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Lula desafia Flávio a abrir mão dos sigilos, e oposição quer CPMI do Lulinha e da amiga Luchsinger

20 October 2026 at 01:13

RABO DE ARRAIA
Na capoeira, a meia-lua de compasso é considerada um dos golpes mais certeiros. Na política, Lula da Silva (PT) deu um rabo de arraia em Flávio Bolsonaro (PL) ao afirmar que entregará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para que a Corte quebre os sigilos fiscal, bancário e telefônico dele e dos filhos. O presidente desafiou o adversário a fazer o mesmo.

TÁS TOLINHO?
É claro que Lula já está calejado de saber que dinheiro de corrupção não passa por conta bancária, nem pelo antigo DOC, muito menos pelo atual Pix. É como diz o velho gaudério, lá na Campanha Gaúcha, enquanto toma o mate: “Tás tolinho, tás?”.

NÃO FOI BEM ASSIM
Do ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, que atuou na gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a propósito das declarações de Lula da Silva (PT), que afirmou ter criado o Simples e ter pegado um país quebrado:
— O Simples foi criado em 1996, no governo FHC. Entendo como legítimo o empenho de Lula para se reeleger, porém precisa mesmo ofender o legado de quem não pode refutá-lo? Questionou.

ATO FALHO
No afã de se ver livre da pressão do primeiro debate, Lula se atrapalhou com as palavras e pregou o fim do país ao dizer que “o Brasil acabou”, justo no instante em que falava do que fará se vier a exercer o quarto mandato:
— Nesse quarto mandato, a gente vai dizer: “o Brasil acabou”. E vai ser um país grande, um país desenvolvido, que vai deixar de ser um país que vai deixar de fazer...
Acabou o tempo, o microfone foi desligado, e a claque ficou com as mãos na cabeça, como quem diz: “Meu Jesus do céu!”.

MÁ-FÉ
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice de Flávio Bolsonaro, recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) por associá-lo a estupro de vulnerável. Gaspar argumenta que o STF arquivou o pedido de investigação contra ele “por falta de indícios”.

BATIZADO DE BONECA
O senador Iris Rezende (MDB-GO) dizia que, quando o Congresso “não quer se comprometer com temas importantes”, debate até “batizado de boneca”.

SÓ FESTEJOS
Para esta semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mandou retirar da pauta as sessões deliberativas. “Nada de votação”, somente sessões especiais, como as dos 60 anos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e dos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis.

ATÉ A OAB...
...não gostou da forma como Lula acusou Flávio de “ter atuado como advogado” de um policial apontado como autor dos disparos que mataram uma criança de cinco anos.
— [A Ordem] não pode permanecer silente diante de tentativa de criminalização da advocacia em rede nacional. A manifestação é necessária porque o debate político não pode diminuir, desqualificar ou converter em instrumento ideológico o exercício da advocacia, que deve ser respeitado e defendido em todo o tempo e sob quaisquer circunstâncias, diz a nota assinada pelo presidente da entidade, Beto Simonetti.

CHAMA O ALCKMIN
Enfim, a campanha de Lula se lembrou do vice, Geraldo Alckmin (PSB), que espera ser lembrado no estado que governou.
— Eu aceitei essa missão porque o povo de São Paulo ainda se lembra do meu legado. Eu vou derrotar o fascismo em São Paulo, esbravejou.

LARGOU A MÃO
A Procuradoria-Geral da República disse ao STF que não houve “evidências de abuso de autoridade” do ministro André Mendonça na condução do caso Master.

CPMI DA LUCHSINGER
O requerimento para investigar Fábio Luís, o Lulinha, filho de Lula; e sua amiga, a empresária Roberta Luchsinger, e os supostos tentáculos de tráfico de influência na Esplanada dos Ministérios já conta com mais de 60 assinaturas de deputados [são necessárias 171] e 29 de senadores [duas além do necessário]. Os senadores Teresa Leitão e Humberto Costa, do PT, e os deputados Clarissa Tércio (PL) e Mendonça Filho (União Brasil) apoiaram a CPMI.

PENSE NISSO!
A fake news que dava conta de uma proposta de Flávio Bolsonaro de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil só não repercutiu mais porque, ao se revelar que se tratava de uma mentira, parte da imprensa decidiu pôr panos quentes.

A segunda-feira modorrenta, pelas quadras de Brasília, seguia seu curso de altas temperaturas, à espera da chuva, quando o portal G1 anunciou que a oposição pretende acabar com o Bolsa Família em dois anos. A resposta veio pronta, mas o estrago estava feito.

— O futuro ex-presidente, o Lula, está espalhando uma fake news daquela cabeluda. E qual que é a mentira que ele está contando? Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira, rebateu candidato de oposição.

Quando um boato como este é lançado, as mesas das cafeterias se alvoroçam. O mais prudente seria checar a informação, como quem diz: "Gente, pirou o cabeção?". Mas não. O que funciona é o Ctrl+C (para copiar) e o Ctrl+V (para colar), e dane-se!

Com a torcida tão dividida ao meio e a imprensa tomando partido, o jogo tende a caminhar para o desempate, se é que você me entende.

Pense nisso!

 

 

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Lula e Flávio Bolsonaro
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