O ano letivo arrancou hoje em Alcanena para a maioria dos 1.809 alunos, com o secundário a regressar dia 21 à escola requalificada, já sem aulas em monoblocos, após uma intervenção de 6,3 milhões de euros (ME). A vereadora da Educação da Câmara de Alcanena, Clara Baptista, disse esta segunda-feira à Lusa que o arranque decorre dentro da normalidade, estando ainda em recrutamento cerca de cinco…
No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) promove o Curso de Iniciação à Bicicleta – Nível 2 (Teórico). Destinado a quem já sabe andar de bicicleta, mas pretende adquirir mais conhecimentos, confiança e segurança para circular na cidade e dar o passo seguinte: adotar a bicicleta como meio de transporte no quotidiano. Trata-se de uma sessão teórica, na qual serão abordados temas essenciais para uma utilização mais segura e autónoma da bicicleta, nomeadamente: ● como circular na cidade; ● as ciclovias das cidades; ● os percursos citadinos; ● como escolher o melhor percurso; ● como escolher a melhor bicicleta; ● as regras de trânsito e sinalização; ● partilha da via; ● a articulação com o transporte público; ● entre outros. Data: 16 de setembro (quarta-feira) | 18h30 Local: Online – Via Zoom As inscrições são gratuitas mas obrigatórias.Faça já a sua!
O novo ano letivo inicia-se hoje no concelho de Mação com um ligeiro aumento do número de alunos e a disponibilização pela Câmara da Escola Virtual a todos estudantes durante os próximos três anos. “Temos mais alunos do que no ano letivo passado e, num concelho com as características demográficas de Mação, é um dado que naturalmente valorizamos”, disse à agência Lusa a vereadora da Educação…
A nova diretora tomou posse para o quadriénio 2026-2030, num mandato assente na comunicação, colaboração e no reforço da formação docente. Ana Loureiro tomou posse como diretora da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES) esta quinta-feira, 10 de setembro, após ter sido eleita, por unanimidade, para o quadriénio 2026-2030, no passado dia 17 de julho. A cerimónia decorreu no Auditório 1 da…
O valor anual atribuído a cada estudante aumenta para 950 euros. A Câmara Municipal de Abrantes aprovou, por unanimidade, o reforço do apoio financeiro destinado às bolsas de estudo para alunos do ensino superior economicamente carenciados, aumentando o valor anual atribuído a cada estudante para mais 50 euros (passa de 900 para 950 euros), no montante total de 41.800,00…
O Município de Alpiarça recebeu esta quarta-feira, 9 de setembro, os docentes e auxiliares de educação do Agrupamento de Escolas José Relvas de Alpiarça, num momento de acolhimento que assinalou o início de um novo ano letivo no concelho. A receção decorreu no Auditório da Casa dos Patudos, onde a presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Sónia Sanfona, deu as boas-vindas aos profissionais que…
O Agrupamento de Escolas de Constância inicia o ano letivo 2026/2027 com 597 alunos, mais 42 do que no ano anterior, num crescimento concentrado sobretudo entre residentes do concelho e após vários anos marcados pela redução da população escolar. “Depois de vários anos a perder alunos, esta é uma boa notícia para o concelho e demonstra a dinâmica que vivemos”, disse hoje à Lusa o presidente da…
O encontro reforçou a ligação entre o teatro e a comunidade escolar com propostas artísticas para todos os ciclos de ensino. O Teatro Sá da Bandeira (TSB), em Santarém, apresentou no dia 8 de setembro, a sua Programação para Escolas 2026/2027, aos professores das escolas do concelho. O encontro pretendeu reforçar a ligação entre o teatro, a comunidade escolar e, sobretudo, as crianças e os…
O Polo “Casimiro de Brito” da Biblioteca Municipal de Loulé, em Almancil, celebra os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, romance icónico do autor João Guimarães Rosa.
A atividade, realizada em parceria com a UALG, Município de Montemor-o-Novo e Fundação José Saramago, tem lugar no dia 11 de setembro, pelas 18h.
Em 2026, comemoram-se os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas” (1956), obra maior de João Guimarães Rosa (1908–1967) e um dos marcos da Literatura de língua portuguesa. O evento proposto assinala esta efeméride em Loulé, trazendo o universo rosiano ao Algarve através de três dimensões complementares: a narração oral, a criação artística e a reflexão sobre literatura, território e turismo cultural.
A iniciativa articula-se com a vinda a Portugal de Dôra Guimarães e Thiago Goulart, a convite da Fundação José Saramago e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, e com a estância de investigação na UAlg de Diomira Faria, diretora do Espaço do Conhecimento UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e cocuradora da exposição “Sertão Mundo”, dedicada à obra rosiana e às suas reverberações pelo mundo.
O encontro pretende demonstrar que a exposição “Sertão Mundo” e o trabalho de narração oral do Grupo Miguilim podem constituir modelos replicáveis nos territórios do Algarve e adaptáveis a outros autores, portugueses e lusófonos, constituindo instrumentos concretos de mediação literária, de reforço identitário e de desenvolvimento local.
Para além de uma sessão de narração oral, o momento contará com a mesa-redonda “O sertão está em toda a parte: turismo literário e desenvolvimento dos territórios, de Cordisburgo ao Algarve”.
A Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUAlg)
apresenta oficialmente a Receção ao Caloiro do Algarve 2026, que este ano surge com uma nova identidade e um conceito renovado, procurando transformar o início do novo ano académico num momento de encontro, integração e celebração para toda a comunidade estudantil. Todos os anos, a Receção ao Caloiro do Algarve acolhe mais de mil novos estudantes, que assume um papel essencial na integração daqueles que chegam pela primeira vez ao Ensino Superior. Mais do que um evento, a Receção ao Caloiro representa um conjunto de momentos que permitem aos novos estudantes conhecer a Universidade, criar novas relações, descobrir a vida académica e começar a construir a sua própria história enquanto estudantes da Universidade do Algarve. A edição de 2026 pretende, contudo, ir além da receção aos novos estudantes. A aposta passa por criar uma experiência que envolva toda a comunidade estudantil, aproximando novos e antigos estudantes e proporcionar diferentes oportunidades de convívio, integração e celebração. Um novo recinto no Complexo das Piscinas Municipais de Faro Uma das principais novidades desta edição será o novo recinto da Receção ao Caloiro do Algarve, localizado no Complexo das Piscinas Municipais de Faro, numa parceria entre a Associação Académica da Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Faro. O novo espaço representa uma aposta na inovação e na criação de uma experiência mais abrangente, sendo composto por duas áreas integradas no mesmo recinto. A abertura destas áreas acontecerá de forma faseada, que acompanham a programação da Receção ao Caloiro e permitem que o espaço vá crescendo ao longo da semana. 18 a 22 de setembro – Um espaço de convívio para toda a comunidade estudantil A partir do dia 18 de setembro, a Receção ao Caloiro chega ao novo recinto, no Complexo das Piscinas Municipais de Faro. Entre os dias 18 e 22 de setembro, estará aberta uma das áreas que integram o recinto, criando um espaço de convívio acompanhado por música e pensado para toda a comunidade estudantil. O objetivo é proporcionar um ponto de encontro ao longo destes dias, onde os estudantes possam reunir-se depois das aulas, das atividades dos seus cursos ou dos restantes compromissos académicos, encontrando um espaço para conviver, ouvir música e aproveitar o ambiente da Receção ao Caloiro. Este espaço estará aberto a todos os estudantes da Universidade do Algarve, não estando limitado aos novos alunos, às Comissões de Praxe ou às Comissões de Festas. A proposta pretende criar um ambiente descontraído e acessível, onde diferentes estudantes possam encontrar-se, conhecer-se e integrar-se na comunidade académica, reforçando o espírito de união que marca o início de um novo ano letivo. 23 a 26 de setembro – Todo o recinto aberto A partir do dia 23 de setembro, a Receção ao Caloiro entra numa nova fase. Entre 23 e 26 de setembro, a segunda área do recinto será também aberta ao público, passando as duas áreas que integram o mesmo recinto a funcionar em simultâneo. As duas áreas estarão ligadas entre si, permitindo aos estudantes circular pelo espaço e viver diferentes experiências dentro do mesmo recinto. Esta nova configuração permitirá uma programação mais diversificada, com diferentes artistas, ambientes, atividades e dinâmicas, criando uma experiência mais abrangente e capaz de chegar aos diferentes interesses da comunidade estudantil. Desta forma, o espaço que, entre os dias 18 e 22, funcionará parcialmente como um ponto de encontro e convívio com música, passa, a partir de 23 de setembro, a estar integralmente aberto, com ambas as áreas em funcionamento. Uma Receção ao Caloiro que é de todos A edição de 2026 parte de uma ideia essencial: receber os novos estudantes é também envolver toda a comunidade que os recebe. A integração não acontece apenas através de atividades dirigidas aos novos alunos. Acontece através do contacto com outros estudantes, da descoberta da vida académica, da criação de novas amizades e da participação nos momentos que fazem parte da experiência universitária. É nesse sentido que a AAUAlg pretende que a Receção ao Caloiro do Algarve seja um espaço onde novos estudantes e estudantes de anos anteriores possam estar juntos, independentemente do curso, ano ou estrutura académica a que pertençam. O objetivo é proporcionar uma experiência onde todos possam encontrar o seu espaço, participar e sentir-se parte da Universidade do Algarve. Uma nova imagem para uma nova edição A Receção ao Caloiro do Algarve 2026 apresenta também uma nova identidade visual, que acompanha a renovação do conceito e da experiência do evento. Com um novo espaço, diferentes ambientes, artistas, dinâmicas e várias surpresas, a AAUAlg prepara uma edição que pretende marcar o início do ano letivo 2026/2027 e criar novas memórias para toda a comunidade estudantil. De 17 a 26 de setembro, a Receção ao Caloiro será vivida em diferentes momentos: 17 de setembro Arraial Académico no Campus da Penha. 18 a 22 de setembro Uma parte do novo recinto estará aberta, com música e um espaço de convívio destinado a toda a comunidade estudantil. 23 a 26 de setembro Todo o recinto estará aberto, com as duas áreas em funcionamento e ligação entre ambas, apresentando diferentes artistas, ambientes e dinâmicas. A Associação Académica da Universidade do Algarve convida toda a comunidade académica e algarvia a fazer parte desta nova edição da Receção ao Caloiro e daquele que será um dos grandes momentos de celebração do início do novo ano académico. Uma nova imagem. Um novo conceito. Um novo espaço. Uma Receção ao Caloiro para todos. Receção ao Caloiro do Algarve 2026 A tua história começa aqui.
11 circuitos especiais asseguram as deslocações de alunos do ensino básico e secundário, com horários ajustados às necessidades dos estabelecimentos de ensino
O Município de São Brás de Alportel volta a assegurar transporte escolar gratuito no ano letivo 2026/2027, através de uma rede de 11 circuitos especiais destinados aos alunos do ensino básico e secundário que cumpram os requisitos previstos na legislação em vigor.
A medida pretende garantir deslocações seguras e adequadas às necessidades dos alunos, apoiando as famílias nas deslocações diárias e promovendo a utilização de transportes coletivos como alternativa ao transporte individual.
