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O “aquário natural” de Albufeira que tem de explorar este verão

1 August 2026 at 06:01

A Praia do Evaristo é um refúgio de biodiversidade em Albufeira, perfeito para quem procura uma ligação direta com a natureza pura.

Situada longe da influência urbana e integrada em sistemas naturais sensíveis, esta pequena enseada de areia dourada destaca-se pelo seu caráter rochoso e pelas arribas baixas, artisticamente recortadas pelo tempo.

O grande diferencial do Evaristo está “escondido” à vista de todos: enormes blocos rochosos espalham-se pelo areal e mergulham no mar, criando um autêntico aquário natural.

Nas rochas é possível encontrar cracas, mexilhões, lapas e anémonas que dão cor às paredes e dentro de água, os banhistas podem encontrar cardumes de safias, sargos e peixes-rei que nadam tranquilamente entre os rochedos.

O acesso é feito por estrada alcatroada (ligação Guia-Galé).

Este barco levou a população de Alvor a declarar ‘guerra’ à Marinha Portuguesa

30 July 2026 at 15:35

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O barco “Alvor” é o elemento mais importante e o coração de todo o Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor.

Construído entre 1932 e 1933, este barco a remos do tipo dinamarquês e casco trincado salvou muita gente ao longo dos anos, atuando numa época em que os acidentes à entrada da barra eram frequentes e fatais.

O apego da comunidade a este salva-vidas, símbolo de proteção marítima, gerou um episódio memorável de resistência em 1983.

Com o encerramento da estação salva-vidas, a Marinha Portuguesa tentou levar a embarcação para o seu museu, mas a população de Alvor revoltou-se.

Para impedir a retirada da embarcação, as portas da estação foram soldadas e os carris de acesso à água cortados.

No dia da chegada da comitiva militar, os sinos da igreja tocaram a rebate e o povo desceu em massa à ribeira, impedindo a partida do barco.

Texto relacionado: Nesta casa algarvia morreu um famoso rei português

Após ser restaurado no final dos anos 1990, o salva-vidas passou a integrar a procissão de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Hoje, toda esta história está guardada no Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor. Este equipamento cultural resulta da reabilitação da antiga Estação do Instituto de Socorros a Náufragos, sendo um projeto da Câmara Municipal de Portimão (através do Museu) com a Junta de Freguesia de Alvor.

O espaço funciona como um núcleo museológico que liga o património sociocultural às vivências e saberes da comunidade piscatória local, homenageando os homens e mulheres que sempre viveram do mar e da ria.

Leia aqui mais textos sobre o concelho de Portimão

Esta praia esconde o segredo da batata

29 July 2026 at 14:32

A Praia da Batata, em Lagos, é muito mais do que um simples areal. É um local onde a história da cidade e as lendas populares se cruzam com o azul do mar.

Leia também: O forte que ‘morreu’ na praia

Situada a escassos metros do centro histórico, entre o molhe poente da Ribeira de Bensafrim e a Praia dos Estudantes, encontra-se estrategicamente próxima do Cais da Solaria e da imponente Fortaleza da Ponta da Bandeira.

O seu nome curioso, segundo reza a tradição oral, poderá ter ficado a dever-se a um acontecimento insólito: um naufrágio terá feito com que a carga de batatas que a embarcação transportava desse à costa, cobrindo o areal. O povo, com o seu pragmatismo típico, batizou-a de imediato como Praia da Batata.

Devido à sua localização privilegiada junto ao centro urbano, é uma das praias mais frequentadas de Lagos.

Os seus recantos abrigados pelas arribas oferecem sombras naturais e uma excelente proteção contra os ventos dominantes, tornando-a um refúgio acolhedor.

Além disso, é o palco de uma das tradições mais castiças da região: o “Banho 29”, uma festa popular que atrai multidões na noite de 29 de agosto para um mergulho ritual à meia-noite.

Vigiada e com bons apoios de praia, a Praia da Batata continua a ser, séculos depois, o ponto onde Lagos melhor celebra a sua ligação umbilical ao oceano e às histórias que as ondas trazem a terra.

A lenda secreta de uma igreja algarvia

27 July 2026 at 14:09

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A Igreja de São Bartolomeu de Messines nasceu de uma forma bem pouco comum.

Diz a lenda que os habitantes da Amorosa e de Messines não chegavam a acordo sobre a localização do templo.

