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Loulé criativo e cearte promovem formação certificada em sapato de ourelo

16 October 2026 at 13:37

Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos

O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.

O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.

Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.

Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.

A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.

A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.

Informações e inscrições: loulecriativo.oficios@cm-loule.pt

AMAL promove primeira Sessão Pública Participativa do PMUS 2.0

16 October 2026 at 13:32

A Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu, esta semana, a primeira sessão pública regional referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve (PMUS Algarve 2.0), um instrumento estratégico desenvolvido pela AMAL para definir o futuro dos transportes e acessibilidades na região.

A iniciativa decorreu no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro, no passado dia 13, e contou com a intervenção do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que abordou algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduziu uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade na região, com as participações da AMAL, da Universidade do Algarve e da Almargem, a que se seguiu uma discussão aberta.

O PMUS Algarve 2.0 é um instrumento estratégico que pretende definir as orientações para uma mobilidade mais sustentável, acessível, eficiente e adaptada às necessidades de quem vive, trabalha ou visita o Algarve. Estará também alinhado com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e de melhoria da qualidade de vida das populações. O apoio técnico no terreno e a apresentação do diagnóstico estão a ser conduzidos pela consultora TIS, em colaboração com especialistas, como é o caso do Professor José Manuel Viegas. Através destas sessões públicas regionais, a AMAL pretende assegurar um processo transparente, participativo e colaborativo, permitindo que a população contribua para a definição das prioridades e das soluções que irão moldar o futuro da mobilidade no Algarve.

Ao longo do seu desenvolvimento, o PMUS Algarve irá integrar um conjunto alargado de atividades, nomeadamente a caracterização e diagnóstico da situação atual (em fase de conclusão), a construção de cenários prospetivos e a definição de uma estratégia e plano de ação. Este processo está a ser desenvolvido de forma participada, envolvendo entidades públicas, agentes económicos, stakeholders e a população em geral, garantindo que as soluções propostas refletem as necessidades e expectativas do território. Neste contexto, já foram realizados dois workshops com stakeholders, assim como três inquéritos lançados online a toda a população.


Foi, também, desenvolvido um site (https://pmus-algarve.tis.pt/), que constitui um canal privilegiado de comunicação e interação com a comunidade, acompanhando todas as fases de desenvolvimento do Plano. Através deste site, serão disponibilizadas informações atualizadas sobre o projeto, bem como os principais resultados intermédios, documentos de trabalho e iniciativas de participação pública. Será, igualmente, possível aceder e participar em inquéritos, consultas e outras ações.

Entre as principais metas do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve destacam-se a melhoria da segurança rodoviária e da saúde pública, a promoção de um sistema mais acessível e inclusivo para todos os cidadãos, bem como o reforço do bem-estar da comunidade e da atratividade dos centros urbanos. O PMUS 2.0 pretende, ainda, incentivar a utilização de modos de transporte mais sustentável, garantindo uma mobilidade ambientalmente responsável, que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído e o consumo energético.


O plano abrangerá todo o território algarvio e procurará desenvolver soluções integradas e adaptadas às necessidades atuais e futuras da região.

No final desta notícia no site da AMAL, estão disponíveis as duas apresentações da sessão: https://amal.pt/comunicacao/1231-amal-promoveu-primeira-sessao-publica-participativa-do-pmus-2-0

“Primeira Braçada” regressa a Olhão para ensinar crianças a ganhar confiança e segurança na água

16 October 2026 at 13:26

O projeto “Primeira Braçada” regressou esta semana ao Complexo das Piscinas Municipais de Olhão, após um período de interrupção. Promovida pelo município, a iniciativa destina-se às turmas do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico do concelho e pretende desenvolver competências para uma relação mais segura e autónoma com o meio aquático.

As aulas centram-se na adaptação à água, ajudando os alunos a ultrapassar receios, ganhar confiança e adquirir competências básicas de segurança e sobrevivência em ambiente aquático.

Além destas aprendizagens, o projeto incentiva hábitos de higiene e comportamentos adequados à utilização das piscinas, proporcionando experiências motoras diversificadas num ambiente seguro.

A iniciativa tem também uma dimensão socioeducativa, ao promover a inclusão e a igualdade de oportunidades. Segundo a autarquia, para algumas crianças, a participação na “Primeira Braçada” representa o primeiro contacto com uma piscina.

O município destaca o entusiasmo dos alunos no primeiro dia de atividades e sublinha a importância de uma aprendizagem progressiva, que permita explorar a água e reforçar a confiança nas próprias capacidades.

Com o regresso do projeto, a Câmara Municipal de Olhão pretende contribuir para o bem-estar e o desenvolvimento das crianças, promovendo competências úteis para a segurança e a prática de atividades aquáticas ao longo da vida.

Turismo do algarve premeia agentes de viagens com experiências únicas na região

16 October 2026 at 13:10

O Turismo do Algarve promove, entre 14 e 17 de outubro, mais uma edição do Incentivo Algarve, iniciativa que reconhece o desempenho dos profissionais das agências de viagens que mais se destacam na comercialização do destino. Este ano, o programa reúne 11 agentes de viagens nacionais, sete da região Norte e quatro da região Centro, indicados pelos principais operadores turísticos como alguns dos profissionais com melhores resultados de vendas do Algarve.

Ao longo de quatro dias, os participantes são convidados a aprofundar o seu conhecimento sobre o destino, através de um programa especialmente concebido para proporcionar um contacto direto com o território e com a sua oferta turística. Mais do que uma iniciativa de reconhecimento comercial, o Incentivo Algarve pretende reforçar o conhecimento e a capacidade de recomendação dos profissionais que diariamente promovem a região junto dos seus clientes.

Com base em Faro, o programa combina experiências ligadas à natureza, gastronomia, cultura, desporto e atividades ao ar livre, num itinerário que valoriza a diversidade e a autenticidade da oferta turística regional. Entre momentos de descoberta, convívio e contacto com o território, os participantes terão oportunidade de conhecer diferentes dimensões do Algarve, num conjunto de experiências que serão reveladas ao longo da visita, preservando o elemento surpresa que caracteriza esta iniciativa.

“O Incentivo Algarve é uma forma de reconhecer o trabalho dos agentes de viagens que contribuem diretamente para a afirmação do nosso destino no mercado nacional. Queremos que estes profissionais conheçam o Algarve para além da sua oferta mais tradicional, que descubram novas experiências e que levem consigo mais conhecimento e novos argumentos para recomendar a região aos seus clientes. O contacto direto com o território, com as pessoas e com a autenticidade da nossa oferta é uma das formas mais eficazes de promover o destino”, sublinha André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve.

A iniciativa reforça também a proximidade entre o Turismo do Algarve e os profissionais do setor, valorizando o papel das agências de viagens na promoção do destino junto dos turistas portugueses. Ao dar visibilidade a experiências complementares ao sol e mar, contribui igualmente para os objetivos de diversificação da oferta turística e de valorização do território, em linha com as prioridades do Plano de Marketing Estratégico do Turismo do Algarve 2028.

O Incentivo Algarve 2026 realiza-se no âmbito da Estratégia Turismo 2027 (ET27), dando continuidade a uma iniciativa que aproxima os profissionais da distribuição turística do destino e reforça a sua capacidade de promover a riqueza e a diversidade das experiências que a região tem para oferecer.

Lagos – ‘Salvar’ Meia-Praia de novos hotéis e empreendimentos turísticos custaria “muitos milhões de euros” para adquirir esses terrenos, avisa autarca Hugo Pereira

16 October 2026 at 12:22

“Por mim, aquela zona seria uma frente de mar sem construção. A Meia-Praia devia ser toda uma zona de calçadão”, defende o presidente da Câmara Municipal de Lagos. E em tempo de polémicas, devido à construção de mais hotéis e empreendimentos turísticos nessa área e a pouca distância do mar, aproveitou para deixar um alerta: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado.”

Por outro lado, nesta sexta-feira, dia 16 de Outubro, à tarde, o Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, liderado pela cidadã norte-americana Rebecca Williams, leva a efeito, num restaurante, uma “reunião de trabalho e de acerto do funcionamento” para gerir estratégias nesta zona de Lagos. Isto, numa altura em que empresários preparam o avanço de novas construções turísticas.

José Manuel Oliveira

Dia 19 de Agosto de 2026 – quarta-feira, 14h00. «Meia Praia para o Povo», «Proteger Meia Praia», «Juntos pela Meia Praia», «A Hands off Meia Praia», «+Natureza – Betão», «Defender a Meia Praia» e «Save Meia Praia».

É o que se podia ler em placas e cartazes erguidos por populares concentrados em frente à entrada principal do edifício dos Paços do Concelho de Lagos Século XXI, situado na zona de São João, para contestar a prevista construção, nesta fase, de um hotel de cinco estrelas e de apartamentos turísticos, perto da zona onde se encontra instalado o empreendimento «Dunas Douradas», junto à linha férrea, nesta cidade.