“Este é um apoio que continuamos a garantir às famílias são-brasenses, contribuindo para reduzir os encargos associados ao início de cada ano letivo e para que a distância à escola não seja um obstáculo ao percurso educativo de nenhuma criança ou jovem”, destaca a Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro.
Onze circuitos para diferentes zonas do concelho
Os 11 circuitos previstos para o próximo ano letivo estão identificados por cores — Verde, Amarelo, Azul, Vermelho, Laranja, Roxo, Rosa e Azul Escuro — e abrangem diferentes localidades e zonas do concelho.
A rede assegura as deslocações para a Escola EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos, Escola Secundária José Belchior Viegas e escolas do 1.º ciclo do Alportel, Mesquita e Vilarinhos .
Está prevista uma viagem diária no início da manhã, entre a residência e a escola, e duas viagens diárias, nos dias letivos, entre os estabelecimentos de ensino e os locais de residência dos alunos.
“O planeamento é feito com atenção às necessidades que surgem em cada ano letivo, procurando assegurar uma resposta adequada às diferentes zonas do concelho e acompanhar a evolução do número de alunos”, refere a Vereadora responsável por esta área, Mónica Inácio, com uma larga experiência na gestão de transportes do município.
Horários ajustados às necessidades dos alunos
Os horários foram definidos em articulação com o Agrupamento de Escolas. Nas deslocações da residência para a escola, os circuitos destinados à Escola EB 2,3 Poeta Bernardo de Passos e à Escola Secundária têm partidas programadas, consoante a zona, entre as 7h00 e as 7h35.
Para as escolas do 1.º ciclo do Alportel, da Mesquita e dos Vilarinhos, estão previstas partidas às 7h50.
Os circuitos especiais são implementados quando os transportes coletivos existentes não respondem de forma adequada às necessidades dos alunos, nomeadamente quando não permitem assegurar a compatibilidade com os horários escolares ou quando as condições de transporte disponíveis se revelam desadequadas face às necessidades dos alunos.
O Plano Municipal de Transportes Escolares para o ano letivo 2026/2027 foi elaborado tendo por base o número estimado de alunos a transportar, a informação disponibilizada pelo Agrupamento de Escolas e a análise das necessidades de transporte verificadas para o próximo ano letivo, considerando igualmente a experiência e os dados registados nos anos letivos anteriores e foi aprovado pela Câmara Municipal, nos termos da legislação em vigor.
Consulta de circuitos e inscrições
A consulta do Plano Municipal de Transportes Escolares 2026/2027, dos circuitos, dos horários e a obtenção de formulário de inscrição está disponível em: https://www.cm-sbras.pt/pt/menu/413/transporte-escolar.aspx
Envio de inscrições ou pedidos de inscrição: transportes@cm-sbras.pt
A Universidade Politécnica de Santarém colocou 700 novos estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, mais 249 do que em 2025, enquanto a Universidade Politécnica de Tomar recebeu 240 alunos. Saúde, Educação, Gestão e Desporto estão entre as áreas com maior procura em Santarém. Em Tomar e Abrantes destacam-se Conservação e Restauro, Fotografia…
Tudo em que dá pra sentar é cadeira! — berrou Jorginho, de doze anos.
Faz um tempo que dou aulas de matemática extracurricular para pré-adolescentes e gosto sempre de alterar o material, já que não preciso seguir nenhum programa de conteúdo muito rígido. Recentemente pensei que seria interessante tentar ensiná-los a importância (e a dificuldade) de boas definições e, antes de lhes apresentar as bases euclidianas do fazer matemático, propus um desafio a fim de mostrar que essa empreitada é muito mais complicada do que o pai da geometria fez parecer. Expliquei que a matemática moderna é feita a partir de definições muito precisas, que delimitam exatamente os objetos que querem — bem — definir, mas que, ao longo de sua vasta história, houve inúmeros embates sobre como deveria ser definido, por exemplo, um plano. Antes, porém, de entrar de fato nos objetos abstratos da mãe das ciências, sugeri que começássemos por delimitar algo mais concreto, mais empolgante.
— Alguém pode me dizer o que é uma cadeira?
— Tem um encosto, quatro pernas e dá pra sentar! — alguém no fundo falou.
— E se o encosto quebrasse, ainda seria uma cadeira? — perguntei, crente de que eu conduziria essa investigação magistralmente, pelo infalível método socrático.
— Aí seria uma cadeira quebrada, professor! — Começaram a rir.
— Pois bem, eu quero uma lista de características que a cadeira PRECISA ter para ser uma cadeira. Se ela não precisa de encosto, a lista também não precisa.
— Lá em casa tem uma que não tem apoio de braço, nem encosto, nem perna! É um quadradão assim, e a gente chama de cadeira.
— Quadrado, não. Cubo. — disse Jorginho.
— Certo, então é só um objeto em que dá pra sentar. Seria isso? — perguntei.
— Não! — exclamou Gabriel. — Dá pra sentar no chão, mas o chão não é uma cadeira.
— O chão não é objeto!
— Tá, mas dá pra sentar numa mesa também, e mesa não é cadeira!
Os alunos engataram na discussão e me segurei para deixá-los livres, queria ver se chegariam a algum consenso. Continuaram se lançando exemplos e contraexemplos até que a turma se dividiu em dois grupos: um deles, liderado por Jorginho (que tem uma incrível memória, sempre me lembra de fazer a chamada), defendia que tudo em que se podia se sentar poderia ser chamado de cadeira; o outro grupo, cuja voz mais ardente vinha de Gabriel, tinha como fundamento a intenção do criador do objeto: se alguém fez algo em que se poderia se sentar e o batizou de cadeira, logo aquilo assim seria chamado. As duas escolas de pensamento, então, travaram um feroz embate acerca da natureza real de um tronco cortado na floresta.
