Não se iluda com a beleza da cidade de Lagos. Ela é também um osso duro de roer. Que o diga quem, em determinada fase da história, a tentou conquistar e falhou redondamente.
Um dos que comprovaram a têmpera dos lacobrigenses e a eficácia das suas estruturas de defesa, em especial, as muralhas, foi o temível corsário britânico Francis Drake.
Em1587, numa altura em que Portugal estava sob o domínio espanhol, vindo de Cádis, onde destruíra mais de duas dezenas de navios inimigos, tentou desembarcar e saquear Lagos.
No entanto, a resistência local foi muito mais feroz do que previra.
Forçado a desistir, o corsário seguiu para Sagres, descarregando a sua frustração ao arrasar quase tudo o que encontrou entre o Porto da Baleeira e o Cabo de São Vicente.
Séculos mais tarde, durante as Guerras Liberais do século XIX, a cidade voltou a ser posta à prova pelo famoso Remexido, um temido guerrilheiro apoiante de D. Miguel.
Decidido a fazer Lagos render-se pela fome e pela sede, o Remexido montou um cerco implacável de um mês.
Posicionou canhões no Monte Moleão e no Cerro das Mós para bombardear a população, queimou os moinhos e destruiu o aqueduto.
Apesar do sofrimento imposto, os seus intentos falharam e, com a iminente derrota miguelista no Alentejo, viu-se obrigado a levantar o cerco, deixando finalmente a cidade em paz.
Para a noite de hoje, sexta-feira, destacamos as atuações dos The Gift, Ricardo Ribeiro com a Orquestra Jazz do Algarve, Clã e Moonspell, no segundo dia do Festival F, em Faro (saiba mais aqui), e de Carolina Deslandes, na Feira da Dieta Mediterrânica, em Tavira (mais informações aqui).
Para amanhã, sábado, recomendamos uma viagem ao interior algarvio, mais concretamente à povoação de Tôr, no concelho de Loulé, para assistir ao concerto dos alentejanos Bandidos do Cante. Confira o programa completo deste festival aqui.
Outra boa hipótese é voltar ao centro histórico de Faro para, no derradeiro dia do Festival F, assistir aos concertos de Carminho com a Orquestra do Algarve, Slow J e Maninho.
Para domingo, a dificuldade de escolha é grande. Na Praça dos Pescadores de Albufeira atua o famoso cantor e compositor José Cid. Em Tavira, no final da Feira da Dieta Mediterrânica, é Diogo Piçarra que sobe ao palco e, no Festival de Tôr, a música fica por conta dos grandes Xutos & Pontapés.
Mas estes são apenas alguns dos destaques de um fim de semana recheado de música. Confira aqui a agenda completa.
O Algarve tem muitos passadiços a partir dos quais se pode apreciar a beleza da região, enquanto se aproveita para fazer exercício físico.
Venha daí à descoberta de quatro deles. Vamos caminhar por arribas impressionantes, ver praias de sonho e assistir a um pôr do sol mágico, mas também desafiar os medos, caminhando por uma ponte suspensa na montanha.
Comecemos por um passadiço pequeno, mas que é dos mais impressionantes do Algarve.
Situado em Carvoeiro, no concelho de Lagoa, o percurso liga o Forte de Nossa Senhora da Encarnação — construído por volta de 1670 para proteger a costa dos ataques de piratas — ao icónico Algar Seco.
É lá que se localiza a mais famosa “Boneca” algarvia, uma formação rochosa única que esconde uma gruta com uma janela natural voltada para o mar.
2. Da Praia à Lagoa em Armação de Pêra (Silves/Albufeira)
Cumprida a primeira viagem, seguimos em direção a um trilho ideal para quem procura maior extensão.
Com 4 quilómetros de comprimento, esta caminhada pode ser iniciada junto à praia de Armação de Pêra.