Esta manifestação, que teve lugar durante uma hora, foi promovida pelo Movimento Cívico «Salvar a Meia Praia» e, como constatou no local o ‘Litoralgarve», reuniu mais de 70 populares, na sua maioria ingleses residentes em Lagos, além da sua fundadora e presidente interina, a norte-americana Rebecca Williams, há vários anos aqui radicada. A manifestação contou com a presença da advogada Alexandra Soares, presidente da Direcção da «Associação Miradouro da Luz», além de outros cidadãos portugueses.

«Salve a Meia Praia! Salve a Meia Praia! Salve a Meia Praia!», gritaram, a certa altura, os populares concentrados junto ao edifício camarário, enquanto se ouviam toques de buzinas de automóveis, em sinal de apoio. Esta reacção por parte de condutores levou, posteriormente, sete populares, junto a outros apoiantes, a erguer o mesmo número de cartazes e placas em defesa da Meia Praia, voltados para a rotunda situada em frente ao edifício dos Paços do Concelho de Lagos Século XXI. À medida que os carros passavam nessa zona, ouviam-se mais buzinadelas a apoiar a iniciativa. Enquanto isso, um colaborador do Movimento Cívico «Salve a Meia Praia» distribuía folhetos, em português e inglês, a contestar o “excesso de construção” naquela zona de Lagos, com a imagem da área indicada como local proposto para o novo projecto urbanístico, que já tem alvarás aprovados pelo município.

O mesmo folheto convida a visitar o ‘site’ do Movimento «SALVARAMEIAPRAIA.ORG», apelando “Goste, Siga e Partilhe”, acrescentando: “Ajude-nos a proteger a Meia Praia para as próximas gerações”.

“Noventa e nove por cento das pessoas aqui presentes são estrangeiras. E os portugueses? Os portugueses são uns cobardes! Completamente cobardes!” – desabafou uma senhora, após a manifestação junto ao edifício camarário.

“Árvores centenárias foram derrubadas” na zona junto à Escola das Naus e do edifício da CP, onde está prevista a construção de mais dois hotéis, também na Meia Praia.”

Já um vereador admitiu que o presidente do executivo municipal, socialista Hugo Pereira, “está a pôr-se a jeito” para uma investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara de Lagos. “Ele é o responsável político”, observou, lamentando a “falta de transparência ao nível da gestão.”

Pouco depois, os manifestantes começaram a entrar no auditório do edifício camarário, para participar numa reunião ordinária, a partir das 15h00, na qual, durante o período destinado ao público, alguns dos populares, fundadores e apoiantes do Movimento Cívico «Salvar a Meia Praia» já se tinham inscrito a fim de contestar os projectos urbanísticos e colocar várias perguntas ao executivo municipal, presidido pelo socialista Hugo Pereira.

Enquanto aguardava pelo início da reunião, uma senhora, sentada, junto à recepção, não escondia a sua indignação pela pouca participação de portugueses neste encontro de contestação. “Noventa e nove por cento das pessoas aqui presentes são estrangeiras. E os portugueses? Os portugueses são uns cobardes! Completamente cobardes!” – desabafou a senhora. “Tem toda a razão”, reagiu um popular, sentado a seu lado.

Por seu turno, uma outra senhora lamentou: “Árvores centenárias foram derrubadas” na zona junto à Escola das Naus e do edifício da CP, onde está prevista a construção de mais dois hotéis, também na Meia Praia.

Já um vereador admitiu que o presidente do executivo municipal, de maioria socialista, Hugo Pereira, “está a pôr-se a jeito” para haver uma investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara de Lagos. “Ele é o responsável político”, lamentando a “falta de transparência ao nível da gestão.”

“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia monetária poderá recuperá-los”, afirmou Graça Bastos, membro do Movimento Cívico em defesa desta zona de Lagos

Neste momento, para o Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’ em causa está a construção de dois hotéis e de um bloco de apartamentos turísticos, numa área de cerca de 11 mil metros quadrados, cujo alvará de construção foi emitido em 1988 e revisto em 2008.

O movimento defende que um projecto “desta dimensão e sensibilidade ambiental não deve avançar sem cumprir todas as leis” e requisitos ambientais actualmente em vigor, nomeadamente os relacionados com uma bacia existente no local, que os cidadãos consideram um importante ecossistema.

“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia monetária poderá recuperá-los”, afirmou Graça Bastos, membro do movimento.

Do “mamarracho” à entrada de Lagos, onde estava o Hotel São Cristóvão, à “destruição da jóia da coroa” na Meia-Praia, entre vários exemplos de “caos urbanístico”, acusa António Santos

Por sua vez, António Santos, conhecido pelas suas polémicas intervenções em reuniões do município lacobrigense, apontou vários exemplos daquilo que considera tratar-se a “destruição há décadas” desta cidade, “com caos urbanístico”, sob a responsabilidade camarária, destacando “o edifício Montana [com apartamentos turísticos] em cima da praia da Dona Ana; a escada que caiu na Casa do Senhor Canelas, devido à acção da natureza, junto à praia do Pinhão”; “o ‘mamarracho’  já concluído à entrada da cidade de Lagos, onde estava o Hotel São Cristóvão; dois hotéis que estão a ser construídos junto à estação da CP; e agora é a Meia-Praia.” “Tem sido a destruição da jóia da coroa de Lagos”, lamentou.

“Quais as razões técnicas ou outras para que tivesse autorizado a escavação [de um hotel] antes da licença de construção?”, questiona a advogada Alexandra Soares, entre outras perguntas dirigidas ao edil lacobrigense, Hugo Pereira

Já Alexandra Soares, advogada, presidente da Direcção da «Associação Miradouro da Luz» e apoiante do Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’, em Lagos, durante esta sessão pública da autarquia, sublinhou: “Em Novembro de 2025, foi aprovada a arquitectura de hotel condicionada ao deferimento da licença para a reabilitação da lagoa, procedimento este ainda em tramitação (tanto que não me deixam consultar), pelo que ainda não foi aprovado. No dia 06 de Agosto de 2026, foi emitido despacho deferindo a escavação até à profundidade do piso de menor cota, nos termos de uma autorização especial de acordo com 81º Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, e cuja aprovação é feita nas condições das informação 35864/2026-DS e 43004/2026 DS, com início previsto para 01 de Setembro de 2026.”

E acrescentou: “Estas duas informações técnicas apenas reproduzem o pedido, a existência de uma aprovação da arquitectura e a caução a apresentar, fixando um prazo de 4 meses para a escavação. Não encontramos nada com fundamentos técnicos para início da licença de construção estar emitida. O 81º. do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação permite de facto o início dos trabalhos antes da licença desde que a arquitectura esteja aprovada, sendo competência do senhor Presidente a decisão. Pela natureza excecional desta circunstância e por implicar uma decisão do senhor presidente, esta decisão administrativa tem que ser fundamentada ao abrigo do dever de fundamentação.”

“Assim, questionamos o seguinte:

1- Quais as razões técnicas ou outras para que tivesse autorizado a escavação antes da licença de construção? Qual a opinião do senhor Presidente que o levou a decidir favoravelmente?

2- O senhor Presidente consegue assegurar que a escavação não interfere com as condições da reabilitação da lagoa que vierem a ser aprovadas?

3- Estas condições são conhecidas? Se sim, quais são?

4- Pela natureza do assunto, ou seja, reabilitação de uma lagoa que pelo valor natural que possuía no passado deveria ter sido protegida ab initio (desde o início) pela Câmara Municipal de Lagos, não deveria haver agora um dever especial de cuidado em vez de uma aceleração de procedimento, e sem permitir à população que conheça o que a Câmara pretende agora fazer para o restauro ambiental?”

E a concluir:

– “Na sequência da resposta do senhor Presidente tomámos conhecimento de que a reabilitação da Lagoa encontra-se a aguardar parecer da Agência Portuguesa do Ambiente. O senhor Presidente disse, ainda, que o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente ao processo de licenciamento da bacia de retenção (Lagoa) seria essencial para que o hotel fosse construído nos termos aprovados. Sem as condições da Agência Portuguesa do Ambiente não há hotel, foi mais ao menos assim que ele se exprimiu. Ora, após a nossa intervenção e pela resposta do senhor Presidente nos termos que acabei de referir concluímos mesmo que não existe fundamento para o início dos trabalhos a 01 de Setembro. Mais: não está preenchido o requisito legal da aprovação do projecto já que este está condicionado à verificação de condições que o senhor Presidente confessou ainda estarem em processo de análise.”

Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado. Em 1988, não aconteceu nada, como não aconteceu desde então para a frente.”

Durante a sua intervenção, Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, afirmou que preferia que todo o lado da Meia-Praia, desde a Escola das Naus até ao apeadeiro, a partir das traseiras da estação, “não tivesse qualquer tipo de construção.” “Mas há coisas…”, observou.

“Quando cá cheguei – recordou – muitas delas já lá estavam; já outras tinham direitos adquiridos. Um alvará de 1981, na altura, era muito mais castrador para a Meia-Praia. Em 1988, o alvará foi aprovado para estes terrenos, na altura das pessoas proprietárias. Do lado direito da estrada da Meia-Praia, eles eram proprietários de muitos mais terrenos.”