Fiquei tão absorvido pelo debate, pela truculência com que sustentavam suas alegações, que me esqueci de que esse é um problema sem solução. A impossibilidade de um consenso foi se tornando mais clara quando vi alguns alunos subindo em suas cadeiras como demonstração de um argumento que não captei por completo e vi bolas de papel voando em suas direções, certamente carregadas de eloquentes réplicas. Tive que me restabelecer como autoridade daquela ágora vulcânica assim que começaram os gritos de “DERRUBA! DERRUBA!”.
— Chega! — e dei um tapão na lousa tentando disfarçar minha satisfação em ter instigado um bélico debate filosófico entre pré-adolescentes.
Mas no silêncio borbulhante da turma ainda com os peitos ebulindo opiniões, Gabriel se levantou lenta e confiantemente e, com uma folha de papel amassada na mão, foi em direção à lata de lixo, gesto que passou despercebido pelos rivais. Eu o olhava pacientemente, esperando-o voltar a sua carteira para que eu pudesse prosseguir com a aula. Ele jogou fora o papel e, no caminho de volta ao seu assento, foi para o palanque na frente da sala, levantou os braços e disse “Tá aqui a cadeira do Jorginho!” e encheu a mão com o argumento que tinha entre as pernas.
Está em curso a obra de criação do Centro Tecnológico Especializado na área da restauração, mediante a remodelação e ampliação da Academia dos Sabores, na Escola Secundária José Belchior Viegas e o apetrechamento com equipamentos da especialidade que permitem ditar este espaço de todas as condições de excelência para uma aposta na formação nesta área de forte potencialidade na região.
A obra resulta de uma candidatura apresentada pelo Agrupamento de Escolas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para garantir que a intervenção possa ser concretizada na sua totalidade e que o novo espaço reúna todas as condições previstas, o Município de São Brás de Alportel assegura a verba necessária para complementar este financiamento mediante a obra de adaptação do espaço.
A obra representa um importante investimento na modernização das condições de ensino e de formação profissional no concelho, através da criação de um espaço dedicado à área da Cozinha, integrado no Centro Tecnológico Especializado (CTE) Industrial.
O financiamento atribuído ao projeto foi estabelecido até ao montante máximo elegível de 194.850,00euros. No entanto, na sequência do procedimento de contratação pública promovido pelo Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, a empreitada foi adjudicada por 231.925,37 euros, acrescidos de IVA.
Para garantir a execução integral da intervenção, a Câmara Municipal deliberou assegurar a verba necessária para complementar o investimento necessário.
A decisão reforça o compromisso do Município com a qualificação das escolas, a valorização da formação profissional e a criação de melhores oportunidades para os jovens são-brasenses, garantindo que um investimento desta importância possa avançar sem comprometer a intervenção prevista.
A Academia dos Sabores é um projeto desenvolvido em estreita articulação entre o Município de São Brás de Alportel e o Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, refletindo uma aposta conjunta na melhoria das condições de ensino e na preparação dos jovens para os desafios do futuro.
Está em curso a obra de criação do Centro Tecnológico Especializado na área da restauração, mediante a remodelação e ampliação da Academia dos Sabores, na Escola Secundária José Belchior Viegas e o apetrechamento com equipamentos da especialidade que permitem ditar este espaço de todas as condições de excelência para uma aposta na formação nesta área de forte potencialidade na região.
A obra resulta de uma candidatura apresentada pelo Agrupamento de Escolas ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para garantir que a intervenção possa ser concretizada na sua totalidade e que o novo espaço reúna todas as condições previstas, o Município de São Brás de Alportel assegura a verba necessária para complementar este financiamento mediante a obra de adaptação do espaço.
A obra representa um importante investimento na modernização das condições de ensino e de formação profissional no concelho, através da criação de um espaço dedicado à área da Cozinha, integrado no Centro Tecnológico Especializado (CTE) Industrial.
O financiamento atribuído ao projeto foi estabelecido até ao montante máximo elegível de 194.850,00euros. No entanto, na sequência do procedimento de contratação pública promovido pelo Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, a empreitada foi adjudicada por 231.925,37 euros, acrescidos de IVA.
Para garantir a execução integral da intervenção, a Câmara Municipal deliberou assegurar a verba necessária para complementar o investimento necessário.
A decisão reforça o compromisso do Município com a qualificação das escolas, a valorização da formação profissional e a criação de melhores oportunidades para os jovens são-brasenses, garantindo que um investimento desta importância possa avançar sem comprometer a intervenção prevista.
A Academia dos Sabores é um projeto desenvolvido em estreita articulação entre o Município de São Brás de Alportel e o Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, refletindo uma aposta conjunta na melhoria das condições de ensino e na preparação dos jovens para os desafios do futuro.
Investigamos o que importa para os brasileiros além do que passa na campanha eleitoral. Leia mais reportagens como essa clicando aqui.
O ano letivo de 2024 seguia seu curso normal quando Jadir Anchieta, professor de História, começou a ouvir comentários de estudantes que diziam ter saudades de Jair Bolsonaro. Era uma aula sobre o período entreguerras, ministrada a uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual São Tarcísio, no município catarinense de São Bonifácio. O professor havia acabado de entrar na sala quando um grupo de alunos passou a fazer provocações sobre temas políticos. Foram poucos minutos, mas, para Jadir, a cena durou uma eternidade. A dinâmica parecia ensaiada. Cerca de quatro alunos o bombardearam com perguntas e cobraram um posicionamento sobre o tema. Ele sabia que aquele comportamento fugia ao perfil da turma e a direção da escola precisou mediar o conflito. O que o professor de História não sabia, contudo, era que a cena havia sido gravada pelos estudantes.
