André Novais Oliveira é um dos grandes cineastas brasileiros da atual geração. Membro da produtora Filmes de Plástico, sediada em Minas Gerais – mais precisamente em Contagem, região metropolitana de BH –, o diretor e seus parceiros vêm fazendo um cinema baseado no retrato do cotidiano, permeado pelo afeto, pelos encontros e pela potência das famílias negras e periféricas.Seu mais novo filme, “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” foi apresentado agora na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, depois de ter vencido o Festival de Brasília mês passado (Novais já havia vencido o mesmo festival pelo maravilhoso “Temporada”, em 2018). Mas agora André acrescenta algumas novidades ao registro naturalista que ele costuma encampar.
Na verdade, essa inclinação à fuga da realidade já estava presente em alguns curtas dele, como o delicioso “Quintal” (2015). No entanto, no filme novo, o cotidiano de um casal de idosos é atravessado pelos mistérios mais recônditos do universo, em uma trama que mistura ficção científica e medo do desconhecido. Outra novidade é a presença da escritora mineira Conceição Evaristo como protagonista, ao lado de Norberto Novais, que é pai do diretor (e já esteve presente em vários outros filmes do filho).Eles formam um casal que se uniu ainda na juventude, em meio aos bailes de música black que aconteciam na periferia. O filme começa com um flashback da juventude dos dois, e já ali acontece uma dobra no tempo, criando uma espécie de multiverso à brasileira.Já idosos, ainda morando juntos depois de criar os filhos, Gilberto e Jacira vivem uma rotina pacata, tentando vencer apenas os percalços da idade. Mas aqui e ali brotam algumas desavenças entre eles. Diferenças de opinião, contraponto de ideias, percepções diferentes das coisas. Um querendo se meter nas escolhas do outro. Aquilo que no cinema do diretor seguia pelo caminho do afeto, agora apresenta também suas desavenças.Porém, nada disso prepara o espectador para a virada que o filme apresenta ao inserir a fantasia neste universo. Gilberto, que já se interessava por narrativas de discos voadores, adentra cada vez mais nessa paranoia, enquanto Jacira começa a se comportar de forma estranha e mecanizada.“Se Eu Fosse Vivo... Vivia” não caminha necessariamente por uma seara nova na carreira do diretor, mas amplia as possibilidades de lidar com o insólito e o fantástico. Tudo isso para falar, quem sabe, da dissolução de um casal ou mais precisamente do fim da vida, mas sem fatalismos, apenas com estranheza e imaginação.Virginia Wolf na NigériaOutro filme de destaque nessa Mostra é a produção nigeriana “Clarissa”, da dupla de cineastas Arie Esiri e Chuko Esiri. Eles adaptam um clássico da literatura inglesa escrito por Virginia Wolf, “Mrs. Dalloway”, para o contexto nigeriano, um gesto bastante incomum e ousado no contexto dos cinemas africanos.Sophie Okonedo interpreta a personagem-título, uma mulher de meia idade, casada com um oficial do exército. Clarissa vai dar uma festa em sua casa, um jantar como muitos outros para a alta sociedade nigeriana. Mas nesse dia específico o reencontro com pessoas importantes da sua juventude reaviva memórias adormecidas.Em especial sobre Peter (David Oyelowo), um antigo amor da juventude que deixou o país há alguns anos, casou-se com uma mulher que não amava e de quem agora está se separando. Ela também se encontra com Sally (Nikki Amuka-Bird), com quem teve um rápido affair quando jovens.O filme busca ser bastante fiel ao livro original e sua trama de rememorações, com o mesmo desenho das inquietações e complexidade desse grupo de personagens. Acrescenta apenas o contexto do embate militar com o Boko Haram, organização fundamentalista islâmica que aterroriza a população – nesse embate, algumas tragédias vitimizam amigos dos personagens.O filme intercala o presente e o passado, reconstruindo os acontecimentos de um verão em que os jovens se conheceram e trocaram intimidades, embora os rumos de cada um seguiram em separado. A condução do filme é competente e aposta na contenção de emoções, evitando cair no melodrama simplório. É mais um conto sobre aquilo que poderia ter sido, mas não foi.*O jornalista viajou a São Paulo com apoio do evento.