Ao longo do percurso, o trilho atravessa uma ribeira e uma lagoa costeira, conduzindo os visitantes pelos cenários naturais e planos até junto à famosa Praia dos Salgados.
3. As Arribas Icónicas da Ponta da Piedade (Lagos)
A terceira sugestão fica no concelho de Lagos.
Estamos a falar dos Passadiços da Ponta da Piedade, a partir dos quais se consegue vislumbrar algumas das praias mais belas e fotografadas do Algarve, como a da Dona Ana e a do Camilo.
O caminho leva-nos até a um farol centenário, situado exatamente na Ponta da Piedade.
Dali, os mais aventureiros ainda podem seguir em direção à Praia do Porto de Mós, conhecida como um dos melhores locais da região para assistir a um pôr do sol mágico.
4. A Vertigem da Serra no Barranco do Demo (Monchique)
Se prefere o ambiente e o fresco da serra, a opção mais espetacular é o Passadiço do Barranco do Demo, situado bem perto da aldeia do Alferce, no concelho de Monchique.
Afastado do ambiente de praia, este trilho destaca-se pela sua vertente cénica e montanhosa.
O seu principal motivo de atração é uma imponente ponte suspensa com cerca de 50 metros de extensão, que cruza o desfiladeiro e é indicada apenas para os caminhantes mais corajosos.
Uma das mais conhecidas das gentes locais é a do Menino dos Olhos Grandes, que até já ganhou um monumento em sua honra.
A escultura faz, inclusivamente, parte do Caminho das Lendas, um percurso pedonal que liga cinco dos principais largos da zona histórica de Olhão.
Conta essa lenda que, nas noites escuras de Olhão, os pescadores do Bairro da Barreta costumavam encontrar um menino misterioso sentado no Largo do Carolas.
A criança vestia uma camisa simples, usava um gorro vermelho, trazia um cesto de vime no braço e chorava sem parar.
O que mais impressionava eram os seus olhos pretos, gigantes e muito brilhantes. Com pena do miúdo, os pescadores tentavam pegá-lo ao colo para o ajudar, mas levavam um grande susto.
Assim que o levantavam, o menino começava a ficar cada vez mais pesado, como se fosse feito de chumbo. Sem forças para aguentar tanto peso, os homens eram obrigados a largá-lo e, mal tocava no chão, o rapaz desaparecia por encanto.
Com o tempo, o povo ganhou tanto medo que deixou de sair à noite, até que um dia a criatura desapareceu para sempre.
Hoje, quem passeia por Olhão pode ver uma estátua de metal que recorda esta famosa lenda algarvia.
Um deles é o Festival F, que, entre os dias 3 e 5, leva a Faro grandes nomes da música nacional, como D.A.M.A, Bárbara Tinoco, The Gift e Moonspell, entre muitos outros.
Pode conferir aqui o cartaz, com todas as atuações agendadas.
Um outro grande evento que está quase a abrir portas é a Feira da Dieta Mediterrânica, que decorre entre os dias 3 e 6, em Tavira.
Os principais destaques vão para os concertos do grupo Vizinhos (dia 3, quinta-feira), Carolina Deslandes (dia 4, sexta), Marco Rodrigues (sábado) e Diogo Piçarra (domingo).
Mas há muitos outros motivos de interesse para visitar este certame. Pode saber mais sobre a programação aqui.
Outro nome forte da música portuguesa que tem concerto agendado no Algarve é José Cid. O popular cantor e compositor atua no domingo, dia 6, na Praça dos Pescadores, em Albufeira, no encerramento das Festas do Pescador, cujo programa pode consultar aqui.
Outros grandes concertos vão ter lugar em plena serra algarvia. A Festa de Tôr (concelho de Loulé) vai contar com as atuações dos Bandidos do Cante (sexta, dia 5) e Xutos & Pontapés (sábado, 6). Saiba mais aqui.
