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Ator que protagonizou Shazam! morre e deixa legado histórico

O ator norte-americano Michael Gray morreu aos 75 anos na cidade de Palm Desert, na Califórnia, nos Estados Unidos. O falecimento ocorreu no último dia 16 de outubro em decorrência de causas naturais, mas a notícia foi divulgada pelo portal Deadline na quinta-feira, 22.Gray ficou conhecido mundialmente ao interpretar o jovem Billy Batson na série de televisão ‘Shazam!’, exibida originalmente entre 1974 e 1976 pela emissora americana CBS. Michael Gray em ‘Shazam!’ - Foto: Reprodução | Redes Sociais Na história, o personagem era um adolescente comum que se transformava no poderoso super-herói Capitão Marvel sempre que gritava a palavra mágica que dava nome ao programa.No Brasil, a produção estreou na TV Globo em 1975 e ganhou reprises na grade do SBT durante o final da década de 1980. Enquanto Gray vivia a versão jovem do protagonista, o herói na forma adulta foi interpretado pelo ator Jackson Bostwick na primeira temporada e por John Davey na segunda temporada. Outros trabalhos de Michael GrayAntes de Shazam!, o ator participou de outras produções, como as séries ‘A Noviça Voadora’ (1970) e ‘The Little People’ (1972). Quase cinquenta anos após vestir a camisa vermelha do herói, ele fez uma participação especial no filme ‘Shazam! Fúria dos Deuses’ (2023), longa estrelado por Zachary Levi nos cinemas. Michael Gray fez uma participação especial no filme ‘Shazam! Fúria dos Deuses’ (2023) - Foto: Reprodução | Redes Sociais Durante sua participação na Comic-Con, em 2012, ele confessou que desconhecia os quadrinhos antes de ser escalado e precisou aprender toda a história do personagem às pressas para gravar.“Eu não conhecia o personagem nem a história quando fui escalado, então tive que aprender rápido. Foi divertido e exaustivo, desafiador e emocionante, tudo ao mesmo tempo”, contou.Michael Gray era casado com Stacy Benon Gray desde 1994 e deixa dois enteados, Ryan e Laurel Cooper.

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Guerra na Ucrânia e conflitos familiares inspiram filme cotado para o Oscar

Irwin (Miles Teller) é um engenheiro de classe média que vive nos Estados Unidos dos anos 1980, com a mulher e os dois filhos adolescentes. Recebe a proposta inusitada de seu irmão (Adam Driver), um ex-policial, para entrar no esquema de revitalização de um canal poluído em uma área remota de Nova York. Logo vai perceber que está metido em um negócio escuso com a máfia russa.Essa é a premissa de Tigre de Papel, novo longa do cineasta norte-americano James Gray. O filme abriu a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e é, desde já, um dos grandes filmes desta edição comemorativa de 50 anos do evento. O diretor esteve presente no Brasil para conversar com o público.Este é também um retorno do cineasta aos filmes policiais que marcaram o início de sua carreira, como Fuga para Odessa (1994) e Caminho sem Volta (2000). Mas esta nova produção é muito mais um filme anticlimático do que uma narrativa com grandes cenas de ação e perseguição policial.O diretor prefere observar os descaminhos de seus personagens, que querem apenas perseguir o sonho americano da prosperidade. Com isso, acaba apontando para a inevitável dissolução da família diante das escolhas individuais, talvez o grande tema do cinema de Gray.Era assim em Donos da Noite (2007), filme com o qual este aqui parece manter maiores similaridades porque ali também havia dois irmãos, em lados opostos da lei, que se envolviam com mafiosos e viam a família ruir. No entanto, talvez seja com o filme anterior do cineasta, Armageddon Time (2022), que este aqui mais se aproxima.Isso porque o longa remete ao início dos anos 1980, quando Ronald Reagan está prestes a vencer as eleições presidenciais e iniciar uma década de conservadorismo, essa mesma em que Irwin e sua família se encontram.Scarlett Johansson vive a esposa que cuida do lar e, em certo momento da trama, descobre uma doença grave que prefere esconder do marido. Ele também tenta omitir o buraco cada vez maior em que está metido, até que seja tarde demais.Gray conduz o drama com uma habilidade ímpar para tensionar a coação que o personagem sofre e equalizar isso com a situação política do país. Tigre de Papel - Foto: Divulgação Guerra e traiçãoOutro filme de peso nesta edição da Mostra é o longa russo Minotauro. Ou melhor, trata-se de uma produção franco-alemã-letã, mas falada em russo e que se passa no interior da Rússia, mesmo que filmado na Letônia, isso porque o cineasta Andrey Zvyagintsev vive hoje exilado na França.Considerado pelo governo russo como “agente estrangeiro, Zvyagintsev segue implacável na construção de um cinema que denuncia a opressão do Estado através dos dilemas familiares e íntimos dos personagens.Aqui conhecemos Gleb (Dmitriy Mazurov), chefe de uma empresa bem-sucedida que recebe uma bomba: precisa indicar, dentre seus funcionários, aqueles que deverão ser enviados à força para a linha de frente da atual guerra que a Rússia empreende em solo ucraniano.Burguês de família nuclear privilegiada, ele também enfrenta problemas domésticos. Gleb começa a desconfiar de uma possível traição de sua esposa, Galina (interpretada por Iris Lebedeva).Essa dualidade entre o micro e macro, entre as forças do Estado versus os dilemas familiares, já fazia parte da estrutura narrativa de um dos melhores filmes do diretor, Leviatã (2014).Em Minotauro, no entanto, a narrativa passa a se concentrar nas maquinações do marido em busca da verdade e de certa reparação, diante do ego e do moral machucados.Nessa escolha, reside o maior entrave do filme: o longa prenuncia um tema que será preterido a outro bem menos interessante, ainda que o diretor continue filmando com a mesma competência e o vigor de sempre. A cartada final, por sua vez, eleva a trama e aponta para as impunidades que são privilégios de poucos.Minotauro é o representante da França no próximo Oscar e é um dos cotados para indicação como Filme Estrangeiro. O longa estreia comercialmente nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro.Luta de classes Possible Love - Foto: Divulgação A Mostra apresentou também um dos filmes mais aguardados do público, a produção sul-coreana Amor Possível, do diretor Lee Chang-dong, também cotada para o Oscar.O filme veio da competição do Festival de Veneza, de onde saiu com o Grande Prêmio do Júri. Distribuído no Brasil pela Netflix, estreia na plataforma em 6 de novembro.Conhecemos dois casais de meia-idade de realidades opostas. O primeiro é formado por operários cujo marido foi demitido recentemente e entra em depressão.A mulher do segundo casal está filmando um documentário sobre a dificuldade enfrentada pelos trabalhadores no país e, ao fazer amizade com a esposa do marido desempregado, os convida a ser personagens de seu filme.São universos muito distintos, separados pela condição socioeconômica dos dois polos. A aproximação entre eles estabelece laços pouco prováveis, capazes de expor as contradições da sociedade coreana atual.Em alguma medida, segue na esteira de filmes como Parasita, de Bong Joon-ho (2019), e A Única Saída (2025), de Park Chan-wook.Lee, por sua vez, filma com mais naturalismo e com muito senso de humor também, sendo honesto e respeitoso com seus personagens.Mas é também bastante consciente do terreno em que está pisando. O título do filme, que pode gerar uma leitura ambígua sobre relações amorosas, vai muito além dos interesses pessoais.E é no desfecho do filme que o cineasta apresenta sua maior cartada. Ao evitar um tom conciliador e romântico demais para uma realidade nada aprazível, Amor Possível constrói um retrato de embates sociais e políticos que precisam se aproximar muito uma da outra para, assim, fazer explodir suas diferenças.*O jornalista viajou a São Paulo a convite da produção do evento