Uma boa história não precisa de dezenas de episódios para conquistar o público. Nesta terça-feira, 20, quem procura uma produção envolvente para assistir em meio à correria da semana pode encontrar na Netflix uma opção que combina drama de época, bastidores do cinema e personagens ambiciosos. Lançada em 2020, a minissérie Hollywood reúne um elenco de peso em uma trama que revisita a Era de Ouro da indústria cinematográfica, expondo preconceitos e relações de poder enquanto imagina como a história poderia ter sido diferente. Com apenas sete episódios, a produção é uma alternativa para quem deseja começar uma história hoje e terminá-la antes da semana chegar ao fim.
Uma história de ambição nos bastidores de HollywoodCriada por Ryan Murphy e Ian Brennan, Hollywood acompanha um grupo de aspirantes a atores e cineastas que tenta conquistar espaço na indústria cinematográfica norte-americana após a Segunda Guerra Mundial. Em uma época marcada pelo glamour das grandes estrelas, o caminho até a fama é atravessado por interesses pessoais, abusos, discriminação e acordos que revelam o lado menos brilhante da chamada fábrica de sonhos.A trama acompanha personagens com trajetórias distintas, mas unidos pelo desejo de transformar suas vidas por meio do cinema. Jack Castello (David Corenswet) é um ex-soldado que busca uma oportunidade como ator, enquanto Archie Coleman (Jeremy Pope) é um roteirista negro e gay que deseja ver seu talento reconhecido. Já Camille Washington (Laura Harrier) enfrenta as barreiras impostas a uma atriz negra em uma indústria que insiste em limitar os papéis oferecidos a ela.Outro personagem central é Raymond Ainsley (Darren Criss), diretor que pretende realizar um filme mais inclusivo, desafiando as convenções dos estúdios. As histórias se cruzam durante a produção de um longa-metragem que tem potencial para mudar o destino de seus envolvidos.Elenco reúne nomes conhecidos da televisão e do cinemaUm dos destaques da minissérie é o elenco, que combina atores experientes e nomes que ganharam ainda mais projeção nos anos seguintes. David Corenswet, que posteriormente assumiu o papel do Superman no cinema, interpreta Jack Castello. A produção também conta com Samara Weaving, conhecida por trabalhos como Pânico na Floresta e Casamento Sangrento, além de Jim Parsons, eternizado como Sheldon Cooper em The Big Bang Theory.
Minissérie é uma joia escondida no catálogo da Netflix
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Foto: Divulgação
Completam o elenco nomes como Dylan McDermott, Joe Mantello, Holland Taylor, Jake Picking, Jeremy Pope, Laura Harrier e Patti LuPone. As atuações ajudam a construir os diferentes núcleos da narrativa, dos aspirantes a artistas aos executivos que controlam as oportunidades dentro dos estúdios.A ambientação também merece atenção. Figurinos, cenários e referências visuais recriam o imaginário da Hollywood dos anos 1940, reforçando a identidade estética da produção e o contraste entre o glamour exibido nas telas e os problemas vividos nos bastidores.A minissérie reimagina a história do cinemaApesar de se inspirar em figuras e acontecimentos reais, Hollywood não pretende funcionar como uma biografia tradicional da indústria. Ryan Murphy e Ian Brennan recorrem ao revisionismo histórico para imaginar o que poderia ter acontecido se determinadas decisões tivessem sido diferentes.A produção aborda questões como racismo, homofobia, machismo, assédio sexual e abuso de poder, mostrando como esses problemas influenciavam as carreiras e a vida pessoal de quem tentava sobreviver ao sistema dos estúdios. Personagens inspirados em figuras reais dividem espaço com criações ficcionais, em uma narrativa que mistura acontecimentos históricos e fantasia.Essa escolha também define o tom da minissérie. Em vez de apresentar apenas um retrato sombrio dos bastidores do cinema, a história aposta na possibilidade de transformação e em um cenário alternativo no qual pessoas historicamente marginalizadas conseguem conquistar espaço e reconhecimento.A abordagem, porém, não está livre de controvérsias. Ao imaginar uma realidade mais justa, a produção por vezes simplifica problemas estruturais e resolve conflitos de maneira idealizada. Ainda assim, a proposta convida o público a refletir sobre as desigualdades que marcaram a história do entretenimento e continuam presentes na indústria.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas de época com uma história envolvente, personagens ambiciosos e bastidores cheios de conflitos, Hollywood é uma opção interessante para incluir na lista de séries da Netflix. A minissérie combina drama, romance, disputas profissionais e uma reflexão sobre representatividade, sem abrir mão de uma estética caprichada.A produção também pode agradar a quem gosta de histórias que revisitam o passado para imaginar outros caminhos possíveis. Embora algumas soluções narrativas sejam idealizadas, a força do elenco e a ambientação ajudam a sustentar a experiência.Com sete episódios, é uma escolha prática para quem quer acompanhar uma história completa sem investir em várias temporadas. A minissérie ainda registra 74% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e permanece como uma opção para quem deseja explorar produções de catálogo lançadas em 2020.
