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Ukraine reconstruction funds risk bypassing cities and regions, local leaders’ alliance warns 

5 August 2026 at 14:36

Gdańsk/Brussels (European Newsroom) – Ukrainian cities and regions risk being left out in deciding how billions in reconstruction funds are being used unless they are given a robust role in the planning, governance and implementation of reconstruction support, a joint statement by the European Alliance of Cities and Regions for the Reconstruction of Ukraine warned. 

Meeting on the sidelines of the Ukraine Recovery Conference (URC) 2026 in Gdańsk, Poland, the alliance called for a “localisation marker” in donor planning tools and ring-fenced funding with direct local access. 

Antje Grotheer, President of the State Parliament in Bremen, Germany, and chair of the European Committee of the Regions’ (CoR) Working Group on Ukraine, argued that local and regional authorities should have a greater voice in donor discussions and reconstruction planning. She stressed that Ukraine’s decentralisation reforms have been key to maintaining resilience during the war.   

“We feel there is an increasing need for stronger coordination of support that targets municipalities and regions,” Grotheer said.  

Oleksii Riabykin, Deputy Minister for Rebuilding and Minister for Development of Communities and Territories of Ukraine, said his country is already moving from emergency reconstruction to building resilient communities. Experience gained by Ukrainian cities, towns and villages during the war can help strengthen resilience across in Europe, he said. 

EU law implementation

The joint statement released Wednesday stressed that over 70 percent of EU law is implemented at local level, but most reconstruction funding for Ukraine is still channeled through national governments, leaving municipalities to compete over the leftovers. At the URC 2026 in Gdańsk, the CoR and its alliance partners demanded a structural fix.  

The alliance also encouraged Ukrainian regions to exploit existing EU programmes and platforms. It underscored the contribution of neighbouring EU countries to both Ukraine’s military efforts and its reconstruction, arguing that they should receive targeted support.  

EU member states that share a border with Ukraine are Poland, Slovakia, Hungary and Romania. 

The alliance brings together EU and Ukrainian local and regional authorities and was co-founded by the CoR, an EU advisory body, in June 2022 following Russia’s full-scale invasion of Ukraine.  Its goal is to coordinate an effective reconstruction of Ukraine that involves local and regional authorities rather than centralising the implementation of funds to the state. 

The URC was also established after Russia’s full-scale invasion, building on the foundations of the annual Ukraine Reform Conference established in 2017 by supporters of Ukraine, including the European Union.  

The URC 2026 takes place on June 25 and 26 and focuses on the sectors most impacted by Russia’s attacks, such as energy, critical infrastructure, and logistics. The lead-up to the conference was overshadowed by escalating dispute between Warsaw and Kyiv. Ukrainian President Volodymyr Zelensky had named an army unit after Ukrainian underground fighters from World War II who are also blamed for massacres of tens of thousands of Poles and Jews in what is now western Ukraine.  In response, Poland’s right-wing conservative President Karol Nawrocki stripped Zelensky of a high Polish order of merit. 

This story was produced by the European Newsroom (enr) in cooperation with the European Committee of the Regions (CoR). The editorial responsibility lies with the enr. 

Município de Loulé reforça compromisso com o bem-estar animal

4 August 2026 at 09:10

Autarquia entregou leitores de microchips às Juntas de Freguesia 

Numa primeira iniciativa pública no âmbito da sua política para o bem-estar animal, a Câmara Municipal de Loulé entregou, na passada sexta-feira, onze aparelhos de leitura de microchips às Juntas de Freguesia do concelho, com o objetivo de agilizar o processo de identificação de animais perdidos ou encontrados na via pública.

Esta entrega surge no âmbito da legislação de 2019, que estabelece que a identificação eletrónica e o registo no SIAC – Sistema de Informação de Animais de Companhia são obrigatórios para cães, gatos e furões. A aplicação do microchip e o respetivo registo permanecem como competência exclusiva dos médicos veterinários, contudo o papel das autarquias locais no terreno revela-se crucial para a eficácia do sistema.

