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Influenciadora Malévola se pronuncia pela 1ª vez após prisão no Egito

22 October 2026 at 15:27

A influenciadora digital Malévola Alves, 22, se pronunciou nesta quinta-feira (22), após ser presa no Egito junto com uma amiga, depois de uma investigação sobre vídeos que circularam nas redes sociais.

A criadora de conteúdo foi liberada na manhã da última quarta-feira (21). A informação foi confirmada à CNN Brasil pela defesa e assessoria dela.

 

“Eles deixaram claro que a prisão foi porque éramos trans. Vocês não estavam lá, não acreditem no que vocês veem na internet”, começou dizendo em uma sequência de publicações no X (antigo Twitter).

Ainda na publicação, Malévola afirmou ter sido obrigada a ficar nua e, ao notarem seu órgão sexual, passou se tratada de maneira melhor. “Eu disse que não era trans. Só Deus sabe o que eu passei. Eu estou com crise de pânico, tenho ansiedade e depressão. Chegando no Brasil, vou direto ao médico. Estou tendo crise a todo momento”, explicou.

“Tudo vai ficar bem, eu fui abusada com minha amiga por diversos policiais. Vocês não sabem o que passamos naquela delegaria e agora estão rindo. Vocês são podres. O mundo dá volta. Um dia vocês podem passar por isso”, continuou.

“Eu fui muito humilhada”, diz Malévola Alves

Antes, a influenciadora também compartilhou um vídeo dizendo ter sido muito humilhada. “Eu fui muito humilhada, muito humilhada. Eu não paro de chorar desde que eu cheguei aqui no Marrocos. Eu vou gravar um vídeo contando tudo”.

Gente, a Ma não tá com celular porque não devolveram pra ela ainda, mas ela pediu pra postar esse vídeo pra tranquilizar vocês. Ela teve a liberdade e estamos voltando para o Brasil. ❤️‍🩹 https://t.co/CrMG37lnbw

— Malévola (@maleficaalves) October 22, 2026

Entenda o que aconteceu

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação.

Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito.

Segundo o órgão, a Embaixada tem prestado assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, “disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais’.

*Com informações de Khauan Wood, da CNN Brasil

 

Malévola deve chegar ao Brasil nesta quinta (22) após prisão no Egito

22 October 2026 at 10:50

Após ser presa no Egito por supostos comportamentos obscenos, a influenciadora Malévola Alves, de 22 anos, e sua amiga Bruna Mercatelli, chegam ao Brasil na noite desta quinta-feira (22). A informação foi confirmada pela defesa delas à CNN Brasil.

As duas foram liberadas nesta quarta-feira (21), depois do pagamento de uma fiança estipulada entre 20 mil e 40 mil libras egípcias, o equivalente a aproximadamente R$ 2 mil a R$ 4 mil.

As imagens reveladas pelas autoridades do país mostram a dupla fazendo gestos e dançando. Ainda segundo o governo egípcio, as brasileiras fizeram supostos comentários insinuantes e “assediaram” pessoas no local.

A defesa técnica da Malévola, constituída no Brasil, informou que após uma atuação conjunta entre a representação diplomática brasileira, os órgãos competentes e a equipe jurídica local no Egito, foi possível alcançar a liberação da influenciadora pelas autoridades egípcias.

Segundo o advogado Jonatha Carvalho Matos, responsável pela defesa, “o resultado é fruto de um trabalho coordenado, marcado pela cooperação internacional e pelo empenho de todos os profissionais e instituições envolvidos”.

Entenda o caso

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação. Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito.

Segundo o órgão, a Embaixada tem prestado assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, “disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais’.

Quem é Malévola Alves?

Malévola é o nome artístico de Mariana Alves, influenciadora digital trans que ganhou espaço nas redes sociais ao compartilhar conteúdos voltados para lifestyle, rotina e moda.

Atualmente, ela reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok, mantendo presença constante no Instagram. Hoje, no entanto, sua conta principal está desativada.

Prisão no exterior

Segundo a advogada internacionalista Rita de Cássia Silva, o Egito é signatário de tratados internacionais que garantem direitos aos presos estrangeiros e que, em caso do cometimento de um crime previsto no Código Penal de um país, um estrangeiro responde à lei local e não do local de nascimento.

“Em regra, pelo princípio da territorialidade, quem pratica uma conduta no território de outro país fica sujeito à legislação e à jurisdição daquele Estado. Ser turista ou brasileiro não confere imunidade. Uma conduta pode receber tratamento jurídico diferente daquele existente no Brasil”, disse.

A advogada comenta que deportação ou expulsão não se aplica diretamente nesse caso e que a extradição acontece quando um estado reclama para si a investigação, processo ou cumprimento de pena.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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