A terça-feira pode ficar mais divertida com uma comédia romântica capaz de arrancar risadas e transformar algumas horas livres em um momento de descontração. Para quem quer fugir do tédio sem apostar em uma história complicada, a Netflix tem uma opção que conquistou milhões de espectadores nos cinemas e voltou a chamar atenção entre os assinantes.Todos Menos Você ocupa atualmente a segunda posição no TOP 10 de filmes da plataforma, atrás apenas do suspense Sobrevivência.
Lançado em 2023 e exibido nos cinemas brasileiros em janeiro de 2024, o longa mistura romance, humor e situações constrangedoras em uma trama que transforma a antipatia entre dois jovens em uma inesperada oportunidade para o amor.Estrelada por Sydney Sweeney, conhecida por Euphoria, e Glen Powell, de Top Gun: Maverick, a produção arrecadou cerca de US$ 220,2 milhões mundialmente, o equivalente a aproximadamente R$ 1,11 bilhão.Filme ultrapassou R$ 1 bilhão em bilheteriaDirigido por Will Gluck, o filme arrecadou aproximadamente US$ 220,2 milhões nas bilheterias mundiais, com orçamento estimado em US$ 25 milhões. Considerando a conversão informada de US$ 1 para cerca de R$ 5,05, a receita global corresponde a aproximadamente R$ 1,11 bilhão.Nos Estados Unidos, a produção somou cerca de US$ 88,3 milhões, enquanto os mercados internacionais responderam por aproximadamente US$ 131,9 milhões. No Brasil, o longa estreou em 25 de janeiro de 2024 e liderou as bilheterias nacionais por duas semanas consecutivas.Inspirada na comédia teatral Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare, a produção também se destacou por recuperar o interesse do público por histórias românticas que misturam atração, rivalidade e situações absurdas.Romance vira uma confusão na AustráliaA história acompanha Bea (Sydney Sweeney) e Ben (Glen Powell), dois jovens que se conhecem durante a faculdade e vivem um encontro que parece promissor. Apesar da química imediata, um desentendimento faz com que os dois se afastem e deixem a relação mal resolvida.Anos depois, eles se reencontram em um casamento na Austrália. Para lidar com a situação e evitar conflitos com familiares e convidados, decidem fingir que estão juntos. O plano, porém, se torna cada vez mais complicado à medida que precisam sustentar a encenação enquanto tentam esconder a antipatia que demonstram um pelo outro.A convivência forçada cria situações constrangedoras, discussões e momentos de proximidade que colocam em dúvida os sentimentos dos protagonistas. O resultado é uma comédia romântica que aposta na dinâmica de rivais que se apaixonam, conhecida como enemies to lovers.Química dos protagonistas é um dos destaquesAlém de Sydney Sweeney e Glen Powell, o elenco reúne Alexandra Shipp, Hadley Robinson, Dermot Mulroney e Rachel Griffiths. A direção de Will Gluck, conhecido por Amizade Colorida e A Mentira, aposta no ritmo ágil e em situações exageradas para sustentar o humor.A química entre os protagonistas é um dos elementos mais elogiados da produção. Os cenários australianos, os figurinos e as cenas cômicas ajudam a construir uma experiência leve, enquanto os conflitos entre Bea e Ben mantêm a narrativa em movimento.A recepção, no entanto, foi diferente entre críticos e espectadores. No Rotten Tomatoes, o filme registra 87% de aprovação do público, contra 53% da crítica, segundo os índices informados na plataforma. A diferença reforça o apelo da produção entre quem procura uma comédia romântica descomplicada, mesmo que a história recorra a situações previsíveis do gênero.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de comédias românticas com protagonistas que começam se estranhando e acabam envolvidos em situações inesperadas. Todos Menos Você aposta em diálogos provocadores, humor, sensualidade e uma história de amor que não se leva tão a sério.Embora siga uma fórmula conhecida, o longa encontra força na química entre Sydney Sweeney e Glen Powell e nas confusões que surgem quando os dois tentam fingir um relacionamento. Para quem quer aproveitar a terça-feira, 20, e fugir do tédio, é uma escolha divertida para assistir sem grandes compromissos e terminar o dia com uma história leve.Veja o trailer!
