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Restaurante mais antigo do Brasil reabre quatro meses após incêndio

22 October 2026 at 14:55

Patrimônio cultural carioca e considerado o restaurante mais antigo do Brasil em atividade, o Café Lamas reabriu nesta quarta-feira (21), quatro meses após um incêndio destruir a cozinha e interromper o funcionamento de um dos estabelecimentos mais tradicionais do país.

Em publicação no Instagram, o Lamas celebrou o reencontro com o público com uma foto da equipe que trabalha há décadas no restaurante.

“Hoje, a alegria é ter essa turma reunida outra vez, pronta para receber vocês. Estamos juntos de novo”, diz a publicação.

Localizado no Flamengo, na zona Sul do Rio, o estabelecimento foi atingido por um incêndio em junho deste ano. As chamas destruíram a cozinha e só não se espalharam para os demais cômodos graças à agilidade dos militares do Corpo de Bombeiros. Veja como ficou o local:

Desde então, o Lamas permaneceu com as atividades suspensas e contou com uma corrente de solidariedade para enfrentar o período de inatividade. A campanha “Juntos pelo Lamas”, com o apoio de 25 bares do Rio e de São Paulo, arrecadou cerca de R$ 110 mil em doações. Os recursos foram utilizados para pagar funcionários e cobrir despesas correntes.

Café Lamas recebeu nomes como Machado de Assis e Carmen Miranda

Em funcionamento há 152 anos, o Café Lamas foi ponto de encontro de personalidades históricas, como Machado de Assis, Monteiro Lobato, Carmen Miranda, Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Oscar Niemeyer e Getúlio Vargas.

O restaurante também está ligado à fundação do Flamengo, em 1895, inicialmente como Clube de Regatas. Segundo o proprietário do estabelecimento, Milton Brito, um grupo de remadores começou a discutir a criação do clube em uma mesa da casa, após um desentendimento com integrantes do Fluminense.

Um dos pratos mais pedidos do restaurante é o filé à Oswaldo Aranha, acompanhado de batatas portuguesas, farofa, arroz e alho frito. O estabelecimento atribui a criação do prato, na década de 1930, a uma homenagem ao então ministro da Fazenda do primeiro governo de Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha.

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