Para resolver o conflito, decidiu-se que dois cavaleiros partiriam de cada aldeia e que a igreja seria erguida no ponto de encontro.

O cavaleiro de Messines, contudo, avançou propositadamente mais devagar, garantindo que o edifício ficasse nas terras da sua povoação.

Leia também: Esta igreja guarda um segredo macabro

Para além do mito, o templo é um valioso exemplar arquitetónico.

Construído originalmente no primeiro quartel do século XVI, exibe hoje uma fusão entre o Manuelino e o Barroco, fruto de grandes obras no início do século XVIII.

No exterior, destaca-se o imponente pórtico barroco, ladeado por colunas salomónicas e capitéis coríntios.

O seu interior, de planta longitudinal com três naves, guarda um rico espólio de imagens dos séculos XVII e XVIII.

A importância religiosa da vila estende-se ainda às ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo, que completam o património local.

Leia também: Esta igreja guarda um segredo macabro

A vila de casas brancas que esconde uma das praias mais bonitas de Portugal

26 July 2026 at 01:01

Porta de entrada no Algarve para quem vem do Alentejo, a vila de Odeceixe ergue-se encostada a uma colina, com ruas estreitas e casas de um branco imaculado.

Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a freguesia combina a pacatez rural com a força do Atlântico, sendo famosa pela sua biodiversidade, arribas imponentes e dunas litorais.

O território é moldado pela Ribeira de Seixe, que nasce na Serra de Monchique e corre todo o ano, servindo de fronteira natural entre as duas regiões.

As suas águas preservadas alimentam uma vegetação rica em plantas endémicas e servem de refúgio a espécies raras como a garça-boieira e a lontra.

O rio desagua na icónica Praia de Odeceixe, eleita uma das “7 Maravilhas de Portugal” em 2012, onde o mar e a ribeira se encontram criando lagoas calmas na maré baixa. Logo ao lado, a sul, fica a Praia das Adegas, uma das praias oficiais de naturismo do país.

Na vila, o património histórico e cultural convida a visitas demoradas. Destacamos a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, um templo dos séculos XIV/XV que guarda um arco triunfal manuelino e valioso espólio em prata lavrada.

A Adega-Museu, que recria as adegas das décadas de 1920 e 1940, antigo ponto de encontro social e de partilha da tradicional “adiafa” entre trabalhadores também merece uma visita, tal como o Moinho de vento, de onde se tem uma das vistas mais belas da zona.

A ligação à terra e ao mar reflete-se na gastronomia, com pratos típicos como a “Feijoada à minha maneira”, e nas celebrações locais.

A vila ganha vida com os desfiles de Carnaval, com a Feira do Folar na Páscoa, com as ruas coloridas nos Santos Populares, em junho, e com o mercado de rua que, de 15 em 15 dias aos domingos, mostra o orgulho local em legumes doces e licores artesanais.

Leia também: No alto desta terra há um moinho que continua a desafiar o tempo e o vento

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Esta igreja guarda um segredo macabro

25 July 2026 at 13:01

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A Igreja do Carmo, em Faro, ficou eternizada na história por ter sido o palco onde eclodiu a revolta da cidade contra o domínio francês, a 19 de junho de 1808, e onde se elegeu o Supremo Conselho de Regência do Reino do Algarve.

Outro dos seus maiores – e macabros – pontos de interesse situa-se no antigo cemitério anexo: a célebre Capela dos Ossos, erguida em 1816.

Sendo uma das apenas seis estruturas deste género recenseadas em Portugal, esta capela oitocentista de inspiração barroca impressiona pelo seu revestimento feito com os crânios e ossos de mais de mil monges carmelitas.

Leia também: A lenda secreta de uma igreja algarvia

Para além deste forte legado histórico e místico, o templo destaca-se na paisagem urbana pelas suas imponentes torres gémeas.

Construída originalmente entre 1713 e 1719 pela Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, a igreja teve de ser reconstruída após o sismo de 1755, afirmando-se como um belo exemplar da arquitetura barroca em estilo D. João V.

No seu interior de nave única, o retábulo-mor, esculpido pelo mestre Manuel Martins, é considerado uma das grandes obras-primas da talha algarvia, enquanto o altar de São José assinala a transição pioneira para o estilo Rococó na região.