Nesse sentido, aproveitou para deixar um alerta: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado. Em 1988, não aconteceu nada, como não aconteceu desde então para a frente.”

Um novo Plano “reduziu a possibilidade de construir em todo o lado direito da Meia-Praia”. Desde 2007, existe um alvará válido até hoje que dá a capacidade para construir dois hotéis e um bloco de apartamentos turísticos. “Se me perguntarem se gosto, direi que não!”

“Já lá estão muitas coisas construídas, alguns hotéis, já lá há moradores e eu gostava que não morassem. Mas eu não posso fazer nada. As casas já lá estão.”

Passados alguns anos, um novo Plano “reduziu a possibilidade de construir em todo o lado direito da Meia-Praia”, assinalou Hugo Pereira. Desde 2007, existe um alvará válido até hoje que dá a capacidade para construir dois hotéis e um bloco de apartamentos turísticos. “Se me perguntarem se gosto, direi que não! Como também não gosto daquele prédio construído antes da rotunda de acesso ao Hotel Vila Galé, até àquela esquina. Como também não gosto de nenhuma daquelas casas que estão por detrás da Escola das Naus. Por mim, aquela zona seria uma frente de mar sem construção. A Meia-Praia devia ser toda uma zona de calçadão”, defendeu o autarca.

E prosseguiu nas suas críticas: “Já lá estão muitas coisas construídas, alguns hotéis, já lá há moradores e eu gostava que não morassem. Mas eu não posso fazer nada. As casas já lá estão.”

“Há coisas que posso fazer; há coisas que não posso fazer.”

“Antes de serem construídas, já compravam junto dos proprietários dos terrenos por 10, 20 milhões e eles ficavam com esse valor. Só que 10, 15, 20 milhões [de euros] também não são coisa pouca. Há coisas que posso fazer; há coisas que não posso fazer”, notou Hugo Pereira.

“Na Meia-Praia, a alternativa seria muitos milhões de euros para adquirir os terrenos, onde estão previstos novos hotéis e empreendimentos turísticos.”

“Agora se me perguntarem se gosto daquilo, digo que não. Como também não gosto daquele edifício que vai para o lado do Pingo Doce. A alternativa teria sido comprar o terreno por 10, 15 milhões de euros, impostos nossos. Obviamente, não posso fazer. Se pudesse fazer de forma leve, faria. Na Meia-Praia, a alternativa seria muitos milhões de euros para adquirir os terrenos, onde estão previstos novos hotéis e empreendimentos turísticos”, salientou.

“Também não gosto de todos aqueles edifícios que lá estão e nos quais alguns de vocês moram.”

“Também não gosto de todos aqueles edifícios que lá estão e nos quais alguns de vocês moram”, observou Hugo Pereira, numa alusão aos residentes em apartamentos e que agora contestam hotéis e empreendimentos turísticos na Meia-Praia. “E eu também gostaria que não morassem em sítios onde foram construídos”, adiantou, referindo-se a prédios junto a uma rotunda.

“Vou deixar as coisas menos bem.”

 “Vivemos num Estado de Direito.”

“Indigno-me com a situação na Meia-Praia, em Lagos, a terra onde nasci.”

“Vou deixar as coisas menos bem”, reconheceu, a certa altura, o edil lacobrigense, frisando que “vivemos num Estado de Direito.” “Indigno-me com a situação na Meia-Praia, em Lagos, a terra onde nasci.”

“Se me perguntarem se concordo, respondo: não gosto nem daquilo, nem de outras construções que lá estão. Que fique bem presente!”, insistiu Hugo Pereira.

“Não abdicarei de uma situação: uma bacia com funções com todas as condições obrigatórias”, impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. “Só assim funcionará lá um hotel. A aprovação está condicionada à requalificação da lagoa. De outra maneira, não farão lá o hotel.”

Por outro lado, referindo-se à polémica em torno de um espaço a que chamam lagoa, foi peremptório ao dizer: “Dunas? Não é terreno de dunas. Não é uma lagoa natural. É uma bacia de retenção ou de contenção de águas. Aquilo que lá está era entulho, lixo, vergonhoso, deixou de ter manutenção, sem condições na zona envolvida.”

E deixou um aviso aos investidores: “Não abdicarei de uma situação: uma bacia com funções com todas as condições obrigatórias”, impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. “Só assim funcionará lá um hotel. A aprovação está condicionada à requalificação da lagoa. De outra maneira, não farão lá o hotel.”

“Lagos tem poucos hotéis de cinco estrelas.”

“Há procura para a oferta? Há!”

“Pode fazer crescer o turismo de qualidade.”

Apesar das críticas apontadas a novas construções turísticas na Meia-Praia, Hugo Pereira não duvida de que “Lagos tem poucos hotéis de cinco estrelas”. “Há procura para a oferta? Há!”, observou o autarca, considerando que uma unidade hoteleira desse nível “pode fazer crescer o turismo de qualidade” nesta cidade.

Nuno Marques, arquitecto e vereador da aliança democrática na câmara municipal de Lagos: “o que fizemos em vinte anos de plano de urbanização da meia-praia?”

Numa declaração política no Período de Antes da Ordem do Dia nessa reunião da Câmara Municipal de Lagos a 19 de Agosto de 2026, o arquitecto Nuno Marques, vereador da Aliança Democrática, sem pelouro atribuído, em alusão à presença maciça de elementos do Movimento Cívico ‘Salvar a Meia do excesso de construção’ e de outros populares, começou por “saudar todos os cidadãos que aqui vieram exercer um direito fundamental: participar e questionar as decisões que dizem respeito ao futuro de Lagos, particularmente, da Meia-Praia. Faço-o, também, com uma circunstância pessoal que considero relevante.”

Após recordar que foi vereador desta autarquia, entre 2001 e 2012, período ao longo do qual “acompanhei a evolução, a discussão e a aprovação do Plano de Urbanização da Meia-Praia”, Nuno Marques observou e questionou: “Duas décadas depois, confronto-me com múltiplas questões que então discutíamos. E por isso a pergunta que, hoje, devemos fazer é simples: o que foi feito pelo Município durante todo este tempo, para concretizar ou, quando necessário, alterar o modelo que foi definido, apesar das discordâncias então afirmadas?”

“Também não se diga que, por existirem esses direitos, o Município tenha ficado sem instrumentos ou mecanismos para intervir ou mitigar os efeitos negativos dessa urbanização.”

“O próprio Plano de Urbanização da Meia-Praia reconheceu essa realidade e previu alguns mecanismos para a transformar: previu a possibilidade de alteração do alvará, a concretização do Passeio Marítimo e de obras de urbanização e privilegiou a via de uma solução negociada e concertada com os titulares de direitos.”

“O que fez o Município, ao longo destas duas décadas, para procurar uma solução diferente, melhor, além da encontrada em 2008?”

“Poderiam ter-se reaberto as negociações. Poderia ter-se estudado uma alteração do Plano. Poderia ter-se ao menos tentado uma solução perequativa que reduzisse alguma pressão construtiva junto da praia. Nem ao menos para os 3 lotes existentes na área destinada ao Passeio Marítimo, entre bairros, isso aconteceu.”

“Planear não é apenas dizer onde se pode construir. É tentar procurar continuamente a melhor solução territorial para aquilo que se pode construir. E esta nossa preocupação não é nova.”

E prosseguiu: “Convém fazermos uma clarificação importante: os direitos urbanísticos na origem dos atuais projectos na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2 não foram criados pelo Plano de Urbanização da Meia-Praia. Têm origem no loteamento de 1988, com o alvará 19/88, posteriormente alterado várias vezes a partir de 2008. Ou até, se quisermos, em intenções conhecidas desde, pelo menos, os anos 60 do século passado. Mas também não se diga que, por existirem esses direitos, o Município tenha ficado sem instrumentos ou mecanismos para intervir ou mitigar os efeitos negativos dessa urbanização. O próprio Plano de Urbanização da Meia-Praia reconheceu essa realidade e previu alguns mecanismos para a transformar: previu a possibilidade de alteração do alvará, a concretização do Passeio Marítimo e de obras de urbanização e privilegiou a via de uma solução negociada e concertada com os titulares de direitos.”

“Por conseguinte, a pergunta tem de ser essa: o que fez o Município, ao longo destas duas décadas, para procurar uma solução diferente, melhor, além da encontrada em 2008?”, interrogou o vereador Nuno Marques.

“Poderiam ter-se reaberto as negociações. Poderia ter-se estudado uma alteração do Plano. Poderia ter-se ao menos tentado uma solução perequativa que reduzisse alguma pressão construtiva junto da praia. Nem ao menos para os 3 lotes existentes na área destinada ao Passeio Marítimo, entre bairros, isso aconteceu”, alertou, em jeito de crítica.

Em seguida, deixou um recado: “Planear não é apenas dizer onde se pode construir. É tentar procurar continuamente a melhor solução territorial para aquilo que se pode construir. E esta nossa preocupação não é nova.”

“Em 2007, a hotelaria tradicional em Lagos estava de rastos. Era necessário investimento. Mas defendíamos – e defendemos – que esse investimento deveria ser acompanhado por um forte investimento no espaço público, no ambiente urbano e por uma relação mais justa entre benefícios privados e encargos de urbanização.”

