Em Lagoa está a decorrer até domingo, dia 30 de agosto, mais uma edição da FATACIL.
Quem se deslocar ao espaço vai poder encontrar centenas de stands de artesanato, comércio e indústria, muitas opções ao nível da restauração e espetáculos equestres.
Mas, o que leva muita gente à FATACIL é a música.
Grandes figuras do panorama nacional têm passado por lá nos primeiros dias e vão continuar até ao último dia.
Para já, o destaque maior vai para os Vizinhos, que atuaram esta segunda-feira e fizeram a melhor ‘casa’, em termos de visitantes.
O grupo alentejano conseguiu levar a Lagoa mais de 24 mil pessoas, o que é – até agora – o recorde deste ano, acima até do que fez o popular cantor romântico Tony Carreira, que atuou no primeiro dia.
No sábado, o palco principal recebeu uma Festa M80 e, no domingo, atuou o grupo Hybrid Theory.
Esta noite, a música fica por conta do rapper Plutónio; amanhã, quarta-feira, vai fazer-se ouvir a voz potente de Sara Correia e na quinta-feira, o humor e as músicas malandrecas de Quim Barreiros vão animar quem aí se deslocar.
Richie Campbell é o senhor que se segue, na sexta-feira, e no sábado vai, de certeza, registar-se mais uma grande enchente, uma vez que para essa noite está agendado um concerto de Nininho Vaz Maia.
A edição deste ano da FATACIL encerra no domingo, com uma atuação do grupo Os Quatro e Meia.
Erguendo-se sobre imponentes falésias, este farol, situado no concelho de Lagoa, guarda histórias fascinantes que vão muito além da sua imponente torre e da luz que guia os navegantes.
Tudo começou a 1 de dezembro de 1920, data em que o Farol de Alfanzina foi oficialmente estabelecido e começou a funcionar.
Naquela época, o seu funcionamento dependia do esforço humano, com a rotação da luz a ser gerada manualmente por uma pesada máquina de relojoaria alimentada a vapor de petróleo.
O progresso tecnológico trouxe grandes mudanças nas décadas seguintes, começando com a eletrificação através de geradores próprios em 1950, seguida pela ligação à rede pública e total automatização no início dos anos 80, até culminar numa remodelação completa com motores e sistemas modernos em 2004.
Hoje em dia, além de continuar a cumprir a sua missão de segurança marítima com alta tecnologia, o monumento tornou-se uma paragem obrigatória e um ponto de referência inesquecível para os amantes da natureza que percorrem o famoso Trilho dos Sete Vales Suspensos, considerado um dos percursos pedestres mais bonitos de toda a Europa.
A Rua da Barroca é uma das artérias mais emblemáticas de Lagos, um autêntico arquivo vivo de pedra e mar.
Famosa pelos seus arcos pitorescos, esta rua foi, durante séculos, a marginal da cidade, onde as águas da Ribeira de Bensafrim batiam diretamente no seu paredão até à década de 60.
Estrategicamente integrada no sistema defensivo das muralhas, a rua estendia-se entre o Baluarte de D. Manuel (mais tarde conhecido como “da Porta Nova”) e as estruturas do antigo Hospital Militar (atual Messe).
Mas a história da Barroca recua muito antes das muralhas medievais.
Escavações geoarqueológicas revelaram vestígios de um estabelecimento fenício do século VIII a.C., provando que este pedaço de terra junto ao mar é habitado há quase três milénios.
// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
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// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
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// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
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A vila da Luz, um dos polos turísticos mais importantes de Lagos, esconde um passado que mistura geologia, piratas e uma forte ligação ao mar.
A sua paisagem é marcada pela Rocha Negra, uma falésia escura que testemunha a atividade de um vulcão extinto há mais de dez mil anos, formado por lava de erupções ocorridas há 70 milhões de anos.
É neste cenário que a presença humana se faz sentir há vários milénios, muito antes dos registos oficiais da sua fundação, em 1673.