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Sessão da Tarde: saiba qual filme a Globo exibe nesta sexta (23/10)

A Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, exibe produções de diferentes gêneros ao longo da semana. Nesta sexta-feira, 23, a programação traz uma comédia nacional que acompanha uma disputa inesperada por uma fortuna. Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta sexta-feira, 23, é 'Tô Ryca 2', estrelado por Samantha Schmütz, conhecida pela série e pelo filme 'Vai que Cola', e Katiuscia Canoro, que interpretou "Lady Kate" no extinto Zorra Total.Na trama, Selminha está de volta pagando mais caro em tudo que quer. Porém, tudo é colocado à prova quando uma estranha com o mesmo nome ao seu se diz herdeira legítima da fortuna.Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para as 15h50. Vale lembrar que a programação pode variar conforme a região.Veja o trailer de Tô Ryca 2

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Prime Video desafia a Netflix e lança filme que faturou R$ 5,2 bilhões

O que transforma uma cinebiografia em um fenômeno mundial? Para quem quer aproveitar a folga com um filme capaz de emocionar, relembrar grandes sucessos musicais e revisitar a trajetória de um dos artistas mais famosos da história, o Prime Video prepara uma estreia de peso. Michael, cinebiografia lançada em 2026, chegou à plataforma nesta sexta-feira, 23, depois de ultrapassar US$ 1 bilhão em bilheteria mundial e conquistar um espaço histórico entre as maiores arrecadações do cinema. Com uma receita de aproximadamente R$ 5,2 bilhões na conversão cambial, o longa é uma das grandes apostas do Prime Video para 2026. A chegada ao catálogo pode ampliar ainda mais o alcance da produção, que transformou a história do Rei do Pop em um dos assuntos de destaque do cinema neste ano.Filme ultrapassou R$ 5 bilhões em bilheteria mundialDirigido por Antoine Fuqua, o longa arrecadou aproximadamente US$ 1,029 bilhão nas bilheterias mundiais, tornando-se a primeira cinebiografia a superar a marca de US$ 1 bilhão. O resultado também colocou a produção entre os grandes sucessos comerciais de 2026.Para converter os valores, foi considerada a cotação informada de US$ 1 equivalente a R$ 5,06. Com essa taxa, a arrecadação mundial de US$ 1,029 bilhão corresponde a cerca de R$ 5,21 bilhões. O valor é aproximado, já que a conversão não considera as variações cambiais ocorridas ao longo do período em que o filme esteve em cartaz.No Brasil, o desempenho também foi expressivo: o longa arrecadou aproximadamente R$ 169,9 milhões e levou mais de 7,5 milhões de espectadores aos cinemas. O resultado reforça a força comercial da cinebiografia e o interesse do público pela trajetória do cantor.O que esperar da cinebiografia de Michael Jackson?Interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, o protagonista é retratado desde a descoberta de seu talento como integrante do Jackson Five até a consolidação de sua carreira solo e seu impacto cultural mundial.A narrativa procura mostrar não apenas as apresentações que marcaram gerações, mas também as ambições artísticas e os caminhos percorridos por Michael Jackson para se tornar um dos maiores nomes da música. As performances e a recriação de momentos importantes da carreira ajudam a compor o retrato do artista para além dos palcos. Jaafar Jackson como Michael Jackson - Foto: Divulgação A produção é uma oportunidade para os fãs revisitarem músicas, performances e passagens marcantes da trajetória do Rei do Pop, enquanto novos espectadores podem conhecer aspectos de sua ascensão ao estrelato.Sucesso de público divide opiniões da críticaApesar do desempenho expressivo nas bilheterias, a recepção crítica foi menos entusiasmada do que a reação do público. Os índices apontam 38% de aprovação da crítica e 97% de aprovação dos espectadores no Rotten Tomatoes.A diferença evidencia como a produção provocou avaliações distintas: enquanto a crítica demonstrou reservas, o público respondeu de forma amplamente positiva. O resultado comercial, somado à aprovação dos espectadores, ajudou a consolidar o filme como um dos fenômenos cinematográficos do ano.Vale a pena?Sim, especialmente para quem é fã de cinebiografias musicais ou acompanha a trajetória de Michael Jackson. O filme combina performances, drama biográfico e uma retrospectiva da carreira de um artista que transformou a música pop e influenciou gerações.Para quem quer aproveitar o dia e fugir do tédio, a estreia no Prime Video pode ser uma boa oportunidade de conferir em casa uma produção que mobilizou milhões de espectadores nos cinemas. Com a chegada à plataforma nesta sexta-feira, 23, o longa ganha uma nova chance de conquistar o público e ampliar o debate sobre o legado do Rei do Pop.Veja o trailer!