“E aqui chegamos a outra questão que permanece por resolver: o Passeio Marítimo. O Plano de Urbanização da Meia-Praia previu-o expressamente para esta mesma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2, onde estes novos empreendimentos turísticos irão nascer. Existe projecto, mas a requalificação tarda em merecer a prioridade que merece.”

“A capacidade construtiva privada avança enquanto a qualificação pública fica para depois. E o mesmo acontece com as acessibilidades gerais.”

Ao continuar a sua intervenção por escrito, Nuno Marques lembrou: “Em 2007, a hotelaria tradicional em Lagos estava de rastos. Era necessário investimento. Mas defendíamos – e defendemos – que esse investimento deveria ser acompanhado por um forte investimento no espaço público, no ambiente urbano e por uma relação mais justa entre benefícios privados e encargos de urbanização. E aqui chegamos a outra questão que permanece por resolver: o Passeio Marítimo. O Plano de Urbanização da Meia-Praia previu-o expressamente para esta mesma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão  2, onde estes novos empreendimentos turísticos irão nascer. Existe projecto, mas a requalificação tarda em merecer a prioridade que merece.”

“Não podemos aceitar uma execução assimétrica do Plano: a capacidade construtiva privada avança enquanto a qualificação pública fica para depois. E o mesmo acontece com as acessibilidades gerais”, lamentou o vereador Nuno Marques, perante a curiosidade da plateia.

“Surgiram novos empreendimentos e outros estão em construção, mas continuamos com uma única ligação da Meia-Praia à cidade, que já não responde adequadamente às necessidades. E essa insuficiência torna-se ainda mais preocupante quando se perspectiva a construção de mais 500 fogos no Telheiro.”

E adiantou: “Em 2007, alertávamos para a insuficiência do único acesso à Meia-Praia, através do entroncamento do Molião, e defendíamos a salvaguarda de novas ligações pedonais e rodoviárias a Lagos.”

“A criação de uma ligação pedonal ao centro da cidade de Lagos, atravessando a linha de caminho-de-ferro e o rio, também está prevista no Plano de Urbanização da Meia-Praia (ver n.o 1, do artigo 79.o). Passaram quase vinte anos desde a entrada em vigor do Plano de Urbanização da Meia-Praia”, vincou este vereador da oposição.

“Entretanto, surgiram novos empreendimentos e outros estão em construção, mas continuamos com uma única ligação da Meia-Praia à cidade, que já não responde adequadamente às necessidades. E essa insuficiência torna-se ainda mais preocupante quando se perspectiva a construção de mais 500 fogos no Telheiro”, frisou Nuno Marques.

“Não podemos continuar a licenciar e a programar crescimento urbano sem resolver previamente as condições territoriais que o suportam – as infraestruturas, os equipamentos, os espaços verdes. Que Meia-Praia, que território, queremos construir e deixar para o futuro?”

“Uma Meia-Praia onde a edificação avança sem que as acessibilidades, as infraestruturas, o espaço público, os equipamentos, a arborização, o Passeio Marítimo e a qualificação ambiental em geral acompanhem esse crescimento? Ou uma Meia-Praia onde o investimento privado seja acompanhado de uma verdadeira contrapartida territorial e de uma visão de conjunto?”

Já na parte final da sua declaração política, este vereador da Aliança Democrática deixou mais recados aos actuais responsáveis socialistas do executivo municipal lacobrigense e, implicitamente, a técnicos da autarquia, com várias perguntas: “Não podemos continuar a licenciar e a programar crescimento urbano sem resolver previamente as condições territoriais que o suportam – as infraestruturas, os equipamentos, os espaços verdes. Que Meia-Praia, que território, queremos construir e deixar para o futuro? Uma Meia-Praia onde a edificação avança sem que as acessibilidades, as infraestruturas, o espaço público, os equipamentos, a arborização, o Passeio Marítimo e a qualificação ambiental em geral acompanhem esse crescimento? Ou uma Meia-Praia onde o investimento privado seja acompanhado de uma verdadeira contrapartida territorial e de uma visão de conjunto?”

“É essa a discussão que proponho que todos façamos. Porque alguns destes direitos urbanísticos podem ter começado em 1988 ou em 2008. Mas a responsabilidade pública sobre o futuro da Meia-Praia é nossa e é de hoje”, concluiu Nuno Marques.


O lamento do vereador do Chega Paulo Rosário Dias: “Quando um vereador eleito solicita informação à própria Câmara sobre uma matéria de relevância pública e essa informação demora semanas ou meses a ser disponibilizada, temos necessariamente de questionar o grau de transparência e eficiência desse modelo de governação. E, nesse aspecto, penso que Lagos está muito longe de ser um exemplo de autarquia transparente.”


Já o vereador do Chega na Câmara Municipal de Lagos, Paulo Rosário Dias, em declarações ao ‘Litoralgarve’, ao ser questionado sobre o surgimento do Movimento Cívico ‘Salve a Meia Praia’ e o facto de ter sido formado por uma cidadã norte-americana e por ingleses residentes em Lagos, disse: “Como pessoa de causas sempre apreciei os movimentos espontâneos das comunidades. Acho positivo que os cidadãos de bem, independentemente da nacionalidade ou do passaporte, se mobilizem e participem de forma civilizada na defesa daquilo que entendem serem os interesses comuns do seu bairro ou da sua cidade.”

E lembrou: “Há uns bons anos atrás eu próprio desempenhei um papel na organização de algumas causas regionais, como a defesa da Lagoa dos Salgados ou a contestação aos contratos ruinosos da exploração de petróleo no Algarve, em que ambas resultaram em vitória.”

“Sejam causas defendidas por classes mais elitistas ou classes mais humildes, há que ter presente que ninguém é dono da verdade. E por isso o diálogo, a transparência e a participação informada são mais importantes do que a necessidade de cada um a provar que tem razão”, sublinhou Paulo Rosário Dias.

– Admite que haja falta de transparência ao nível dos serviços da autarquia e do presidente do executivo, na gestão urbanística?

– “Aí está. Para mim, a verdadeira questão a exigir é transparência. Verifico que a gestão socialista da Câmara de Lagos nos últimos anos caracteriza-se por um modelo de governação excessivamente centralizado e por uma tendência para concentrar as decisões num circuito demasiado fechado. Isso é particularmente evidente na área do urbanismo.

Contra a posição da oposição, o Presidente Hugo Pereira concentrou em si as competências que a lei permite delegar no presidente da Câmara, o que reduz significativamente a intervenção dos restantes vereadores na gestão urbanística. Na prática, os vereadores da oposição não participam na decisão sobre grande parte dos processos urbanísticos e não dispõem da informação necessária para acompanhar aquilo que é licenciado no concelho em tempo útil.

Dou um exemplo concreto: enquanto vereador na Câmara Municipal de Lagos, solicitei há mais de um mês elementos básicos relativos aos licenciamentos na Meia Praia. Reforcei esse pedido posteriormente ao senhor Presidente em reuniões de Câmara e os meus colegas vereadores da oposição também mostraram interesse, e até ao momento, continuamos todos sem a informação solicitada.

Não estou, com isto, a acusar ninguém de qualquer comportamento suspeito; estou a falar de uma realidade que posso verificar: quando um vereador eleito solicita informação à própria Câmara sobre uma matéria de relevância pública e essa informação demora semanas ou meses a ser disponibilizada, temos necessariamente de questionar o grau de transparência e eficiência desse modelo de governação.

E, nesse aspecto, penso que Lagos está muito longe de ser um exemplo de autarquia transparente.

“Fiquei impressionado com as declarações do Presidente na reunião de Câmara de dia 19 de Agosto. Que repetiu publicamente não contrariar direitos adquiridos, mas que não gosta daqueles empreendimentos, nem sequer da urbanização Dunas Douradas, e que por ele, todo o lado direito da estrada da Meia Praia seria um calçadão.”

“Ora este tipo de declarações estão perigosamente mais próximas das posições dos ambientalistas mais radicais do que de uma visão séria de desenvolvimento para Lagos.”

– Como vai reagir o Chega?

– Os cidadãos contam com o CHEGA para uma posição de responsabilidade e respeito perante movimentos apartidários, continuando a ouvir as preocupações da população, a fiscalizar e exigir transparência no Município. Mas sublinho que não somos nem contra o investimento privado nem contra o desenvolvimento do território.

Aliás, fiquei impressionado com as declarações do Presidente na reunião de Câmara do dia 19 de Agosto. Que repetiu publicamente não contrariar direitos adquiridos, mas que não gosta daqueles empreendimentos, nem sequer da urbanização Dunas Douradas, e que por ele, todo o lado direito da estrada da Meia Praia seria um calçadão. Ora este tipo de declarações estão perigosamente mais próximas das posições dos ambientalistas mais radicais do que de uma visão séria de desenvolvimento para Lagos.

Nós defendemos um desenvolvimento planeado, equilibrado e competente. Com transparência e participação, regras claras e instrumentos de planeamento actualizados e adaptados aos novos tempos, tendo presente que Lagos precisará sempre de investimento e de ter uma Câmara amiga de quem quer acrescentar valor a esta cidade.