Em diferentes regiões do Brasil, o roteiro percorrido por Jadir Anchieta tem se repetido. Há um padrão em curso, segundo Rodrigo Timm, advogado do Observatório Nacional da Violência Contra Educadores (Onve). Primeiro, estabelece-se um clima de desconfiança em torno do ambiente escolar e de seus profissionais. Em seguida, os alunos são incentivados, muitas vezes pelos próprios pais, a gravar os professores em vídeo ou em áudio. Essas gravações são, então, retiradas de seu contexto original e repassadas a parlamentares da extrema direita. O material ganha espaço nas redes e se transforma em um ativo político.
Um levantamento da Agência Pública identificou, desde as últimas eleições gerais, em 2022, até 2025, ao menos 18 parlamentares, a maioria do Partido Liberal (PL), que fizeram ataques a professores. Entre eles estão nomes como Júlia Zanatta (PL-SC), Jessé Lopes (PL-SC), Alex Brasil (PL-SC), Ana Campagnolo (PL-SC), Alan Lopes (PL-RJ) e Fernando Cordeiro (PL-SC), todos em busca de uma vaga nas eleições de outubro. A estratégia de atacar professores é, ainda, uma maneira de ascender politicamente: é o caso do vereador Fernando Cordeiro (PL) de Chapecó, no oeste catarinense, que quase triplicou a votação no município após liderar ataques contra uma docente e agora se prepara para disputar o cargo de deputado federal por Santa Catarina. Cordeiro recebe apoio da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que, em seu mandato, ficou conhecida por denunciar “professores doutrinadores”, ganhando projeção política após processar sua orientadora de mestrado.
A gravação da aula de Jadir, por exemplo, foi parar nos perfis da deputada federal Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina. O professor e a direção da escola foram surpreendidos pela exposição nas redes sociais. Dias depois, em uma nova publicação, Zanatta comemorou as providências imediatas tomadas pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também do PL. Tratava-se da abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado para apurar a conduta de Jadir por agir “de forma inadequada no exercício de suas funções”. A postagem que expôs o professor de História alcançou mais de 30 mil curtidas e foi compartilhada por outros nomes da extrema direita, como o vereador Fernando Cordeiro, do PL de Chapecó.
A repercussão do caso escalou até a Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, apresentou uma moção de repúdio contra Jadir na Comissão de Educação, então presidida por Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, mas a proposta foi rejeitada por 20 votos a 13. Durante a sessão, outros parlamentares denunciaram a instrumentalização do episódio. O deputado Tarcísio Motta, (PSOL-RJ), afirmou que o caso era mais uma manifestação de uma parcela da extrema direita, em busca de ganhos eleitorais por meio da perseguição a profissionais da educação.
Apesar da moção de repúdio ter sido barrada no Congresso Nacional, as consequências estaduais seguiram seu curso. Em decorrência do PAD aberto pela Secretaria de Educação de Santa Catarina, Jadir foi afastado de suas funções em março de 2024. O afastamento foi prorrogado duas vezes até que, em agosto do mesmo ano, ele foi demitido. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anulou o PAD apenas em maio de 2025 e determinou a readmissão do professor. Na decisão, o desembargador responsável argumentou que a “sala de aula não é um campo de polícia ideológica” e que o docente não pode estar “submetido a censores discentes, tampouco à disposição de visões idiossincráticas de bedéis mascarados como pais”.
Processos contra educadores aumentam nas eleições
No levantamento da Pública, também foram analisadas as características de 596 PADs abertos pela Secretaria de Educação de Santa Catarina e publicados no Diário Oficial entre janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2024. Os dados mostram que, em ambos os anos eleitorais, a abertura de processos contra educadores como Jadir foi maior. Fernando Penna, coordenador do Onve, observa que, em períodos de disputas políticas, o número de processos contra educadores aumenta, o que evidencia que as escolas se consolidaram como espaços de embate ideológico.
A análise dos PADs também identificou indícios de punições desproporcionais, espetacularização dos casos e prolongamento indevido dos trâmites. Cerca de um terço dos processos analisados pela reportagem no período foi arquivado, seja pela inocência do servidor, seja pela inexistência do fato. Para Penna, o índice revela que muitos PADs são abertos sem materialidade, desprovidos de testemunhos efetivos ou de evidências de infração. São instaurados de forma vazia, com o propósito de intimidar.
Para Jadir, o arquivamento do processo não apaga os impactos da exposição. O professor conta que ficou profundamente abalado pela violência sofrida. Precisou deixar São Bonifácio, foi alvo de ameaças e viu milhares de pessoas o xingarem na internet. Eram desconhecidos, e ele não sabia se representavam um perigo real. Quase dois anos após a abertura do PAD, Jadir avalia que a ação orquestrada serviu para “faturar cliques e votos”.
A situação de Jadir, contudo, não se encerrou com a decisão judicial. Em julho de 2025, mesmo sob a vigência da Lei Federal nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares em sala de aula, o professor teve, mais uma vez, a aula gravada por alunos. O áudio foi, novamente, divulgado nas redes sociais. Entre os comentários, o deputado estadual Sargento Lima, do PL, que já havia discursado contra “professores doutrinadores” na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, afirmou que o episódio provava a importância da instalação de câmeras nas salas de aula.
Lima já havia se envolvido em outro episódio, em fevereiro de 2023, relacionado à orientadora educacional Juliana Andozio, que foi vítima de uma sindicância acusatória, suspensa e afastada, após permitir que uma aluna trans usasse o banheiro feminino da escola. De acordo com a educadora, seis famílias queriam saber “qual banheiro a aluna trans usava” e “queriam proibir as discussões sobre gênero, orientação sexual, diversidade, questões da mulher, da democracia e do grêmio estudantil na escola”.