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Minissérie da Netflix com 100% de aprovação para sua sexta (23/10)

A sexta-feira, 23, pode ser a oportunidade ideal para descobrir uma produção que passou despercebida por muita gente, mas merece espaço na lista de quem gosta de histórias complexas. Entre os títulos disponíveis na Netflix, uma minissérie sueca de 2022 combina tecnologia, disputas empresariais e dilemas sobre o futuro da música em uma trama que vai além da história de sucesso de uma startup. Som na Faixa tem seis episódios de aproximadamente 45 minutos, o que permite concluir a maratona em menos de cinco horas e aproveitar o tempo livre durante o fim de semana. Embora tenha ficado fora do radar de parte do público desde o lançamento, a produção aborda a criação do Spotify e os conflitos que acompanharam a transformação do consumo musical. Com uma narrativa que alterna diferentes pontos de vista, a minissérie também questiona quem realmente se beneficia das mudanças promovidas pelas plataformas digitais.Minissérie revela os bastidores de um fenômeno mundialCriada a partir da trajetória do empreendedor sueco Daniel Ek e de seu parceiro Martin Lorentzon, Som na Faixa apresenta os desafios envolvidos na criação do Spotify, em um período no qual a pirataria digital ameaçava o modelo tradicional da indústria fonográfica.No início dos anos 2000, serviços como Napster, LimeWire e The Pirate Bay facilitavam o acesso gratuito a músicas, muitas vezes sem autorização de artistas e gravadoras. Enquanto a indústria tentava combater a distribuição ilegal nos tribunais, uma nova geração de empreendedores procurava uma alternativa para oferecer música pela internet de maneira legal e acessível.A minissérie acompanha a tentativa de Ek de transformar essa ideia em um negócio viável. Mesmo depois de ser rejeitado pelo Google por não ter diploma universitário, ele desenvolve uma empresa de publicidade digital e consegue recursos para investir em um novo modelo de consumo musical.A criação do Spotify, no entanto, depende de muito mais do que uma boa ideia. A resistência das gravadoras, os interesses comerciais e os obstáculos tecnológicos mostram como foi difícil estabelecer uma plataforma capaz de competir com a pirataria e conquistar espaço no mercado.Seis episódios mostram diferentes lados da criação do SpotifyUm dos diferenciais da produção é a escolha de apresentar a história a partir das perspectivas de diferentes personagens envolvidos no desenvolvimento da plataforma. Em vez de concentrar toda a narrativa em Daniel Ek, a minissérie dedica episódios a profissionais que tiveram papéis fundamentais na construção do negócio.Entre eles está Per Sundin, executivo da Sony Music na Suécia, que precisa encontrar uma maneira de proteger a indústria tradicional sem ignorar as mudanças no comportamento dos consumidores. Também aparecem Martin Lorentzon, responsável pelo investimento inicial, Andreas Ehn, programador que ajudou a desenvolver o serviço, e Petra Hansson, advogada fundamental para viabilizar os acordos com as gravadoras.A estrutura permite acompanhar os interesses conflitantes por trás da criação de uma empresa que transformou a maneira como milhões de pessoas escutam música. Um dos episódios mais marcantes é dedicado a Petra, cuja atuação representa o esforço para conciliar a inovação tecnológica com as exigências legais e comerciais do setor.A narrativa também brinca com a ideia de que a história oficial nem sempre corresponde ao que aconteceu. Logo no início, a produção apresenta uma quebra de expectativa que prepara o público para versões diferentes dos mesmos acontecimentos.Produção questiona quem ganha dinheiro com o streamingApesar de acompanhar o nascimento de uma das empresas mais conhecidas da era digital, Som na Faixa não transforma a trajetória do Spotify em uma história de triunfo sem consequências. A série também explora as contradições de um modelo que oferece praticidade aos usuários, mas levanta dúvidas sobre a remuneração dos artistas.Essa discussão ganha força no último episódio, protagonizado por Bobbi T, uma cantora fictícia interpretada por Janice Kawander. Amiga de infância de Ek, ela acredita inicialmente que a nova plataforma poderá ajudar sua carreira. Com o avanço do streaming, porém, percebe que o grande alcance de suas músicas não se traduz necessariamente em uma renda suficiente para viver do próprio trabalho.A trajetória da personagem é uma escolha criativa que leva a narrativa para além dos fatos apresentados nos episódios anteriores. Por meio dela, a minissérie dramatiza um dos principais debates envolvendo os serviços de música digital: a distância entre o sucesso de uma plataforma e a remuneração de quem produz o conteúdo.Ao incluir esse conflito, a produção evita apresentar a inovação tecnológica como uma solução perfeita. O Spotify mudou o mercado, mas a série lembra que as transformações também criam novos problemas e distribuem seus benefícios de maneira desigual.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de tramas complexas, histórias inspiradas em acontecimentos reais e produções que exploram os bastidores de grandes empresas. Som na Faixa combina empreendedorismo, disputas de poder, tecnologia e conflitos humanos para contar uma história que ajuda a entender como o consumo de música mudou nas últimas décadas.A minissérie também se destaca por não se limitar à perspectiva de seus fundadores. Ao mostrar os interesses de executivos, programadores, advogados e artistas, constrói um retrato mais amplo das contradições envolvidas na criação do Spotify.Para quem procura algo diferente dos suspenses e dramas mais populares do catálogo, a produção é uma boa descoberta para a sexta-feira, 23. São seis episódios de cerca de 45 minutos, com duração total inferior a cinco horas, suficientes para uma maratona durante o final de semana.Veja o trailer!

