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SP: Colisão entre carretas causa incêndio e uma morte na rodovia Anhanguera

22 October 2026 at 11:18

Uma colisão entre duas carretas na noite desta quarta-feira (21) causou um incêndio e deixou uma pessoa morta no km 340 da Rodovia Anhanguera, no município de Jardinópolis, interior de São Paulo. Segundo o CCO (Centro de Controle Operacional) da concessionária Entrevias, uma segunda vítima saiu sem ferimentos e há quase sete quilômetros de congestionamento na região da ocorrência.

A Entrevias informou que uma carreta trafegava sentido Sul quando bateu na traseira de um segundo veículo, provocando um incêndio. A primeira carreta teria perdido o tempo hábil para frear ou desviar e impedir o acidente.

Em um primeiro momento, o veículo de grande porte que provocou a colisão ficou na segunda faixa da rodovia, enquanto o outro ficou no acostamento. Tempo depois, o primeiro carro foi retirado da via por um guincho e colocado também no acostamento. O fogo foi extinto.

De acordo com o CCO da Entrevias, as duas faixas de rolamento entre os kms 347 e 340 estão comprometidas e, por isso, há congestionamento na região. Todas as faixas ficaram bloqueadas até às 0h50 desta quinta (22).

Houve derramamento de óleo da pista e as equipes que atenderam a ocorrência aplicaram pó de serragem. Logo depois, foi realizada a limpeza da via.

A carreta que foi atingida na traseira seguiu viagem por meios próprios, enquanto a carreta que causou o acidente permanece no acostamento desde às 2h46.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

PM ré por matar mulher em SP diz que irá mostrar legitimidade de conduta

21 October 2026 at 15:08

A defesa da policial militar Yasmin Cursino Ferreira disse que irá apresentar a legitimidade da conduta adotada pela agente durante abordagem policial que resultou na morte de Thawanna Da Silva Salmázio, em abril deste ano, na zona Leste de São Paulo.

A PM se tornou ré pelo crime de homicídio triplamente qualificado, na segunda (19), após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia oferecida pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo).

Em nota, o advogado Luiz Nakaharada, que representa a defesa de Yasmin, disse que apresentará todos os elementos relacionados as circunstâncias do fato. Veja nota completa no fim do texto.

Thawanna morreu após levar um tiro da policial militar durante uma discussão em Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo. A PM disse em depoimento que teria realizado o disparo pois a vítima e o marido, Luciano, aparentavam estar alterados e discutiam no meio da rua quando a viatura passava. Ao observar ambos, os policiais decidiram voltar e verificar o que acontecia.

Luciano foi contido por outros policiais da equipe, enquanto Yasmin conversava com Thawanna que, em meio a discussão, deu um tapa na cara da militar. Em razão disso, Yasmin relatou que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.”

No dia 5 de abril, a policial militar foi afastada do cargo e teve a arma apreendida pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa). Yasmin estava sem câmera corporal durante a ocorrência, mas o equipamento que o colega dela usava registrou parte da ação.

Em maio, a Justiça arquivou o processo que acusava Luciano de resistência durante a abordagem policial. Segundo o MPSP, que ofereceu o arquivamento do processo, a reação de Luciano é compatível com a “tensão decorrente da abordagem violenta dos policiais” e sustentou que ele foi testemunha do homicídio da própria esposa.

Sem justificativa

A promotoria sustenta que o homicídio foi praticado sem justificativa para ser empregada a força letal e com recurso que dificultou a defesa de Thawanna, que estava desarmada no momento em que foi morta em uma abordagem policial.

O órgão também levou em conta a demora no socorro da vítima, que levou um tiro na região do abdômen. Isso se caracterizou, segundo o MPSP, como meio cruel, uma vez que Thawanna permaneceu durante 30 minutos consciente e em sofrimento após ser baleada, sem que houvesse a adoção de medidas para ajudar a vítima.

Nota da defesa da PM:

“A Defesa da Sd. PM YASMIN CURSINO FERREIRA, diante do oferecimento de denúncia pelo Ministério Público em relação aos fatos ocorridos em 03 de abril de 2026, vem a público prestar esclarecimentos acerca do atual estágio processual.

Inicialmente, cumpre esclarecer que o oferecimento da denúncia representa o exercício da pretensão acusatória pelo Ministério Público, não constituindo qualquer juízo definitivo acerca da responsabilidade penal da policial militar.

A Defesa respeita o trabalho desenvolvido pelas autoridades responsáveis pela investigação, contudo, ressalta que os elementos até então apresentados serão devidamente submetidos ao contraditório e à ampla defesa, ocasião em que será possível o esclarecimento integral das circunstâncias que envolveram os fatos.

Nesse sentido, a Defesa reafirma sua convicção de que, ao longo da instrução processual, restará demonstrada a legitimidade da conduta adotada por YASMIN CURSINO FERREIRA, consideradas as circunstâncias concretas em que se deram os acontecimentos.”

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Polícia conclui que primas desaparecidas no PR foram mortas e indicia homem

21 October 2026 at 12:37

A Polícia Civil concluiu que as duas primas de 18 anos que ficaram desaparecidas por quatro meses após saírem de uma casa noturna no município de Paranavaí, no noroeste do Paraná, foram assassinadas por Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos.