As Festas de Alcoutim vão contar com espetáculos de Tony Carreira (dia 11), David Antunes (dia 12) e Ivandro (dia 13). Mais informações aqui.
Em Vila do Bispo, no dia 12 realiza-se a primeira edição do festival “Há Música na Vila”, com um concerto de Richie Campbell. Saiba mais aqui.
Os irmãos Pedro e Hélder Moutinho têm um concerto marcado para o dia 13, no Cineteatro Louletano. Os bilhetes custam 12 euros e estão à venda aqui.
No mesmo dia, a popular cantora Rosinha encerra o Festival do Berbigão, na Figueira, concelho de Portimão. Confira aqui todo o programa.
Mas há muitos mais espetáculos musicais que pode ver, ao longo do mês, na região algarvia. Consulte aqui a agenda completa.
A Praia da Torralta é muito mais do que um destino de sol e mar, é um ícone que marcou uma era no turismo de Portimão e do Algarve.
Como o próprio nome indica, situa-se junto à zona, onde funcionou o empreendimento turístico com a mesma denominação.
Desde essa altura que aquela praia passou a ser uma das preferidas de quem visita a região algarvia.
O seu cartão de visita é irrecusável: águas cristalinas e tépidas que banham um extenso areal de areias douradas e finas que faz com que no areal nunca haja falta de espaço para mais um banhista.
Localizada estrategicamente entre a Praia de Alvor e a Praia dos Três Irmãos, a Torralta oferece um horizonte a perder de vista sob um mar de vários tons de azul, garantindo as melhores condições de conforto e segurança para dias retemperadores à beira-mar.
A praia beneficia da também da proximidade à típica vila de Alvor e conta com uma boas rede de infraestruturas hoteleiras e de restauração.
Uma das suas maiores mais-valias é o moderno passadiço, que permite longas caminhadas com vista quase infinita para o oceano.
Este percurso pedestre é um convite para caminhar entre monumentos históricos, praças animadas e a brisa do Rio Arade.
1. O Coração Comercial: Da Rua do Comércio à Praça da República
Alameda da Praça da República
Comece a manhã na Rua do Comércio e Rua Vasco da Gama. Este eixo é o pulmão comercial de Portimão, onde o movimento das lojas tradicionais reflete o quotidiano da cidade. No centro, a Praça da República (Alameda) serve de ponto de união, oferecendo um espaço amplo onde se destaca o monumental Colégio dos Jesuítas (1660), um gigante barroco que guarda o túmulo do seu fundador, D. Diogo Gonçalves.
2. Espiritualidade e Nobreza: Da Matriz ao Largo 1º de Dezembro
Suba até à Igreja Matriz, onde o portal tardo-gótico do século XV resiste como a memória mais antiga da fundação da vila. Desça depois para o Largo 1º de Dezembro, um “livro de história a céu aberto”.
A não perder: Os 10 bancos de azulejo de 1930 que narram a história de Portugal e a imponente fachada do Palacete Sárrea Prado (Teatro TEMPO).
3. Memória Política e Literária: Casa Manuel Teixeira Gomes
Siga em direção ao rio para visitar a casa natal do “Presidente-Escritor”. Esta casa oitocentista de traça simples algarvia é um refúgio de cultura. Espreite o pátio central e imagine a vida da família Gomes, que aliava aqui o negócio da exportação de figos à fruição do jardim nas traseiras.
A poucos metros, entre na Praça Teixeira Gomes. Batizada em 1950, esta praça de raiz oitocentista é a sala de visitas da cidade.
O Coreto: Repare na réplica do coreto original (destruído nos anos 60 e reconstruído em 2010), que devolveu à cidade um símbolo dos antigos bailes sociais. É o local ideal para um café com vista para o Arade.
5. Passeio pela Zona Ribeirinha: Arte e Tradição
Inicie a caminhada pela frente ribeirinha, que funciona como uma galeria de arte ao ar livre graças às esculturas feitas em vários simpósios.