‘Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’ promove “reunião de trabalho e de acerto de funcionamento” para gerir estratégias

Entretanto, segundo apurou o nosso Jornal, nesta sexta-feira, dia 16 de Outubro, à tarde, o Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’, liderado pela cidadã norte-americana, Rebecca Williams’, leva a efeito, num restaurante, uma “reunião de trabalho e de acerto do funcionamento” para gerir estratégias naquela zona de Lagos.

Hotéis de cinco e três estrelas, um SPA, Centro de Congressos e aldeamento turístico projectados para a Meia-Praia

De acordo com um documento facultado ao ‘Litoralgarve’, são estes os projectos turísticos previstos para a Meia-Praia, em Lagos, o que tanta contestação está a provocar:

QUADRO DE ÁREAS

LOTE 52

Hotel

SPA

Área do lote: 59.659 m2

Área de construção: 11.650 m2

Volumetria: 54.520 m3

Área de implantação: 6.800 m2

Pisos: 3 + cave

149 quartos

298 camas

Estacionamento:

99

16

LOTE 53

Hotel

Centro de Congressos

Área do lote: 34.348 m2

Área de construção: 12.950 m2

Volumetria: 58.640 m3

Área de implantação: 6.850 m2

Pisos: 3 + cave

178 quartos

356 camas

Estacionamento

119

100

LOTE 4

Aldeamento turístico

Área do lote: 36.482 m2

Área de construção: 12.000 m2

Volumetria: 55.200 m3

Área de implantação: 5.470 m2

Pisos: 3 + cave

Tipologias: 70 – T0  e  82 – T1

Estacionamento

175

205

LOTE 18

Estabelecimento hoteleiro de 3 estrelas

Área do lote: 1.900 m2

Área de construção: 720 m2

Volumetria: 2.300 m3

Área de implantação: 720 m2

1 piso

12 quartos / 24 camas

Estacionamento

8

Deste modo, e conforme refere o mesmo documento, os quatro lotes terão, no total, “130.489 m2, uma área de construção de 36.600 m2, uma volumetria de 168.360 m3 e uma área de implantação de 19.840 m2.

O número de quartos ascende a 339 e haverá capacidade para 722 ao nível de estacionamento.

Camas : “982”. “Para o somatório da capacidade global, foram contabilizadas as camas dos Lotes 52, 53 e 18, bem como a capacidade máxima do Lote 4 (Aldeamento Turístico), que é de 304 camas, conforme indicação do Turismo de Portugal”, acrescenta o documento.

Homem detido por suspeitas de abuso sexual de criança no concelho de Silves

15 October 2026 at 20:30

Suspeito de 44 anos foi detido pela Polícia Judiciária por cinco alegados crimes de abuso sexual de crianças. A vítima, de 11 anos, era filha da então companheira.

A Polícia Judiciária deteve um homem de 44 anos por suspeitas da prática de cinco crimes de abuso sexual de crianças, alegadamente cometidos entre abril de 2025 e abril de 2026, numa residência na zona de Silves.

Segundo a PJ, o suspeito vivia com a criança, de 11 anos, por manter uma relação amorosa com a mãe. O relacionamento terminou após os factos terem sido conhecidos.

De acordo com a investigação, o homem aproveitava os momentos em que a mãe estava ausente ou noutra divisão da habitação para abordar a criança e praticar os alegados abusos. A PJ refere que o suspeito procurava manter a vítima em silêncio através da oferta de presentes.

A situação foi revelada em agosto deste ano, quando a criança contou o sucedido a um colega de escola. Este transmitiu a informação aos pais, que alertaram a escola e, posteriormente, a mãe da vítima. A progenitora denunciou os factos às autoridades locais e à Polícia Judiciária.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão, permitiu recolher elementos de prova que sustentaram a detenção do suspeito fora de flagrante delito.

O homem, vigilante de profissão, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Silves.

X Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira realiza-se a 25 de outubro com a presença de dezenas de confrarias nacionais 

15 October 2026 at 20:27

O X Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira realiza-se no próximo domingo, 25 de outubro. O evento traz ao concelho representantes de cerca de duas dezenas de confrarias enogastronómicas de todo o país para celebrar as tradições, a amizade e a cultura do vinho e dos produtos regionais.

O programa começa às 9h45, na Igreja de São José, em Ferreiras, com a receção das confrarias, confrades e convidados, acompanhada por um pequeno-almoço. Segue-se, às 11h00, a homilia e a homenagem aos confrades falecidos, assim como a cerimónia de entronização. Neste momento alto da manhã, serão formalmente constituídos os novos confrades da instituição.

Às 12h15, as atenções viram-se para as ruas de Ferreiras com o desfile das confrarias. O cortejo, aberto a toda a população e visitantes, enche a freguesia de cor com a passagem dos participantes trajados a rigor com as suas capas, insígnias e estandartes.

Entre as presenças confirmadas estão a Confraria do Vinho de Carcavelos, Confraria do Presunto e Cebola do Douro, Tâmega e Sousa, Real Confraria do Alvarinho, Confraria dos Sabores Poveiros, Confraria Gastronómica e Enófila Terras de Carregal do Sal, Confraria Enogastronómica da Madeira, Confraria dos Vinhos do Douro, Confraria da Vitela Assada de Fafe, Confraria do Covilhete, Confraria do Frango da Guia, Confraria Gastronómica Serra do Caldeirão, Confraria Olhanense do Litão, Confraria do Atum, Confraria de Vila do Conde, Confraria Arinto de Bucelas, Confraria do Frango na Púcara e a Confraria do Frango do Campo.

A jornada de convívio termina a partir das 13h00 no Hotel Auramar, em Albufeira, com o almoço de confraternização e a tradicional entrega de prendas entre as entidades presentes.

Fundada em 2007, a Confraria do Bacchus de Albufeira dedica-se à defesa e promoção do património gastronómico e vitivinícola nacional. É a entidade responsável pela organização da Grande Mostra de Vinhos de Portugal em Albufeira, evento que este ano cumpriu a sua 15.ª edição e consolidou o seu lugar como o maior do género a sul do Tejo e um dos maiores a nível nacional. A Confraria organiza também o Concurso de Vinhos Nacionais, certame certificado pelo Instituto da Vinha e do Vinho que celebrou este ano a sua 11.ª edição, na qual distinguiu um total de 38 vinhos classificados mediante prova cega.

Homem procurado pela Polónia por homicídio detido em Vila Real de Santo António

15 October 2026 at 20:20

Cidadão estrangeiro, de 46 anos, foi localizado após um alerta relacionado com uma tentativa de agressão a uma mulher. Era procurado para cumprir pena de prisão por homicídio e ofensas graves à integridade física.

A Polícia Judiciária deteve, na zona de Vila Real de Santo António, um cidadão estrangeiro de 46 anos sobre o qual pendia um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades judiciárias polacas para cumprimento de uma pena de prisão por crimes de homicídio e ofensas à integridade física graves.

A operação foi conduzida pela Diretoria do Sul da PJ, com a colaboração da Polícia Marítima do Comando Local de Vila Real de Santo António.

Segundo a Polícia Judiciária, o homem foi identificado na sequência de uma tentativa de agressão a uma mulher, que alertou as autoridades para a presença do suspeito naquela zona, desencadeando a intervenção policial.

As diligências permitiram confirmar a identidade do homem e a existência do mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades polacas.

Sem domicílio em território nacional, o detido será presente ao Tribunal da Relação de Évora, para aplicação de uma medida de coação e apreciação da sua entrega à Polónia.

Encontro Anual de Boas Práticas de Sustentabilidade do Município de Lagoa 2026

15 October 2026 at 20:18

No próximo dia 25 de novembro, pelas 14h30, o Município de Lagoa promove o Encontro Anual de Boas Práticas de Sustentabilidade, no auditório do Centro Cultural Convento de São José, em Lagoa.


A iniciativa tem como principal objetivo partilhar experiências, projetos e estratégias desenvolvidas no âmbito da sustentabilidade e da implementação da Agenda 2030.


A sessão terá início com a apresentação do ISM2026 – Índice de Sustentabilidade Municipal, pela CESOP – Universidade Católica, ferramenta que permite avaliar o desempenho dos municípios relativamente aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), contribuindo para o conhecimento da realidade local e para o reforço das políticas públicas sustentáveis.


Ao longo da tarde serão apresentadas práticas municipais nas dimensões Pessoas e Planeta, destacando projetos nas áreas da educação, cultura, participação jovem, modernização administrativa e sustentabilidade ambiental. Entre as iniciativas em destaque encontram-se o projeto “Lagoa a Ler e a Contar”, a programação cultural acessível, a Agenda Estratégica para a Participação Jovem, o Balcão Único descentralizado, a Semana Verde, o Sistema de Cadastro Arbóreo Municipal e o Projeto EcoEscolas.


O encontro contará ainda com a participação, na Rúbrica Convidado Local, de Correia & Santinha Lda, detentora do Parque Aquático Slide&Splash, que apresentará as boas práticas de sustentabilidade implementadas.


