Ucrânia poderá adquirir equipamento militar através de agência da NATO
O acordo poderá tornar as aquisições militares mais rápidas e económicas, ao mesmo tempo que contribui para o reforço da indústria de defesa ucraniana.

O acordo poderá tornar as aquisições militares mais rápidas e económicas, ao mesmo tempo que contribui para o reforço da indústria de defesa ucraniana.

Poucas horas depois das negociações, e de o Presidente norte-americano declarar que o fim da guerra nunca esteve “tão próximo”, um ataque com mísseis contra Kiev deixou seis feridos.

As autoridades militares consideram que o objetivo de eventuais operações de sabotagem seria enfraquecer o apoio da Alemanha à Ucrânia, que enfrenta uma invasão russa desde fevereiro de 2022.

As declarações do chefe de Estado ucraniano surgem no seguimento da visita do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, a São Petersburgo, onde se reuniu com o Presidente russo, Vladimir Putin.

As negociações deverão centrar-se nas garantias de segurança para os dois países após o fim da guerra e serão conduzidas a nível técnico.

Bombardeamentos durante a noite atingiram várias regiões da Ucrânia, provocando também feridos e danos em infraestruturas energéticas e ferroviárias.

O secretário de Estado norte-americano considerou positivos os contactos entre o emissário dos Estados Unidos Steve Witkoff, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O Presidente norte-americano tem tomado decisões que fragilizam o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia e reforçam a aproximação a Moscovo. O Kremlin interpreta a mudança de posição como sinal de enfraquecimento do apoio ocidental à Ucrânia e uma oportunidade para aumentar a pressão sobre Kiev.

Na semana passada, Kiev informou que a sua capacidade de ligação à rede, que considera crucial para evitar a invasão russa, estava limitada. O anúncio surgiu pouco depois de críticas de Donald Trump à Ucrânia.

O ataque com drone que atingiu uma zona comercial junto à ligação rodoviária entre Kiev e Odessa, deixou ainda quatro feridos. Vários carros ficaram carbonizados na sequência do impacto.

É esta a interação pública de alto nível entre Kiev e Washington desde que a Ucrânia começou a relatar, há mais de uma semana, interrupções na receção de informações de inteligência sobre certos lançamentos de mísseis balísticos russos.

Questionado sobre a possibilidade de um encontro na China com Xi Jinping e Vladimir Putin, no próximo mês, para discutir a guerra na Ucrânia, Donald Trump afirmou estar aberto à iniciativa, mas salientou que as conversações terão de se centrar nas armas nucleares.

O Papa Leão XIV falou por telefone com Volodymyr Zelensky e pediu colaboração com a Rússia para permitir a entrada de ajuda humanitária e a retirada segura dos civis de Oleshky, na região ucraniana de Kherson, ocupada pelas forças russas.

O Presidente ucraniano disse que a partilha de informações “esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano”. “Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto ou porque é que partilha isto com a imprensa”, respondeu Rubio.

Os planos russos terão como objetivo alcançar um fim da guerra que favoreça Moscovo. Como tal, o Presidente ucraniano não estaria incluído na equação para se sentar à mesa destas negociações.

O Presidente dos EUA assegura que Zelensky poderia ter conseguido há dois anos "um acordo melhor do que pode conseguir agora".

O principal alvo do ataque foi a capital e a segunda maior cidade do país, São Petersburgo, segundo o Ministério da Defesa russo.

Moscovo afirma ter abatido 610 drones ucranianos durante a noite, enquanto as autoridades ucranianas denunciam ataques russos que provocaram vítimas e danos em infraestruturas civis e críticas. Os aeroportos da capital russa voltaram a sofrer restrições.

O pacote de sanções restringia de forma mais rápida o fluxo de recursos financeiros que alimentam a guerra contra a Ucrânia.

O Presidente francês defende que o apoio financeiro à Ucrânia é essencial para a segurança europeia e critica a proposta de Marine Le Pen de acabar com a ajuda ao país. Emmanuel Macron garante que Paris continuará a apoiar Kiev, numa altura em que os ataques russos continuam a atingir infraestruturas energéticas ucranianas
