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VTM
Integrado na estratégia de valorização do turismo de natureza e do património local, o festival proporciona um fim de semana de caminhada, convívio e contacto com as tradições do concelho, permitindo aos participantes explorar paisagens vinhateiras, aldeias históricas e locais de elevado interesse cultural.
“Este projeto representa uma forte aposta do município na valorização do turismo”
SÓNIA PIRES
Vereadora da CM de Alijó
Sónia Pires, vereadora da Câmara de Alijó, disse à VTM que foram dois dias a descobrir o concelho, com dois percursos diferentes. “No sábado, tivemos uma caminhada pelo Douro, por Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. No domingo, o percurso foi para o norte do concelho, que é mais montanha, para se descobrirem duas realidades distintas do nosso território”.
A vereadora destacou ainda que este projeto “representa uma forte aposta do município na valorização de um dos produtos turísticos mais procurados pelos amantes da natureza, da paisagem e do património”.
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A administração do matadouro do Cachão, Mirandela, vincou, hoje, que a anulação da insolvência já era o esperado, mas os problemas mantêm-se e o funcionamento da unidade de abate só é possível graças a dinheiro injetado pelos municípios.
Em declarações à Lusa, o administrador Michel Monteiro realçou que a anulação do processo de insolvência, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, noticiada quarta-feira pela Lusa, “não traz muito de novo”, porque “apesar da incerteza”, havia “uma forte convicção de que o processo ia ter este desfecho”, devido à natureza empresarial do matadouro.
Em abril deste ano, um dos credores do matadouro, a Ares Lusitani, pediu a insolvência da unidade de abate devido a uma dívida que terá chegado a perto de um milhão de euros.
No entanto, a 15 de outubro, o tribunal da relação anulou o processo, alegando que o matadouro do Cachão é uma empresa local, de natureza intermunicipal, estando sujeita a uma legislação especial.
Este desfecho, para Michel Monteiro, significa voltar à “estaca zero”, mantendo-se os problemas financeiros da unidade de abate, provocados pelo “enorme decréscimo”, na ordem dos “30 a 40%”, no abate de animais, pelo aumento do custo do combustível, do gás e da eletricidade, e ainda assim mantendo os mesmos postos de trabalho.
Face à relevância do matadouro para a região, os municípios, garantiu, “têm feito um enorme esforço” para conseguir manter o matadouro em funcionamento e, em resposta às críticas do sindicato sobre a má gestão, salientou que “poucos políticos teriam esta coragem de injetar tanto dinheiro nesta unidade industrial” que “gera valor negativo”.
“O núcleo central do negócio não é autossustentável, a atividade gera valor negativo no seu dia-a-dia, obrigando a empresa a recorrer a financiamento dos acionistas, no caso concreto, ao município de Vila Flor e ao município de Mirandela”, vincou.
Michel Monteiro sublinhou ainda que as câmaras municipais têm também feito um esforço para manter os 23 postos de trabalho, embora preveja um alívio nos gastos com ordenados, visto que “entre 30 a 40% dos trabalhadores” atingiram a idade da reforma e “muitos deles já não conseguem estar na grande parte dos postos de trabalho”.
“Se por cada dois que se vão reformando nós conseguirmos meter uma pessoa com idade jovem, com ambição, com motivação para dali fazer uma carreira, tem tudo para continuar a funcionar o matadouro”, adiantou.
Durante o processo de insolvência os municípios apresentaram um plano de revitalização para esta unidade de abate situada em Frechas, no concelho de Mirandela. No entanto, com a anulação da insolvência, também este plano cai por terra.
Ainda assim, o administrador revelou que os municípios vão ter de negociar a dívida com os credores.
“Sentarmo-nos e tentarmos negociar uma forma ou um prazo bastante diluído, são esses pormenores que terão de ser discutidos, mas enfim, com alguma margem conseguirmos, a seu tempo, conseguir cumprir com as obrigações que outros assumiram no passado e que até à data (…) o matadouro ainda não conseguiu pagar”, referiu.
Desde o início do processo de insolvência, o matadouro industrial do Cachão manteve-se aberto e em funcionamento, mas os trabalhadores chegaram a anunciar uma greve, por alegados atrasos no pagamento de salários e subsídios de férias, mas acabou por ser cancelada.
No nordeste transmontano há ainda mais três matadouros: em Miranda do Douro, Vinhais e Bragança, estando ainda a ser construído outro em Mogadouro.
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VTM
Em tempos, pertencera aos quadros da Banda de Mateus, sendo considerado um dos mais insignes saxofonistas que por ali passaram.
O seu regresso trazia consigo as saudades da terra, as memórias de outros tempos e, sobretudo, aquele talento musical que não conhece fronteiras nem se apaga com a distância. Para quem o conhecia, a sua presença representava o reencontro com um músico de reconhecidos méritos, alguém que deixara a sua marca no seio de uma coletividade que tanto contribuiu para a formação musical e cultural de tantos jovens da região.
Nesse dia, antes da procissão, eu, como Mestre da Banda, fui abordado pelo presidente da centenária coletividade, António Matos, que me perguntou se o António Claustro – como era conhecido – poderia tocar no concerto à noite. Confesso que fiquei surpreendido e hesitante na resposta. Afinal o músico não tinha participado em qualquer ensaio e como seria natural, a sua presença no concerto levantava-me algumas dúvidas.
Foi então que António Claustro olhou para mim. No seu olhar havia determinação, mas também uma emoção difícil de descrever. E, com uma firmeza que ainda hoje guardo na memória, disse-me:
– Não tenhas receio, porque a alma da música da nossa terra sempre me acompanhou.