Ao longo dos séculos, a vila cresceu virada para o oceano. A pesca da sardinha e da baleia ganhou grande força nos séculos XV e XVI, durante a época dos Descobrimentos.
Para proteger os pescadores dos ataques de piratas, corsários e das armadas espanholas, foi construída no século XVII a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, um dos melhores exemplares da arquitetura militar da época no Algarve.
A religião também sempre foi central nesta antiga aldeia. Originalmente chamada de Nossa Senhora da Luz em honra da sua Santa Padroeira, a vila abriga a Igreja de Nossa Senhora da Luz, um Imóvel de Interesse Público.
O monumento mistura os estilos gótico, manuelino e barroco, guardando uma inscrição de 1521, um teto em abóbada estrelada e uma pia batismal única com sete quinas.
A modernidade chegou a partir de 1928 com os primeiros banhistas, dando início ao turismo que ditaria a mudança do nome para Praia da Luz.
Hoje, a freguesia cresce focada no futuro, procurando equilibrar o desenvolvimento urbano com a preservação da sua essência histórica e rural.
A FATACIL está mesmo quase a chegar e promete voltar a ser um dos principais certames do verão algarvio.
Esta grande feira, que alia as vertentes da gastronomia, do artesanato, do turismo, da agricultura e da música, decorre em Lagoa, entre os dias 21 e 30 de agosto.
Como sempre, pelo palco principal vão passar nomes bem conhecidos dos portugueses.
O popular cantor romântico Tony Carreira será o primeiro a dar música aos muitos milhares de pessoas que ali se desloquem, logo na noite de abertura, na sexta-feira, dia 21 de agosto.
Outros dos principais cabeças de cartaz desta edição são Sara Correia, no dia 26, Quim Barreiros, no dia 27, e Nininho Vaz Maia, que atua no dia 29.
Para além destes grandes concertos no palco principal, o evento vai ter outros espetáculos num palco secundário com artistas do concelho e da região, celebrando o talento local.
Outro dos grandes destaques do cartaz é um programa internacional de equitação.
No que ao palco principal diz respeito, o cartaz musical é o seguinte:
Situada longe da pressão dos núcleos urbanos e rodeada por sistemas naturais sensíveis, a Praia de São Rafael, em Albufeira, é um autêntico refúgio de areia dourada e águas cristalinas.
Localizada junto ao empreendimento turístico com o mesmo nome, esta zona balnear destaca-se pela sua beleza cénica e pela atmosfera exclusiva de uma praia equipada, mas de uso condicionado.
O que torna São Rafael verdadeiramente única é o seu cenário geológico.
O areal é abraçado por arribas calcárias que, moldadas pela força do mar e da chuva, criaram esculturas naturais fascinantes.
Em seu redor, entre arcos, algares e leixões, a natureza exibe aqui toda a sua criatividade.
Nas dunas, as plantas salgadeiras completam o quadro: ao início ou final do dia, é possível ver os cristais de sal a brilhar nas suas folhas.
Nas suas imediações existem pelo menos duas outras praias, pequenas, mas deslumbrantes, que também vale bem a pena visitar.
Uma delas, a encantadora Praia dos Arrifes, situa-se a nascente e a outra, a idílica e quase secreta Praia do Ninho das Andorinhas, do lado contrário.
Vila Real de Santo António (VRSA) não é uma localidade comum, pois nasceu em 1774 de um plano geométrico quase obsessivo do Marquês de Pombal.
O seu principal objetivo era marcar a fronteira portuguesa frente à Espanha. E rapidamente! Daí que VRSA tenha demorado apenas cerca de… dois anos a ser construída.
No século XVIII, a unidade de medida padrão para desenhar ruas e edifícios era o palmo de craveira, que equivalia a exatamente 22 centímetros.
Como o Iluminismo exigia uma simetria perfeita, o coração de VRSA reflete essa regra ao milímetro, sendo que cada um dos lados da atual Praça do Marquês de Pombal mede rigorosamente 330 palmos, o que dá cerca de 72,6 metros.
