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Normal view

Remembering Emma Bonino

Ein Foto zeigt eine ältere Frau mit rotem Turban, die mit ausgestrecktem Zeigefinger auf einer dunklen Bühne spricht.
Cover image: picture alliance / AP Photo/Virginia Mayo

Despite her diminutive stature, Emma Bonino was a giant of European foreign policy. She made a critical difference on a bewildering range of causes. She was a master at operating in a diverse array of settings: protesting on the streets, mobilising NGOs, shaping the agenda of the European Commission, creating unlikely coalitions in the European Parliament and chairing the Italian Senate. She managed to make such a difference in all these places because, wherever she found herself, she was always an activist fighting for civil rights, for justice, for equality.

Emma was also a rebel. She used her charm, humour and honesty to puncture pomposity and force people into a real conversation. She embraced controversy, both in her advocacy for challenging causes like women’s rights, abortion access and drug legalisation, and in her methods such as protests and hunger strikes. 

She knew how to translate lofty goals into concrete steps which had some hope of being implemented, whether it was setting up the European Commission’s humanitarian office, campaigning for the establishment of the International Criminal Court, advocating to ban female genital mutilation, or working to change Italian electoral law. She had a sense of history and understood how to use crises to shift the agenda—as she did when she moved to Cairo after 9/11, deciding to learn Arabic and to push for a better understanding between Europeans and the Muslim world. And she was willing to assemble and work with unlikely coalitions to advance her causes, from joint projects with the Egyptian former president’s wife Mrs Mubarak to campaigns with the Pope.   

Emma was a founding member of ECFR and helped turn it into the organisation it has become. We assumed when she became Italian foreign minister in 2013 that she would step down as a member, but instead she wanted to stay involved and constantly drew on ECFR’s ideas, expertise and pan-European networks to shape the Italian and European agenda. When she stepped down as foreign minister she became a co-chair of the organisation, and we felt her sense of urgency, ambition and pro-Europeanism in every board meeting. 

Emma helped shape the DNA of ECFR. She encouraged us to be courageous, not to be afraid of controversy and to challenge conventional wisdom. She pushed us to be as pragmatic about how to make a difference as we were principled about our goals. Always inspiring others, Emma was a friend and a role model to so many of us—but she didn’t do small talk or make time for idle fun. When the substantive discussions were finished, she would say “va bene” and move on to the next fight (or go out to smoke a cigarette). Her death leaves Europe a greyer and less vital place. We need more Emmas.  


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Departamento de Guerra dos EUA investe 750 milhões de dólares em terras raras brasileiras

26 August 2026 at 16:00

O Departamento de Guerra, antigo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, anunciou um investimento de 750 milhões de dólares (cerca de R$ 3,8 bilhões) na compra de terras raras produzidas no Brasil pela mineradora Serra Verde.

Na prática, o anúncio coloca as terras raras extraídas no Brasil diretamente no ecossistema da indústria militar estadunidense – elementos de terras raras são utilizados pela indústria de armamentos dos EUA por seu magnetismo e resistência a altas temperaturas. Essa possibilidade já havia sido apontada por reportagem da Agência Pública, que mostrou as conexões da Serra Verde com os interesses do governo americano. 

Segundo o Departamento de Guerra, os recursos serão aportados em uma “Empresa de Propósito Específico” para viabilizar um acordo de compra do concentrado de terras raras (chamado de carbonato) produzido pela Serra Verde no projeto Pela Ema, no norte de Goiás. 

Esse acordo já tinha sido tornado público pela própria mineradora em abril, quando a Serra Verde comunicou uma operação de fusão e aquisição com a empresa americana USA Rare Earth e a formalização de um contrato para fornecer 100% da sua produção por 15 anos para uma “Empresa de Propósito Específico”, que à época não foi nomeada ou especificada, mas que seria capitalizada por agências do governo americano e fontes privadas. 

Agora, o próprio Departamento de Guerra deu mais detalhes sobre o investimento na “Empresa de Propósito Específico”, chamada “US SIIE”. O montante de 750 milhões de dólares faz parte de um pacote de investimentos de 1,55 bilhão de dólares no total, que inclui um compromisso de compra de 300 milhões pela Agência de Logística de Defesa do Departamento e outro compromisso de compra de 500 milhões por parte de um grande banco comercial que não foi especificado.

“Garantir cadeias de suprimentos resilientes, tanto domésticas quanto de aliados, é um requisito fundamental para operações de guerra”, afirmou Mike Cadenazzi, Secretário-Assistente de Guerra para Política de Base Industrial. 

“Ao estabelecer parceria com a Serra Verde, damos um passo decisivo para quebrar o quase monopólio de nossos adversários sobre os elementos de terras raras. Esse esforço conjunto assegura que nossa base industrial de defesa tenha acesso garantido e de longo prazo aos materiais críticos necessários para fabricar sistemas de armas de última geração e manter nossa vantagem tecnológica”, completou ele, em referência à China, que controla mais de 90% do processamento industrial desses elementos químicos.

Elementos de terras raras são utilizados em ímãs de caças F-35, drones e mísseis Tomahawk, produzidos pela indústria de armamentos dos EUA. Não à toa, o governo americano tem pressa em quebrar esse monopólio. O Departamento de Guerra decidiu proibir, a partir de 2027, a aquisição de ímãs feitos com terras raras extraídos ou processados na China e em outros países considerados inimigos, como Rússia, Irã e Coreia do Norte. 

No meio dessa disputa, o Brasil, dono da segunda maior reserva de terras raras no mundo, é estratégico. Assim como a Serra Verde, que é a única mineradora no país a já produzir terras raras em escala comercial. A empresa produz um concentrado com vários elementos de terras raras, entre eles o samário, que é majoritariamente usado pela indústria militar por conta de sua resistência a altas temperaturas. Desde abril do ano passado, a China restringiu a exportação desse elemento e seus derivados, como as ligas metálicas, e passou a exigir uma série de documentos para a obtenção de licenças de exportação, incluindo a identificação do usuário final dos produtos – que, em muitos casos, são fabricantes de armamentos.

“A Serra Verde é a única produtora das terras raras pesadas fora da Ásia e ela tem as quatro terras raras magnéticas”, disse Barbara Humpton, CEO da USA Rare Earth, em uma entrevista à Fox News. “E a iniciativa brilhante do governo dos EUA foi criar uma sociedade de propósito específico, com apoio de várias agências governamentais e investimento privado, para garantir um contrato de compra de 100% da produção por 15 anos, assegurando que nós tenhamos acesso aos materiais necessários para a nossa economia e para a nossa defesa”, completou a executiva.

Para isso, a USA Rare Earth, dona da Serra Verde, já garantiu 1,6 bilhão de dólares em financiamento do governo americano, que terá participação acionária na companhia. Também comprou a britânica Less Common Metals, uma das maiores fornecedoras de ligas metálicas de terras raras, e firmou um acordo de vendas mútuas com a Arnold Magnets. Diante das restrições chinesas, essas duas empresas – Less Common Metals e Arnold Magnets – trabalharam ao longo do ano passado para encontrar fontes alternativas de samário a fim de continuar produzindo os ímãs usados em mísseis Tomahawk, como mostrou o jornal americano New York Times. 

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