Esta riqueza estende-se aos tetos pintados – com brutescos de Clemente Velho na sacristia e uma pintura em perspetiva de José Ferreira da Rocha na capela-mor – e aos trabalhos de massa de Diogo Tavares e Ataíde no coro-alto e nártex, desenhados para criar um efeito de ilusão e surpresa típico do Barroco.

Por fim, painéis de azulejos no nártex deixam gravada a fundação do monumento pelo Bispo D. António Pereira da Silva e intervenções posteriores na balaustrada, datadas de 1875.

Leia também: A lenda secreta de uma igreja algarvia

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Este edifício histórico domina o centro de Portimão

24 July 2026 at 02:01

Este é um dos mais icónicos e relevantes edifícios de Portimão. Trata-se do Colégio dos Jesuítas.

Projetado para se destacar entre o casario baixo, este gigante barroco domina a Praça da República e permanece, até hoje, como um dos capítulos mais fascinantes da história portimonense.

A sua origem remonta a 1660, fruto da visão de D. Diogo Gonçalves, um nobre de Vila Nova de Portimão com fortes ligações ao Oriente.

Por vontade testamentária, o fidalgo fundou este colégio da Companhia de Jesus, onde hoje repousa: o seu túmulo de mármore encontra-se na capela-mor da igreja.

Curiosamente, o edifício parece ter “abraçado” estruturas ainda mais antigas, como prova um arco manuelino que ainda se pode observar num dos corpos laterais.

Inaugurado e sagrado apenas em 1707, a arquitetura do Colégio reflete a estética sóbria e austera típica da Ordem dos Jesuítas.

A fachada apresenta uma composição unitária imponente, onde sobressai o elevado pé-direito da igreja central, ladeada pelos corpos do antigo colégio que exibem remates oblíquos singulares.

É um exemplar magnífico do Barroco português, que soube evoluir das conceções maneiristas iniciais para uma presença monumental e austera.

A história do Colégio, que está classificado como Imóvel de Interesse Municipal, é marcada por grandes reviravoltas políticas e sociais.

Após a saída dos Jesuítas em 1757, por ordem do Marquês de Pombal, o espaço foi administrado pelos frades Camilos (1780-1834).

Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o imóvel passou a acolher diversos serviços públicos.

A sua vertente mais relevantes continua a ser a religiosa, albergando, no seu interior, a Igreja do Colégio, onde se realizam as cerimónias fúnebres.

Também acolhe o Museu de Pintura Diogo Gonçalves e serve a comunidade sénior através do Lar de Dia do Centro de Apoio a Idosos.

Foi, também, até há poucos anos, sede da Junta de Freguesia de Portimão.

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga (com vídeo)

23 July 2026 at 02:01

Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga durante a manhã do próximo dia 4 de agosto.

O movimento começará assim que o barco atracar.

Os pescadores vão deitar mãos à obra para colocar a pescaria em terra, usando apenas a força braçal e muitas canastras.

De imediato, as sardinhas serão colocadas em caixas e vendidas à oferta mais alta.

O passo seguinte caberá às mulheres, que as vão dividir por outras caixas para que sigam viagem.

Pelo meio, haverá ainda o desafio de gerir a azáfama: impedir que as crianças deambulem por ali para roubar peixe e explicar aos curiosos turistas o que está a acontecer.

Esta recriação histórica das descargas de sardinhas à moda antiga decorre a partir das 09h30 no Cais Gil Eanes.

O momento servirá de lançamento perfeito para o Festival da Sardinha, que é inaugurado ao fim da tarde desse mesmo dia.

Com este evento, a sardinha voltará a ser a grande imagem de marca da cidade de Portimão, prometendo arrancar com muita comida, bebida e animação musical.

O evento vai contar com concertos de Matias Damásio (dia 4), Némanus (5 de agosto); Átoa (dia 6), Cuca Roseta (dia 7), Fernando Daniel (dia 8) e Xutos & Pontapés (dia 9).

VÍDEO:

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O segredo das freiras de Lagos que vai reinar na Arte Doce

21 July 2026 at 18:55

Esta quarta-feira, dia 22 de julho, arranca em Lagos mais uma edição da Feira Concurso Arte Doce.

Um dos doces que vão estar em especial destaque é o Dom Rodrigo, um dos mais famosos da doçaria conventual do Algarve, com uma história profundamente ligada à cidade lacobrigense.

A sua origem é curiosa. Diz a tradição popular que a sua criação é uma homenagem direta a D. Rodrigo de Menezes, que foi Governador e Capitão-General do Algarve entre 1765 e 1773.