Isso permitiu que toda a malha urbana passasse do papel à realidade num tempo recorde, num feito de engenharia militar e planeamento sem precedentes para a época.
Farol
A nível geográfico, este concelho possui uma curiosa característica.
Conta com três freguesias, mas a de Vila Nova de Cacela está fisicamente isolada das restantes.
Isto significa que para ir de Monte Gordo ou da sede do concelho até Cacela é obrigatório atravessar a freguesia de Altura, que pertence ao concelho vizinho de Castro Marim, funcionando como uma verdadeira “ilha” territorial.
Outro elemento curioso é o facto de, embora ostentando a designação de Vila, VRSA é, na verdade, uma cidade, tendo obtido esse estatuto em 11de março de 1988.
Localizado numa das paisagens mais impressionantes do Algarve, este monumento guarda uma história rica que mistura religião, debates antigos e o avanço da tecnologia no mar.
Para que o farol pudesse ser construído foi necessário derrubar um espaço religioso muito antigo, a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. A compra foi feita pelo Ministério da Marinha, em 1911, por cerca de 250 mil réis.
Esta demolição causou muita tristeza e revolta na população local, já que o templo tinha séculos de história e era muito visitado por pescadores e devotos.
Apesar dos protestos, a segurança da costa falou mais alto e o projeto seguiu em frente.
O farol começou a funcionar no dia 1 de julho de 1913, com uma torre de pedra de 9 metros de altura e casas para os faroleiros ao lado.
Ao longo dos anos, a tecnologia do local mudou bastante para acompanhar os novos tempos. No início, a luz funcionava com um candeeiro a petróleo que alcançava cerca de 20 milhas de distância.
Mais tarde, em 1952, o farol recebeu eletricidade e, poucos anos depois, ganhou um sistema a gás para garantir que a luz não se apagasse em caso de falha.
Hoje em dia, tudo funciona de forma totalmente elétrica e automática, emitindo flashes de luz branca a cada 7 segundos que podem ser vistos a cerca de 37 quilómetros de distância.
Atualmente, o farol de paredes brancas cria um contraste perfeito com o amarelo das rochas gigantes e o azul-turquesa do oceano.
O local deixou de ser apenas um aviso para os barcos e tornou-se um dos pontos turísticos e miradouros mais fotografados de Portugal.
É o ponto de partida perfeito para os visitantes que querem fazer passeios de barco pelas famosas grutas da região ou caminhar pelos passadiços de madeira para assistir a um pôr do sol inesquecível.
Batizada em 1950, em honra de Manuel Teixeira Gomes — ilustre portimonense, escritor, diplomata e antigo Presidente da República —, esta praça de raiz oitocentista mantém-se como um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade.
Recuando aos anos 20, a praça fervilhava de vida com os seus famosos “cafés-restaurantes” e bailes sociais. Hoje, esse espírito de convivência permanece bem vivo.
Graças às suas inúmeras esplanadas, ao lago central e à vista privilegiada para o rio, a praça é o local de eleição tanto para os locais como para os visitantes que procuram relaxar e desfrutar do ambiente marítimo de Portimão.
Durante décadas, o centro da praça foi dominado por um coreto, inaugurado em 1925, que servia de palco principal para concertos e cerimónias oficiais.
Embora o coreto original tenha sido polemicamente demolido nos anos 60 para dar lugar ao atual monumento escultórico em homenagem a Teixeira Gomes, a memória não se perdeu.
Em 2010, a Junta de Freguesia de Portimão construiu uma réplica do antigo coreto, instalada a poucos metros de distância, em plena zona ribeirinha, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.
Compreendendo o espaço entre o Jardim Bívar e a icónica Casa Inglesa, a Praça Teixeira Gomes continua a ser o cenário onde a identidade de Portimão se renova todos os dias, entre um café à beira-rio e a contemplação da estátua do seu filho mais ilustre.