Juliana sofreu ataques após as “denúncias” feitas pelo vereador Bericó (PL) nas redes sociais. Seu carro foi alvo de ovos, pedras e limões. “Jogavam coisas na escola, jogaram fogos de artifício em mim, jogaram lixo na minha casa. Eu tive que ir morar três meses na casa da minha mãe porque passavam motoqueiros na frente da minha casa me xingando de coisas horrorosas”, desabafa.
O caso chegou à tribuna da Alesc quando o deputado Sargento Lima (PL) ameaçou a educadora. “Fosse minha neta, uma das minhas enteadas, meu filho, uma dessa, um suplente estaria assumindo a minha vaga aqui porque eu estaria na cadeia. Simplesmente isso”, disse o parlamentar na sessão de 15 de março de 2023. O processo que acusava Juliana de “doutrinação político/partidária” foi anulado em janeiro de 2024.
O relatório “Um estudo quantitativo da perseguição a educadoras/es no Brasil”, publicado em 2025 pelo Onve, aponta que a violência contra professores começou a se intensificar a partir de 2010. Os picos ocorreram em 2016, 2018 e 2022, anos marcados pelo impeachment de Dilma Rousseff e por duas eleições presidenciais. A pesquisa, que ouviu mais de três mil educadores nas cinco regiões do país, indica que o Sul concentra o maior número de casos, seguido pelo Sudeste. Fernando Penna observa que o dado não surpreende, uma vez que Santa Catarina, estado com maior presença de políticos de extrema direita, foi um dos que registraram o maior número de respondentes.
O coordenador do Onve projeta que, em 2026, a direita mobilizará todas as estratégias políticas que já deram retorno eleitoral para voltar ao poder. A perseguição a educadores e a incitação do pânico moral em torno da ideologia de gênero devem estar no centro dessa mobilização. A hipótese de Penna é que 2026 será um ano particularmente difícil para os profissionais da educação.
Todos os parlamentares citados foram procurados pela reportagem, mas não houve retorno até a publicação. Já a Secretaria de Educação de Santa Catarina afirmou “seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da comunidade escolar”.
LEIA A RESPOSTA NA ÍNTEGRA
O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SED), ressalta seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da comunidade escolar. Todos os procedimentos correcionais instaurados pela pasta seguem critérios técnicos e rigorosa análise jurídica, conforme prevê a legislação vigente.
A abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ocorre apenas quando há indícios de eventual irregularidade funcional, sempre com garantia plena do contraditório e da ampla defesa aos servidores envolvidos. A instauração de um PAD não representa punição antecipada, mas instrumento legal de apuração.
A SED também esclarece que denúncias relacionadas à atuação em sala de aula são analisadas com responsabilidade, considerando o contexto pedagógico, a liberdade de cátedra e os deveres funcionais previstos na legislação.
Em relação às decisões judiciais, a SED respeita integralmente as determinações do Poder Judiciário e cumpre todas as decisões nos termos estabelecidos pela Justiça, mantendo permanente aperfeiçoamento dos seus fluxos e procedimentos internos.
Por fim, a Secretaria reforça que atua de forma séria, equilibrada e responsável para garantir um ambiente escolar seguro, respeitoso e alinhado aos princípios da educação pública catarinense.
Quando a perseguição é transformada em voto
A partir de uma denúncia feita pelo vereador Fernando Cordeiro, de Chapecó, a professora de Língua Portuguesa Ibriela Sevilla foi alvo de um PAD por trabalhar, em sala de aula, o livro Não Alimente a Escritora, da autora catarinense Telma Scherer. A atividade ocorreu em uma turma do primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Angela Lourdes Lago. Pais de alunos acionaram a direção da escola e pediram a demissão da professora, alegando que o livro continha linguagem inapropriada. A obra, que consiste em um poema de 94 páginas, já havia sido utilizada por Ibriela em 2023, na mesma escola, sem suscitar qualquer problema.
O PAD aberto contra Ibriela em 2024 foi arquivado quase um ano depois, quando a comissão responsável concluiu pela inocência da docente. Durante o trâmite do processo, a professora foi exposta nas redes sociais e nas câmaras legislativas municipais e estaduais. Desde o episódio, Ibriela tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
O vereador Fernando Cordeiro, então em pré-campanha para a reeleição, publicou, em março de 2024, uma crítica à conduta da professora em suas redes sociais. Três dias depois, o caso chegou à deputada estadual Ana Campagnolo, do PL, que repercutiu o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa.
Para Fernando Penna, a dinâmica indica uma atuação em rede entre os parlamentares. “Quando um vereador faz a denúncia e uma deputada estadual a divulga, há uma articulação clara. A deputada serve como plataforma, enviando a mensagem de que outros vereadores que fizerem o mesmo também ganharão projeção. Um parlamentar reforça o outro, construindo, assim, um empreendimento político”, diz.
Em 2020, Fernando Cordeiro foi eleito com 1.422 votos, a 14ª maior votação em Chapecó. Em 2024, ele quase triplicou seu eleitorado e tornou-se o vereador mais votado do município. Para o coordenador do Onve, o crescimento expressivo da votação após a perseguição a uma professora exemplifica como esse tipo de violência tem sido convertido em capital político.
A própria deputada Ana Campagnolo, que auxiliou Cordeiro na exposição do caso, ganhou projeção política após um conflito com sua orientadora de mestrado, a historiadora Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina. O episódio foi exposto publicamente durante a campanha eleitoral de 2018, quando Campagnolo foi eleita deputada estadual com mais de 34 mil votos. Até então, ela nunca havia concorrido a cargos políticos e atuava como professora de História em escolas de Chapecó. Após denunciar “professores doutrinadores” em seu primeiro mandato, Campagnolo reelegeu-se em 2022 como a deputada mais votada da história do parlamento catarinense, com 196.571 votos.