O fidalgo era um grande benfeitor do Convento de Nossa Senhora do Carmo, situado em Lagos, e apreciava muito os mimos gastronómicos das freiras. Para o lisonjear, as freiras terão inventado uma receita especial, combinando fios de ovos, ovos moles e amêndoa e deram o seu nome ao doce.

Com a extinção das ordens religiosas em Portugal no século XIX, as receitas secretas dos conventos passaram para o domínio público.

No caso do Dom Rodrigo, a receita foi preservada por famílias nobres de Lagos que tinham ligações ao convento. Mais tarde, o doce começou a ser confecionado em pastelarias locais, tornando-se um símbolo cultural da região.

Originalmente, o doce era servido em taças de porcelana e comido à colher. Para facilitar o transporte e a venda individual, passou a ser envolvido em folhas de papel de prata (alumínio) coloridas, cortadas em forma de pirâmide e com pontas franjadas, uma apresentação icónica que se mantém até hoje.

Leia também: Arte Doce de Lagos com muita música e doces típicos

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Nesta casa algarvia morreu um famoso rei português

20 July 2026 at 15:46

Muito dificilmente quem passeia distraidamente por esta rua, situada bem no centro da vila de Alvor, se apercebe estar junto a uma casa onde ocorreu um episódio histórico dramático.

Foi no seu interior que, a 25 de outubro de 1495, D. João II deu o seu último suspiro.

O monarca, imortalizado como “O Príncipe Perfeito”, faleceu com apenas 40 anos de idade, transformando esta pacata localidade do concelho de Portimão no cenário do fim de uma era.

Antes de chegar a Alvor, o rei tinha feito uma última e desesperada tentativa para enganar a morte.

O monarca sofria de uma doença prolongada e debilitante, o que o levou a procurar as afamadas águas termais das Caldas de Monchique, conhecidas desde os romanos pelas suas propriedades medicinais.

Embora tenha, inicialmente, sentido uma falsa esperança de melhoria, o seu estado de saúde agravou-se irreversivelmente, ditando a sua viagem final em direção à costa, rumo a Alvor.

As verdadeiras causas da sua morte na vila continuam envolvas em mistério.

Se, por um lado, muitos historiadores apontam para as consequências de uma doença renal crónica, por outro, persistem teorias antigas que sugerem um envenenamento misterioso, levantando suspeitas que chegaram a visar a própria rainha.

O certo é que o falecimento de D. João II em Alvor encerrou um reinado crucial, marcado pela centralização do poder real e pela consolidação da expansão marítima portuguesa.

A tragédia em solo algarvio foi ampliada pela falta de herdeiros legítimos diretos, já que o seu único filho, o príncipe D. Afonso, tinha morrido anos antes num acidente de cavalo.

Foi a partir dos acontecimentos de Alvor que, conforme o testamento do falecido monarca, o trono encontrou o seu sucessor no seu primo e cunhado, D. Manuel I.

O corpo de D. João II partiu do Algarve para o seu descanso final no Mosteiro da Batalha, mas a vila de Alvor ficou para sempre gravada nas páginas dinásticas como o lugar onde o destino de Portugal mudou de rumo.

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How Israel has used sexualized violence as a weapon of settler colonialism from 1948 to today

A Palestinian woman holds images of relatives held in Israeli jails during a protest calling for their release at the Duwar al-Manara in central Ramallah, in the Israeli occupied West Bank on July 21, 2024. Photo by JAAFAR ASHTIYEH/AFP via Getty Images

This story originally appeared in Mondoweiss on July 21, 2026. It is shared here with permission.

In December 2023, former State Department official, Josh Paul told CNN anchor, Christiane Amanpour that during his tenure in the foreign service, he learned of the rape of a 13-year old boy by Israeli officers while in captivity. In response to U.S. inquiries, the Israeli Government designated the Defense for Children International, the Palestinian organization that documented the abuse, a terrorist organization.

Since then, multiple Palestinian testimonies have emerged, enough to fill the pages of reports by the UN Human Rights Office (OHCHR), the Independent International Commission of Inquiry on the Occupied Palestinian Territory, as well as B’tselem, an Israeli human rights organization. Among the most harrowing incidents was a leaked video of five Israeli officers gang raping a Palestinian detainee in Sde Teiman prison. An Israeli court not only acquitted the officers, but Israeli society celebrated them as heroes and protested their trial in infamous “right-to-rape” rallies. Still, when American journalist Nicholas Kristof published his opinion essay bemoaning impunity for the systematic sexual abuse of Palestinians in Israeli captivity in The New York Times, he insisted that there was “no evidence that Israeli leaders order rapes.” (The Israeli government threatened to sue the paper of record for blood libel nonetheless.)