A pitoresca vila de Ferragudo (concelho de Lagoa) prepara-se para reviver uma das suas tradições mais profundas e emotivas com a chegada da grandiosa Procissão em Honra de Nossa Senhora da Conceição.
Trata-se de um evento religioso e cultural que atrai todos os anos centenas, ou mesmo milhares de moradores e visitantes, unidos pela fé e pela beleza de uma celebração única no Algarve.
O momento mais aguardado e marcante desta festividade é o deslumbrante percurso sobre as águas do Rio Arade, onde o rio se transforma num cenário de devoção e onde a terra e o mar se unem numa homenagem tocante aos que fazem da pesca a sua vida.
A edição deste ano está agendada para o próximo sábado, dia 15 de agosto, tendo o seu início marcado para as 18h00 no Largo da Igreja, de onde a imagem da padroeira sairá para descer as principais ruas da vila em direção à zona do Salva-Vidas.
É precisamente junto ao rio, perante uma grande multidão de fiéis e curiosos, que se realiza a tradicional bênção das embarcações e dos pescadores, num momento de grande recolhimento onde se pede proteção para os homens que enfrentam o mar todos os dias.
Logo a seguir, os andores são cuidadosamente colocados a bordo de barcos engalanados para dar início à viagem náutica pelas águas do Arade, num cortejo marítimo muito bonito que é acompanhado de perto por dezenas de embarcações locais e por todos os navegantes que se queiram juntar.
Após o emocionante percurso na água, a procissão regressa a terra firme para percorrer as restantes ruas da vila, subindo calmamente de volta até terminar com o regresso solene à Igreja, fechando com chave de ouro um dia de grande emoção, cor e união comunitária que mantém bem viva a identidade desta terra piscatória.
No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.
O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.
A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.
Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.
A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).
Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.
Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.
Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.
Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.
Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.
Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.
O Festival do Marisco de Olhão, um dos maiores e mais emblemáticos eventos do verão algarvio, abriu portas esta segunda-feira, dia 10 de agosto.
Quem se deslocar ao Jardim Pescador Olhanense até sábado, dia 15 de agosto, poderá apreciar alguns dos mais afamados e populares pratos da gastronomia ligada ao mar, sobretudo os que incluem mariscos e bivalves da Ria Formosa.
A música também marca forte presença no evento.
O primeiro nome de peso a subir ao palco é Matias Damásio, que tem concerto marcado para esta noite.
Amanhã, terça-feira, há a atuação de Deejay Telio e, na quarta-feira, o principal espetáculo musical fica por conta da dupla Némanus.
Para os últimos três dias foram programados os concertos de Calema (5ª feira, 13), Mariza (6ª feira) e da cantora brasileira Daniela Mercury, no sábado.
Novidades desta edição
Segundo informa a Câmara de Olhão, nesta edição, para responder à elevada afluência, a organização estruturou uma nova área de venda de marisco que promete reduzir de forma significativa os tempos de espera e dar uma maior fluidez a todo o serviço de atendimento.
Na zona dedicada à street food, a oferta diversifica-se com a estreia absoluta do Poke Market, trazendo opções frescas e saudáveis que se juntam aos tradicionais hambúrgueres e pizzas.
O paladar regional fica ainda mais doce, com a presença da conhecida pastelaria Kubidoce, que leva ao recinto as suas especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, com especial destaque para os doces Floripes e Moncarapachense.
A inovação tecnológica também marca esta edição através da distribuição de pulseiras com códigos QR em praias e locais estratégicos da região. Ao ler o código, o público ganha acesso direto a uma comunidade oficial no WhatsApp, que funciona como um guia digital interativo que disponibiliza informações em tempo real sobre estacionamentos disponíveis, acessos rodoviários, portas de entrada e a localização exata dos espaços de restauração.
Esta mesma plataforma servirá, no final do evento, para os visitantes responderem a um inquérito de satisfação focado na melhoria contínua do festival.
