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Encontramo-nos no Museu!… em Beja

17 October 2026 at 14:14

Um programa para descobrir, experimentar e olhar de outra forma

A Câmara Municipal de Beja lançou no início deste mês de outubro, ao programa Encontramo-nos no Museu, uma iniciativa de mediação cultural dirigida a famílias e à comunidade em geral, que convida à descoberta do património, da arte pública, da arqueologia e das coleções museológicas da cidade.

A primeira sessão, Arte à Descoberta, decorreu no contexto da RuralBeja, proporcionando aos participantes uma experiência de exploração e descoberta das obras de arte presentes no recinto da feira.

O programa tem atividades a decorrer aos domingos de manhã, das 10:00 às 12:00 hrs, entre outubro e dezembro de 2026, e desenvolve-se através de três propostas:

Arta à Descoberta – Arte Pública de Beja

Trata-se de um jogo de descoberta que convida os participantes a percorrer a cidade e a estabelecer novas relações com as obras de arte pública. Através do acaso, da observação e de diferentes desafios, cada percurso transforma-se numa oportunidade para descobrir pormenores, reconhecer formas e compreender a relação entre a arte e o espaço urbano.

Diferentes Olhares – Museu Jorge Vieira

Uma proposta de aproximação à obra de Jorge Vieira através da observação, da conversa, da interpretação e da experimentação. Em cada sessão, uma obra selecionada constitui o ponto de partida para explorar diferentes possibilidades de leitura, estimular a criatividade e descobrir novas formas de olhar.

A Máquina do Tempo – Núcleo Museológico da Rua do Sembrano

Esta é uma experiência participativa de descoberta do património arqueológico. Convida os participantes a viajar simbolicamente ao passado através dos vestígios presentes no espaço. A observação, a curiosidade e a imaginação tornam-se instrumentos para questionar, estabelecer relações e compreender outras épocas.

Mais do que transmitir conhecimentos, o programa Encontramo-nos no Museu procura criar oportunidades de encontro, descoberta e partilha, valorizando a participação ativa e a construção de novas relações com o património cultural de Beja.

A próxima sessão, terá lugar a 18 de outubro – A Máquina do Tempo, no Núcleo Museológico da Rua do Sembrano.

Informações podem ser obtidas como segue:

  • Período: outubro a dezembro de 2026
  • Horário: domingos, das 10h00 às 12h00
  • Duração: 2 horas por sessão
  • Participantes: máximo de 10 por sessão
  • Inscrição prévia obrigatória: turismo@cm-beja.pt

Note-se que a participação nas atividades é independente, permitindo aos interessados inscreverem-se nas sessões da sua preferência.

Museu da UFRJ irá receber mais R$ 10 milhões para restauração

15 October 2026 at 23:30

O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) irá receber o investimento de R$ 10 milhões para dar continuidade aos trabalhos de recuperação após o incêndio sofrido em 2018. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini.

A instituição passou por um grande incêndio e, desde então, está em obras para restaurar parte do acervo que foi perdido e reconstruir as estruturas danificadas. Entre 2023 e 2026, o MEC investiu outros cerca de R$ 68 milhões no museu. 

"Não mediremos esforços para garantir que esse patrimônio nacional possa ser totalmente reconstruído", disse o ministro, ao visitar o museu.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o museu guardava o maior acervo de história de ciência natural da América Latina e funcionava como uma importante instituição de pesquisa científica, trabalho este que segue ativo com acadêmicos produzindo e divulgando conhecimento. Graças ao trabalho das equipes que se dedicaram ao Núcleo de Resgate de Acervos, inúmeras coleções puderam ser recuperadas, parcial ou inteiramente.

O incêndio ocorreu em setembro de 2018, ano em que a instituição completava 200 anos de história, e atingiu o Paço de São Cristóvão, espaço que abrigava a maior parte do acervo do museu, destruindo cerca de 85% dos 20 milhões de itens preservados no local.

Foram perdidos documentos, livros, coleções fósseis, mobiliários do primeiro reinado e peças herdadas da família imperial. Além dos itens, o fogo arruinou salas de aula, laboratórios, computadores e a fachada histórica do museu.

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