While Kristof, the UN, and human rights organizations are right to scrutinize the lack of concern and accountability for the sexual abuse of Palestinians, they have rarely asked how sexualized violence has functioned within Israel’s wider system of conquest, occupation and domination.

On June 30, 2026, the Palestinian Feminist Collective released a report that helps rectify that elision with meticulous research and painstaking documentation.  A Predatory State: Israeli Systemic Sexualized and Gendered Violence against Palestinians lays out a decades-long pattern of Israeli sexual aggression against Palestinian children, women, and men.  Harrowing as the 200-page report is, it is necessary reading for anyone concerned with human rights and gender justice. The report’s historic sweep, from the early days of the Zionist militia attacks on terrorized Palestinians, to the present day sexual torture of Palestinian prisoners inside Israeli prisons, should lay to rest any attempt to rationalize the current horrors as a response to the alleged rapes by Hamas militants of Israeli citizens or worse, an issue of a few rogue soldiers. Instead, the PFC report makes clear that such violence advances the genocide of the Palestinian people.

The report revisits a 1949 case, revealed in Israel’s first Prime Minister David Ben-Gurion’s own diary, in which he describes how a platoon of Israeli soldiers kidnapped a young Bedouin girl, “in her mid-teens.” When their commanding officer gave them the choice between using her as kitchen staff or a sex slave, the Israeli officers opted for the latter. They cut her hair and washed it with kerosene, then gang raped her so violently that on the next morning the officer in charge, Second Lieutenant Moshe, “saw fit to remove her from the world.”

Gendered violence is an inherent tool of settler colonialism and is not unique to Israel. Here in the United States, another settler colonial state, the Missing and Murdered Indigenous Women (MMIW) movement has highlighted the impunity surrounding the sexual assault of indigenous women on reservations where overlapping US and native criminal jurisdictions have made indigenous women particularly vulnerable to sexual assault. That it remains a significantly under-resourced and unaddressed crisis is not an accident.

Similarly, Zionist ideology, as a nation-making enterprise, necessitates the dispossession of Palestinian land and, ultimately, Palestinian elimination through juridical negation — denying their right to self determination, forced removal, containment, and/or destruction.  Sexual violence is central to that effort as it both advances ethnic cleansing ambitions and shatters the social cohesion of those Palestinians who remain.

Israeli historian Benny Morris, who bemoans the fact that the 1948 Nakba did not go far enough in ethnically cleansing Palestine, noted many reported instances of rape dating to the founding of the Zionist state. He observed that “because neither the victims nor the rapists liked to report these events, we have to assume that the dozen cases of rape that were reported, which I found, are not the whole story. They are just the tip of the iceberg.” The sexual violence, like other forms of violence enacted throughout and since the Nakba, aimed  to terrorize Palestinians and compel them to leave their towns and villages in search of safety.  Official records show that the highest-ranking Israeli officials were fully aware of these abuses. The PFC report traces this history from before the establishment of Israel, into the present and intensified genocide in Gaza, to illustrate how Israel has always relied on sexual violence to advance its colonial plans. In it, we learn about the rape of civilians during the 1948 Nakba, the sexual torture of innocent prisoners in administrative detention during and in the aftermath of the 1967 War, and the rape of grassroots organizers during the Intifada, all the way to 2023–that is, before the October 7, 2023. The report also provides an analysis of the unfounded mass rape accusations against Hamas militants to demonstrate how such narratives work to further racialize Palestinian society as uncivilized and unworthy of life. 

From being used as a method to expel Palestinians from their land in 1948 to the use of gendered sexualized violence to torture Palestinian detainees and prisoners in the wake of the 1967 War, and beyond, the report shows that while sexualized violence has changed frequency and form, it has remained a feature of settler-colonial displacement and oppression.

The United States cannot treat this as someone else’s crime. US officials have been told about these abuses. US weapons and diplomatic support continue to shield the system in which they occur. Accountability must go beyond a handful of soldiers to reach and tear down the legal, military and political structures that command and then protect these crimes.

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