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Quatro acidentes marcam o dia em Portimão

30 September 2026 at 20:02

Quatro acidentes e outros tantos feridos é o balanço desta quarta-feira, em Portimão, no que diz respeito a ocorrências rodoviárias.

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PJ de Portimão detém suspeito de violação no Alentejo. Mulher atacada ao caminhar na estrada

30 September 2026 at 11:44

O Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária deteve, fora de flagrante delito, um homem pela presumível autoria de um crime de violação, ocorrido no passado dia 24 de setembro, na zona de Odemira.

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A tradição da desfolhada vai ser recordada em duas localidades do concelho de Portimão

18 September 2026 at 02:10

Duas localidades do concelho de Portimão recordam, no mesmo dia, a tradição da desfolhada.

Na Mexilhoeira Grande, trata-se de uma das atividades incluídas na iniciativa “A Nossa Cultura sai à Rua”, que também inclui demonstrações de empreita e cerâmica.

O evento realiza-se este sábado, dia 19 de setembro, a partir das 16h00, tendo como palco o Adro da Igreja.

Neste espaço, o património da comunidade ganha vida também através dos sabores autênticos da gastronomia tradicional e do ritmo da música popular.

A animação conta com o Grupo de Cantares Mexilhoeirense, o Rancho Folclórico da Figueira e os Brasa Doirada, além de momentos de teatro e atividades para os mais novos.

A celebração termina em ambiente de grande festa popular com o muito aguardado “Há Baile no Adro”.

No mesmo dia, esta tradição é, igualmente, lembrada na Ladeira do Vau, povoação do mesmo concelho.

A desfolhada é organizada pelo Rancho Folclórico local e tem entrada é gratuita.

O evento tem início pelas ​18h00 e inclui sandes de porco no espeto e as atuações do acordeonista Luís Godinho e do Rancho Folclórico da Ladeira do Vau.

Leia também: A lenda secreta de uma igreja algarvia

As torres de betão que ditaram o nascimento do turismo moderno em Portugal

15 September 2026 at 14:57

O empreendimento da Torralta, em Alvor, provocou uma verdadeira revolução no turismo nacional, alterando de forma irreversível a escala e a paisagem do sul do país no final da década de 1960.

Leia aqui as notícias do Algarve

Liderado pelos irmãos Agostinho da Silva e José da Silva, o projeto transformou o Algarve de um refúgio pacato e exclusivo numa potência do turismo de massas.

As icónicas torres de betão da Torralta foram construídas a partir de 1969 mesmo em cima da frente dunar, praticamente em cima de uma das mais belas praias do concelho de Portimão.

Estes edifícios rasgaram a linha do horizonte da antiga vila piscatória de Alvor e ditaram o nascimento de uma nova era.

Através da empresa Torralta – Club Internacional de Férias, os irmãos Silva criaram um modelo pioneiro de “capitalismo popular”.

O grupo atraiu cerca de 27 mil pequenos acionistas e introduziu em Portugal o conceito de time-sharing.

Artigo relacionado: Junto a esta praia funcionou um empreendimento que mudou o turismo em Portimão

Após o sucesso no Algarve, a ambição levou-os a tentar replicar este mega-complexo na Península de Troia. O projeto era colossal e foi planeado para acolher cerca de 70 mil camas, incluindo hotéis e uma marina.

Contudo, as convulsões políticas e económicas do pós-25 de Abril de 1974 ditaram a falência do grupo. Enquanto em Alvor as estruturas ficaram abandonadas durante anos, em Troia o complexo acabou por ser intervencionado pelo Estado.

Mais tarde, o espaço de Troia foi vendido ao Grupo Sonae. O processo culminou na demolição implosiva das suas famosas torres gémeas, em 2005, para dar lugar ao atual Troia Resort.

Atualmente, o legado algarvio da Torralta vive uma realidade totalmente renovada. Após uma profunda reabilitação urbana, as antigas estruturas degradadas de Alvor deram lugar a modernos resorts de luxo e apartamentos turísticos.

Hoje, a maioria destes edifícios são geridos por grandes marcas, como o Grupo Pestana.

Leia aqui as notícias do Algarve

Texto relacionado: Junto a esta praia funcionou um empreendimento que mudou o turismo em Portimão

Junto a esta praia funcionou um empreendimento que mudou o turismo em Portimão

29 August 2026 at 19:25

A Praia da Torralta é muito mais do que um destino de sol e mar, é um ícone que marcou uma era no turismo de Portimão e do Algarve.

Como o próprio nome indica, situa-se junto à zona, onde funcionou o empreendimento turístico com a mesma denominação.

