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Dos quartos partilhados ao regresso à casa dos pais: à procura de um teto no Porto, sem saber como “sair deste buraco”

Um colchão sobre paletes, 14 mudanças de casa, dois trabalhos que não chegam para recuperar a independência. Há quem viva na rua e quem já tenha dividido casa com dez pessoas. Na Praça D. João I, no Porto, o Expresso ouviu os testemunhos de quem vive o drama de procurar habitação e ter as portas fechadas para uma vida mais digna

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“O Porto é de quem o vive, não de quem o compra”: 11 dias de luta na rua pela habitação na Invicta

“O povo vai continuar a exercer o seu direito até ser inevitável ele ouvir-nos.” O recado ao primeiro-ministro partiu de uma praça que voltou a reunir cerca de mil pessoas. Houve música, poesia e uma promessa para sábado: “Voltaremos maiores e mais fortes”. Por agora, a organização do movimento vai gozar os “dias de folga concedidos caridosamente pela ação das forças policiais”. E decidiu “estrategicamente” suspender a comunicação com a imprensa

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“Egoístas por exigir um teto, agredidos por não baixar a cabeça”: sete dias na rua pela habitação no Porto. Este sábado há mais

Rendas incomportáveis, medo de perder a casa e uma carga policial ainda por esclarecer. Na Invicta, acumulam-se as razões para manter o protesto. Há respostas a Montenegro e a organização reafirma o caráter pacífico do movimento. Este sábado, os protestos continuam

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