Com esta iniciativa, o Município de Lagoa pretende reforçar a importância do trabalho desenvolvido em prol da sustentabilidade, incentivar a partilha de conhecimento e promover uma cultura organizacional alinhada com os ODS, envolvendo toda a comunidade na construção de um concelho mais sustentável, inclusivo e preparado para o futuro. 🌳Junte-se a nós e fique a conhecer as Boas Práticas de Sustentabilidade existentes no Município de Lagoa e o que o futuro reserva seguindo o roteiro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A entrada é livre!

Mercadona estreia-se no Algarve com loja em Portimão e 100 trabalhadores

15 October 2026 at 19:52

Supermercado no Nova Vila Retail Park representa um investimento superior a 6,5 milhões de euros. A cadeia anunciou também a abertura de uma loja em Faro para 12 de novembro.

A Mercadona abriu esta quinta-feira, 15 de outubro, a sua primeira loja no Algarve, em Portimão. Situado na Rua dos Custódios, no Nova Vila Retail Park, o supermercado conta com uma equipa de 100 trabalhadores, todos com contratos sem termo desde o primeiro dia, segundo a empresa.

A construção da nova superfície representou um investimento superior a 6,5 milhões de euros. Com esta abertura, a cadeia passa a ter 77 lojas em Portugal, alargando a sua presença a um novo distrito.

O supermercado dispõe de uma área de vendas de 1.900 metros quadrados e integra as secções de talho, peixaria, charcutaria, pastelaria e padaria, frutas e legumes, perfumaria, cuidado do lar, animais de estimação e garrafeira.

A oferta inclui ainda uma zona de Pronto a Comer, com serviço de self-service e pratos preparados para levar ou consumir num espaço próprio dentro da loja.

Os clientes têm acesso aos 839 lugares de estacionamento partilhados com o Nova Vila Retail Park, incluindo dois destinados ao carregamento de veículos elétricos. Estão também disponíveis espaços para estacionar bicicletas e trotinetes.

No âmbito da sua estratégia de prevenção do desperdício alimentar, a Mercadona estabeleceu um protocolo de colaboração com o Banco Alimentar do Algarve. O acordo prevê a entrega diária de produtos que deixaram de reunir condições para comercialização, mas que mantêm todas as garantias de segurança para consumo.

Portimão recebe a oitava das 12 lojas que a empresa prevê inaugurar em Portugal durante este ano, depois das aberturas em Lisboa, Viseu, Covilhã, Abrunheira, Alhos Vedros, Beja e Vila Real.

A expansão no Algarve prossegue já no próximo mês. A Mercadona anunciou a abertura da sua primeira loja em Faro para 12 de novembro, na Rua Tito Olívio, n.º 437.

O Cancro do Pulmão Não Tira Férias: O peso invisível da doença

15 October 2026 at 19:16

Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável. Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…

Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa.

61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.

Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.

A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.

A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência. Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.

E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.

Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.

A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.

Cuide-se bem,

Filipa Macedo

Filipa Macedo

Oncologista

Quinta Pedagógica de Portimão reabre a 24 de outubro

15 October 2026 at 19:07

Iniciativa “As Cores da Igualdade” e ateliê “Corre, Corre Cabacinha” marcam o regresso ao renovado equipamento.

Após um período de encerramento, decorrente da necessidade de intervenções de manutenção e requalificação urgentes, a Quinta Pedagógica de Portimão reabre no próximo dia 24 de outubro, com espaços renovados e dotada de maior conforto para os animais.

Decorrido um ano de intervenções em áreas estruturantes, aquele equipamento municipal reabre as suas portas a residentes e visitantes, dotado de melhores condições de segurança e maior sustentabilidade. Este interregno foi necessário para a prossecução de uma intervenção que se revelava urgente e essencial para garantir a segurança e o bom funcionamento do espaço.

Os trabalhos realizados incidiram em infraestruturas consideradas vitais.  De entre as principais melhorias estruturais destacam-se a substituição integral de redes de canalização que se encontravam obsoletas, a renovação da rede elétrica, a eficaz drenagem dos parques e a ativação de bebedouros automáticos nas boxes dos animais.

Paralelamente, foram efetuadas outras melhorias visíveis ao nível do bem-estar animal e da segurança, tais como: colocação de alpendres em várias boxes para proteção do sol e da chuva, alargamento de parques para garantir mais espaço (com destaque para a zona das cabras) e instalação de novas vedações.

No que respeita a novas infraestruturas, decorreu a construção de uma casa para armazenamento da palha (além da requalificação da já existente), uma casa de madeira destinada aos coelhos e porquinhos-da-índia, bem como uma casa de madeira que funcionará como arrecadação.

No contexto da manutenção geral, foram substituídas portas e janelas antigas das boxes, foram efetuados trabalhos de pintura e instalação de novas fechaduras de segurança.

O atraso na obra deve-se a fatores alheios ao Município: a reestruturação administrativa da empresa responsável obrigou ao cumprimento dos procedimentos legais previstos na contratação pública, incluindo um aditamento ao contrato, e o rigoroso inverno de 2025 levou à suspensão de trabalhos para garantir a segurança das equipas.

Apesar de encerrada ao público em geral, a Quinta Pedagógica nunca parou a sua missão educativa. Durante todo o ano, assegurou a continuidade das atividades escolares, controladas e acompanhadas, destinadas aos estabelecimentos de ensino do concelho, garantindo que as crianças pudessem, deste modo, manter algum contacto com o meio rural e ambiental.

O compromisso com a melhoria contínua da Quinta Pedagógica não se esgota nesta reabertura. O Município de Portimão planeia já o arranque de uma segunda fase de intervenções, projetada para enriquecer a experiência dos visitantes e dos residentes.

A segunda fase contemplará a criação de um novo parque infantil, a requalificação completa do lago e a substituição e modernização dos galinheiros.

Neste momento, a Quinta Pedagógica de Portimão regressa ao seu pleno funcionamento, pronta para receber as famílias com a mesma atenção de sempre, mas mais moderna, designadamente, mais confortável para os seus residentes de quatro patas.

No dia da reabertura, 24 de outubro, o momento artístico “As Cores da Igualdade”, iniciativa promovida pela Unidade de Saúde e Cidadania do Município de Portimão, integrada no programa do Dia Municipal Igualdade, bem como o ateliê “Corre, Corre Cabacinha”, com Maria Cachucha e a inauguração de mais uma Bioteca Municipal, ambas em parceria com a Biblioteca Municipal de Portimão, são as atividades que marcam o regresso à Quinta Pedagógica de Portimão.

Para participar no ateliê, gratuito, mas com inscrição prévia obrigatória (de segunda-feira a sexta-feira, entre as 9h00 e as 17h00), deverá ser contactado o número de telefone 282 248 595 ou, em alternativa, o e-mail: quinta.pedagogica@cm-portimao.pt

Recorde-se que a Quinta Pedagógica de Portimão estará aberta de segunda-feira a sábado, das 9h30 às 17h30m.  Encerra aos domingos e feriados.

II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve juntam conhecimento e inovação em São Brás de Alportel

15 October 2026 at 18:52

Encontro reúne profissionais de saúde e especialistas para dois dias de partilha, atualização e reflexão sobre os desafios e novas abordagens na recuperação neurológica

São Brás de Alportel prepara-se para receber, no Cineteatro Jaime Pinto, nos próximos dias 16 e 17 de outubro, as II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve, um encontro que reúne profissionais de saúde e especialistas nacionais e internacionais para dois dias de partilha de conhecimentos, experiências e práticas na área da neurorreabilitação.

Organizadas pelo Centro de Medicina e Reabilitação do Sul, as Jornadas contam com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que assegura também a disponibilização do espaço para a realização do encontro; e a parceria da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel.

São Brás volta a acolher encontro dedicado à neurorreabilitação

A realização deste encontro dá continuidade à aposta na partilha e atualização de conhecimentos na área da neurorreabilitação, depois de São Brás de Alportel ter acolhido a primeira edição das Jornadas, realizada nos dias 5 e 6 de julho de 2025.

A segunda edição mantém o propósito de aproximar profissionais de diferentes áreas e de criar um espaço de reflexão sobre os desafios atuais da recuperação neurológica, reunindo especialistas e profissionais de saúde em torno de temas relevantes para a prática clínica.

Da recuperação neurológica à inteligência artificial

O programa aborda um conjunto diversificado de temas com impacto direto na intervenção em neurorreabilitação, passando pela recuperação neurológica, concussão, dano encefálico, acidente vascular cerebral (AVC), lesão medular, bexiga neurogénica, espasticidade e comunicação aumentativa.

A par da atualização clínica, as Jornadas colocam em destaque novas tecnologias e abordagens inovadoras na reabilitação, com sessões dedicadas à estimulação transcraniana, à inteligência artificial e à impressão 3D, refletindo a evolução das ferramentas disponíveis para apoiar a recuperação e a autonomia das pessoas com doença ou lesão neurológica.