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Interior da Bahia recebe sessão gratuita de cinema ao ar livre

Assistir a um filme em uma tela de cinema, com direito a pipoca e diversão ao ar livre, vai fazer parte da programação dos moradores de uma comunidade rural da Bahia nesta sexta-feira, 23. A iniciativa busca transformar uma noite comum em uma oportunidade de encontro, cultura e entretenimento para pessoas de diferentes idades.A sessão gratuita será realizada a partir das 18h, na comunidade de Monte Líbano, em frente ao Convento, em Mata de São João. A programação é aberta ao público e também deve reunir moradores de localidades vizinhas, com uma atração voltada para crianças, jovens e adultos. A experiência terá exibição de um filme de animação da Disney, além de distribuição gratuita de pipoca e algodão-doce. Para garantir mais conforto durante a sessão, também serão disponibilizadas cadeiras para o público acompanhar a história.A ação faz parte do projeto Mais Comunidade, promovido pelo Bracell Social, braço de investimento social da Bracell, que leva cinema a zonas rurais do Recôncavo, Litoral Norte e Agreste Baiano. A proposta é ampliar o acesso à cultura e ao lazer em regiões onde assistir a um filme em uma tela de cinema pode ser uma experiência inédita.Animação da Disney será atração da sessão gratuitaO público poderá assistir a Encanto, animação que acompanha a extraordinária família Madrigal, que vive em uma casa mágica na Colômbia, protegida por montanhas e cercada por mistérios. Cada integrante da família recebe um dom especial, utilizado para ajudar a comunidade, com exceção de Mirabel.Quando percebe que a magia que protege sua família está ameaçada, a jovem parte em uma jornada para salvar o milagre e descobrir segredos que envolvem suas origens. A narrativa aborda temas como acolhimento, diferenças, união e a importância dos vínculos comunitários.“O filme traz uma mensagem importante de proteção da comunidade, evidenciando que o verdadeiro valor das pessoas e dos laços que nos unem não está na utilidade ou na perfeição de seus dons, mas na capacidade de apoiar uns aos outros, acolher as diferenças e crescer juntos", afirma Cíntia Liberato, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da Bracell no Nordeste. "E é exatamente nisso que acreditamos: que a comunidade e a Bracell, juntas, podem construir laços fortes, contribuindo mutuamente para o desenvolvimento da região”, completa.Projeto leva cinema a comunidades rurais da BahiaIniciada em setembro, a iniciativa já passou por localidades como Lagoa de Baixa, em Rio Real; Pedras, em Catu; e Cepel, em Santo Amaro. A proposta do Mais Comunidade é proporcionar sessões de cinema ao ar livre e aproximar moradores de atividades culturais e de lazer.Segundo a gestora, a ação também busca alcançar pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de assistir a um filme em uma tela de cinema, ampliando o acesso a experiências culturais fora dos grandes centros. Comunidade rural terá exibição de animação da Disney - Foto: Reprodução Depois da passagem por Monte Líbano, o projeto seguirá para comunidades de Conde, Itanagra e Cardeal da Silva.Programação terá interação com moradoresAlém da exibição do filme, a programação prevê um momento de interação entre a equipe da Bracell e os moradores, com distribuição de brindes e um bate-papo sobre preservação ambiental e diálogo com a comunidade.A proposta é fazer da sessão não apenas uma oportunidade de entretenimento, mas também um espaço de convivência e aproximação entre os participantes.Sessão gratuita de cinema do projeto Mais ComunidadeQuando: Sexta-feira, 23 de outubro, às 18hOnde: Comunidade de Monte Líbano, em frente ao Convento, em Mata de São JoãoEntrada gratuita

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Minissérie da Netflix passou despercebida em 2026 e merece uma chance

