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Maria Teresa Faleiro, 81 anos, vive há 22 na mesma casa em Lisboa e recebeu ordem de despejo: “Os velhos não têm proteção alguma. Este país não é para velhos”

Aos 81 anos, Maria Teresa Faleiro enfrenta a possibilidade de ficar sem casa já no próximo mês. A reformada, que vive em Lisboa há seis décadas, participou este sábado, 17 de outubro, numa manifestação contra o aumento do custo de vida, levando consigo um cartaz com uma mensagem que chamou a atenção: «Tenho 81 anos e estou a ser despejada».

Segundo a agência Lusa, a idosa juntou-se ao protesto organizado pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) para denunciar a situação que atravessa. Depois de 22 anos na mesma habitação, recebeu uma decisão judicial que determina a sua saída até ao dia 6 de novembro.

Vive na mesma casa há 22 anos e paga 724 euros de renda

Maria Teresa Faleiro reside na Calçada de Santana, na freguesia de Arroios, em Lisboa. É naquela habitação que passou os últimos 22 anos da sua vida, pagando atualmente uma renda mensal de 724,11 euros.

A reformada garante que sempre cumpriu as suas obrigações enquanto inquilina e que nunca deixou de pagar a renda. No entanto, os proprietários decidiram não renovar o contrato de arrendamento, dando origem a um processo que se arrasta há vários anos.

De acordo com o seu testemunho à Lusa, a situação começou há cerca de cinco anos, quando tentou evitar a perda da habitação. Entretanto, os senhorios avançaram com uma ação judicial e a decisão do tribunal chegou há poucas semanas.

“Houve um julgamento e a juíza deu 30 dias para abandonar a casa. Vou tentar recorrer, mas não tenho esperança nenhuma”, afirmou durante a manifestação.

“Tenho de sair no dia 6 de novembro“

A data aproxima-se e Maria Teresa Faleiro admite não saber para onde poderá ir. Apesar de contar com o apoio dos amigos, garante que não encontrou uma alternativa habitacional.

“Os meus amigos apoiam-me. Mas não há casas, não há nada”, lamentou a reformada, que se mostrou particularmente preocupada com a falta de soluções para pessoas da sua idade.

Aos 81 anos, considera que os idosos estão especialmente vulneráveis perante as dificuldades de acesso à habitação. “Os velhos não têm proteção alguma. Este país não é para velhos”, declarou à Lusa.

A inquilina pretende ainda tentar recorrer da decisão judicial, embora admita ter poucas expectativas quanto à possibilidade de permanecer na casa onde vive há mais de duas décadas.

Manifestação levou centenas de reivindicações às ruas

O testemunho de Maria Teresa Faleiro foi um dos que marcaram as manifestações promovidas este sábado pela CGTP em Lisboa, Porto e Coimbra, numa jornada de protesto contra o aumento do custo de vida.

Na capital, os participantes percorreram o trajeto entre o Cais do Sodré e a Praça do Rossio, exigindo melhores salários, pensões mais elevadas, serviços públicos de qualidade e medidas que facilitem o acesso à habitação.

Entre os manifestantes encontrava-se também Joana Bogalho, de 40 anos, que participou acompanhada pelo marido e pela filha de seis anos. Apesar de ter casa própria e rendimentos que considera superiores à média, afirmou que a família perdeu poder de compra devido ao aumento das despesas.

“Apesar de ganharmos um salário acima da média, o custo de vida aumentou tanto que temos menos poder de compra do que antes com salários melhores”, explicou à Lusa.

Protesto terminou com tendas montadas no Rossio

A manifestação terminou na Praça do Rossio, onde vários participantes montaram tendas numa iniciativa de protesto pelo direito à habitação, sob o lema «Não dá mais? Então monta a tua tenda!».

O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, encerrou o desfile com um discurso em que defendeu aumentos salariais, melhores pensões e medidas de proteção social.

Entre as reivindicações apresentadas esteve um aumento geral dos salários de 15% e a subida do salário mínimo nacional para 1.100 euros.

