❌

Normal view

Estudo mostra que exame de ondas cerebrais detecta sinais de Alzheimer

21 October 2026 at 21:20

Um estudo publicado no Jornal da Associação de Alzheimer mostra que ondas cerebrais lentas durante a vigília (wSW), registradas no exame EEG (eletroencefalograma), podem servir como biomarcadores precoces para a neuro degeneração e para identificar estágios iniciais da doença de Alzheimer.

O resultado mostra que um exame rápido de EEG, de cerca de 2 minutos, pode ajudar no diagnóstico precoce, antes mesmo do surgimento de sintomas clínicos de declínio cognitivo.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto do Cérebro de Paris, Universidade Sorbonne, Hospital Pitié-Salpêtrière e do Instituto da Memória e da Doença de Alzheimer.

As ondas lentas de vigília (wSW) são oscilações lentas semelhantes às ondas observadas durante o sono, mas que surgem no eletroencefalograma (EEG) enquanto a pessoa está acordada.

No estudo, as medições de wSW são associadas como biomarcadores precoces para o depósito de amiloide e para a neuro degeneração – o que possibilita a identificação de idosos em risco nos estágios iniciais da doença.

No Alzheimer, o depósito de proteína amiloide e o processo de neuro degeneração constituem duas das principais lesões e marcas biológicas da patologia.

Para o estudo, foram observados 314 idosos, entre 70 e 85 anos, com queixas de memória durante 2 anos. 

Durante o acompanhamento, foram realizados exames de imagem (PET scans de amiloide e neuro degeneração).

Pirulla volta ao YouTube e atualiza estado de saúde após AVC

 

Cochilo, poluição e desemprego estão associados ao Alzheimer, diz estudo

21 October 2026 at 19:39

Cochilar frequentemente, passar por dificuldades financeiras, ter problemas emocionais e respirar um ar poluído são fatores, além do tabagismo e álcool, que podem estar associados ao risco de desenvolvimento do Alzheimer.

A associação está presente em um estudo desenvolvido por pesquisadores da Harvard, publicado na revista Alzheimer’s & Dementia, da Alzheimer’s Association, na edição de outubro. Os cientistas avaliaram cerca de 500 mil britânicos, entre 40 e 69 anos, do banco de dados UK Biobank, acompanhados por mais de 10 anos.

Ao todo, foram analisados 193 tipos de exposição divididos em cinco grupos (social, estilo de vida, químico, físico e ecossistema). Durante o período, 8.881 participantes, cerca de 1,77%, desenvolveram Alzheimer ou outro tipo de demência relacionada.

Dos fatores analisados, 76 apresentaram associação com a doença. Destes, 45 apresentaram risco e 31 apresentaram proteção.

Veja o índice: 

hierarchy visualization

 

 

Entre as condições destacadas como predispostas, estão:

  • Cochilar frequentemente: altera os padrões do sono e compromete a eficiência do sistema glinfático – via responsável por eliminar e limpar metabólitos e proteínas neurotóxicas do cérebro durante o descanso profundo.
  • Dificuldades financeiras: gera estresse contínuo, piora a qualidade de vida e limita o acesso a cuidados preventivos de saúde.
  • Polifarmácia: o número de remédios utilizados foi o preditor individual mais forte do modelo do estudo. O fator reflete a uma carga elevada de múltiplas doenças crônicas simultâneas (que podem contribuir), e não aos efeitos diretos dos medicamentos.
  • Problemas emocionais: depressão, ansiedade, solidão e oscilações do humor ativam respostas de estresse biológicas e sustentam um estado de neuroinflamação que acelera a degradação neurológica.
  • Ar poluído: a inalação de dióxido de nitrogênio e partículas finas está associada a maior risco e é apontada como agente neurotóxico, que pode causar inflamação no sistema nervoso central.
  • Cigarro e álcool: fumar atualmente, a exposição à fumaça de tabaco dentro de casa e o consumo inadequado de álcool também aparecem entre os fatores de risco.

Leia também: Exame de sangue capaz de diagnosticar o Alzheimer chega ao Brasil | CNN Brasil

O que pode ajudar a reduzir o risco

Por outro lado, 31 fatores apareceram como associados à redução do risco de desenvolvimento das doenças.

Veja a seguir alguns dos fatores:

  • Exercícios físicos regulares, atividades manuais e caminhadas: atuam por meio de mecanismos neuroprotetores diretos que podem preservar a idade do cérebro.
  • Convivência a dois: diminui o isolamento social, a solidão e o estresse, ajudando a promover o estímulo cognitivo. Quem mora com um parceiro teve risco 22% menor em relação a quem mora com outras pessoas.
  • Renda e segurança financeira: diminui a carga de estresse ligada à degradação do cérebro.
  • Consumo de ovos: pessoas que nunca comeram ovos apresentaram um risco 76% maior de desenvolver a doença.
  • Tecnologias digitais: o uso de computador e de celular foi associado a menor risco, o que reflete na estimulação cognitiva e na saúde do cérebro.

O estudo é observacional, ou seja, mostra associações e não comprova os fatores que causam a doença.

Leia também: Menopausa é associada a aumento de 15% no risco de Alzheimer, diz estudo | CNN Brasil

O que é o Alzheimer?

A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo que ataca a memória e a capacidade cognitiva, comprometendo as atividades diárias e o comportamento do paciente.

Segundo a Febraz (Federação Brasileira das Associações de Alzheimer), cerca de 2 milhões de brasileiros vivem com demência, número que pode triplicar até 2030. No mundo, o índice chega a mais de 50 milhões de pessoas convivendo com a doença.

O Alzheimer é uma doença sem cura e não se sabe qual é a sua causa.  Apesar disso, existem diversos estudos que tentam identificar fatores de risco que não são atribuídos apenas à genética, como no caso da pesquisa feita pelos cientistas de Harvard.

Ottawa taking down some federal websites over critical global vulnerability

21 October 2026 at 14:48
Developers ​of the PHP programming language said they had identified two critical vulnerabilities, and urged ​users to update their sites as soon as a fix was released.

El cocinero Sergi Arola regresa a Madrid con Austral: "Me hubiera gustado no dar tantos titulares en el pasado"

21 October 2026 at 11:41
El nuevo proyecto ofrece una propuesta centrada en la despensa del Pacífico Sur y la cocina tradicional de Chile, país en el que vive desde hace seis años. Reconoce sentir la presión y mira atrás más para aprender de los errores que para arrepentirse de nada. "Me creí empresario y no lo era", dice en alusión al cierre de Arola Gastro, su dos estrellas Michelin de la capital Leer

El nuevo proyecto ofrece una propuesta centrada en la despensa del Pacífico Sur y la cocina tradicional de Chile, país en el que vive desde hace seis años. Reconoce sentir la presión y mira atrás más para aprender de los errores que para arrepentirse de nada. "Me creí empresario y no lo era", dice en alusión al cierre de Arola Gastro, su dos estrellas Michelin de la capital

Tightening sanctions on Russia is 'the way to end this war,' says David Kramer

20 October 2026 at 23:50
To discuss the tensions between President Trump and Ukrainian President Zelenskyy, Geoff Bennett spoke with David Kramer. He held a number of senior positions at the State Department during the George W. Bush administration. He's now the executive director of the George W. Bush Institute in Dallas, Texas.

❌