A terça-feira, 20, pode ser a oportunidade perfeita para começar uma maratona cheia de mistérios sem comprometer todo o tempo livre da semana. Com uma trama de investigação, reviravoltas e uma busca desesperada por respostas, a Netflix tem uma minissérie que vem conquistando milhões de espectadores e acaba de alcançar um feito expressivo na plataforma. Lançada em 2026, Eu Vou Te Encontrar já acumula 101,9 milhões de visualizações e entrou oficialmente para o TOP 10 das séries em língua inglesa mais assistidas de todos os tempos no serviço de streaming.
Com oito episódios e duração média de aproximadamente 40 minutos, a produção é uma opção para quem quer aproveitar o dia e fugir do tédio com uma história envolvente.O sucesso também chama atenção porque a minissérie ainda está dentro do período considerado pela Netflix para contabilizar as visualizações de seus maiores fenômenos.Série ultrapassa 100 milhões de visualizações na NetflixA adaptação de uma obra do escritor Harlan Coben alcançou a marca de 101,9 milhões de visualizações após seis semanas no catálogo. O resultado colocou Eu Vou Te Encontrar na décima posição do ranking histórico das séries em língua inglesa mais vistas da Netflix, consolidando a produção como um dos maiores sucessos da parceria entre o autor e a plataforma.O desempenho fez a minissérie superar Dele & Dela, outro suspense lançado em 2026, que havia ocupado a décima colocação com 98,2 milhões de visualizações. A marca também reforça o alcance das histórias de Coben, conhecido por tramas que misturam segredos familiares, investigações criminais e revelações inesperadas.A produção ainda pode avançar na classificação. Como a Netflix considera as visualizações acumuladas nos primeiros 91 dias após a estreia, Eu Vou Te Encontrar, lançada em 18 de junho de 2026, continua tendo tempo para ampliar seus números.Produção pode superar outros grandes sucessos do streamingA próxima posição do ranking é ocupada pela terceira temporada de Bridgerton, que soma 106 milhões de visualizações. Logo depois aparecem títulos como O Gambito da Rainha, com 112,8 milhões, e a primeira temporada de Bridgerton, com 113,3 milhões.Outro sucesso que pode entrar no alcance da minissérie é Dahmer: Um Canibal Americano, que registra 115,6 milhões de visualizações. Na semana anterior ao levantamento citado, Eu Vou Te Encontrar também voltou a liderar entre as séries em língua inglesa mais assistidas da Netflix, com 7,3 milhões de visualizações no período.Apesar do desempenho expressivo, alcançar o topo absoluto ainda é um desafio. A primeira temporada de Wandinha permanece na liderança histórica, com 252,1 milhões de visualizações, seguida por Adolescência, que acumula 142,6 milhões. Mesmo distante desses números, a entrada da minissérie no TOP 10 já a coloca entre os maiores fenômenos do catálogo.Do que se trata Eu Vou Te Encontrar?A história acompanha David Burroughs, interpretado por Sam Worthington, um homem condenado à prisão perpétua pelo assassinato do próprio filho. Mesmo afirmando ser inocente, ele passa anos encarcerado e começa a acreditar que nunca conseguirá provar que não cometeu o crime.A situação muda quando Rachel, sua cunhada, vivida por Britt Lower, aparece com uma fotografia que mostra um menino muito parecido com a criança que David acreditava ter perdido. A descoberta levanta a possibilidade de que o filho ainda esteja vivo e de que a história por trás do suposto assassinato tenha sido construída sobre uma mentira.Para descobrir a verdade, David precisa escapar da prisão e investigar quem o incriminou. A busca o coloca em uma jornada perigosa, marcada por perseguições, novos suspeitos e conexões com a máfia irlandesa. Milo Ventimiglia, Jonathan Tucker e Clancy Brown também integram o elenco.A série segue características recorrentes das adaptações de Harlan Coben, especialmente a combinação de dramas familiares e mistérios criminais. Desta vez, a narrativa também aposta em uma fuga e em uma perseguição que aceleram a investigação e mantêm o protagonista em movimento.