A componente prática assume também um lugar de destaque, com abordagens ao desporto adaptado e à intervenção de enfermagem, bem como dois workshops que permitem aprofundar conhecimentos e competências em áreas específicas da prática clínica.

No dia 16 de outubro, entre as 15h45 e as 17h15, os participantes poderão optar por um dos workshops previstos: “Estruturação do exame objetivo em disfunções do controlo postural no sobrevivente de AVC” ou “Traqueostomias e gestão de secreções”. As vagas são limitadas a 20 participantes por workshop.

Um encontro que aproxima conhecimento, inovação e prática clínica

Ao longo dos dois dias, o encontro pretende promover a partilha e o diálogo entre profissionais de diferentes áreas, criando oportunidades de contacto e reflexão conjunta sobre os desafios atuais da neurorreabilitação e sobre novas formas de intervenção.

As II Jornadas de Neurorreabilitação do Algarve constituem, assim, uma oportunidade de atualização e partilha num domínio em constante evolução, aproximando conhecimento científico, inovação e prática clínica.

As inscrições e informações adicionais estão disponíveis na página da ULS Algarve:

https://www.ulsalg.min-saude.pt/noticias/cmr-sul-promove-jornadas-de-neurorreabilitacao-do-algarve

Odemira tem 19 propostas do Orçamento Participativo em votação até 31 de outubro

8 October 2026 at 18:29

Os residentes, trabalhadores e estudantes do concelho de Odemira já podem escolher os projetos que pretendem ver concretizados através do Orçamento Participativo de 2026. Estão em votação 19 propostas, num processo que decorre até 31 de outubro e para o qual o Município disponibiliza 300 mil euros.

Podem participar cidadãos a partir dos 14 anos, sendo permitida uma única votação por pessoa. O voto pode ser feito por SMS, através do portal www.op.cm-odemira.pt, ou presencialmente no Balcão Único do Município e nas juntas de freguesia do concelho.

As propostas abrangem áreas como cultura, educação, desporto, ambiente e bem-estar. Incluem também intervenções destinadas à melhoria de espaços públicos, equipamentos e acessibilidades.

A autarquia compromete-se a executar as propostas mais votadas até ao limite da verba disponível, com um montante máximo de 75 mil euros por projeto.

Para favorecer a coesão territorial, será garantida a concretização de pelo menos um projeto numa freguesia com menos de 1 500 habitantes, entre as propostas mais votadas.

Implementado em 2011, o Orçamento Participativo de Odemira procura envolver a população na definição de investimentos públicos e incentivar uma participação próxima e transparente. Segundo o Município, trata-se do processo participativo mais antigo do país a funcionar de forma ininterrupta.

GNR apreende quase quatro toneladas de cocaína na Costa Vicentina e detém três homens

8 October 2026 at 18:22

A GNR apreendeu cerca de quatro toneladas de cocaína e deteve três homens durante uma operação realizada na madrugada desta quinta-feira, 8 de outubro, nas imediações da foz do rio Mira e da Praia da Vieirinha, nos concelhos de Odemira e Sines.

A ação foi conduzida pela Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, através do Destacamento de Controlo Costeiro de Sines, após a deteção de embarcações de alta velocidade pelo Sistema Integrado de Vigilância, Comando e Controlo (SIVICC). Foram mobilizados meios terrestres e marítimos para acompanhar os movimentos das embarcações.

Segundo a Guarda, foram identificadas duas embarcações de alta velocidade que estariam a transferir volumes para uma embarcação de pesca, junto à foz do rio Mira. A intervenção dos militares permitiu intercetar o barco de pesca, onde foram encontrados 73 fardos de cocaína.

No interior seguiam três homens, de nacionalidade portuguesa e estrangeira, com idades entre os 22 e os 42 anos, que foram detidos.

Durante o regresso a terra, os militares localizaram ainda uma embarcação de recreio à deriva, com outros 58 fardos de cocaína a bordo.

No total, foram apreendidos 131 fardos de cocaína, com um peso estimado de 3 915 quilos, duas embarcações, quatro telemóveis e 1 240 euros em numerário.

A operação contou com o reforço do Comando Territorial de Setúbal e com o apoio da Polícia Marítima e do Município de Sines.

Esta apreensão ocorreu menos de 48 horas depois de outra ação da GNR, realizada na madrugada de 7 de outubro, na Praia da Costinha, que resultou na apreensão de cerca de 2,7 toneladas de cocaína. As duas operações permitiram retirar mais de 6,5 toneladas de cocaína do circuito de tráfico, de acordo com os dados divulgados pela Guarda.

Concluída a obra de construção da nova Unidade de Saúde Familiar, Município empenhado nas etapas que faltam para entrada em funcionamento

7 October 2026 at 23:01

A obra de construção do novo edifício da Unidade de Saúde Familiar de São Brás de Alportel está concluída. Falta agora o apetrechamento da infraestrutura com os equipamentos necessários à sua entrada em funcionamento.

Dado que a então Administração Regional de Saúde do Algarve não cumpriu com o estabelecido no acordo que definia caber à Tutela do Ministério da Saúde equipar a nova estrutura, aproximando-se a data de conclusão da obra sem qualquer procedimento a avançar, a Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro tomou a iniciativa de propor ao Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS), Tiago Botelho, apresentar o município uma candidatura a fundos comunitários do programa Algarve 2030,  com a parceria da ULS,  para obtenção de apoio para a aquisição do equipamento, orçado em cerca de 308 mil euros, sem o qual não pode a unidade abrir ao público e servir a comunidade, como é o seu propósito.

“Apesar de não estar previsto este custo adicional que é muito significativo para a realidade do Município, a saúde dos são-brasenses é prioridade e não podíamos esperar mais, colocando em causa a abertura da unidade. Aguardamos a aprovação da candidatura, contamos já com um protocolo firmado com a ULS e agradecemos toda a colaboração que nos tem sido prestada pela CCDR Algarve neste processo”.

A conclusão da obra foi assinalada no dia 2 de outubro, com uma visita ao novo equipamento, que contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde, Dr. Tiago Botelho, acompanhado pela Dr.ª Gabriela Peixoto e pelo Dr. Daniel Custódio, coordenador da Unidade de Saúde Familiar, acompanhado por alguns elementos da sua equipa; bem como os elementos do executivo municipal a tempo inteiro, do Presidente da Assembleia Municipal, Vítor Guerreiro, do Presidente da Junta de Freguesia, João Rosa; e também  representantes da empresa responsável pela construção do edifício, Martins e Gago.

Com uma área de 745 m², a nova unidade representa um investimento total de 2.825.000 euros, contando com um financiamento de 2.217.000 euros através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O novo edifício dispõe de 14 gabinetes médicos, de enfermagem e de tratamento, sala de formação e sala polivalente, receção e sala de espera, copa, instalações sanitárias e balneários para funcionários, arrecadações e salas de resíduos, sala de informática, jardim interior e exterior e 49 lugares de estacionamento.

Durante o encontro, a presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, destacou o empenho da empresa construtora, da Unidade de Saúde Local e da equipa técnica do Município, que tem sido inexcedível,

“Em breve, abriremos portas para que todos e todas as são-brasenses possam ter aqui qualidade e excelência para a sua saúde”, frisou.

“Espero que daqui a algum tempo estejamos cá mesmo com este espaço já vivo e recheado de pessoas e que isso possa ocorrer com a mesma velocidade e solidez com quem chegámos aqui a este momento”, afirmou Tiago Botelho no final da visita

Mais respostas de saúde para a comunidade

A transferência da Unidade de Saúde Familiar da Villa para as novas instalações permite, por sua vez, repensar e adaptar os espaços atualmente ocupados no Centro de Saúde, criando a oportunidade de reforçar a oferta de serviços de saúde disponíveis no concelho.

Foi precisamente esta uma das matérias abordadas no encontro de hoje, durante o qual o Município partilhou com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde as suas preocupações e projetos para o futuro da saúde em São Brás de Alportel.

Na ocasião, Marlene Guerreiro, reiterou também a defesa da readaptação do edifício do Centro de Saúde, que após a saída da Unidade de Saúde Familiar, deverá ser dotado de meios de diagnóstico, mais terapias, bem como outras respostas, ao nível da prevenção da maior relevância, nomeadamente nas áreas da cardiologia e da psiquiatria.

A Câmara Municipal está a preparar uma proposta de planeamento deste processo, propondo trabalho em parceria, procurando rentabilizar recursos e espaços, permitindo à população aceder a um conjunto mais alargado de respostas sem necessidade de se deslocar para fora do concelho.

O Município reiterou ainda a sua preocupação relativamente ao Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, entre outras questões relacionadas com o reforço das respostas de saúde no território.

A conclusão da nova Unidade de Saúde Familiar representa, assim, o fim de uma importante etapa e o início de uma nova fase de investimento na saúde no concelho, com o Município empenhado em criar melhores condições para a prestação de cuidados e em aproximar novas respostas da comunidade.

Lagos recebe Encontro sobre os Riscos Urbanos

7 October 2026 at 22:57

A Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (APMCH), o CentroEuropeu de Riscos Urbanos (CERU) e a Câmara Municipal de Lagos promovem, no próximo dia 30 de outubro, o Encontro sobre os Riscos Urbanos, no Auditório do Edifício Paços do Concelho Séc. XXI.