Tradição: Passe pela zona onde o Festival da Sardinha acontece e observe as embarcações de recreio junto ao Clube Naval.
Antiga Lota: Quase a chegar à Ponte Velha, descubra este edifício de 1916. Originalmente uma central elétrica, tornou-se o local icónico onde o peixe era descarregado em cabazes. Hoje, após uma reabilitação profunda, acolhe o posto de turismo e espaços culturais, mantendo viva a alma do cais.
Termine o roteiro na antiga Fábrica de Conservas “São Francisco” (Féu Hermanos), atualmente transformada em museu. No exterior, um enorme guindaste recorda o tempo em que o cais fervilhava com a indústria conserveira. No interior, deixe-se envolver pela premiada exposição “Portimão, Território e Identidade”, o remate perfeito para compreender a simbiose entre a cidade e o rio.
A Ponta da Piedade, no concelho de Lagos, é um verdadeiro tesouro natural no Algarve, famoso pelas suas falésias deslumbrantes esculpidas pelo tempo.
Uma das formas mais económicas e incríveis de explorar esta costa é através dos seus magníficos passadiços de madeira, que oferecem um dos melhores trilhos pedestres da região.
Ao longo do caminho, o oceano Atlântico serve de cenário para um espetáculo inesquecível de luzes e cores, revelando paisagens deslumbrantes, praias espetaculares e rochedos com formas surpreendentes.
O percurso total estende-se ao longo do topo das arribas e começa com um troço inicial de cerca de um quilómetro e meio a dois quilómetros que liga a Praia de Dona Ana ao Farol, passando por miradouros fantásticos entre a Praia do Pinhão e a icónica Praia do Camilo, com a cidade de Lagos a vislumbrar-se bem lá ao fundo.
Em seguida, o passeio entra no segundo troço, de cerca de dois quilómetros e meio, entre o Farol da Ponta da Piedade e a Praia do Canavial.
Por fim, para quem deseja completar toda a caminhada, existe uma ligação extra de cerca de um quilómetro a partir da Praia do Canavial que leva os visitantes até à Praia de Porto de Mós.
Pelo caminho, pode ir vendo o vai e vem incessante dos barcos de turismo, a levar e trazer os clientes às grutas da Ponta da Piedade.
Essa é, de resto, uma outra forma recomendada de conhecer esta zona. Se o quiser fazer de imediato, perto do farol há uma escadaria que o leva até um pequeno cais onde costumam encontrar-se barcos que o podem levar a dar uma volta.
Juntando tudo, acaba por se percorrer um número considerável de quilómetros (sobretudo se depois tiver de se voltar ao ponto de origem), mas vale bem a pena.
E, se o atraso for grande, até vai ter o bónus de deleitar-se com um magnífico pôr do sol.
Em Lagoa está a decorrer até domingo, dia 30 de agosto, mais uma edição da FATACIL.
Quem se deslocar ao espaço vai poder encontrar centenas de stands de artesanato, comércio e indústria, muitas opções ao nível da restauração e espetáculos equestres.
Mas, o que leva muita gente à FATACIL é a música.
Grandes figuras do panorama nacional têm passado por lá nos primeiros dias e vão continuar até ao último dia.
Para já, o destaque maior vai para os Vizinhos, que atuaram esta segunda-feira e fizeram a melhor ‘casa’, em termos de visitantes.
O grupo alentejano conseguiu levar a Lagoa mais de 24 mil pessoas, o que é – até agora – o recorde deste ano, acima até do que fez o popular cantor romântico Tony Carreira, que atuou no primeiro dia.
No sábado, o palco principal recebeu uma Festa M80 e, no domingo, atuou o grupo Hybrid Theory.
Esta noite, a música fica por conta do rapper Plutónio; amanhã, quarta-feira, vai fazer-se ouvir a voz potente de Sara Correia e na quinta-feira, o humor e as músicas malandrecas de Quim Barreiros vão animar quem aí se deslocar.