Procurado, Fernando Cordeiro alegou que “o objetivo foi representar os pais e alunos que me procuraram solicitando ajuda, representando-os nas instâncias legais e competentes, relatando material apresentado pela referida professora”.
LEIA A RESPOSTA NA ÍNTEGRA
Um padrão repetido pelo Brasil
Os casos de Jadir, Ibriela e Marlene não são exceção. O roteiro de perseguição e violência se repete esporadicamente em outras regiões do país. Em Magé, no Rio de Janeiro, a professora de Artes Daniela Abreu enfrentou uma situação semelhante. Ela trabalhava há 17 anos no Colégio Estadual Professor Alfredo Balthazar da Silveira e nunca tinha registrado problemas com os alunos. A escola sempre foi reconhecida por sua atuação combativa, com grande adesão do corpo docente ao sindicato. Em contrapartida, grupos locais pressionavam pela militarização da instituição.
Nesse contexto de tensão, em 2022, Daniela passou a ter conflitos com estudantes que faziam declarações racistas em sala de aula. No início do ano, um aluno a agrediu verbalmente e a ameaçou fisicamente. O estopim da violência, no entanto, ocorreu em setembro daquele ano, quando um casal de alunos abordou a professora na sala dos docentes e pediu materiais da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Daniela recusou o pedido, mas, diante da insistência dos estudantes, cedeu um adesivo e pediu que o aluno o guardasse. Ela não sabia que a interação estava sendo filmada.
Quinze minutos depois, policiais militares e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entraram na escola. Segundo relatos de funcionários, a abordagem ocorreu sem mandado. Vídeos da entrada dos policiais e da entrega do adesivo eleitoral circularam nas redes sociais. Daniela foi acusada de ser doutrinadora, e as imagens simulavam uma prisão que, de fato, nunca ocorreu.
A professora relata que passou por instantes de terror e se sentiu minúscula em meio à barbárie. Ao longo de 2022, ela havia sido gravada em outras aulas sem o seu conhecimento. Mais tarde, compreendeu a intencionalidade daquelas filmagens, que foram utilizadas na sindicância instaurada contra ela.
A perseguição ganhou contornos institucionais em 2023, quando o deputado estadual Alan Lopes, do PL, passou a atacar publicamente a professora. Eleito presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em abril de 2023, o parlamentar foi ao colégio de Daniela para gravar um vídeo no qual afirma ter “desmascarado a maior doutrinadora ideológica do Estado”. Lopes reuniu filmagens clandestinas feitas nas aulas de Daniela e declarou que o período de denúncias engavetadas por doutrinação em sala de aula havia acabado no Rio.
Um levantamento publicado pelo Onve em 2024 revela que, em quatro anos, a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro abriu 1.320 sindicâncias contra professores. O número representa a média de uma sindicância por dia entre 2020 e 2024. O estudo aponta que agentes públicos têm manipulado o instrumento da sindicância para criminalizar, isolar e silenciar educadores. O pico de aberturas de sindicâncias ocorreu em 2022, ano eleitoral, com quase 500 procedimentos instaurados.
Após a publicação do vídeo pelo deputado Alan Lopes, Daniela foi alvo de uma sindicância e, quatro meses depois, de um PAD. Ela foi acusada de realizar campanha eleitoral na escola, fazer apologia às drogas e enaltecer a vereadora Marielle Franco, assassinada. Segundo o processo, a professora teria descumprido os deveres previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos e os preceitos éticos do Código de Ética Profissional do Servidor.
Nesse período, Daniela ficou extremamente fragilizada. Ela conta que grupos organizavam reuniões e a chamavam de “Marielle de Magé”, não como um elogio, mas como um alvo. Diziam que não precisavam mais matá-la, pois já haviam conseguido quebrá-la por dentro.
Em setembro de 2025, o PAD foi arquivado. Assim como no caso de Jadir Anchieta, o arquivamento não apagou as violências sofridas. Daniela foi alvo de ameaças e precisou deixar a cidade para evitar uma tragédia. Desenvolveu crises de ansiedade, falta de ar e depressão. Pensou em abandonar a sala de aula e teve medo de morrer. Foi, segundo ela, o momento mais difícil de sua vida.
Os resultados dessa violência
Quase dois anos após a gravação que resultou na abertura de seu Processo Administrativo Disciplinar, Jadir Anchieta continua a ministrar aulas de História. Diante de novas turmas, ele continua abordando temas como o nazifascismo, as crises democráticas e os conflitos políticos do século 20. A diferença, agora, é que a sensação de estar sendo gravado nunca o abandona. Hoje, ele pensa duas ou três vezes antes de falar, o que torna a rotina exaustiva.
Para os pesquisadores do Onve, o método de alguns políticos da extrema direita produz um efeito que vai além dos episódios individuais: cria um ambiente de insegurança e medo, levando os educadores à autocensura.
Em um contexto de polarização política e com a aproximação de novas eleições, especialistas alertam que o uso de estratégias de perseguição contra educadores tende a se intensificar. As explicações sobre crises democráticas, questões de gênero ou temáticas religiosas continuam no quadro negro. Mas agora, entre os cadernos e os livros, paira sempre a possibilidade de um celular gravando em silêncio.
O Município de Olhão associa-se à AMAL no âmbito do Inquérito Temático sobre Transporte Individual e Estacionamento, integrado no desenvolvimento do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve 2.0.
A iniciativa pretende recolher a opinião e a perceção da população relativamente a questões relacionadas com o transporte individual e o estacionamento.
Os contributos da população vão ajudar a definir a estratégia e as medidas a desenvolver no âmbito do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve 2.0, que tem como objetivo “promover uma mobilidade mais eficiente, sustentável e adequada às necessidades do território”.
O inquérito está disponível até ao dia 2 de setembro, aqui.