A iniciativa pretende reforçar uma cultura de prevenção e promover a partilha de conhecimento, inovação e boas práticas, contribuindo para uma resposta mais eficaz na prevenção e mitigação dos riscos e na proteção dos centros históricos e das suas comunidades.

Ao longo do dia serão abordados três grandes temas: o risco de tempestades e inundações, o risco de incêndios e o risco sísmico e de tsunamis, com a participação de especialistas e responsáveis municipais com experiência nestas áreas.

A sessão de abertura contará com Hugo Miguel Henrique Pereira, Presidente da Direção da APMCH e da Câmara Municipal de Lagos, e Mónica Amaral Ferreira, Presidente da Direção do Centro Europeu de Riscos Urbanos, seguindo-se um enquadramento sobre os riscos urbanos por Vítor Vaz Pinto, Comandante Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Entre os participantes encontram-se ainda Paulo Fernandes, Coordenador da Estrutura de Missão para a recuperação das zonas afetadas pela tempestade Kristin, Paulo Vicente, Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, e representantes dos municípios de Coimbra, Torres Vedras, Aljezur, Lagos, Lisboa e Loulé.

O programa inclui também a participação de especialistas como António Bento Gonçalves, Professor da Universidade do Minho, e Carlos Sousa Oliveira, Professor Catedrático Jubilado do Instituto Superior Técnico, bem como uma sessão dedicada à resposta a emergências no centro histórico, a cargo do Corpo de Bombeiros de Lagos, com responsabilidade no Grupo de Salvamentos Especiais.

O encontro pretende, assim, proporcionar um espaço de debate, partilha de experiências e conhecimento entre municípios, especialistas e entidades de proteção civil, reforçando a capacidade de prevenção e resposta perante diferentes situações de risco urbano.

A participação é gratuita, mas as inscrições são obrigatórias aqui: https://t.ly/V3nvB

AMAL promove sessão pública “Menos emissões, mais opções: a mobilidade que o Algarve pode ter”

7 October 2026 at 22:40

Como queremos que seja a mobilidade do Algarve no futuro? Que opções temos para nos deslocarmos de forma mais sustentável? E que mudanças podem contribuir para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa na região? É a partir destas questões que a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, com o apoio técnico da consultora TIS, promove a sessão pública “Menos emissões, mais opções: a mobilidade que o Algarve pode ter”, integrada no processo de desenvolvimento do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve – PMUS Algarve 2.0.

A sessão será uma oportunidade para apresentar os principais resultados do diagnóstico desenvolvido até ao momento e, sobretudo, para promover uma reflexão conjunta sobre o futuro da mobilidade no Algarve, colocando em discussão as opções disponíveis, os desafios associados à redução das emissões e os comportamentos que poderão contribuir para uma mobilidade mais sustentável. Vai decorrer no próximo dia 13 de outubro, entre as 10h00 e as 13h00, no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro.

A iniciativa contará com a participação do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que fará uma intervenção sobre algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduzirá, posteriormente, uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade no Algarve, com a participação da AMAL, Universidade do Algarve e Almargem, seguida de discussão aberta.

Programa

• Abertura e apresentação do PMUS Algarve – Equipa TIS

Objetivos do Plano, trabalho desenvolvido e resultados do diagnóstico

• Mobilidade sustentável: questões críticas – Professor José Manuel Viegas
• Mesa-redonda – Desafios e oportunidades para a mobilidade no Algarve

Moderação: Professor José Manuel Viegas
Participantes:
AMAL, Universidade do Algarve e Almargem

• Discussão aberta

A sessão é aberta a toda a população e a participação de todos é bem-vinda. O contributo dos cidadãos será fundamental para enriquecer a discussão e ajudar a construir um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável que responda de forma cada vez mais adequada às necessidades e desafios da região.

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia, uma vez que o espaço possui uma capacidade limitada.

As inscrições podem ser feitas aqui:

https://forms.cloud.microsoft/e/b5ijnU6AMe

Dias Abertos na Gruta da Companheira voltam a permitir conhecer vestígios humanos com mais de 45 mil anos

7 October 2026 at 22:31

17 e 24 outubro – 10h00

O Museu de Portimão promove, nos dias 17 e 24 de outubro, dois Dias Abertos na Gruta da Companheira, uma oportunidade para conhecer de perto este importante sítio arqueológico e os vestígios das ocupações humanas do Paleolítico Médio, identificados no âmbito das escavações arqueológicas que estão a decorrer no local, dirigidas por investigadores da Universidade do Algarve (UAlg).

A Gruta da Companheira é a segunda gruta do Algarve onde foram encontrados materiais associados à ocupação por comunidades neandertais. Com um elevado potencial de investigação, foi descoberta no início de 2016, durante os trabalhos de construção da nova ETAR de Portimão, no sítio da Companheira, quando foi localizada uma nova cavidade com vestígios arqueológicos.

Embora atualmente não seja possível visitar o interior da gruta, sabe-se que esta é constituída por duas pequenas câmaras horizontais e vários corredores, num comprimento estimado de cerca de 10 metros, sendo possível aceder a uma das galerias a partir da Estrada Nacional 125.

Vestígios humanos com mais de 45 mil anos

Após a descoberta, a Gruta da Companheira foi intervencionada pelo doutor João Cascalheira e pelo professor doutor Nuno Bicho, da Universidade do Algarve, tendo sido identificados e escavados depósitos com materiais arqueológicos atribuídos ao Paleolítico Médio, com mais de 45 mil anos.

Atualmente, decorre no local o projeto Finisterra – Trajetórias populacionais e dinâmicas culturais dos últimos neandertais no extremo oeste Europeu, dirigido por João Cascalheira e financiado pelo European Research Council, com o apoio logístico da Câmara Municipal de Portimão.

Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos na zona da entrada original da gruta já atingiram mais de quatro metros de profundidade e permitiram identificar uma ligação com as galerias anteriormente conhecidas. As escavações confirmaram a presença de ocupações neandertais no local e permitiram ainda identificar um novo conjunto de galerias, até agora desconhecidas, onde foram encontrados materiais arqueológicos e paleontológicos de grande relevância. Embora os dados sejam ainda preliminares, foram identificadas várias ferramentas em pedra que serão, muito provavelmente, de fabrico neandertal, bem como numerosos restos de animais, entre os quais veados, cavalos, auroques e tartarugas.

Com um limite de 20 participantes por sessão, as inscrições devem ser efetuadas até ao dia 14 de outubro, para a primeira sessão em https://tinyurl.com/diaaberto17out , e até 21 de outubro, para a segunda sessão, através de https://tinyurl.com/diaaaberto24out. A concentração dos participantes está prevista para as 10h00, no parque de estacionamento da ETAR da Companheira (https://maps.app.goo.gl/q35kZJd7qagFWvJ28), sendo recomendado o uso de vestuário e calçado adequados.

O elevado interesse suscitado pela Gruta da Companheira, nomeadamente pela importância dos vestígios associados à presença do Homem de Neandertal, levou o Museu de Portimão a promover estas sessões abertas ao público. O sítio arqueológico assume particular relevância para o conhecimento das comunidades humanas que habitaram esta região há dezenas de milhares de anos e para a compreensão da evolução da Humanidade.

Sagres recebeu participantes de todos os continentes para quatro dias de observação de aves e natureza

7 October 2026 at 22:14

A 17.ª edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza, que decorreu de 2 a 5 de outubro, em Sagres, voltou a afirmar-se como um ponto de encontro internacional para observadores de aves, especialistas e amantes da natureza.

Ao longo do Festival, 1.568 participantes, de 30 nacionalidades, tiveram à sua disposição um programa com 305 atividades dedicadas à observação de aves, à natureza e à biodiversidade.

Entre os principais resultados desta edição destaca-se o registo de 165 espécies de aves, incluindo o falcão-da-rainha que, por ser uma ave de rapina pouco frequente no nosso país, proporcionou um momento marcante para muitos observadores de aves.

A sexta-feira, 2 de outubro, ficou particularmente marcada por uma forte passagem migratória, proporcionando condições excecionais de observação em vários pontos do território. Em locais como Vale Santo, Cabranosa e Ponta da Atalaia, foram observados grandes números de cartaxos-nortenhos, rabirruivos-de-testa-branca e chascos-cinzentos, entre outras espécies.

A biodiversidade marinha esteve igualmente em destaque, com o registo de oito espécies de megafauna marinha, entre as quais a baleia-de-Bryde e o tubarão-martelo-liso, revelando a diversidade de espécies que pode ser observada na região, tanto em terra como no mar.

O Festival proporcionou igualmente momentos de encontro, aprendizagem e partilha de conhecimento entre participantes, especialistas e entidades ligadas à natureza, aproximando diferentes públicos das espécies e dos habitats da região.

Promovido pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e organizado em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA-BirdLife) e a Associação Almargem, o Festival de

Observação de Aves & Atividades de Natureza reforça o posicionamento de Sagres como território de referência para a observação de aves e para o turismo de natureza.

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