Desde essa altura que aquela praia passou a ser uma das preferidas de quem visita a região algarvia.

O seu cartão de visita é irrecusável: águas cristalinas e tépidas que banham um extenso areal de areias douradas e finas que faz com que no areal nunca haja falta de espaço para mais um banhista.

Localizada estrategicamente entre a Praia de Alvor e a Praia dos Três Irmãos, a Torralta oferece um horizonte a perder de vista sob um mar de vários tons de azul, garantindo as melhores condições de conforto e segurança para dias retemperadores à beira-mar.

A praia beneficia da também da proximidade à típica vila de Alvor e conta com uma boas rede de infraestruturas hoteleiras e de restauração.

Uma das suas maiores mais-valias é o moderno passadiço, que permite longas caminhadas com vista quase infinita para o oceano.

Portimão além das praias. Roteiro secreto pelo coração histórico da cidade

28 August 2026 at 20:27

Este percurso pedestre é um convite para caminhar entre monumentos históricos, praças animadas e a brisa do Rio Arade.

1. O Coração Comercial: Da Rua do Comércio à Praça da República

Alameda da Praça da República

Comece a manhã na Rua do Comércio e Rua Vasco da Gama. Este eixo é o pulmão comercial de Portimão, onde o movimento das lojas tradicionais reflete o quotidiano da cidade. No centro, a Praça da República (Alameda) serve de ponto de união, oferecendo um espaço amplo onde se destaca o monumental Colégio dos Jesuítas (1660), um gigante barroco que guarda o túmulo do seu fundador, D. Diogo Gonçalves.

Leia também: Este edifício histórico domina o centro de Portimão

2. Espiritualidade e Nobreza: Da Matriz ao Largo 1º de Dezembro

Suba até à Igreja Matriz, onde o portal tardo-gótico do século XV resiste como a memória mais antiga da fundação da vila. Desça depois para o Largo 1º de Dezembro, um “livro de história a céu aberto”.

  • A não perder: Os 10 bancos de azulejo de 1930 que narram a história de Portugal e a imponente fachada do Palacete Sárrea Prado (Teatro TEMPO).

Leia também: Por este edifício de Portimão já passaram polícias, ladrões, juízes, políticos e artistas

3. Memória Política e Literária: Casa Manuel Teixeira Gomes

Siga em direção ao rio para visitar a casa natal do “Presidente-Escritor”. Esta casa oitocentista de traça simples algarvia é um refúgio de cultura. Espreite o pátio central e imagine a vida da família Gomes, que aliava aqui o negócio da exportação de figos à fruição do jardim nas traseiras.

Leia também: Foi nesta casa que nasceu um homem que vendeu figos e chegou a Presidente da República

4. O Ponto de Encontro: Praça Teixeira Gomes

Praça Teixeira Gomes

A poucos metros, entre na Praça Teixeira Gomes. Batizada em 1950, esta praça de raiz oitocentista é a sala de visitas da cidade.

  • O Coreto: Repare na réplica do coreto original (destruído nos anos 60 e reconstruído em 2010), que devolveu à cidade um símbolo dos antigos bailes sociais. É o local ideal para um café com vista para o Arade.

5. Passeio pela Zona Ribeirinha: Arte e Tradição

Inicie a caminhada pela frente ribeirinha, que funciona como uma galeria de arte ao ar livre graças às esculturas feitas em vários simpósios.

  • Tradição: Passe pela zona onde o Festival da Sardinha acontece e observe as embarcações de recreio junto ao Clube Naval.
  • Antiga Lota: Quase a chegar à Ponte Velha, descubra este edifício de 1916. Originalmente uma central elétrica, tornou-se o local icónico onde o peixe era descarregado em cabazes. Hoje, após uma reabilitação profunda, acolhe o posto de turismo e espaços culturais, mantendo viva a alma do cais.

Leia também: O melhor de Portimão num único percurso

6. Final Industrial: Museu de Portimão

Museu de Portimão
Zona exterior do Museu

Termine o roteiro na antiga Fábrica de Conservas “São Francisco” (Féu Hermanos), atualmente transformada em museu. No exterior, um enorme guindaste recorda o tempo em que o cais fervilhava com a indústria conserveira. No interior, deixe-se envolver pela premiada exposição “Portimão, Território e Identidade”, o remate perfeito para compreender a simbiose entre a cidade e o rio.