Para Maria Teresa Faleiro, porém, a preocupação mais imediata tem uma data concreta: 6 de novembro. É nesse dia que, segundo a decisão judicial que relatou à Lusa, deverá abandonar a habitação onde vive há 22 anos, sem ter ainda encontrado outro lugar para morar.

Leia também: Movimento pela habitação destaca mobilização em Faro e promete continuar protestos

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Americanos perguntaram a 3 especialistas qual é o prato que todos devem provar em Portugal e houve um que se destacou

Portugal é conhecido internacionalmente pelas suas praias, paisagens e património histórico, mas há outro motivo que continua a conquistar os turistas estrangeiros: a gastronomia. Uma revista norte-americana decidiu perguntar a três especialistas em viagens quais são os pratos que ninguém deve deixar de provar durante uma visita ao país, e uma receita tradicional portuguesa destacou-se entre as recomendações.

A revista Travel + Leisure revelou as escolhas de profissionais ligados ao turismo em Portugal. Apesar de os pastéis de nata continuarem a ser uma das especialidades mais conhecidas além-fronteiras, os especialistas destacaram sobretudo os pratos de peixe, com especial atenção ao bacalhau à Brás.

Este prato português conquistou os especialistas

O bacalhau à Brás foi uma das principais recomendações apresentadas pelos especialistas consultados pela publicação norte-americana.

Preparado com bacalhau desfiado, batata palha, cebola e ovos, este prato é uma das receitas mais conhecidas da gastronomia portuguesa, sendo habitualmente servido com salsa e azeitonas.

Álvaro Diez Diaz, especialista em experiências turísticas em Portugal na Butterfield & Robinson, destacou a importância desta receita na identidade gastronómica nacional.

Segundo o especialista, existem três sabores que ajudam a contar a história de Portugal, incluindo as sardinhas assadas durante o verão e o bacalhau à Brás, que considera um exemplo da tradição e da cozinha de conforto portuguesa.

Especialista explica porque escolheria o bacalhau à Brás

Daniel Ponce, fundador de uma empresa de experiências turísticas sediada em Sintra, também apontou o bacalhau à Brás como uma das melhores escolhas para quem visita Portugal.

“Se tivesse de escolher apenas um prato, diria bacalhau, especialmente bacalhau à Brás”, afirmou à Travel + Leisure.

O especialista explicou que esta receita representa muito mais do que uma simples refeição, uma vez que está associada à história e aos hábitos alimentares dos portugueses.

Ponce recordou ainda a conhecida expressão de que existem mais de 365 maneiras de preparar bacalhau em Portugal, destacando a combinação de ingredientes que torna o bacalhau à Brás particularmente apreciado.

Sardinhas assadas também estão entre as recomendações

Embora o bacalhau tenha conquistado especial destaque, os especialistas aconselham os visitantes a explorar outras especialidades regionais.

Entre as sugestões encontram-se as sardinhas assadas, especialmente populares durante os meses de verão e nas localidades costeiras portuguesas.

A revista destaca também a importância de conhecer a gastronomia fora dos principais centros turísticos, uma vez que diferentes regiões apresentam receitas e tradições próprias.

Em Sintra, por exemplo, os travesseiros são apontados como uma especialidade que merece ser provada, enquanto nas zonas costeiras as sardinhas continuam a ocupar um lugar importante à mesa.

Há outro hábito alimentar português que surpreende os estrangeiros

João Carvalho, também especialista em experiências turísticas na Butterfield & Robinson, chamou a atenção para um elemento da alimentação portuguesa que nem sempre recebe o mesmo destaque internacional: a sopa.

Segundo o especialista, quem pretende comer como os portugueses deve começar por pedir uma sopa antes do prato principal.

Carvalho explicou que este alimento faz parte da rotina de muitas famílias portuguesas, sendo uma forma tradicional de incluir legumes na alimentação diária.

Outra das suas recomendações são os rissóis, frequentemente encontrados em pastelarias e estabelecimentos de restauração por todo o país.