Richie Campbell é o senhor que se segue, na sexta-feira, e no sábado vai, de certeza, registar-se mais uma grande enchente, uma vez que para essa noite está agendado um concerto de Nininho Vaz Maia.
A edição deste ano da FATACIL encerra no domingo, com uma atuação do grupo Os Quatro e Meia.
Erguendo-se sobre imponentes falésias, este farol, situado no concelho de Lagoa, guarda histórias fascinantes que vão muito além da sua imponente torre e da luz que guia os navegantes.
Tudo começou a 1 de dezembro de 1920, data em que o Farol de Alfanzina foi oficialmente estabelecido e começou a funcionar.
Naquela época, o seu funcionamento dependia do esforço humano, com a rotação da luz a ser gerada manualmente por uma pesada máquina de relojoaria alimentada a vapor de petróleo.
O progresso tecnológico trouxe grandes mudanças nas décadas seguintes, começando com a eletrificação através de geradores próprios em 1950, seguida pela ligação à rede pública e total automatização no início dos anos 80, até culminar numa remodelação completa com motores e sistemas modernos em 2004.
Hoje em dia, além de continuar a cumprir a sua missão de segurança marítima com alta tecnologia, o monumento tornou-se uma paragem obrigatória e um ponto de referência inesquecível para os amantes da natureza que percorrem o famoso Trilho dos Sete Vales Suspensos, considerado um dos percursos pedestres mais bonitos de toda a Europa.
A Rua da Barroca é uma das artérias mais emblemáticas de Lagos, um autêntico arquivo vivo de pedra e mar.
Famosa pelos seus arcos pitorescos, esta rua foi, durante séculos, a marginal da cidade, onde as águas da Ribeira de Bensafrim batiam diretamente no seu paredão até à década de 60.
Estrategicamente integrada no sistema defensivo das muralhas, a rua estendia-se entre o Baluarte de D. Manuel (mais tarde conhecido como “da Porta Nova”) e as estruturas do antigo Hospital Militar (atual Messe).
Mas a história da Barroca recua muito antes das muralhas medievais.
Escavações geoarqueológicas revelaram vestígios de um estabelecimento fenício do século VIII a.C., provando que este pedaço de terra junto ao mar é habitado há quase três milénios.
// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}
// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;
// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;
// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();
if (textoFinal.length === 0) return;
// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';
// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
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// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";
// 7. Começa a ler
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}
// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};
A vila da Luz, um dos polos turísticos mais importantes de Lagos, esconde um passado que mistura geologia, piratas e uma forte ligação ao mar.
A sua paisagem é marcada pela Rocha Negra, uma falésia escura que testemunha a atividade de um vulcão extinto há mais de dez mil anos, formado por lava de erupções ocorridas há 70 milhões de anos.
É neste cenário que a presença humana se faz sentir há vários milénios, muito antes dos registos oficiais da sua fundação, em 1673.
Ao longo dos séculos, a vila cresceu virada para o oceano. A pesca da sardinha e da baleia ganhou grande força nos séculos XV e XVI, durante a época dos Descobrimentos.
Para proteger os pescadores dos ataques de piratas, corsários e das armadas espanholas, foi construída no século XVII a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, um dos melhores exemplares da arquitetura militar da época no Algarve.
A religião também sempre foi central nesta antiga aldeia. Originalmente chamada de Nossa Senhora da Luz em honra da sua Santa Padroeira, a vila abriga a Igreja de Nossa Senhora da Luz, um Imóvel de Interesse Público.
O monumento mistura os estilos gótico, manuelino e barroco, guardando uma inscrição de 1521, um teto em abóbada estrelada e uma pia batismal única com sete quinas.
A modernidade chegou a partir de 1928 com os primeiros banhistas, dando início ao turismo que ditaria a mudança do nome para Praia da Luz.