Leia também: O museu que nasceu entre latas de conservas e redes de pesca

Igreja Matriz
Igreja do Colégio
Escultura junto à zona ribeirinha
Jardim 1º de Dezembro

Portimão e Alvor são o destino do próximo passeio sénior

26 August 2026 at 07:04

O próximo Passeio Sénior, integrado no projeto “Vida com Ritmo – Programa Mais Vida à Vida”, convida a população sénior do concelho de Olhão a descobrir a história, a cultura e a beleza natural de Portimão e Alvor.

Ao longo de um dia de convívio e descoberta, os participantes terão oportunidade de visitar o Museu de Portimão, instalado nas antigas instalações da Fábrica de Conservas Feu, e conhecer a exposição permanente “Portimão, Território e Identidade”, que dá a conhecer a relação da cidade com o rio Arade, o mar e a indústria conserveira.

Durante a tarde, a visita prossegue pela Ria de Alvor, onde a paisagem natural se cruza com a memória e a tradição piscatória. Entre os pontos de interesse estão a antiga Lota e o histórico Edifício de Socorro a Náufragos, que alberga um barco salva-vidas dos anos 20 do século passado, testemunho da história marítima daquela região.

Dirigido a maiores de 60 anos residentes no concelho de Olhão, o Passeio Sénior realiza-se nas seguintes datas:

– Setembro – 15, 18, 22, 25 e 29;

– Outubro – 2, 6, 9, 13, 16, 20 e 23.

Inscrições:

– 31 de agosto – Junta de Freguesia de Moncarapacho, sede em Moncarapacho;

– 1 de setembro – Junta de Freguesia de Olhão, sala da sede;

– 2 de setembro – Junta de Freguesia de Pechão, sala da sede;

– 3 de setembro – Junta de Freguesia de Quelfes, sala da Patinha e sala da sede;

– 4 de setembro – Junta de Freguesia de Fuseta, Biblioteca na Fuseta.

Uma oportunidade para sair, conviver, conhecer novos lugares e descobrir o património que nos rodeia.

Portimão: segredos, polémicas e memórias à beira do rio

14 August 2026 at 20:19

A atual Praça Teixeira Gomes é muito mais do que um espaço de passagem. É o ponto de encontro onde a história de Portimão se cruza com o Rio Arade.

Saiba aqui mais sobre Portimão

Batizada em 1950, em honra de Manuel Teixeira Gomes — ilustre portimonense, escritor, diplomata e antigo Presidente da República —, esta praça de raiz oitocentista mantém-se como um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade.

Recuando aos anos 20, a praça fervilhava de vida com os seus famosos “cafés-restaurantes” e bailes sociais. Hoje, esse espírito de convivência permanece bem vivo.

Graças às suas inúmeras esplanadas, ao lago central e à vista privilegiada para o rio, a praça é o local de eleição tanto para os locais como para os visitantes que procuram relaxar e desfrutar do ambiente marítimo de Portimão.

Conheça aqui a estação de Portimão que ficava no concelho de… Lagoa

Durante décadas, o centro da praça foi dominado por um coreto, inaugurado em 1925, que servia de palco principal para concertos e cerimónias oficiais.

Embora o coreto original tenha sido polemicamente demolido nos anos 60 para dar lugar ao atual monumento escultórico em homenagem a Teixeira Gomes, a memória não se perdeu.

Em 2010, a Junta de Freguesia de Portimão construiu uma réplica do antigo coreto, instalada a poucos metros de distância, em plena zona ribeirinha, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.

Compreendendo o espaço entre o Jardim Bívar e a icónica Casa Inglesa, a Praça Teixeira Gomes continua a ser o cenário onde a identidade de Portimão se renova todos os dias, entre um café à beira-rio e a contemplação da estátua do seu filho mais ilustre.

Conheça a ponte de Portimão que um deputado ‘roubou’ a Silves

Esta igreja guarda uma estátua milagrosa que os pescadores salvaram

11 August 2026 at 17:41

No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.

Leia também: Este barco levou a população de Alvor a declarar ‘guerra’ à Marinha Portuguesa

O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.

A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.

Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.

A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).

A história da edificação está profundamente interligada com as grandes dinâmicas da Coroa Portuguesa, tendo-se seguido à trágica morte do rei D. João II em Alvor, em 1495.

Leia também: A vila de pescadores que conquistou o turismo mundial e viu morrer o “Príncipe Perfeito”

Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.

Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.

Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.

Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.

Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.

Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.

Leia também: Nesta casa algarvia morreu um famoso rei português

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Esta praia de Portimão dispensa apresentações

7 August 2026 at 02:01

Ícone incontornável do Algarve, a Praia da Rocha é muito mais do que um destino, é uma experiência completa.

Com um areal imenso que se estende por mais de um quilómetro, se não aprecia particularmente a areia sob os pés, pode, ainda assim, percorrê-la em toda a sua extensão através de um passadiço.