Em paralelo, e aproveitando o facto de os icónicos Mercados de Olhão serem semifinalistas nacionais no concurso Novas 7 Maravilhas de Portugal, o recinto acolhe um espaço exclusivo dedicado a esta candidatura, onde os interessados podem aprofundar o conhecimento sobre este património histórico e receber brindes oficiais da campanha.
O preço dos bilhetes
Os ingressos podem ser adquiridos através da Ticketline (aqui) e da respetiva rede de distribuição autorizada, permitindo aos visitantes garantir desde já o acesso a vários dias de música, gastronomia e animação.
Os bilhetes diários custam 13 euros (exceto nos dias em que atuam os Calema e Daniela Mercury, em que sobem para 16 euros) e os passes de 5 dias podem ser adquiridos por 77 euros.
Localizada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a aldeia de Burgau, em Vila do Bispo, deve o seu nome aos pequenos búzios que abundam nas suas rochas.
Conhecida como a “Santorini portuguesa”, esta vila algarvia encanta pelas suas ruelas estreitas e pedonais, ladeadas por casas brancas de contornos azuis e repletas de flores.
O passeio por entre o casario termina invariavelmente no mar, onde barcos de pesca recordam a forte tradição marítima da zona — que, no século XVI, era um ponto estratégico para a faina do atum.
Atualmente, embora o turismo e o alojamento local sejam o motor económico, Burgau preserva a sua essência.
A praia, situada numa baía protegida por falésias, oferece águas tranquilas e um areal extenso.
Para quem procura a melhor vista, o topo da arriba a nascente revela um cenário deslumbrante que explica por que razão este destino é cada vez mais procurado, sem nunca perder a sua alma típica.
Situada numa zona nevrálgica de Lagos, encostada às antigas muralhas e com a frente voltada para a Praça do Infante, a Igreja de Santa Maria é um marco incontornável para quem percorre o centro histórico daquela cidade.
A sua história é feita de resiliência: construída originalmente em 1498 como Igreja da Misericórdia, o templo sobreviveu ao devastador sismo de 1755 – que destruiu a antiga igreja paroquial, levando Santa Maria a assumir esse papel – e a um grave incêndio em 1888.
Arquitetonicamente, o edifício que hoje admiramos é um exemplar do estilo neoclássico, fruto das importantes obras de recuperação ao longo dos séculos.
A sua fachada destaca-se pela simetria perfeita, com duas torres sineiras laterais que emolduram o portal central, uma janela de sacada e um nicho para imagem.
No interior, a nave única revela um ambiente de sobriedade e elegância, enriquecido por retábulos da segunda metade do século XVIII e três capelas colaterais.
É um testemunho vivo da evolução de Lagos, onde a arquitetura de defesa das muralhas se cruza com a imponência da fé.
Ícone incontornável do Algarve, a Praia da Rocha é muito mais do que um destino, é uma experiência completa.
Com um areal imenso que se estende por mais de um quilómetro, se não aprecia particularmente a areia sob os pés, pode, ainda assim, percorrê-la em toda a sua extensão através de um passadiço.
Se o esforço abrir o apetite pode entrar num restaurantes que vai encontrar pelo caminho.
Destaque, também, para a Área Desportiva, onde se realizam jogos e torneios das mais variadas modalidades desportivas de praia.
O extenso areal é, igualmente, um cenário ideal para a realização de grandes concertos musicais.
E é isso que acontece todos os anos, com os muitos que compõem o festival AfroNation.
A energia da marginal é contagiante: entre hotéis, o Casino e uma vida noturna de referência, as opções são quase infinitas.
Pode ainda aproveitar para dar um saltinho à marina ou, então, subir à Fortaleza de Santa Catarina, um dos miradouros mais fantásticos do Algarve.
Mas o verdadeiro segredo da Rocha continua a ser a sua beleza natural.
Por isso, não espanta que seja uma das praias mais procuradas do Algarve.
Se procura aquele Algarve que ainda se sente virgem e selvagem, a Praia de Vale dos Homens, perto do Rogil, no concelho de Aljezur, é o seu destino.