Com o fim de semana se aproximando, encontrar uma boa série para acompanhar pode ser a oportunidade perfeita para escapar da correria e aproveitar o tempo livre. Para quem quer uma história capaz de prender a atenção sem exigir semanas de dedicação, a Netflix tem uma produção que merece entrar no radar.Lançada em 2026, O Atentado ao Voo Pan Am 103 reconstrói um dos episódios mais devastadores da história da aviação e acompanha uma investigação repleta de perguntas, pistas e obstáculos. Mesmo em meio à chegada de tantas novidades ao streaming, a minissérie pode ter passado despercebida por parte do público, apesar de reunir elementos que fazem dela uma das produções que merecem atenção neste ano. Com apenas seis episódios e duração média de 59 minutos cada, a trama oferece uma maratona que pode ser concluída em cerca de seis horas. É uma alternativa para quem prefere distribuir alguns capítulos ao longo dos dias ou reservar um período de descanso para assistir à história de uma só vez, antes do início de uma nova semana.Para quem quer aproveitar o tempo livre e fugir do tédio com uma narrativa envolvente, a produção combina fatos históricos, tensão e uma investigação que se estendeu por anos. Uma tragédia aérea que abalou o mundoEm 21 de dezembro de 1988, o voo 103 da Pan Am explodiu enquanto sobrevoava Lockerbie, no sudoeste da Escócia, após uma bomba ser escondida a bordo. A tragédia matou 270 pessoas, entre 243 passageiros, 16 tripulantes e 11 moradores que estavam em solo, em um episódio que se tornou o atentado terrorista mais letal da história do Reino Unido.É a partir desse acontecimento que O Atentado ao Voo Pan Am 103 constrói sua narrativa. A minissérie dramatiza a investigação e acompanha o impacto da tragédia sobre profissionais envolvidos no caso e familiares das vítimas, que passaram a enfrentar uma longa busca por respostas e responsabilização.A dimensão da destruição também ajuda a compreender a complexidade do trabalho investigativo. A explosão, a cerca de 9.144 metros de altitude, espalhou destroços por uma área de aproximadamente 2.184 quilômetros quadrados. Mais de 5 mil pessoas participaram das buscas, e cerca de 319 toneladas de destroços foram recuperadas.“Foi a maior cena de crime que o mundo já vira até aquele momento, e isso acabou se tornando uma metáfora para a enorme quantidade de informações que precisavam ser reunidas”, contou o roteirista Jonathan Lee ao Tudum, da Netflix.Investigação internacional transforma pistas em respostasUm dos principais eixos da série é a reconstrução do trabalho conduzido após o atentado. A produção acompanha personagens inspirados nos investigadores reais Ed McCusker e John Orr, interpretados por Connor Swindells e Peter Mullan, e mostra como a colaboração entre equipes de diferentes países foi fundamental para o avanço do caso.A investigação, considerada a maior apuração de homicídio da história da polícia escocesa, exigiu a coleta e a análise minuciosa de milhares de fragmentos de evidências. Entre os elementos decisivos estavam pequenas peças que ajudaram a esclarecer como a bomba foi construída e de que maneira o atentado foi executado.O processo levou 12 anos para resultar na responsabilização judicial dos envolvidos inicialmente investigados, mas a busca por justiça não terminou ali. A narrativa também evidencia como o trabalho dos investigadores se entrelaça com a dor e a insistência dos familiares das vítimas, que esperaram décadas por respostas.Caso real ainda carrega desdobramentosQuase quatro décadas depois da explosão, o atentado continua cercado por desdobramentos judiciais e questões históricas. Apenas uma pessoa havia sido condenada pelo ataque, enquanto outras investigações e processos continuaram a movimentar o caso.Entre os episódios mais recentes está o de Abu Agila Mohammad Mas’ud Kheir Al-Marimi, ex-agente de inteligência líbio acusado de fabricar a bomba. Ele foi preso em 2022, após alegações relacionadas a uma confissão que posteriormente contestou, afirmando ter sido coagido. O acusado nega responsabilidade pelo atentado.A história também está ligada ao contexto político entre a Líbia e os Estados Unidos na década de 1980. Em 1986, ataques aéreos norte-americanos atingiram Trípoli e Bengasi, em uma escalada de tensões que antecedeu o atentado. Em 2003, o governo líbio assumiu formalmente a responsabilidade estatal pelo ataque e pagou indenizações às famílias das vítimas, sem que Muammar Kadafi admitisse ter ordenado pessoalmente a operação.Ao abordar esse cenário, a minissérie amplia o olhar para além da explosão e apresenta as consequências humanas e políticas de uma tragédia que atravessou fronteiras.Produção conquistou aprovação da críticaAlém do peso histórico da narrativa, a recepção também chama atenção. O Atentado ao Voo Pan Am 103 registra 100% de aprovação da crítica e 86% do público no Rotten Tomatoes, segundo os índices informados pela plataforma.A combinação de drama histórico e investigação criminal faz da produção uma alternativa para quem gosta de histórias que exigem atenção aos detalhes. Em vez de apostar apenas no impacto do acontecimento, a minissérie acompanha o trabalho de reconstrução do caso e os diferentes caminhos percorridos até a busca por justiça.Com seis capítulos, a trama concentra os principais acontecimentos em um formato que favorece quem procura uma história fechada para acompanhar no tempo livre, sem comprometer vários dias de programação.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas complexas, baseadas em fatos reais e cheias de tensão, O Atentado ao Voo Pan Am 103 é uma opção que merece uma chance no catálogo da Netflix.A minissérie encontra força na dimensão histórica do caso, na investigação internacional e nos dramas de quem conviveu com as consequências da tragédia. O formato de seis episódios também ajuda quem procura uma produção envolvente para assistir em poucas horas, seja aos poucos, seja em uma única maratona.Mais do que reconstituir um atentado, a história coloca em perspectiva a dificuldade de reunir evidências, enfrentar interesses políticos e buscar respostas para centenas de vidas interrompidas.