Estes salgados, normalmente preparados com recheios de camarão, carne ou bacalhau, podem acompanhar uma sopa e constituir uma refeição ligeira tipicamente portuguesa.

Pastel de nata continua a ser obrigatório para os turistas

Apesar das recomendações centradas nos pratos principais, os especialistas não esqueceram aquela que é uma das sobremesas portuguesas mais reconhecidas internacionalmente.

O pastel de nata continua a ser considerado uma experiência gastronómica indispensável para quem visita Portugal.

A publicação norte-americana destaca a combinação da massa folhada estaladiça com o recheio cremoso, recomendando que seja servido quente e acompanhado por um pouco de canela.

A história deste doce está associada à tradição conventual portuguesa, particularmente à região de Lisboa, onde se tornou um dos símbolos mais conhecidos da pastelaria nacional.

Para os especialistas ouvidos pela Travel + Leisure, a gastronomia portuguesa vai muito além dos doces e das receitas mais divulgadas internacionalmente.

Entre pratos de peixe, sopas, salgados e especialidades regionais, a principal recomendação é descobrir os sabores tradicionais do país. Ainda assim, o bacalhau à Brás foi uma das escolhas mais consensuais, destacando-se como uma das receitas que melhor representam a cozinha portuguesa aos olhos dos visitantes estrangeiros.

Leia também: Uma sobremesa por mês? As novas regras dos refeitórios escolares estão a surpreender pais e alunos

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Faro despede-se de Ernesto Cabrita, o guia que dava a conhecer a cidade

Ernesto Nuno Cabrita, empresário e guia turístico ligado à divulgação da história e do património de Faro, morreu na sexta-feira, 16 de outubro. O seu falecimento motivou, este sábado, mensagens de pesar do município, de associações e de amigos, que recordam os passeios pela cidade, a paixão pelas motas e a boa disposição com que recebia quem se cruzava consigo.

A morte ocorreu na sequência de um acidente de mota em Caliços. Como o POSTAL noticiou, o alerta para o despiste foi dado às 20h22, segundo o oficial de dia ao Comando Nacional da GNR, citado pela Lusa. A mesma fonte indicou que a vítima mortal era o condutor do motociclo e que não houve feridos.

Município recorda um homem que vivia Faro com orgulho

Numa publicação nas redes sociais, o Município de Faro lamenta o falecimento “prematuro e inesperado” de Ernesto Cabrita, destacando o seu trabalho como empresário e guia turístico e a ligação à cidade cuja história, identidade e memórias partilhava com os visitantes.

A autarquia sublinha o espírito empreendedor e a forma entusiasta como promovia Faro, contribuindo, através da sua atividade, para dar a conhecer o concelho.

“Ficando a memória de um homem que vivia Faro com genuíno orgulho e paixão”, escreve o município, que apresenta condolências à família, aos amigos e às pessoas que acompanharam o seu percurso pessoal e profissional.

Os passeios turísticos em tuk-tuk e, mais recentemente, numa réplica do Ford T surgem também nas recordações partilhadas por quem o conhecia.

“O Ernesto era Faro”

O deputado Cristóvão Norte recorda uma relação construída ao longo de muitos encontros, desde os tempos do liceu até à participação em listas autárquicas, passando pelas conversas no café e na rua.

Na homenagem, evoca ainda Ernesto Cabrita como copiloto de ralis de Rui Ginjeira e uma expressão que se tornou a saudação entre ambos: “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe!”

“O Ernesto estava sempre por aí, como se fizesse parte da paisagem humana de Faro. Para mim, fazia”, escreve Cristóvão Norte, que lembra também o orgulho com que o guia lhe explicou os pormenores da réplica do Ford T.

O testemunho destaca a generosidade, o entusiasmo e a capacidade de proporcionar bons momentos a quem o rodeava. “Tinha essa raríssima qualidade de distribuir boa disposição”, afirma, encerrando a despedida com as palavras: “Até sempre, Ernesto. O Ernesto era Faro.”

