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German students say ‘we don’t want to go to war’

25 September 2026 at 20:30

Thousands of students across Germany were once again on strike against conscription and militarization on Friday, September 25. Actions took place in at least 100 localities as young people demanded a sharp turn from the government’s chosen path.

“We don’t want to be forced into military service and we don’t want to go to war,” the students wrote in declaration after their last strike in May.

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This is the fourth time students have exchanged classrooms for streets since the end of 2025. The mobilization has strengthened in resistance to the Merz administration’s plans to build the “strongest conventional army in Europe” – including by drawing more people into the Bundeswehr, the German armed forces.

While authorities insist military recruitment remains voluntary, students have warned of a clear tendency toward outright conscription. Local strike committees and activists also emphasized the widespread repression ahead of actions. This included scheduling of exams on strike days and locking-in students on school grounds, they pointed out.

Billions for the Bundeswehr, cuts for schools and youth services

Over recent months, the government has sent thousands of questionnaires to map voluntary interest in joining the armed forces. According to German media, the response has been underwhelming: tens of thousands of students have disclaimed no interest whatsoever. Not even a multi-million-euro budget allocated to promoting the army has been able to shake this opinion.

“They sell us war service as an ‘adventure’ while we know that what awaits us is coertion, humiliation, sexism, right-wing extremism, and racism,” the student declaration adds.

Instead of taking the message seriously, authorities recently advanced the implementation of medical checks among their targeted population, drawing further frustration from students.

“We don’t want compulsory questionnaires, fines, draft physical examinations, conscription assessment centres across the country, nor planned integration of the Federal Volunteer Service into military service,” they wrote. “These are means to prepare the reintroduction of the draft and thus another war originating from Germany.”

“In case of conscription, we’ll be trained as cannon fodder, forced into the trenches,” students added. “War costs us our lives, while corporations like Rheinmetall make record profits.”

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Students on strike have expressed solidarity with other ongoing struggles against militarization and budget cuts. They stated they would join peace demonstrations planned for early October in Berlin and Stuttgart, as well as a trade union-backed mobilization against budget cuts on Saturday, September 26.

Their decision reflects the widespread understanding that youth and education services are among those impacted by this round of austerity. According to junge Welt, the federal ministry responsible for education will face close to €1 billion in cuts – while €140 billion will be made available for so-called defense in 2027.

“Every tank, every rocket we pay for with dilapidated schools and social cuts,” students remarked.

Deputadas de Minas pedem suspensão de decreto de Zema que beneficiou mineradora Cedro

23 September 2026 at 20:00

Duas deputadas estaduais de Minas Gerais apresentaram, na terça-feira, 22 de setembro, um projeto de resolução que pede a suspensão de um decreto de fevereiro do então governador e candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), que beneficiou a Cedro Mineração Mariana. O pedido aconteceu três dias depois da publicação de reportagem pela Agência Pública.

O grupo Cedro é comandado por Lucas Prado Kallas, que tem conexões com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvidos no escândalo do Master.

O projeto de resolução foi protocolado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais pelas deputadas Bella Gonçalves e Beatriz Cerqueira, do PT, e precisa passar pela tramitação da Casa. A justificativa para o pedido fala em vícios de inconstitucionalidade e ilegalidade, inconsistências técnicas, divergência métrica e indícios de conflito de interesses sob investigação na própria Assembleia. “Além dos efeitos danosos da própria atividade de mineração na área, para as comunidades e para o meio ambiente, o decreto é viciado por inconstitucionalidades e ilegalidades que o impedem de produzir efeitos”, justificam as parlamentares no projeto.

O ato de Zema determinou que duas fazendas na cidade de Mariana podem ser usadas pela Cedro Mineração Mariana para atividades minerárias. O então governador cita nominalmente a empresa ao dizer que a medida é necessária “à expansão de atividades do empreendedor Cedro Mineração Mariana S.A”.

Além do questionamento no Legislativo mineiro, o decreto também é alvo de ação na Justiça, segundo documentos obtidos pela Agência Pública, pois na área em disputa já existe alvará de pesquisa mineral em favor de outra empresa, a Rio Abaeté Minerais. Além disso, a ação judicial diz que a região “alcança ou tangencia outros 14 títulos minerários, todos submetidos ao regime federal da ANM [Agência Nacional de Mineração].”

A ação, impetrada pela Rio Abaeté Minerais, tem pedido de liminar – que foi aceito em 9 de julho deste ano por magistrado da Justiça Federal. O juiz estabeleceu multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento. Determinou ainda que o estado de Minas Gerais e a Cedro Mineração Mariana não tomem, nas áreas em disputa, nenhuma medida que impeça, limite ou atrapalhe o uso do alvará de pesquisa, “como entrar no terreno, instalar estruturas, desmatar, abrir acessos, registrar restrições no cartório ou limitar a circulação”. O juiz pede também que a ANM seja notificada.

A Cedro recorreu, pedindo segredo de Justiça no processo e também a suspensão da liminar. Ambos foram negados pelo juiz em 13 de agosto.

A empresa disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que a declaração de utilidade pública pela administração estadual seguiu os ritos legais, regulatórios e ambientais. O grupo acrescentou que a companhia “respeita a Justiça e cumpre toda decisão transitada em julgado.” 

Quem é Lucas Kallas

O fundador da Cedro, Lucas Kallas, ganhou o noticiário nesta semana porque a empresa repassou, em 2024, mais de R$ 5 milhões ao instituto educacional ligado ao ministro do STF André Mendonça e contratou no início deste ano o escritório da mulher do também ministro Alexandre de Moraes. As informações foram confirmadas pela assessoria de imprensa do escritório Barci de Moraes à Pública e pelo CEO do instituto Iter à Folha.

Kallas também aparece mencionado em mensagens do grupo que atuava para proteger Vorcaro de investigações, o “A Turma”, segundo apuração do Metrópoles. Nas mensagens, Manoel Rodrigues, preso em maio por suspeita de ameaçar pessoas a mando de Vorcaro, chama Kallas de “sócio” do ex-banqueiro. A empresa nega que o empresário mineiro seja sócio de Vorcaro.

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