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Filme leva herói dos quadrinhos de Laerte aos cinemas com sátira

O cinema brasileiro ganha um super-herói que está longe de corresponder à imagem tradicional de um salvador da sociedade. Baseado nos quadrinhos da cartunista Laerte Coutinho, o filme Overman chega aos cinemas de todo o Brasil em nesta quinta-feira, 22 de outubro, misturando comédia, crítica social e uma boa dose de autodepreciação para discutir temas como masculinidade tóxica, corrupção, insegurança e crise existencial. Em entrevista exclusiva ao Cineinsite A TARDE, o diretor Tomás Portella, a produtora Iafa Britz e os atores Caco Ciocler, Karina Ramil, Victor Lamoglia e Maria Lucas falaram sobre os desafios de levar o personagem para as telonas e construir uma história que utiliza o humor para questionar comportamentos presentes na sociedade brasileira.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando em Salvador. Criado por Laerte em 1998 e popularizado pelas tirinhas publicadas na Folha de S.Paulo, Overman é um herói de poderes extraordinários que enfrenta problemas bastante comuns: está desempregado, endividado, vive entre excessos e atravessa uma profunda crise existencial.Interpretado por Caco Ciocler, o personagem recebe uma proposta do Governador, vivido por Otavio Muller, para trabalhar na Secretaria de Segurança Pública. A oportunidade parece ser a chance de recuperar o prestígio e encontrar um propósito para a própria vida.No entanto, o novo emprego traz um desafio inesperado. Ao lado de Pâmela, a Mulher Cachorro, interpretada por Karina Ramil, Overman precisa lidar com uma parceira que demonstra ser mais competente, preparada e admirada do que ele. A perda do protagonismo coloca em evidência suas inseguranças e sua dificuldade de aceitar que outra pessoa possa ocupar o centro das atenções.Para Portella, transformar o universo das tirinhas em um longa-metragem foi uma oportunidade de explorar as contradições do personagem sem perder a essência da obra original. Trazer o universo da Laerte para o cinema é um privilégio. Estamos inaugurando esse caminho com Overman, mas acho que ela tem potencial para render muitos filmes e muitas outras coisas. Tomás Portella - Diretor Overman transforma as contradições de um herói em comédiaUm dos principais desafios da adaptação foi construir uma narrativa que funcionasse como um filme, mantendo a liberdade criativa e o humor característicos dos quadrinhos. Segundo Portella, as tirinhas permitem que a autora transite entre diferentes situações sem necessariamente precisar estabelecer uma continuidade entre elas. É um grande desafio, porque o Overman é um personagem complexo, contraditório, errado. É um personagem feito para ser amado justamente pelas características de que ele menos gosta em si mesmo. Tomás Portella - Diretor “Essas contradições são muito estimulantes para fazer um filme. Acho que a parte mais difícil é conseguir trazer uma coerência para essa história, porque as tirinhas não precisam necessariamente ter coerência. A Laerte vai de uma história para outra, volta, brinca com as situações. Então, fazer com que esse personagem, mesmo sendo todo errado, seja admirado pelo público é o grande desafio”, acrescenta.A complexidade do protagonista também foi um dos pontos que mais chamaram a atenção de Caco Ciocler durante a preparação para o papel. Para o ator, o humor de Laerte exige uma relação de descoberta com o material, já que nem sempre as situações apresentadas nas tirinhas oferecem uma interpretação imediata. Esse humor não é fácil de decifrar. O Tomás até lembrou que existe uma comunidade chamada ‘Não Entendi, Laerte’, porque não é algo simples de compreender. E isso é genial na obra dela. Eu voltava às tirinhas inúmeras vezes para tentar entender do que estava rindo, por que estava emocionado, por que estava fascinado. E a resposta não era simples. Caco Ciocler - Ator O ator também destaca que o equilíbrio entre a dimensão dramática do personagem e a proposta cômica do filme exigiu atenção durante todo o processo.“Da minha parte, posso dizer que encontrar esse equilíbrio entre o humor, a crítica, a autocrítica e as questões que existem dentro desse personagem foi um dos maiores desafios. São coisas muito profundas para mim, principalmente quando penso nesse cara existencialista, que vive uma crise existencial”, afirma.Ciocler afirma que interpretar o personagem de maneira excessivamente séria poderia comprometer a proposta da produção. “Se eu levasse o personagem muito a sério, às vezes o filme acabaria se tornando um drama. Ao mesmo tempo, eu sabia que existia um compromisso com o humor, com esse tipo de humor que não é fácil de decifrar. Foi um tour de force.” Herói foi criado por Laerte em 1998 - Foto: Divulgação O processo de construção da narrativa também envolveu questionamentos constantes sobre as escolhas feitas durante as gravações.“A lembrança que tenho é que, todos os dias, a gente levava o próprio filme para o divã. Terminávamos o set e começávamos a nos perguntar: ‘Gente, será que estamos indo pelo caminho certo? Será que isso vai dar certo? E se tentássemos tal coisa ou mudássemos outra?’