Mas prepare-se: o acesso não se faz por um caminho qualquer. É através de uma imponente escadaria de madeira com quase 300 degraus que se desce até este areal dourado.
Como diz o ditado, “para baixo todos os santos ajudam”, mas é na subida que o corpo sente o esforço.
Felizmente, a autarquia pensou nisso e instalou bancos estratégicos onde pode descansar enquanto enche os pulmões com o perfume da maresia e das estevas.
Ao chegar lá abaixo, a recompensa é absoluta.
Rodeada por enormes arribas de xisto que parecem muralhas naturais, esta praia no concelho de Aljezur é o refúgio perfeito para quem foge das multidões.
Quando a maré vaza, o cenário transforma-se e surgem pequenas piscinas entre as rochas, ideais para explorar com calma.
É um daqueles recantos onde o tempo parece parar e onde a natureza manda em tudo.
Embora o acesso exija algum preparo físico, a vista panorâmica durante o percurso e o sossego que encontra no areal fazem de Vale dos Homens uma experiência obrigatória.
É o Algarve no seu estado mais puro: exigente, deslumbrante e profundamente revigorante.
No coração da zona histórica de Olhão, onde hoje se cruzam turistas de todo o mundo, ergue-se um monumento que conta a história de um povo que transformou a humildade em grandeza: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.
A sua construção, iniciada em 1698, é um verdadeiro testemunho da força da comunidade local. Na fachada, uma inscrição imortaliza a origem do templo: “À custa dos homens do mar deste povo se fez este templo novo, no tempo em que só haviam umas palhotas”.
O que começou como uma pequena capela de pescadores evoluiu para a atual Igreja Matriz, um edifício barroco de planta longitudinal que hoje domina a baixa da cidade.
Ao entrar, somos recebidos por uma nave única e imponente, onde se destacam cinco altares e uma capela-mor quadrangular coberta por uma cúpula oitavada. O interior é um tesouro de arte sacra, exibindo um retábulo e arco triunfal em talha dourada, obra do prestigiado entalhador Manuel Francisco Xavier. No teto, um fresco delicado e a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Rosário, completam o cenário de devoção.
A fachada principal, reformulada na segunda metade do século XVIII com um impressionante coroamento triangular, é considerada uma das mais belas de todo o Algarve. Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Igreja Matriz não sobreviveu apenas ao terramoto de 1755, mas tornou-se o símbolo máximo da identidade de Olhão, unindo o mar, a fé e a arquitetura barroca num só lugar.
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Muito antes de ser o refúgio balnear que hoje atrai milhares de turistas, Alvor foi o cenário de um dos momentos mais marcantes da História de Portugal.
Foi ali que o rei D. João II faleceu, em 1495, após falharem os tratamentos nas Caldas de Monchique.
Este trágico episódio mudou o destino da terra que, por vontade expressa do “Príncipe Perfeito”, foi elevada a vila pelo seu sucessor, D. Manuel I.
Com raízes que recuam a um entreposto fundado por Aníbal Barca (Portus Hannibalis) e a um posterior castro celtibérico, a localidade soube reinventar-se ao longo dos séculos sem perder a sua profunda ligação ao mar.
A evolução do mar para o turismo
Historicamente, Alvor consolidou-se como um lugar de forte vocação marítima e piscatória.
Durante séculos, a subsistência da população dependeu do mar, da pesca e das suas salinas.
Nas últimas décadas, a terra operou uma transição extraordinária: de uma pacífica comunidade de pescadores, transformou-se numa importante estância turística internacional. Este crescimento foi impulsionado por um contínuo desenvolvimento económico e social que devolveu à localidade a importância dos seus tempos áureos.
As pragas de Alvor são uma das imagens de marca desta terra e das gentes.
Nascidas no seio da comunidade piscatória tradicional, os chamados “Alvoreiros”, estas pragas eram expressões e dizeres utilizados habitualmente durante discussões, picardias ou desavenças entre vizinhos e familiares.