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de suspense criminal, mistérios familiares e histórias que apresentam novas perguntas a cada descoberta. A busca de um pai para encontrar o filho e provar a própria inocência oferece um conflito central capaz de sustentar a curiosidade ao longo dos episódios.A trama também combina investigação, perseguições e reviravoltas, embora recorra a algumas coincidências e acelere a resolução de determinados conflitos na parte final. Ainda assim, para quem procura uma produção envolvente para assistir durante o tempo livre, a minissérie pode ser uma boa escolha.Com oito episódios de aproximadamente 40 minutos, é possível organizar uma maratona ao longo da semana e terminar antes do fim de semana. O desempenho de 101,9 milhões de visualizações, por sua vez, torna a produção uma opção especialmente interessante para quem quer conhecer um dos grandes sucessos recentes da Netflix.
Com um orçamento inferior a US$ 1 milhão, um dos fenômenos recentes do cinema de terror, dirigido por Curry Barker, chegará à Netflix. Com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, 'Obsessão' foi aclamado no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) e venceu o Prêmio do Público em Sitges.O longa tem estreia confirmada no streaming dos Estados Unidos em 17 de novembro. No Brasil, a produção ainda não tem data de lançamento confirmada.Anteriormente, a Netflix cogitou adquirir o filme, com uma proposta para lançá-lo diretamente no streaming. No entanto, o diretor recusou a oferta, e a Focus Features venceu o leilão pelos direitos de distribuição, garantindo o lançamento nos cinemas.
O filme acompanha Bear Bailey (Michael Johnston), um jovem tímido que usa um objeto místico chamado One Wish Willow para fazer Nikki Freeman (Inde Navarrette), sua paixão platônica, se apaixonar por ele. O desejo se realiza, mas ele logo descobre que mexer com forças desconhecidas pode trazer consequências sombrias e perigosas.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando em Salvador.Veja o trailer de Obsessão!
Conhecido por filmes como Rocky, Rambo e Creed, Sylvester Stallone é um dos atores mais famoso de Hollywood desde a década de 1970. Aos 80 anos, o astro revelou qual considera o maior arrependimento de sua carreira.Em entrevista recente à Fox News Digital, contou que, ao longo das décadas, dispensou dublês e arriscou o próprio corpo em cenas perigosas. Algumas gravações chegaram a durar 30 horas, e a decisão de realizar as sequências por conta própria trouxe consequências para sua saúde.
Eu me machuquei muitas, muitas vezes, mas depois de Os Mercenários, acabei com nove cirurgias na coluna e três artrodeses no pescoço. Meus dois ombros foram deslocados, meu olho, sabe, coloquei todo tipo de lente, foi brutal
O ator de Rocky Balboa também reconheceu que as cirurgias não eliminaram os efeitos das lesões e afirmou que precisou aprender a conviver com o desconforto.“Agora você precisa fazer as pazes com a dor o máximo que puder”, declarou.