. Acho que foi isso: levamos esse filme para o divã durante todo o processo”, relembra o ator.Masculinidade tóxica está no centro da históriaEmbora seja uma comédia de super-herói, Overman utiliza as fragilidades do protagonista para questionar comportamentos masculinos e expor contradições que ultrapassam a ficção. A crise de autoestima do personagem, a necessidade de demonstrar uma segurança que não possui e a dificuldade de reconhecer as próprias limitações estão entre os elementos que sustentam a sátira. Portella explica que o protagonista funciona como uma ampliação de conflitos presentes na realidade de muitos homens brasileiros.  No fundo, é isso: o Overman é um ‘over’ dos conflitos que vivem muitos homens no Brasil. Ele representa desde a insegurança e a necessidade de demonstrar uma segurança que não existe até a convicção de falar sobre coisas que não entende. Tomás Portella - Diretor O diretor ressalta que o personagem foi construído para provocar uma reflexão sobre a masculinidade contemporânea, sem transformar seus comportamentos em exemplos a serem seguidos.“Ele tem um conjunto de características que são, ao mesmo tempo, uma brincadeira e uma crítica muito grande à masculinidade dos nossos tempos. E acho que é isso que o Caco estava falando: se você tratar tudo isso de maneira muito séria, corre o risco de convencer alguém de que o personagem está certo. E aí é um desastre, porque a mensagem principal que as pessoas precisam entender é que ele está errado. Caso contrário, estaríamos prestando um desserviço”, completa.A produtora Iafa Britz também teve participação importante na construção desse olhar crítico. Ao comentar o processo de desenvolvimento do roteiro, ela destacou a satisfação de trabalhar com uma equipe disposta a reconhecer os próprios conflitos e utilizá-los como matéria-prima para a história. “Foi muito satisfatório poder olhar para eles e dizer: ‘Vocês têm lugar de fala’. Foi muito satisfatório”, afirma.Portella recorda que a observação da produtora o ajudou a superar um momento de insegurança durante a revisão do roteiro. “Teve um momento, durante a última revisão do roteiro, em que eu travei e pensei: ‘Cara, mas para onde a gente vai? Como é que eu vou fazer isso?’. Aí, a Iafa me ligou e disse: ‘Tomás, para com isso. Você tem lugar de fala, você é um boy branco, entendeu? Tem todos esses conflitos dentro de você. Vai lá e escreve!’.”Segundo o diretor, a conversa permitiu que ele encarasse o projeto com mais liberdade e entendesse que a crítica precisava partir também do reconhecimento das próprias contradições. “Somos boys que tentam se desconstruir, mas ainda carregamos tudo de mais feio que existe nessa nossa educação. Então, como expor isso? Como colocar o nosso subconsciente em jogo? A Iafa ajudou muito a gente nesse sentido”, diz.A elaboração do roteiro ficou a cargo de Portella, Arnaldo Branco e Leandro Soares. A proposta, segundo o diretor, era transformar comportamentos e conflitos reconhecíveis em uma sátira que não perdesse a dimensão humana do protagonista.Personagem nasceu de uma relação complexa com a masculinidadeA interpretação de Overman também exigiu atenção à trajetória artística de Laerte, cuja relação com o personagem ultrapassa a criação de um super-herói convencional. Para Ciocler, compreender essa dimensão foi importante para construir o protagonista sem reduzi-lo a uma figura simplesmente ridícula. É algo que também temos feito questão de repetir: não podemos esquecer que esse personagem foi escrito pela Laerte, que passou por um processo de transformação. Então, não é por acaso que ela quis entrar em contato com esse masculino, olhar para ele, tirar sarro dele e também sentir piedade dele. Caio Ciocler - Ator O ator destaca a complexidade da relação entre a cartunista e a figura masculina que desenvolveu nos quadrinhos. “Existe uma relação muito complexa da Laerte com esse cara, com esse masculino que ela colocou para fora e com o qual passou a dialogar. Isso sempre esteve muito presente no nosso processo.”Portella acrescenta que a própria trajetória do personagem nas tirinhas ajudou a equipe a compreender as possibilidades de interpretação da obra. Em determinadas histórias, Overman aparece usando roupas femininas, sem que isso represente uma transformação definitiva de sua identidade.“Nas tirinhas, existe toda uma parte em que o Overman vira cross-dresser e começa a se vestir de mulher. Mas não é que ele passe por uma transformação definitiva ou se torne trans. Ele usa roupas femininas, mas continua sendo o Overman”, explica. Herói foi criado por Laerte em 1998 - Foto: Divulgação O diretor relaciona esses elementos à dimensão psicológica da criação da personagem e conta que a equipe chegou a desenvolver uma análise do protagonista durante a preparação do roteiro. “Ali, você consegue perceber a gênese desse processo psicanalítico da autora, que não envolve apenas a nossa experiência, mas acho que acaba misturando o processo de todo mundo."Inclusive, a nossa produtora estava estudando psicanálise, embora ainda não tivesse se formado, e sentamos juntos para construir um perfil psicanalítico do Overman enquanto trabalhávamos no roteiro”, completa.Ele conta que a contribuição de Britz foi importante para aprofundar a abordagem do personagem. “Ela analisou o personagem e, em determinado momento, disse que a abordagem precisava ser psiquiátrica, porque a psicanálise era para compreender tudo o que ele era. Essa ajuda foi muito importante para o processo.”A produtora relembra a experiência com bom humor. “Foi muito legal isso. Olha como o Tomás é inteligente! Ele me seduziu totalmente. Ele sabia exatamente o que estava fazendo e, aí, falou: ‘Pronto, é aí’. Foi muito divertido mesmo.”Pâmela e as personagens femininas desafiam o protagonistaSe Overman precisa lidar com a própria insegurança, a presença de Pâmela, a Mulher Cachorro, torna esse conflito ainda mais evidente. Interpretada por Karina Ramil, a heroína conquista espaço por sua competência e passa a dividir o protagonismo com o personagem principal, sem se submeter às expectativas dele.Para Ramil, a força das personagens criadas por Laerte está justamente na capacidade de representar aspectos reconhecíveis da sociedade por meio do humor.