Moto Clube, confraria e comerciantes prestam homenagem

O Moto Clube de Faro confirmou o falecimento do seu sócio e membro, descrevendo-o como “uma pessoa especial, de sorriso fácil, sempre alegre e bem-disposto”.

Na nota de pesar, o clube recorda um profundo conhecedor de Faro, das suas gentes e memórias, que gostava de partilhar esse conhecimento. Destaca igualmente a sua companhia nas viagens de mota, “sempre pronto a partilhar a estrada e os bons momentos”.

A Confraria Marinha da Ria Formosa, da qual Ernesto Nuno Cabrita também fazia parte, assinala o seu compromisso com a preservação e valorização do património marítimo, cultural e ambiental da região.

A organização, que indica 16 de outubro como a data do falecimento, recorda o guia turístico e responsável pelo projeto Look Al – Cultural Experience como um membro dedicado. “A sua partida priva-nos de um homem de causas, de um amigo e de um confrade exemplar”, escreve.

Também a Associação do Comércio da Baixa de Faro salienta o contributo de Ernesto Cabrita para divulgar a riqueza cultural e patrimonial da cidade. Na sua mensagem, descreve-o como “um defensor incansável do nosso património, de um amigo e de um dinamizador exemplar”.

A equipa das Ruínas Romanas de Milreu juntou-se às manifestações de pesar, recordando Ernesto Nuno Cabrita como “um farense orgulhoso da história da sua terra e amigo de Milreu”.

Na publicação, a equipa refere que, ao longo de mais de duas décadas, Ernesto e o seu tuk-tuk levaram centenas de visitantes ao monumento. Destaca a simpatia e a boa disposição que marcaram essa relação, bem como “uma alegria que iremos recordar com carinho”.

A nota de pesar termina com a apresentação de condolências à família e aos amigos.

Das voltas de mota às histórias contadas aos visitantes

As homenagens de amigos recuperam episódios de convivência e diferentes facetas do guia turístico.

Jorge Carvalho da Silva partilhou a recordação de um passeio de mota ao Alto do Malhão e destacou a capacidade de Ernesto Cabrita para contar histórias e prender a atenção de quem o ouvia.

“Conhecias Faro como poucos e, ao volante do teu Tuk Tuk, levavas os turistas a descobrir a nossa cidade”, escreveu. Na mesma publicação, recordou os encontros em Bordeira, nas charolas, e o início do ano vivido entre rimas.

Marta Correia evocou o empreendedor farense ligado à Look-Al e aos passeios em tuk-tuk, associando-lhe a expressão “#AskErnesto”. Na sua homenagem, escreveu que deixou “um legado de histórias, paixões, sorrisos e abraços”.

Manel DaCulatra recordou a amizade com Ernesto e o contributo do guia turístico para dar a conhecer a história de Faro. Na sua publicação, descreveu-o como um homem inteligente, culto e apaixonado pelo que fazia.

“No turismo histórico de Faro, deixaste a tua marca, partilhando o teu conhecimento e ajudando a dar vida à história da nossa terra”, escreveu.

Para além do percurso profissional, a homenagem destaca o caráter, a humildade e a amizade sincera de alguém que deixou uma marca na vida de quem o conheceu. “Faro perde alguém que conhecia e valorizava a sua história. O turismo perde um homem que fazia a diferença. E eu perco um amigo de quem gostava muito e cuja ausência vou sentir”, afirmou.

“Parte o homem, fica a memória. Parte a presença, fica a saudade”, acrescentou, encerrando a despedida com as palavras: “Faro ficou mais pobre. Eu também. Até sempre, pequeno grande homem.”

O restaurante “O David”, em Faro, juntou-se às manifestações de pesar, lembrando alguém que passou de cliente a amigo e ajudou a divulgar o estabelecimento junto de outras pessoas.

“Tu foste muito mais do que um cliente, Ernesto”, lê-se na publicação. O restaurante agradece a amizade e o apoio, descrevendo a morte como uma perda inesperada.

Paulo Castro, numa outra mensagem, recorda o sorriso e o contentamento com que Ernesto Cabrita saía para trabalhar no seu “Ford T”, levando a cultura farense aos turistas que visitavam a cidade.