E como duvidar de alguém que falava assim da música?
A noite chegaria, e com ela o momento de transformar aquelas palavras em arte.
Já no final, incapaz de esconder o que me ia na alma, dirigi-me ao grande músico para lhe agradecer a sua presença naquela noite inesquecível.
E então aconteceu o abraço.
Um abraço forte e apertado, um abraço carregado de sentimentos que dispensavam as palavras. Um abraço de emoção tão profundo que me fez lembrar uma mãe lavada em lágrimas de alegria ao receber um filho que julgava distante e perdido.
Abambres teria oportunidade de escutar um saxofonista cuja ligação à Banda de Mateus ultrapassava os limites de uma simples passagem pelos seus quadros. Era um daqueles músicos que transportava consigo o nome da sua terra, mesmo quando a vida os levava para longe.
Depois daquele concerto, não tive mais dúvidas: António Claudino – o nosso Claustro – era, sem dúvida, um dos mais prestigiados saxofonistas que passaram pela Banda de Mateus.
Aquele enorme artista deixou-nos naquela ocasião uma lição que vai muito para além da música: há paixões que permanecem connosco para toda a vida.
Há músicos que quando tocam, deixam um pouco da sua alma em cada um de nós.
António Claudino – Claustro – foi, para mim, um desses músicos inolvidáveis.
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A inauguração do novo relvado sintético do Campo Municipal, um concerto dos Al Mouraria e o lançamento de um jornal mensal estão entre os destaques das comemorações do 27.º aniversário da elevação da Mexilhoeira Grande à categoria de vila, no concelho de Portimão. O programa realiza-se a 1 de novembro e inclui ainda uma sessão solene, homenagens a personalidades locais, futebol, um magusto e um baile.
As celebrações pretendem assinalar a história e a identidade da localidade, reunindo iniciativas nas áreas do desporto, da cultura, da promoção turística e da valorização dos produtos locais.

Organizado pela Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande, o programa começa às 10:00, com o tradicional hastear da bandeira, e prolonga-se até à noite, envolvendo diferentes espaços da vila.
As comemorações arrancam na sede da Junta de Freguesia, às 10:00, com a cerimónia de hastear da bandeira, acompanhada pelo Hino Nacional, interpretado pela Banda da Sociedade Filarmónica Portimonense.
Às 10:20, será inaugurado o novo relvado sintético do Campo Municipal da Mexilhoeira Grande, numa cerimónia que contará também com a participação da banda filarmónica, prevista para as 10:40.
O novo equipamento será palco, às 11:00, de um encontro de futebol entre o Mexilhoeira Grande FC e o Grupo Desportivo de Lagoa, a contar para o Campeonato Distrital de Iniciados da Associação de Futebol do Algarve.
O presidente da Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande, Ricardo Sobral, considera que a inauguração representa um investimento importante nas condições para a prática desportiva, particularmente entre os mais jovens.
“Contamos também com a inauguração do novo relvado sintético, que demonstra a forte aposta da Junta de Freguesia e do Município de Portimão no desporto e, sobretudo, na formação das camadas mais novas, mas também do lançamento de um novo vídeo promocional para promover a freguesia da Mexilhoeira Grande enquanto destino rico em património natural, cultural e desportivo”, afirma o autarca.
A programação prossegue às 15:00, na Igreja Matriz da Mexilhoeira Grande, com a sessão solene comemorativa do 27.º aniversário da elevação à categoria de vila.
A cerimónia terá início com intervenções institucionais, seguindo-se uma homenagem a personalidades da comunidade que se distinguiram pelo seu contributo para o desenvolvimento da freguesia.
Outro dos momentos previstos é a apresentação do vídeo promocional “Mexilhoeira Grande – Um Algarve por Descobrir”, concebido para divulgar o património e os atrativos da freguesia enquanto destino turístico.
A sessão ficará ainda marcada pelo lançamento do jornal mensal “Ecos da Nossa Terra”, uma nova publicação dedicada à atividade da Junta de Freguesia e aos projetos desenvolvidos em diferentes áreas.
Segundo a autarquia, o jornal pretende reforçar a proximidade com a população e divulgar as iniciativas e parcerias realizadas em articulação com a Câmara Municipal de Portimão, dando particular atenção à identidade local, ao património, à cultura e às tradições.
Ricardo Sobral destaca a diversidade da programação e o significado das celebrações para a comunidade.
“Será um dia em que pretendemos destacar a dinâmica da nossa vila, mostrar a riqueza do nosso território e enaltecer o percurso de personalidades da nossa terra que, em muito têm contribuído para dar outra dimensão à freguesia”, sublinha o presidente da Junta.
A partir das 16:30, o programa desloca-se para o adro da Igreja Matriz, onde estará instalado um recinto com expositores de produtos locais e espaços de comes e bebes.
Às 18:00, realiza-se um concerto dos Al Mouraria, grupo musical cujas origens remontam a um projeto iniciado em 2002 e que combina sonoridades tradicionais do fado com uma abordagem contemporânea ao género.

A atuação integra a componente cultural das comemorações, proporcionando um momento musical à população e aos visitantes.
O encerramento está marcado para as 19:30, com a realização de um magusto tradicional, acompanhado por um baile animado pelo artista Humberto Silva.
A Junta de Freguesia pretende que o conjunto de atividades contribua para valorizar o património, promover a economia local e proporcionar momentos de encontro entre diferentes gerações.
As comemorações do 27.º aniversário da elevação da Mexilhoeira Grande à categoria de vila procuram, assim, assinalar o percurso da localidade e dar visibilidade às iniciativas que têm contribuído para o seu desenvolvimento cultural, social e desportivo.
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