Herança histórica e artística
A era de grande prosperidade deixou marcas profundas no património.
O maior exemplo é a sua deslumbrante Igreja Matriz, erguida no século XVI.
Este templo é célebre por exibir portais de estilo manuelino incrivelmente trabalhados, repletos de pormenores decorativos que testemunham a riqueza artística da época dos Descobrimentos.
Hoje, a alma de Alvor continua ligada às suas águas, mas com foco no lazer.
A requalificada zona ribeirinha é o ponto de encontro por excelência, convidando a passeios junto aos barcos tradicionais.
Daí abre-se o cenário idílico da Ria de Alvor, uma das zonas húmidas mais importantes do Algarve.
Este ecossistema estende-se num labirinto de canais e sapais, servindo de refúgio a várias espécies de aves e bivalves.
A poucas centenas de metros do centro da vila, a paisagem transforma-se num cenário balnear de excelência. Alvor é emoldurada por praias de areias douradas, como a vasta Praia de Alvor e a icónica Praia dos Três Irmãos, famosa pelas suas falésias.
Para unir este património de forma sustentável, foi construído o famoso passadiço de madeira de Alvor, que serpenteia ao longo das dunas, ligando a zona ribeirinha à praia com vistas deslumbrantes sobre o oceano.
Situada na costa sul de Vila do Bispo, a Praia do Zavial deslumbra pelo seu enquadramento natural, onde o areal de média extensão é abraçado por imponentes arribas calcárias cobertas de vegetação mediterrânica.
Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, esta praia combina a serenidade da paisagem com um passado de grande importância estratégica e histórica.
Desde o século XVI, o Zavial foi palco de uma relevante armação de pesca do atum, protegida pelo Forte de Santo Inácio do Zavial, erguido na década de 1630.
Mas o segredo mais dramático destas águas repousa no fundo do mar: em 1759, durante a Guerra dos Sete Anos, o navio francês Redoutable afundou-se aqui após uma intensa batalha naval contra a esquadra inglesa.
Hoje, o Zavial é um refúgio que preserva tanto a sua herança militar quanto a sua beleza selvagem.
A Guia é a verdadeira capital do frango assado, famosa em todo o país por esta especialidade gastronómica deliciosa e estaladiça.
Situada em pleno coração do Algarve, no concelho de Albufeira, junto à estrada EN125, esta vila consegue a proeza de juntar tradição, lazer e ótimas compras num único lugar.
Visitar a Guia e não comer um frango assado é quase um pecado. É o grande ex-líbris da terra e as dezenas de restaurantes locais servem-no como ninguém.
Antes ou depois de provar este prato típico, pode dar uma volta pela localidade para apreciar, sobretudo, os seus monumentos religiosos.
Igreja Matrizda Guia
A Igreja Matriz é dedicada a Nª Sra. da Visitação. Foi edificada no século XVII e no seu interior podem ser admirados o retábulo da Capela-Mor, uma imagem de Nossa Senhora da Visitação, provavelmente do século XVIII, as imagens de Santo António e de Cristo Crucificado.
A Ermida de Nossa Senhora da Guia é mais antiga, data do século XV, mas teve de ser reconstruída depois do terramoto de 1755 Terá, inclusivamente, estado na origem da povoação e, reza a lenda que naquele local apareceu a Virgem.
A umas centenas de metros encontramos outra ermida, a de São Sebastião, feita com o objetivo de ajudar a afastar a peste negra.
A Guia é, também, um ponto de paragem obrigatório para quem gosta de fazer compras. A poucos quilómetros do centro da vila, fica um enorme espaço comercial que serve toda a região. O grande destaque vai para o famoso Algarve Shopping, um centro comercial ao ar livre onde pode encontrar lojas para todos os estilos e gostos, um grande supermercado e uma ampla zona de restauração.
Se for em direção ao mar, encontra, também, a cerca de 6 quilómetros, praias famosas, como a da Galé e a dos Salgados.