“Todos sabemos que são frequentemente as Juntas de Freguesia e os seus colaboradores que primeiro chegam junto de um animal encontrado na via pública. Nesses momentos, ter à mão um leitor de microchip pode fazer toda a diferença: pode significar a diferença entre um animal que regressa em poucas horas a casa, junto do seu tutor, e um animal que fica, dias ou semanas, entregue à sorte”, explicou o autarca Telmo Pinto.

Ana Poeta, do Gabinete de Apoio ao Presidente responsável pelas questões para o bem-estar animal, destacou as vantagens estratégicas da identificação eletrónica. Por um lado, garante a identificação, de forma segura e permanente, do animal, aumentando significativamente as hipóteses de ser devolvido ao seu tutor caso seja encontrado. Por outro lado, permite cruzar os dados do animal com o registo do tutor de forma imediata, assim que o dispositivo é detetado pelo leitor. Tem ainda um papel importante no combate ao abandono e ao furto uma vez que permite associar legalmente o animal ao seu responsável e facilita a investigação nestes casos.

A realidade local em Loulé espelha uma crescente consciencialização dos munícipes. Graças ao incremento da identificação dos animais por parte dos tutores, registou-se um aumento significativo de devoluções com sucesso. Só no decorrer do ano de 2026, cerca de 80 animais já regressaram aos seus lares originais.

Estas situações de sucesso resultam de uma forte articulação local que envolve animais recolhidos pelo Gabinete Médico-Veterinário, alertas de munícipes, solicitações das autoridades policiais, contactos através da Linha GEO 24 e intervenções decorrentes de atropelamentos na via pública.

Além dos 11 aparelhos distribuídos, garantindo uma cobertura total do território, o plano de ação prevê um reforço operacional alargado. Serão entregues mais quatro equipamentos adicionais para equipar as forças de segurança (dois) e para os Bombeiros Sapadores de Loulé (dois), dotando os agentes de primeira linha das ferramentas necessárias para responder a estas ocorrências.

Refira-se que, neste momento, a Autarquia está a desenvolver um conjunto de iniciativas que pretendem robustecer a política municipal para o bem-estar animal.

Como pilar central deste investimento estrutural, Telmo Pinto referiu a construção do novo Centro de Bem-Estar Animal em Benafim e a criação de um Gabinete de Bem-Estar Animal dedicado em exclusivo a esta área. Para sustentar estas operações, está igualmente em curso o reforço da equipa do Gabinete Médico-Veterinário Municipal.

Entre as medidas de apoio direto, destaca-se o programa de atribuição do Cheque Veterinário, medida destinada prioritariamente a animais de famílias carenciadas previamente identificadas e a colónias de gatos sob responsabilidade direta da Autarquia.

A pensar no quotidiano dos munícipes, serão criados espaços urbanos para animais com a placa “Eu espero aqui”, equipados com bebedouro e mosquetões, permitindo deixar os animais em segurança por breves instantes. O plano integra ainda a dinamização regular de campanhas de adoção e apadrinhamento, sendo que uma delas arranca já em setembro.

No âmbito do controlo populacional, a Autarquia encontra-se a realizar o levantamento detalhado das colónias de felinos no território. Até ao final de junho, os dados registam: 142 colónias identificadas no concelho, 2170 gatos contabilizados, cerca de 100 cuidadores e cuidadoras registados e 433 gatos ainda por esterilizar.

Para gerir esta realidade, o Município aplica o programa CED (Captura–Esterilização–Devolução). Os gatos são capturados, esterilizados, identificados eletronicamente com microchip, desparasitados e devolvidos à colónia de origem. O animal mantém o seu estatuto errante, mas fica integrado num programa oficial sob monitorização sanitária. A autarquia reconhece que a lista de espera para este programa é atualmente extensa, justificando-se assim o reforço em curso das equipas médicas municipais.

O ponto alto da sensibilização pública calendarizado para este ano acontece em outubro com a iniciativa “Loulé, Amigo do Animal”, uma feira de bem-estar animal, estando as inscrições para expositores já abertas. Ao longo de todo o mês, o evento contará ainda com cursos de primeiros-socorros a animais, exposições e diversas atividades para a comunidade.

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