“Fui um idiota”: astro revela arrependimentoAo comentar sobre os riscos que assumiu durante as gravações, o astro aconselhou os novos atores a não dispensarem o uso de dublês profissionais e alertou sobre os perigos de fazer cenas por conta própria.“Milhões, milhões de arrependimentos”, afirmou.“Não seja um exibicionista. Eu sei que muita gente está pensando em fazer acrobacias... não faça. Não faça. Deixe o profissional fazer. Você não pode vencer a gravidade; quando você atinge o chão, você perde, e isso cobrará um preço”, complementou.Questionado se sente orgulho de ter realizado as próprias cenas de ação, o ator negou.“Não. Acho que fui um idiota por ter feito isso”, concluiu.
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Cena de 'Rambo' | Foto: Divulgação
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Cena de 'Rocky Balboa' | Foto: Divulgação
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Cena de 'Rota de Fuga' | Foto: Divulgação
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Cena de 'O Especialista' | Foto: Divulgação
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Cena de 'Creed: Nascido para Lutar' | Foto: Divulgação
A Netflix vai ampliar a presença de produções brasileiras em seu catálogo com a inclusão de 18 títulos originais da Globo. O acordo entre as empresas prevê a chegada de 14 filmes, três novelas e uma série, com direitos de exibição em diferentes territórios. As estreias estão programadas a partir de dezembro deste ano e ao longo de 2027.Entre as obras previstas estão os filmes 'Ainda Estou Aqui' e 'Vitória', este segundo estrelado por Fernanda Montenegro. As produções serão disponibilizadas com opções de dublagem e legendas em diferentes idiomas, mas a disponibilidade dos títulos dependerá do território e dos direitos de exibição de cada obra.
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Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, está entre os 18 títulos da Globo licenciados para a Netflix | Foto: Divulgação
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Vitória, dirigido por Andrucha Waddington, também integra o pacote de produções licenciadas. | Foto: Divulgação
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A novela Caminho das Índias, escrita por Glória Perez e dirigida por Marcos Schechtman, também integra o pacote de produções incluídas no acordo. | Foto: Divulgação
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A série Vai Que Cola, criada por Leandro Soares e dirigida por João Fonseca e Regis Faria, também faz parte das produções incluídas no acordo entre a Netflix e a Globo. | Foto: Divulgação
Quais produções da Globo chegam à Netflix?O filme 'Ainda Estou Aqui' será disponibilizado exclusivamente no Brasil. Já 'Vitória' terá distribuição global, conforme as informações divulgadas sobre o acordo. Entre os outros títulos incluídos estão a novela 'Caminho das Índias' e a série 'Vai Que Cola'.A relação completa das 18 produções ainda não foi divulgada, assim como o cronograma individual de lançamento de cada obra. A previsão é que os títulos cheguem ao catálogo gradualmente, até meados de 2027.Parceria entre Netflix e GloboA parceria busca ampliar a distribuição internacional das produções brasileiras. Para Pedro Garcia, diretor de Direitos da Globo, via entrevista realizada pelo Terra, o acordo representa uma oportunidade de alcançar novos públicos e fortalecer a presença do audiovisual nacional."Para nós, é um orgulho ver o interesse pela produção brasileira crescer em diferentes mercados", declarou. "Há décadas, nos dedicamos a levar a riqueza da nossa cultura para o mundo. Ao unir essa experiência à escala global da Netflix, damos mais um passo para levar a criatividade brasileira a novas audiências, ampliando a presença e fortalecendo o reconhecimento do audiovisual brasileiro no exterior", comentou.Já Elisabetta Zenatti, vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, destacou o potencial do acordo para estabelecer uma parceria duradoura entre as empresas."Estamos felizes por poder levar a excelência da Globo a audiências do mundo todo", afirmou. "Desejamos que este acordo seja apenas o primeiro passo de uma longa parceria entre duas empresas que compartilham a ambição, o primor criativo e o compromisso de levar a cultura brasileira ainda mais longe."Veja o trailer de Ainda Estou Aqui:
Quem procura uma série diferente para assistir antes que ela desapareça do catálogo precisa ficar atento às próximas semanas. A Netflix se prepara para retirar uma produção britânica que conquistou fãs com personagens imprevisíveis, humor sombrio e uma história de amadurecimento longe dos clichês adolescentes. The End of the F***ing World deixará a plataforma em 4 de novembro, após oito anos disponível no serviço de streaming.