Clayton, que foi morto durante uma tentativa de cumprimento de mandado pela polícia, foi apontado como responsável pelos dois homicídios. Um outro indivíduo, de 29 anos, foi indiciado por ocultar os corpos das jovens.

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida desapareceram na madrugada de 21 de abril e foram encontradas sem vida enterradas em uma área rural de Paraíso do Norte, a mais de 27 quilômetros de distância da cidade onde elas foram vistas pela última vez.

Segundo os laudos realizados a partir das ossadas das jovens, foi concluído que o crime ocorreu após um possível desentendimento iniciado na casa noturna. Stella foi morta com disparos na cabeça e no tórax ainda dentro do veículo de Clayton. Já Letycia foi atingida por tiros na região do crânio quando estava fora do carro.

Imagens de segurança de diferentes pontos onde as jovens teriam passado mostraram que Clayton estava com as vítimas no município de Cianorte, de onde elas saíram, e continuou com elas em Paranavaí, onde foram a uma casa noturna.

Clayton foi morto pela polícia em 21 de agosto durante cumprimento de mandados judiciais contra ele, em Mandaguari, na Região Metropolitana de Maringá. A conclusão sobre a sua participação no caso será analisada pela Justiça.

Já o segundo homem, que não teve a identidade revelada, admitiu que auxiliou no transporte e no enterramento dos corpos das vítimas, de acordo com as investigações. Foi ele, inclusive, que indicou à polícia o local onde Letycia e Sttela estava escondidas.

O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deve adotar as devidas providências em relação, principalmente, à responsabilização criminal do segundo suspeito.

Desaparecimento

Letycia e Sttela desapareceram após saírem de Cianorte na noite de 20 de abril. As duas estavam acompanhadas de Clayton, que utilizava o nome falso de “Davi” e que estava foragido por um crime de roubo.

Câmeras de segurança registraram as vítimas na madrugada do dia 21 na casa noturna, em Paranavaí. Depois desse fato, o suspeito retornou sozinho a Cianorte e, posteriormente, deixou o município.

Ossadas encontradas no PR são de primas desaparecidas

Sinais de violência

Os corpos das primas foram encontrados enterrados em uma área rural de Paraíso do Norte no dia 21 de agosto e a confirmação das identidades foi realizada no dia 27 do mesmo mês após a validação exames de odontologia forense.

Laudos antropológicos também mostraram que as duas morreram em decorrência de disparos de arma de fogo.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Após anúncio de paralisação, SPTrans diz que ônibus circulam normalmente

21 October 2026 at 11:15

Após motoristas de ônibus administrados pela antiga empresa Transwolff, em São Paulo, anunciarem uma nova paralisação a partir da meia-noite desta quarta-feira (21), a SPTrans informou que não há paralisação e que a frota transita sem intervenções.

Segundo a liderança da categoria, representada por Júnior Araújo, as motivações estão relacionadas à demissão de ao menos três funcionários por justa causa e falta de comprovações dos pagamentos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A categoria já havia realizado uma paralisação na última segunda-feira (19).

Apesar disso, a SMT (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte) e a SPTrans informam que a operação dos ônibus está normal em toda a cidade, com 100% da frota rodando nesta quarta-feira.

 

Ameaça de nova paralisação

De acordo com a Júnior Araujo, os motoristas que participaram da greve de segunda-feira teriam sido informados informalmente de que não seriam sofreriam represálias. Em uma nota enviada à CNN Brasil, a SPTrans informou que iria descontar o dia no salário de cada funcionário que deixasse de trabalhar durante a paralisação.

À reportagem, Júnior disse que, após o fim da paralisação na segunda, a SPTrans entregou um documento aos trabalhadores, mas o material não respondia a nenhuma das questões reinvidicadas pela categoria. Além disso, alguns funcionários teriam recebido um telegrama informando o desligamento da empresa.

Por conta disso, os motoristas teriam decidido por uma nova paralisação. A CNN Brasil tenta contato com as lideranças para entender se houve um novo acordo com a prefeitura e se de fato a ameaça de paralisação foi finalizada.

Outro lado

Entre as primeiras reinvindicações dos empregados estavam a cobrança de pagamentos e benefícios como plano de saúde e depósitos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, o processo de contratação do Plano de Saúde para os funcionários foi iniciado em 3 de julho de 2026 e está em “fase de análise das propostas”. Enquanto não têm acesso ao benefício, os empregados recebem verba compensatória.

Além disso, a pasta reforçou que os pagamentos estão em dia e está esclarecendo dúvidas com os empregados.

A CNN Brasil procurou a prefeitura para um novo posicionamento em relação à ameaça de nova paralisação, mas ainda não houve retorno.

SPTrans assumiu linhas da Transwolff

A SPTrans assumiu oficialmente a gestão das operações da empresa Transwolff em dezembro de 2025, após a prefeitura decretar caducidade dos contratos com a empresa de ônibus.

A Transwolff sofreu essas mudanças após ser citada nas investigações do MPSP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil sobre a aderência da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte coletivo de São Paulo.

Um dos investigados, o ex-presidente da Câmara de São Paulo e ex-vereador Milton Leite é citado, nos autos das apurações, como o verdadeiro dono da empresa Transwolff.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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