Cerca de quatro em cada dez eleitores afirmam que nenhum dos partidos lidaria melhor com a corrupção. Entre aqueles que têm preferência, os democratas aparecem ligeiramente à frente.

Por que os Estados Unidos não usam urna eletrônica como o Brasil?

Eleitores não estão totalmente convencidos pelos democratas

Apesar de toda a insatisfação com Trump, uma parcela significativa dos eleitores afirma não acreditar que o país estaria em melhor situação caso os democratas também assumissem o controle do Congresso.

Na nova pesquisa, 41% dos eleitores dizem que o país estaria melhor se os democratas vencessem em novembro, 37% afirmam que estaria pior e 22% dizem que não faria diferença. A percepção de que uma mudança no controle do Congresso não alteraria a situação do país é particularmente comum entre eleitores independentes (36%), latinos (29%) e moderados politicamente (29%).

Os dois partidos continuam registrando índices líquidos negativos de aprovação. Entre os 18% dos eleitores que têm opiniões negativas sobre ambos os partidos, 48% preferem o candidato democrata em seu distrito, contra 28% que preferem o republicano. Outros 18% afirmam não apoiar nenhum dos candidatos.

A maioria desse grupo afirma que seu voto busca mudar as coisas em Washington (90%), mas grande parte não acredita que nenhum dos partidos seja capaz de promover essas mudanças de forma mais eficaz (65%).

Cerca de metade dos eleitores registrados ouvidos na pesquisa afirma que pretende votar no dia da eleição, enquanto os demais planejam votar antecipadamente ou pelo correio. Aproximadamente 13% dos eleitores, no conjunto, dizem que já votaram.

Entre aqueles que já votaram, a preferência é amplamente favorável aos democratas: 70% a 29%. Já entre os que ainda não votaram, grupo que será o foco dos últimos dias de campanha, a disputa está bem mais equilibrada: 46% preferem o candidato democrata em seu distrito, contra 41% que apoiam o republicano.

A pesquisa da CNN foi realizada pela SSRS entre 15 e 18 de outubro, com uma amostra nacional aleatória de 1.701 adultos nos Estados Unidos, selecionados a partir de um painel baseado em probabilidades, incluindo 1.206 eleitores registrados. As entrevistas foram realizadas pela internet ou por telefone, com um entrevistador ao vivo. Os resultados da amostra completa têm margem de erro amostral de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre os eleitores registrados, a margem é de 3,3 pontos percentuais.

Eleições nos EUA: Qual é a diferença entre os red, blue e purple states?

Votación anticipada arranca en Texas y Florida con el voto latino en el centro del debate electoral

20 October 2026 at 11:21
El proceso, que convoca a millones de electores en dos claves bastiones conservadores, pone a prueba la posición del Partido Republicano en zonas con alta densidad de población hispana.
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