Arranca esta sexta-feira, dia 2 de outubro, o 17.º Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza, que se estende até segunda-feira, em Sagres.
Localizada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a aldeia de Burgau, em Vila do Bispo, deve o seu nome aos pequenos búzios que abundam nas suas rochas.
Conhecida como a “Santorini portuguesa”, esta vila algarvia encanta pelas suas ruelas estreitas e pedonais, ladeadas por casas brancas de contornos azuis e repletas de flores.
O passeio por entre o casario termina invariavelmente no mar, onde barcos de pesca recordam a forte tradição marítima da zona — que, no século XVI, era um ponto estratégico para a faina do atum.
Atualmente, embora o turismo e o alojamento local sejam o motor económico, Burgau preserva a sua essência.
A praia, situada numa baía protegida por falésias, oferece águas tranquilas e um areal extenso.
Para quem procura a melhor vista, o topo da arriba a nascente revela um cenário deslumbrante que explica por que razão este destino é cada vez mais procurado, sem nunca perder a sua alma típica.
Situada na costa sul de Vila do Bispo, a Praia do Zavial deslumbra pelo seu enquadramento natural, onde o areal de média extensão é abraçado por imponentes arribas calcárias cobertas de vegetação mediterrânica.
Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, esta praia combina a serenidade da paisagem com um passado de grande importância estratégica e histórica.
Desde o século XVI, o Zavial foi palco de uma relevante armação de pesca do atum, protegida pelo Forte de Santo Inácio do Zavial, erguido na década de 1630.
Mas o segredo mais dramático destas águas repousa no fundo do mar: em 1759, durante a Guerra dos Sete Anos, o navio francês Redoutable afundou-se aqui após uma intensa batalha naval contra a esquadra inglesa.
Hoje, o Zavial é um refúgio que preserva tanto a sua herança militar quanto a sua beleza selvagem.