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Qui gouverne la Guinée-Bissau ?

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Paul Klee. — « Structural I » (Structurel, I), 1924

On parle rarement de la Guinée-Bissau. Ce petit pays d'Afrique de l'Ouest, coincé entre le Sénégal et la Guinée, vient pourtant de vivre un moment politique assez saisissant. Le 26 novembre 2025, trois jours après l'élection présidentielle et juste avant l'annonce des résultats, l'armée interrompt le processus électoral et porte le général Horta N'Tam au pouvoir. Neuf mois plus tard, le 30 août, elle soumet aux électeurs une nouvelle Constitution. Adoptée par 70 % des votants, celle-ci renforce considérablement les pouvoirs du président et réduit de plus d'un tiers le nombre de parlementaires. Le Parti africain pour l'indépendance de la Guinée et du Cap-Vert (PAIGC), acteur historique de l'indépendance, avait appelé au boycott.

Le maître mot de cette réforme est la « stabilité ». Il faut dire que l'armée bissau-guinéenne entretient avec le pouvoir civil une relation pour le moins intense : coups d'État, tentatives de putsch et mutineries jalonnent la vie politique depuis les années 1980. Mais, à force de décrire un pays « instable », le constat finit par valoir explication.

Si la Guinée-Bissau est née d'un projet politique ambitieux, révolutionnaire et anticolonial porté par Amílcar Cabral, cet enchaînement de crises raconte plutôt l'affaiblissement de l'État sous l'effet des programmes d'ajustement structurel du Fonds monétaire international (FMI), et de la Banque mondiale, les luttes pour le contrôle de ses ressources et, depuis les années 2000, l'essor spectaculaire du trafic de cocaïne entre l'Amérique latine et l'Europe. Un État pauvre peut ainsi devenir le siège de pouvoirs très lucratifs.

La nouvelle Constitution entend mettre fin à cette séquence chaotique en renforçant l'exécutif à son sommet. Reste à savoir ce que pourra apporter une telle concentration du pouvoir présidentiel quand c'est l'institution État dans son ensemble qui a été progressivement fragilisée.

Dans « Le Monde diplomatique »

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