Uma legislação surda às doenças e acidentes de trabalho
Nos litígios que os opõem aos organismos de saúde e proteção social, os trabalhadores que pretendem ver a sua afeção reconhecida como doença profissional ou acidente de trabalho são obrigados — mas frequentemente sem sucesso — a exprimir o sofrimento físico utilizando a linguagem do direito. A legislação, além de ter sido concebida para standards masculinos, comporta numerosos enviesamentos de género. O processo contra os dirigentes da France Télécom em 2019, na sequência dos suicídios de (…)
- 2026/09