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Apoios do mau tempo excluem vinhas plantadas ao abrigo do VITIS há menos de 5 anos

VTM

“A exclusão das vinhas em período de compromisso é incompreensível. Esse período destina-se a garantir a manutenção do investimento em condições normais, não a uma calamidade alheia à vontade do beneficiário”, afirmou hoje a Prodouro, associação sediada no Peso da Régua, distrito de Vila Real.

Decorre até 30 de outubro um período excecional de candidaturas ao regime de apoio VITIS 2026/2027, destinado à reestruturação e reconversão da vinha em Portugal continental, com uma dotação financeira de cinco milhões de euros e privilegia viticultores afetados pelo mau tempo verificado entre janeiro e fevereiro.

O presidente da Prodouro, Rui Soares, acrescentou à Lusa que, já no decurso do período de candidaturas, alguns associados deram conta desta situação de “exclusão das parcelas de vinha plantadas ao abrigo do apoio VITIS, há menos de cinco anos, que, por se encontrarem ainda em período de compromisso, não são elegíveis em termos de candidatura a este período excecional”.

“Ora, se nós aceitamos e compreendemos perfeitamente que uma parcela que tenha sido reestruturada há menos de cinco anos não se possa candidatar a um novo período de candidatura para um programa VITIS ‘normal’, não pode haver duplo financiamento para a mesma parcela, já não nos parece razoável que esta regra se aplique a um concurso extraordinário”, salientou.

O responsável defendeu que, num concurso excecional, as regras aplicadas não deveriam ser as de um concurso geral e apontou para um contrassenso com esta exclusão, porque em situações de precipitação intensa, são precisamente as vinhas mais novas as mais vulneráveis, por terem as terras ainda pouco consolidadas, pouco compactadas.

“Ora, não nos parece que isto faça qualquer sentido”, apontou.

Numa exposição remetida hoje ao ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ao presidente do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), Francisco Toscano Rico, e ao presidente do conselho diretivo do Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas (IFAP), Luís Souto Barreiros, a Prodouro pede que admitam, a título excecional, as parcelas ainda em período de compromisso com danos declarados às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, “aplicando-se o regime de força maior ao compromisso”.

Pedem ainda que confirmem que as parcelas com menos de 15 anos e danos declarados sejam autorizadas de forma generalizada, excluindo apenas as abrangidas por apoios incompatíveis.

Já em setembro, a Prodouro contestou a área mínima de candidatura que é de 0,3 hectares (3.000 metros quadrados) para este concurso extraordinário, não tendo obtido, até ao momento qualquer resposta à exposição então feita às mesmas entidades.

“As intempéries são muito aleatórias e nós não podemos qualificá-las se são maiores ou se são menores. São o que são. Estar a excluir candidaturas porque não têm uma área mínima de 0,3 hectares como se este fosse um concurso normal, na nossa opinião, não tem sentido”, referiu ainda Rui Soares.

No comunicado de hoje, a Prodouro disse que apurou que as vinhas históricas, na definição do IVV, não estão sujeitas à área mínima de 3.000 metros quadrados, congratulando-se “com esta solução, que reconhece o valor patrimonial dessas vinhas e as especificidades do Douro”.

“Mantém-se, porém, o pedido de esclarecimento sobre a aplicação da área mínima às restantes situações”, frisou a associação, que disse esperar que a “situação seja corrigida a tempo do encerramento das candidaturas”.

o prazo para apresentação de candidaturas à medida B.3.4 — Reestruturação e Conversão de Vinhas – VITIS Continente, campanha 2026/2027, acabava hoje, mas foi prorrogado até dia 30 de outubro.

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354 mil euros para apoiar clubes do concelho

VTM

Nas redes sociais, a autarquia explica que o montante representa um “aumento de 83 mil euros face ao período anterior”, traduzindo o “compromisso da autarquia com a promoção da prática desportiva, a formação dos jovens atletas e a valorização do movimento associativo”.

O Centro Desportivo e Cultural de Montalegre é o clube que mais recebe, 156 mil euros, seguindo-se o Grupo Desportivo de Vilar de Perdizes com 89 mil euros, o Grupo Desportivo e Cultural de Salto recebe 75 mil euros, a Academia de Futebol e Futsal “Abelhas Azuis” teve direito a 30 mil euros, a Associação Desportiva de São Romão – Parafita dois mil euros e Associação Desportiva WF Montalegre 50+ recebe também dois mil euros.

O investimento municipal regista um “crescimento e evidencia a aposta contínua no fortalecimento das estruturas associativas e na criação de melhores condições para a prática desportiva no concelho”, sublinha a autarquia liderada por Fátima Fernandes.

Através deste apoio, a autarquia procura “assegurar condições para o funcionamento das coletividades, incentivar a participação de crianças e jovens nas diferentes modalidades e contribuir para a continuidade do trabalho desenvolvido pelos clubes e associações”.

Para além da vertente competitiva, o município reconhece “o papel fundamental do desporto na promoção de hábitos de vida saudáveis, na inclusão social e na transmissão de valores como a disciplina, a responsabilidade, o espírito de equipa e o respeito”.

Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, destacou a importância do apoio às coletividades desportivas, sublinhando que o investimento municipal pretende “promover estilos de vida saudáveis e incutir nos mais jovens valores fundamentais como o espírito de equipa, a união, a disciplina, o respeito pelas regras e o fair play”.

A autarca salientou ainda o papel dos clubes na promoção do concelho, considerando-os “um excelente cartão de apresentação do município de Montalegre”, pelos resultados alcançados nas diferentes competições.

A presidente deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os que contribuem para o funcionamento das coletividades, desde dirigentes e equipas técnicas aos voluntários, colaboradores e associados, lembrando que “para além da prática desportiva, há aqui uma formação para a vida que importa salientar”.

 

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