Publicações questionam lomba, mas causas do despiste não estão esclarecidas

Além das homenagens, algumas publicações nas redes sociais levantam dúvidas sobre a segurança rodoviária no local.

Paulo Castro e Augusto José Guerreiro associam o acidente a uma lomba que descrevem como estando instalada numa curva. Guerreiro, numa publicação identificada com a localização de Caliços, questiona também a inclinação da via e o desgaste do piso, defendendo que as lombas deveriam ter sido colocadas nas retas anteriores, para obrigar os veículos a reduzir a velocidade antes da curva.

Nos comentários surgem opiniões divergentes. Alguns participantes contestam a localização da lomba e questionam a sinalização, enquanto outros defendem a sua função de redução da velocidade e salientam a necessidade de adaptar a condução às condições da estrada.

Estas apreciações não constituem uma conclusão sobre as circunstâncias do acidente. A informação da GNR divulgada pelo POSTAL confirma o despiste e a morte do condutor, mas não identifica as causas nem estabelece uma ligação entre a lomba e o acidente ou atribui responsabilidades.

Leia também: Despiste de motociclo em localidade de Faro deixa um morto

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Passaporte com novo prazo de validade? Isto é o que precisa de saber antes de renovar

Renovar o passaporte com menos frequência foi a promessa que acompanhou o anúncio do alargamento da validade de cinco para 10 anos. Mais de dois anos depois, porém, quem vai pedir o documento deve ter atenção: a validade geral continua a ser de cinco anos, segundo a confirmação mais recente do Ministério da Justiça ao Polígrafo.

A medida foi anunciada pelo Governo em 16 de julho de 2024, num pacote de simplificação e digitalização dos serviços públicos. Entre as iniciativas apresentadas estava expressamente o aumento do prazo de validade do passaporte eletrónico português.

O que estava previsto para o novo passaporte

O processo avançou com a publicação do Despacho n.º 14284/2024, de 3 de dezembro, que criou um grupo de trabalho para desenvolver e implementar um novo modelo de passaporte.

O documento associava o alargamento da validade ao reforço da segurança, à modernização dos sistemas informáticos e à simplificação dos procedimentos. Um dos objetivos era permitir a reutilização dos dados biométricos recolhidos para o Cartão de Cidadão, reduzindo tarefas repetidas e deslocações dos cidadãos.

O grupo integra representantes de diferentes entidades, incluindo o Instituto dos Registos e do Notariado, a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, a Polícia Judiciária e os governos regionais.

Calendário apontava para o segundo trimestre de 2026

O despacho estabelecia que os trabalhos deveriam permitir disponibilizar o novo modelo “a partir do segundo trimestre de 2026”.

Essa referência dizia respeito ao desenvolvimento do documento. A criação do grupo de trabalho não alterou, por si só, a validade dos passaportes emitidos.

O diploma previa ainda relatórios trimestrais sobre a execução das atividades, bem como a preparação das alterações legais necessárias à concretização do projeto.

Ministério da Justiça confirma os cinco anos

Questionado pelo Polígrafo, o Ministério da Justiça esclareceu: “O passaporte eletrónico português mantém atualmente o prazo de validade de cinco anos”.

Na resposta acrescentada à verificação em 15 de outubro, a tutela indicou que o grupo de trabalho continua a desenvolver um documento com requisitos elevados de segurança. Referiu também que o eventual alargamento da validade permanece em estudo.

A informação divulgada não apresenta uma nova data para a aplicação dos 10 anos.

Com que validade deve contar quem vai renovar?

Para o passaporte comum, a regra geral mantém-se nos cinco anos. O artigo 24.º do regime legal, na redação introduzida pelo Decreto-Lei n.º 138/2006, estabelece esse prazo.

Assim, o anúncio dos 10 anos não prolonga a validade do documento que já tem. Para organizar uma viagem ou decidir quando pedir um novo passaporte, deve considerar a data de caducidade nele inscrita e as regras atualmente aplicáveis.

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