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Novo diretor quer transformar a PSP numa “polícia de todos”
O novo diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Pedro Moura, prometeu hoje transformar a polícia numa “organização inteligente” e aproximá-la de todos os portugueses e cidadãos estrangeiros residentes no país.
No discurso da posse, uma cerimónia que decorreu no Ministério da Administração Interna e que foi presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, Pedro Moura avançou com “os cinco compromissos estratégicos fundamentais” que vão nortear o seu mandato à frente da Polícia de Segurança Pública.
“O meu primeiro compromisso é com os homens e mulheres da PSP. Valorizar os nossos profissionais significa investir na sua formação contínua, garantindo que possuem as ferramentas intelectuais e operacionais para lidar com as novas formas de criminalidade. Significa, também, cuidar da sua saúde e bem-estar”, disse.
Pedro Moura frisou que não se pode exigir que protejam os outros se não se garantir “que eles próprios se sentem protegidos pela instituição” e avançou que pretende reforçar “o apoio social, rever as condições de trabalho e promover uma cultura de liderança baseada na integridade e no mérito”.
“A PSP deve ser uma carreira atrativa, capaz de captar e reter os melhores talentos da nossa sociedade, oferecendo-lhes uma perspetiva de futuro digna e motivadora”, sublinhou, prometendo um trabalho conjunto com os sindicatos da PSP.
Outro dos compromissos “foca-se na transformação da PSP numa organização inteligente” através da simplificação de processos, eliminação de burocracias e a digitalização.
“O terceiro compromisso obriga-nos a olhar para o nosso dispositivo territorial e funcional. O mundo mudou, as cidades cresceram e os fluxos populacionais alteraram-se. A PSP deve ter a agilidade necessária para reorganizar os seus recursos onde eles são mais precisos”, disse, garantindo uma resposta operacional “rápida, eficaz e adequada à especificidade de cada ocorrência”.
O quarto compromisso traçado por Pedro Moura é tornar a PSP “a polícia de todos”, nomeadamente “dos portugueses que aqui constroem as suas vidas e de todos os cidadãos estrangeiros que, em número crescente, escolhem Portugal para visitar, investir, trabalhar ou residir”.
“A nossa capacidade de acolher com segurança é um dos nossos maiores ativos estratégicos. A PSP continuará a ser o garante de que qualquer pessoa, independentemente da sua origem, se sinta segura nas nossas ruas. A nossa proximidade será real, empática e inclusiva, consolidando uma cultura de transparência e respeito absoluto pelos direitos humanos”, precisou.
O quinto compromisso “foca-se na continuidade”, disse ainda Pedro Moura, frisando que “a transformação agora iniciada não pode ser efémera”.
“Vamos instituir modelos de governação que garantam que os investimentos e as mudanças estruturais sobrevivam aos ciclos de comando. Queremos deixar raízes para um crescimento sustentado pós-2030”, afirmou.
O novo diretor nacional da PSP delineou uma estratégia que passa pela constituição de “um quadro integrado de transformação institucional para o período 2027–2030, estabelecendo prioridades, objetivos, Programas de Transformação e Projetos Estruturantes destinados a produzir mudanças duradouras na organização e na qualidade do serviço público de segurança”.
Pedro Moura, que era desde 2024 coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna, tomou hoje posse como diretor nacional da PSP, substituindo Luís Carrilho, que estava no cargo desde maio de 2024.
Em três anos, Pedro Moura é o terceiro diretor nacional da PSP.
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Pedro Moura é o novo diretor nacional da PSP
O superintendente-chefe Pedro Moura é o novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, anunciou hoje o Ministério da Administração Interna (MAI).
Pedro Moura, que é atualmente o coordenador-geral da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna, substitui Luís Carrilho, que estava no cargo desde maio de 2024.
Segundo o MAI, o novo diretor nacional da PSP toma posse na terça-feira, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que vai decorrer no salão nobre do Ministério da Administração Interna.
Pedro Moura, 59 anos, está desde 2024 na Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros do Sistema de Segurança Interna, tendo anteriormente chefiado o gabinete do diretor nacional da PSP, entre 2023 e 2024, e estado à frente do Departamento de Operações da PSP, entre 2022 e 2023.
Promovido a superintendente-chefe (posto mais elevado na carreira de oficiais da PSP) em novembro de 2025, Pedro Moura dirigiu também o Departamento de Armas e Explosivos da PSP, chefiou a área operacional do Comando Metropolitano do Porto e a Divisão de Policiamento e Ordem Pública da Direção Nacional, além de ter sido oficial de ligação da PSP no Gabinete Coordenador de Segurança do Ministério da Administração Interna.
Comandou igualmente a esquadra da PSP de Abrantes, desempenhou funções de ensino e coordenação na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas, tendo, a nível internacional, integrado o grupo de especialistas em armas de fogo da Comissão Europeia e representado a PSP na plataforma da Europol de combate à criminalidade grave e organizada, na área das armas de fogo.
O novo diretor nacional da PSP presidiu ainda ao Grupo Europeu de Peritos em Armas de Fogo, coordenou cursos da Agência da União Europeia para a Formação Policial (CEPOL) sobre tráfico de armas de fogo e integrou o grupo de peritos governamentais das Nações Unidas sobre a acumulação de excedentes de munições convencionais e exerceu funções de consultor e formador daquela organização.
No comunicado do MAI, o Governo agradece ao diretor nacional cessante, superintendente-chefe Luís Carrilho, “a elevação institucional, o profissionalismo e a dedicação à missão de serviço público que desenvolveu, desejando-lhe sucesso nas funções que irá assumir no plano externo”.
Luís Carrilho vai ocupar o cargo de oficial de ligação em Paris, substituindo o também ex-diretor nacional da PSP Magina da Silva, que termina a comissão de serviço este mês de outubro.
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PSP apreende mais de 100 doses de haxixe a dois suspeitos de tráfico
A PSP intercetou dois suspeitos de tráfico de droga e apreendeu mais de 100 doses de haxixe, na última semana, em Viana do Castelo.
Em comunicado hoje enviado às redações, o Comando Distrital adianta que, através da Esquadra de Investigação Criminal de Viana do Castelo, realizou recentemente duas intervenções que culminaram na apreensão de substâncias estupefacientes e de material associado ao tráfico.
A primeira ocorreu em Darque, na passada quinta-feira, no cumprimento de um mandado de busca domiciliária, tendo sido detido um jovem de 20 anos que tinha consigo cerca de 86 doses de haxixe, uma balança digital e uma faca com vestígios da mesma substância.
Ontem, na Estrada da Abelheira, a PSP deteve um homem de 42 anos, residente em Viana do Castelo, que trazia consigo haxixe suficiente para cerca de 18 doses, material que lhe foi imediatamente apreendido.
Os factos foram comunicados às autoridades judiciárias competentes, tendo as respetivas participações sido remetidas à Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência (CDT) da área de residência dos suspeitos.
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