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, esteve na segunda-feira, dia 17 de agosto, em Altura, para ficar a conhecer de perto os programas juvenis “Férias 5.0”, “Jovens pelo Ambiente” e “Férias Ativas” e os seus respetivos resultados, apoiados pelo Ministério e promovidos por associação de jovens e Município.
Na sede da associação juvenil Young Link, na antiga Escola Primária de Altura, a ministra esteve próxima dos jovens e ficou a saber mais acerca do programa “Férias 5.0”, que faz parte das “Férias Ativas de Verão” do Município de Castro Marim.
As “Férias 5.0” são uma aposta ganha deste programa, que junta as crianças, os jovens e a tecnologia, em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude e a associação Young Link, pretendendo integrar as áreas prioritárias tecnológico-científicas, com o objetivo de oferecer uma experiência geracional às crianças e jovens entre os 6 e os 10 anos, em vertente tecnológica de ocupação de tempos livres.
Esta iniciativa aborda temáticas como robótica, programação, inteligência artificial e comunicação digital, além de atividades alternativas como visitas e jogos.
No mesmo local, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto interagiu com os participantes do programa “Jovens pelo Ambiente”, que convida os mais novos a trabalharem no sentido crítico e a participarem ativamente na valorização do espaço público e preservação ambiental, através de atividades como a limpeza urbana ou a salinicultura, tendo entregado os seus certificados.
Margarida Balseiro Lopes assistiu ainda a uma aula de folclore com participantes das “Férias Ativas de Verão” do Município de Castro Marim, promovida pela Associação Cultural Amendoeiras em Flor, que promove as tradições do território junto dos mais novos.
Na antiga Escola Primária de Altura, foi ainda demonstrada outra atividade das “Férias Ativas de Verão” do Município de Castro Marim, que consistia na pintura de um mural, com a assinatura dos jovens do concelho.
Esta visita contou ainda com a participação do presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Ricardo Gonçalves, do vice-presidente, Paulo Santos, e ainda do diretor regional, Ricardo Pinto.
O Município de São Brás de Alportel volta a atribuir o Vale + Educação no ano letivo 2026/2027, reforçando o seu compromisso com o apoio às famílias, a promoção da igualdade de oportunidades no acesso à educação e a dinamização do comércio local.
Consciente do esforço financeiro que representa o arranque de um novo ano letivo para muitas famílias, o Município mantém esta medida de apoio, integrada no Plano de Apoio à Família e implementada desde o ano letivo de 2015/2016. A medida consubstancia-se na atribuição de um vale de 25 euros por aluno para a aquisição de cadernos de atividades e/ou material escolar nas papelarias aderentes do concelho.
A medida, com investimento do município, é viabilizada com a colaboração do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas e da Associação de Pais e Encarregados de Educação, entidades com as quais o município formalizou o acordo que regula a atribuição do Vale + Educação para o ano letivo de 2026-2027, mantendo o apoio de 25 euros por aluno dos ensinos básico e secundário público do concelho.
O Vale + Educação visa apoiar a aquisição de material escolar e reforçar a articulação entre famílias, escolas e comércio local.
Trata-se de uma medida de apoio à aquisição de material escolar e cadernos de atividades criada em 2015 que abrange as famílias residentes no concelho com alunos inscritos no ensino público do 1.º ciclo ao ensino secundário.
O valor definido para cada aluno no ano letivo 2026/2027 mantém-se nos 25,00 euros, desdobrado em dois vales de 12,50 euros, tal como nos seis anos letivos anteriores e deve ser utilizado nas papelarias locais aderentes.
Podem beneficiar do Vale + Educação todos os alunos matriculados no Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, com residência comprovada no concelho. Estão igualmente abrangidos os alunos do ensino secundário residentes no concelho que frequentem outros agrupamentos por inexistência de oferta formativa local.
O Município mantem este apoio como complemento à gratuitidade dos manuais escolares assegurada pelo Estado, permitindo às famílias fazer face a outras despesas indispensáveis ao percurso escolar dos seus educandos.
O levantamento dos vales será realizado presencialmente na Câmara Municipal, a partir de 17 de agosto, nos dias úteis, das 9h00 às 17h00, mediante identificação do encarregado de educação ou do próprio aluno (se maior de idade).
A validade dos vales estende-se até 31 de outubro de 2026.
Um investimento municipal de 35 mil euros, uma aposta na igualdade e no futuro!
No mês de julho, duas dezenas de crianças passaram a manhã com a Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro e em “faz de conta” assumiram a missão autárquica como vereadores, secretários, assessores de comunicação e munícipes, dando contributos e sugestões sobre as mais diversas áreas de intervenção.
O programa de educação política e cívica do Município de São Brás de Alportel “Um dia com a Presidente” teve o seu início, em experiência piloto, fruto de uma iniciativa de um centro de atividades de tempos livres local “Kids Center”.
Em grupos de 12 elementos, as crianças foram recebidos pela Presidente, reuniram no seu gabinete, visitaram diversos serviços da autarquia e realizaram uma reunião de coordenação no Salão Nobre da Câmara Municipal, onde visitaram a Galeria dos Presidentes e vestindo os seus diferentes cargos, desempenharam um diálogo muito profícuo sobre as responsabilidades de uma Câmara Municipal, apresentando propostas e sugestões nas mais diversas áreas, seguindo-se um período de votação.
Um faz de conta de incentivo à cidadania ativa, à participação, ao envolvimento, diálogo e proximidade com o poder local e com a democracia.
A participação de outros grupos já está agendada e para o próximo ano letivo a Presidente Marlene Guerreiro pretende lançar o programa “Um dia com a Presidente” ao Agrupamento de Escolas, com propostas adaptadas aos diversos escalões etários.