Hoje, a freguesia cresce focada no futuro, procurando equilibrar o desenvolvimento urbano com a preservação da sua essência histórica e rural.
A FATACIL está mesmo quase a chegar e promete voltar a ser um dos principais certames do verão algarvio.
Esta grande feira, que alia as vertentes da gastronomia, do artesanato, do turismo, da agricultura e da música, decorre em Lagoa, entre os dias 21 e 30 de agosto.
Como sempre, pelo palco principal vão passar nomes bem conhecidos dos portugueses.
O popular cantor romântico Tony Carreira será o primeiro a dar música aos muitos milhares de pessoas que ali se desloquem, logo na noite de abertura, na sexta-feira, dia 21 de agosto.
Outros dos principais cabeças de cartaz desta edição são Sara Correia, no dia 26, Quim Barreiros, no dia 27, e Nininho Vaz Maia, que atua no dia 29.
Para além destes grandes concertos no palco principal, o evento vai ter outros espetáculos num palco secundário com artistas do concelho e da região, celebrando o talento local.
Outro dos grandes destaques do cartaz é um programa internacional de equitação.
No que ao palco principal diz respeito, o cartaz musical é o seguinte:
Situada longe da pressão dos núcleos urbanos e rodeada por sistemas naturais sensíveis, a Praia de São Rafael, em Albufeira, é um autêntico refúgio de areia dourada e águas cristalinas.
Localizada junto ao empreendimento turístico com o mesmo nome, esta zona balnear destaca-se pela sua beleza cénica e pela atmosfera exclusiva de uma praia equipada, mas de uso condicionado.
O que torna São Rafael verdadeiramente única é o seu cenário geológico.
O areal é abraçado por arribas calcárias que, moldadas pela força do mar e da chuva, criaram esculturas naturais fascinantes.
Em seu redor, entre arcos, algares e leixões, a natureza exibe aqui toda a sua criatividade.
Nas dunas, as plantas salgadeiras completam o quadro: ao início ou final do dia, é possível ver os cristais de sal a brilhar nas suas folhas.
Nas suas imediações existem pelo menos duas outras praias, pequenas, mas deslumbrantes, que também vale bem a pena visitar.
Uma delas, a encantadora Praia dos Arrifes, situa-se a nascente e a outra, a idílica e quase secreta Praia do Ninho das Andorinhas, do lado contrário.
Vila Real de Santo António (VRSA) não é uma localidade comum, pois nasceu em 1774 de um plano geométrico quase obsessivo do Marquês de Pombal.
O seu principal objetivo era marcar a fronteira portuguesa frente à Espanha. E rapidamente! Daí que VRSA tenha demorado apenas cerca de… dois anos a ser construída.
No século XVIII, a unidade de medida padrão para desenhar ruas e edifícios era o palmo de craveira, que equivalia a exatamente 22 centímetros.
Como o Iluminismo exigia uma simetria perfeita, o coração de VRSA reflete essa regra ao milímetro, sendo que cada um dos lados da atual Praça do Marquês de Pombal mede rigorosamente 330 palmos, o que dá cerca de 72,6 metros.
Isso permitiu que toda a malha urbana passasse do papel à realidade num tempo recorde, num feito de engenharia militar e planeamento sem precedentes para a época.
Farol
A nível geográfico, este concelho possui uma curiosa característica.
Conta com três freguesias, mas a de Vila Nova de Cacela está fisicamente isolada das restantes.
Isto significa que para ir de Monte Gordo ou da sede do concelho até Cacela é obrigatório atravessar a freguesia de Altura, que pertence ao concelho vizinho de Castro Marim, funcionando como uma verdadeira “ilha” territorial.
Outro elemento curioso é o facto de, embora ostentando a designação de Vila, VRSA é, na verdade, uma cidade, tendo obtido esse estatuto em 11de março de 1988.