Se o esforço abrir o apetite pode entrar num restaurantes que vai encontrar pelo caminho.

Destaque, também, para a Área Desportiva, onde se realizam jogos e torneios das mais variadas modalidades desportivas de praia.

O extenso areal é, igualmente, um cenário ideal para a realização de grandes concertos musicais.

E é isso que acontece todos os anos, com os muitos que compõem o festival AfroNation.

A energia da marginal é contagiante: entre hotéis, o Casino e uma vida noturna de referência, as opções são quase infinitas.

Pode ainda aproveitar para dar um saltinho à marina ou, então, subir à Fortaleza de Santa Catarina, um dos miradouros mais fantásticos do Algarve.

Mas o verdadeiro segredo da Rocha continua a ser a sua beleza natural.

Por isso, não espanta que seja uma das praias mais procuradas do Algarve.

A vila de pescadores que conquistou o turismo mundial e viu morrer o “Príncipe Perfeito”

4 August 2026 at 02:01

// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
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botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
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// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
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// 2. Guarda o texto na memória
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// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
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// 4. Configura a voz
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// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
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// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";

// 7. Começa a ler
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}

// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
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Muito antes de ser o refúgio balnear que hoje atrai milhares de turistas, Alvor foi o cenário de um dos momentos mais marcantes da História de Portugal.

Foi ali que o rei D. João II faleceu, em 1495, após falharem os tratamentos nas Caldas de Monchique.

Este trágico episódio mudou o destino da terra que, por vontade expressa do “Príncipe Perfeito”, foi elevada a vila pelo seu sucessor, D. Manuel I.

Com raízes que recuam a um entreposto fundado por Aníbal Barca (Portus Hannibalis) e a um posterior castro celtibérico, a localidade soube reinventar-se ao longo dos séculos sem perder a sua profunda ligação ao mar.

A evolução do mar para o turismo

Historicamente, Alvor consolidou-se como um lugar de forte vocação marítima e piscatória.

Durante séculos, a subsistência da população dependeu do mar, da pesca e das suas salinas.

Nas últimas décadas, a terra operou uma transição extraordinária: de uma pacífica comunidade de pescadores, transformou-se numa importante estância turística internacional. Este crescimento foi impulsionado por um contínuo desenvolvimento económico e social que devolveu à localidade a importância dos seus tempos áureos.

As pragas de Alvor são uma das imagens de marca desta terra e das gentes.

Nascidas no seio da comunidade piscatória tradicional, os chamados “Alvoreiros”, estas pragas eram expressões e dizeres utilizados habitualmente durante discussões, picardias ou desavenças entre vizinhos e familiares.

Herança histórica e artística

A era de grande prosperidade deixou marcas profundas no património.

O maior exemplo é a sua deslumbrante Igreja Matriz, erguida no século XVI.

Este templo é célebre por exibir portais de estilo manuelino incrivelmente trabalhados, repletos de pormenores decorativos que testemunham a riqueza artística da época dos Descobrimentos.

Leia também: Este barco levou a população de Alvor a declarar ‘guerra’ à Marinha Portuguesa

A zona ribeirinha e o esplendor da ria

Hoje, a alma de Alvor continua ligada às suas águas, mas com foco no lazer.

A requalificada zona ribeirinha é o ponto de encontro por excelência, convidando a passeios junto aos barcos tradicionais.

Daí abre-se o cenário idílico da Ria de Alvor, uma das zonas húmidas mais importantes do Algarve.

Este ecossistema estende-se num labirinto de canais e sapais, servindo de refúgio a várias espécies de aves e bivalves.

A poucas centenas de metros do centro da vila, a paisagem transforma-se num cenário balnear de excelência. Alvor é emoldurada por praias de areias douradas, como a vasta Praia de Alvor e a icónica Praia dos Três Irmãos, famosa pelas suas falésias.

Para unir este património de forma sustentável, foi construído o famoso passadiço de madeira de Alvor, que serpenteia ao longo das dunas, ligando a zona ribeirinha à praia com vistas deslumbrantes sobre o oceano.

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Este barco levou a população de Alvor a declarar ‘guerra’ à Marinha Portuguesa

30 July 2026 at 15:35

// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
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// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
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// 2. Guarda o texto na memória
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// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
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O barco “Alvor” é o elemento mais importante e o coração de todo o Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor.

Construído entre 1932 e 1933, este barco a remos do tipo dinamarquês e casco trincado salvou muita gente ao longo dos anos, atuando numa época em que os acidentes à entrada da barra eram frequentes e fatais.