Lançada originalmente em 2017, a série ganhou projeção internacional depois de chegar à Netflix em 2018. Com duas temporadas, 16 episódios e 94% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a produção se tornou uma das histórias mais peculiares do catálogo, mas acabou ficando fora do radar de parte do público.Agora, a proximidade da retirada é uma oportunidade para revisitar a trama ou conhecê-la pela primeira vez.Série britânica conquistou público com humor sombrioA história acompanha James, interpretado por Alex Lawther, um adolescente de 17 anos que acredita ser um psicopata, e Alyssa, vivida por Jessica Barden, uma jovem rebelde que deseja escapar dos problemas de sua vida familiar.Quando os dois decidem fugir juntos, o que começa como uma tentativa de abandonar a rotina se transforma em uma viagem repleta de acontecimentos inesperados. Entre situações absurdas, violência e descobertas pessoais, os protagonistas desenvolvem uma relação que mistura desconfiança, atração e vulnerabilidade.Em vez de apostar na fórmula tradicional das séries adolescentes, a produção combina comédia sombria, romance e drama para explorar personagens que não se encaixam facilmente nos padrões sociais. A jornada dos dois também aborda questões como solidão, conflitos familiares e as dificuldades de lidar com sentimentos durante a juventude.Episódios curtos permitem maratonar antes da retiradaUm dos diferenciais de The End of the F***ing World é o formato enxuto. Ao longo de duas temporadas e 16 episódios, com aproximadamente 20 minutos cada, a série desenvolve sua história sem exigir longas horas diante da tela.A duração reduzida ajuda a manter o ritmo da narrativa, enquanto o humor desconfortável e as situações extremas contrastam com momentos de fragilidade emocional. Essa combinação contribuiu para transformar a produção em um título cult, reconhecido por apresentar uma visão pouco convencional sobre o primeiro amor e o amadurecimento.A recepção da crítica também reforça a relevância da série. No Rotten Tomatoes, a produção registra 94% de aprovação, com elogios à originalidade da narrativa, às atuações e ao equilíbrio entre comédia e drama. Para quem busca uma história diferente das produções adolescentes mais tradicionais, a minissérie pode ser uma descoberta interessante.Por que a Netflix vai retirar a série do catálogo?Apesar de ter sido amplamente associada à Netflix no mercado internacional, The End of the F***ing World foi originalmente produzida pelo Channel 4, emissora britânica responsável pela série. O streaming adquiriu os direitos de distribuição por um período determinado, e a retirada está relacionada ao encerramento desse acordo, que não foi renovado.A produção terminou em 2019, após duas temporadas. Criada por Charlie Covell, a história foi concluída sem planos anunciados para uma terceira temporada, o que permite acompanhar uma narrativa com começo, desenvolvimento e desfecho definidos.Covell também esteve à frente de KAOS, série lançada pela Netflix em 2024. Enquanto isso, The End of the F***ing World se aproxima de sua despedida do catálogo, com saída prevista para 4 de novembro.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de tramas complexas, personagens moralmente ambíguos e histórias que misturam humor ácido com conflitos emocionais. The End of the F***ing World transforma uma fuga adolescente em uma jornada imprevisível, explorando temas como solidão, violência, afeto e amadurecimento sem recorrer às soluções mais convencionais do gênero.A química entre Alex Lawther e Jessica Barden, somada aos episódios curtos e ao tom provocador, ajuda a sustentar o interesse ao longo das duas temporadas. Embora a narrativa tenha momentos desconfortáveis, essa característica faz parte da identidade da produção.Com a retirada marcada para 4 de novembro, a série é uma opção para quem quer aproveitar o tempo disponível e conhecer uma obra britânica aclamada antes que ela deixe a Netflix. São apenas 16 episódios de aproximadamente 20 minutos, uma maratona que pode ser concluída em poucas horas.