Localizado numa das paisagens mais impressionantes do Algarve, este monumento guarda uma história rica que mistura religião, debates antigos e o avanço da tecnologia no mar.
Para que o farol pudesse ser construído foi necessário derrubar um espaço religioso muito antigo, a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. A compra foi feita pelo Ministério da Marinha, em 1911, por cerca de 250 mil réis.
Esta demolição causou muita tristeza e revolta na população local, já que o templo tinha séculos de história e era muito visitado por pescadores e devotos.
Apesar dos protestos, a segurança da costa falou mais alto e o projeto seguiu em frente.
O farol começou a funcionar no dia 1 de julho de 1913, com uma torre de pedra de 9 metros de altura e casas para os faroleiros ao lado.
Ao longo dos anos, a tecnologia do local mudou bastante para acompanhar os novos tempos. No início, a luz funcionava com um candeeiro a petróleo que alcançava cerca de 20 milhas de distância.
Mais tarde, em 1952, o farol recebeu eletricidade e, poucos anos depois, ganhou um sistema a gás para garantir que a luz não se apagasse em caso de falha.
Hoje em dia, tudo funciona de forma totalmente elétrica e automática, emitindo flashes de luz branca a cada 7 segundos que podem ser vistos a cerca de 37 quilómetros de distância.
Atualmente, o farol de paredes brancas cria um contraste perfeito com o amarelo das rochas gigantes e o azul-turquesa do oceano.
O local deixou de ser apenas um aviso para os barcos e tornou-se um dos pontos turísticos e miradouros mais fotografados de Portugal.
É o ponto de partida perfeito para os visitantes que querem fazer passeios de barco pelas famosas grutas da região ou caminhar pelos passadiços de madeira para assistir a um pôr do sol inesquecível.
Batizada em 1950, em honra de Manuel Teixeira Gomes — ilustre portimonense, escritor, diplomata e antigo Presidente da República —, esta praça de raiz oitocentista mantém-se como um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade.
Recuando aos anos 20, a praça fervilhava de vida com os seus famosos “cafés-restaurantes” e bailes sociais. Hoje, esse espírito de convivência permanece bem vivo.
Graças às suas inúmeras esplanadas, ao lago central e à vista privilegiada para o rio, a praça é o local de eleição tanto para os locais como para os visitantes que procuram relaxar e desfrutar do ambiente marítimo de Portimão.
Durante décadas, o centro da praça foi dominado por um coreto, inaugurado em 1925, que servia de palco principal para concertos e cerimónias oficiais.
Embora o coreto original tenha sido polemicamente demolido nos anos 60 para dar lugar ao atual monumento escultórico em homenagem a Teixeira Gomes, a memória não se perdeu.
Em 2010, a Junta de Freguesia de Portimão construiu uma réplica do antigo coreto, instalada a poucos metros de distância, em plena zona ribeirinha, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.
Compreendendo o espaço entre o Jardim Bívar e a icónica Casa Inglesa, a Praça Teixeira Gomes continua a ser o cenário onde a identidade de Portimão se renova todos os dias, entre um café à beira-rio e a contemplação da estátua do seu filho mais ilustre.
A pitoresca vila de Ferragudo (concelho de Lagoa) prepara-se para reviver uma das suas tradições mais profundas e emotivas com a chegada da grandiosa Procissão em Honra de Nossa Senhora da Conceição.
Trata-se de um evento religioso e cultural que atrai todos os anos centenas, ou mesmo milhares de moradores e visitantes, unidos pela fé e pela beleza de uma celebração única no Algarve.
O momento mais aguardado e marcante desta festividade é o deslumbrante percurso sobre as águas do Rio Arade, onde o rio se transforma num cenário de devoção e onde a terra e o mar se unem numa homenagem tocante aos que fazem da pesca a sua vida.
A edição deste ano está agendada para o próximo sábado, dia 15 de agosto, tendo o seu início marcado para as 18h00 no Largo da Igreja, de onde a imagem da padroeira sairá para descer as principais ruas da vila em direção à zona do Salva-Vidas.