O apego da comunidade a este salva-vidas, símbolo de proteção marítima, gerou um episódio memorável de resistência em 1983.

Com o encerramento da estação salva-vidas, a Marinha Portuguesa tentou levar a embarcação para o seu museu, mas a população de Alvor revoltou-se.

Para impedir a retirada da embarcação, as portas da estação foram soldadas e os carris de acesso à água cortados.

No dia da chegada da comitiva militar, os sinos da igreja tocaram a rebate e o povo desceu em massa à ribeira, impedindo a partida do barco.

Texto relacionado: Nesta casa algarvia morreu um famoso rei português

Após ser restaurado no final dos anos 1990, o salva-vidas passou a integrar a procissão de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Hoje, toda esta história está guardada no Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor. Este equipamento cultural resulta da reabilitação da antiga Estação do Instituto de Socorros a Náufragos, sendo um projeto da Câmara Municipal de Portimão (através do Museu) com a Junta de Freguesia de Alvor.

O espaço funciona como um núcleo museológico que liga o património sociocultural às vivências e saberes da comunidade piscatória local, homenageando os homens e mulheres que sempre viveram do mar e da ria.

Leia aqui mais textos sobre o concelho de Portimão

Este edifício histórico domina o centro de Portimão

24 July 2026 at 02:01

Este é um dos mais icónicos e relevantes edifícios de Portimão. Trata-se do Colégio dos Jesuítas.

Projetado para se destacar entre o casario baixo, este gigante barroco domina a Praça da República e permanece, até hoje, como um dos capítulos mais fascinantes da história portimonense.

A sua origem remonta a 1660, fruto da visão de D. Diogo Gonçalves, um nobre de Vila Nova de Portimão com fortes ligações ao Oriente.

Por vontade testamentária, o fidalgo fundou este colégio da Companhia de Jesus, onde hoje repousa: o seu túmulo de mármore encontra-se na capela-mor da igreja.

Curiosamente, o edifício parece ter “abraçado” estruturas ainda mais antigas, como prova um arco manuelino que ainda se pode observar num dos corpos laterais.

Inaugurado e sagrado apenas em 1707, a arquitetura do Colégio reflete a estética sóbria e austera típica da Ordem dos Jesuítas.

A fachada apresenta uma composição unitária imponente, onde sobressai o elevado pé-direito da igreja central, ladeada pelos corpos do antigo colégio que exibem remates oblíquos singulares.

É um exemplar magnífico do Barroco português, que soube evoluir das conceções maneiristas iniciais para uma presença monumental e austera.

A história do Colégio, que está classificado como Imóvel de Interesse Municipal, é marcada por grandes reviravoltas políticas e sociais.

Após a saída dos Jesuítas em 1757, por ordem do Marquês de Pombal, o espaço foi administrado pelos frades Camilos (1780-1834).

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o imóvel passou a acolher diversos serviços públicos.

A sua vertente mais relevantes continua a ser a religiosa, albergando, no seu interior, a Igreja do Colégio, onde se realizam as cerimónias fúnebres.

Também acolhe o Museu de Pintura Diogo Gonçalves e serve a comunidade sénior através do Lar de Dia do Centro de Apoio a Idosos.

Foi, também, até há poucos anos, sede da Junta de Freguesia de Portimão.

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga (com vídeo)

23 July 2026 at 02:01

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga durante a manhã do próximo dia 4 de agosto.

O movimento começará assim que o barco atracar.

Os pescadores vão deitar mãos à obra para colocar a pescaria em terra, usando apenas a força braçal e muitas canastras.

De imediato, as sardinhas serão colocadas em caixas e vendidas à oferta mais alta.

O passo seguinte caberá às mulheres, que as vão dividir por outras caixas para que sigam viagem.

Pelo meio, haverá ainda o desafio de gerir a azáfama: impedir que as crianças deambulem por ali para roubar peixe e explicar aos curiosos turistas o que está a acontecer.

Esta recriação histórica das descargas de sardinhas à moda antiga decorre a partir das 09h30 no Cais Gil Eanes.

O momento servirá de lançamento perfeito para o Festival da Sardinha, que é inaugurado ao fim da tarde desse mesmo dia.

Com este evento, a sardinha voltará a ser a grande imagem de marca da cidade de Portimão, prometendo arrancar com muita comida, bebida e animação musical.

O evento vai contar com concertos de Matias Damásio (dia 4), Némanus (5 de agosto); Átoa (dia 6), Cuca Roseta (dia 7), Fernando Daniel (dia 8) e Xutos & Pontapés (dia 9).

VÍDEO:

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