É precisamente junto ao rio, perante uma grande multidão de fiéis e curiosos, que se realiza a tradicional bênção das embarcações e dos pescadores, num momento de grande recolhimento onde se pede proteção para os homens que enfrentam o mar todos os dias.
Logo a seguir, os andores são cuidadosamente colocados a bordo de barcos engalanados para dar início à viagem náutica pelas águas do Arade, num cortejo marítimo muito bonito que é acompanhado de perto por dezenas de embarcações locais e por todos os navegantes que se queiram juntar.
Após o emocionante percurso na água, a procissão regressa a terra firme para percorrer as restantes ruas da vila, subindo calmamente de volta até terminar com o regresso solene à Igreja, fechando com chave de ouro um dia de grande emoção, cor e união comunitária que mantém bem viva a identidade desta terra piscatória.
No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.
O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.
A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.
Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.
A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).
Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.
Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.
Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.
Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.
Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.
Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.
O Festival do Marisco de Olhão, um dos maiores e mais emblemáticos eventos do verão algarvio, abriu portas esta segunda-feira, dia 10 de agosto.
Quem se deslocar ao Jardim Pescador Olhanense até sábado, dia 15 de agosto, poderá apreciar alguns dos mais afamados e populares pratos da gastronomia ligada ao mar, sobretudo os que incluem mariscos e bivalves da Ria Formosa.
A música também marca forte presença no evento.
O primeiro nome de peso a subir ao palco é Matias Damásio, que tem concerto marcado para esta noite.
Amanhã, terça-feira, há a atuação de Deejay Telio e, na quarta-feira, o principal espetáculo musical fica por conta da dupla Némanus.
Para os últimos três dias foram programados os concertos de Calema (5ª feira, 13), Mariza (6ª feira) e da cantora brasileira Daniela Mercury, no sábado.
Novidades desta edição
Segundo informa a Câmara de Olhão, nesta edição, para responder à elevada afluência, a organização estruturou uma nova área de venda de marisco que promete reduzir de forma significativa os tempos de espera e dar uma maior fluidez a todo o serviço de atendimento.
Na zona dedicada à street food, a oferta diversifica-se com a estreia absoluta do Poke Market, trazendo opções frescas e saudáveis que se juntam aos tradicionais hambúrgueres e pizzas.
O paladar regional fica ainda mais doce, com a presença da conhecida pastelaria Kubidoce, que leva ao recinto as suas especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, com especial destaque para os doces Floripes e Moncarapachense.
A inovação tecnológica também marca esta edição através da distribuição de pulseiras com códigos QR em praias e locais estratégicos da região. Ao ler o código, o público ganha acesso direto a uma comunidade oficial no WhatsApp, que funciona como um guia digital interativo que disponibiliza informações em tempo real sobre estacionamentos disponíveis, acessos rodoviários, portas de entrada e a localização exata dos espaços de restauração.
Esta mesma plataforma servirá, no final do evento, para os visitantes responderem a um inquérito de satisfação focado na melhoria contínua do festival.
Em paralelo, e aproveitando o facto de os icónicos Mercados de Olhão serem semifinalistas nacionais no concurso Novas 7 Maravilhas de Portugal, o recinto acolhe um espaço exclusivo dedicado a esta candidatura, onde os interessados podem aprofundar o conhecimento sobre este património histórico e receber brindes oficiais da campanha.
O preço dos bilhetes
Os ingressos podem ser adquiridos através da Ticketline (aqui) e da respetiva rede de distribuição autorizada, permitindo aos visitantes garantir desde já o acesso a vários dias de música, gastronomia e animação.
Os bilhetes diários custam 13 euros (exceto nos dias em que atuam os Calema e Daniela Mercury, em que sobem para 16 euros) e os passes de 5 dias podem ser adquiridos por 77 euros.