“Eu adoro os personagens que a Laerte criou. Acho os vilões hilários, além dos personagens bonzinhos. Se a gente olhar para o Maníaco Flatulento, o Capitalista Imundo e a Bunny, por exemplo, percebe como eles falam muito sobre a realidade. A Laerte é muito sagaz nisso. Os quadrinhos têm muito essa característica: você precisa fazer um recorte de alguma coisa e transmitir uma ideia rapidamente”, comenta.A atriz também chama a atenção para a autonomia das mulheres que aparecem no longa. As personagens femininas também são muito interessantes, tanto a minha quanto a da Maria. São personagens engraçadas, batalhadoras, que querem fazer e acontecer e não se curvam ao Overman. Acho que temos muitos personagens interessantes nesse filme. A Laerte criou tantos que daria para fazer vários filmes! Karina Ramil - Atriz Maria Lucas, que interpreta Poline, destaca que as personagens possuem características humanas e não se limitam à divisão entre figuras boas e más.“Dentro disso, também tem o fato de as personagens serem humanas. A Poline, por exemplo, é muito legal e tem umas tiradas ótimas. Quando ela pergunta ao governador: ‘Vem cá, mas é mais um daqueles trabalhos que ele vai receber sem precisar trabalhar?’, existe ali um humor muito brasileiro. Não é uma história sobre bonzinhos e mauzinhos, sabe?”, afirma.Para Ramil, a presença dessas mulheres permite discutir a forma como a sociedade organiza as relações entre os gêneros e como a voz feminina é recebida em diferentes espaços.“Estávamos falando muito sobre a importância e o interesse das personagens femininas nesse filme, além da maneira como elas representam essas figuras na sociedade. A história brinca com essas questões dentro do universo pop, mas também nos permite falar sobre a falta de escuta do mundo masculino em relação às mulheres, o pouco espaço que temos em muitos momentos e a variedade de quem somos”, explica. Nós, mulheres, somos plurais e temos percursos individuais. Podemos existir nesse mesmo mundo e nos respeitar. A gente se divertia muito fazendo o filme e falando sobre temas tão profundos. Karina Ramil - Atriz A atriz avalia que a comédia permite abordar assuntos delicados sem abandonar a leveza da narrativa. “A comédia é um prato cheio para nos alimentarmos de conhecimento. É rir e refletir, tocar em assuntos sem precisar ser panfletário ou seguir uma abordagem específica. É poder mexer em feridas de uma maneira leve, enquanto a gente também se diverte”, afirma.Victor Lamoglia, que interpreta Ésquilo, também vê no humor uma ferramenta para aproximar os personagens da realidade. Para ele, a identificação com as situações cotidianas é uma das características mais interessantes do universo de Laerte.“O que mais me chama a atenção é a relação deles com a nossa realidade. Acho que o Ésquilo tem esse pezinho na realidade, aquela coisa de você olhar e pensar: ‘Tá bom, conheço alguém assim’. Mas, no geral, os personagens são muito especiais, cada um com suas peculiaridades. Para mim, esse vínculo com a realidade é como se a gente colocasse uma lupa de aumento sobre ela”, afirma.O ator acrescenta que a familiaridade com o humor também influenciou a maneira como a equipe se aproximou do projeto. “A gente vem do humor, além de consumir muito humor. Falo por mim: sou extremamente viciado em fazer graça o tempo todo. Então, aquilo faz parte do nosso cotidiano, do nosso dia a dia. É usar o humor como ferramenta.”Adaptação exigiu dedicação e uma ‘brincadeira séria’Apesar do tom fantasioso e da proposta de comédia, a produção de Overman exigiu uma estrutura complexa para transportar os poderes do protagonista e as situações dos quadrinhos para as telas. Maria Lucas descreve a experiência como um trabalho que combinou liberdade criativa, preparação física e colaboração entre os profissionais envolvidos.“É muito prazeroso. Acho que temos a sorte de contar com um elenco muito parceiro, principalmente as pessoas com quem trabalhei mais de perto. A troca com o Caco, por exemplo, foi realmente muito gostosa. E a direção do Tomás é muito assertiva e generosa. Ele sabia muito bem quem era a Poline e o que queria de mim, assim como o que a Poline tinha de mim”, conta. Filme foi baseado nos quadrinhos da cartunista Laerte Coutinho - Foto: Divulgação A atriz lembra que a construção visual de sua personagem também exigia esforço durante as gravações. “Mais do que isso, é importante pensar que estamos fazendo um trabalho muito engraçado e fantasioso, mas que também exige muito trabalho. Lembro que chegava ao set como Poline, de salto alto, com mil cabelos e unhas grandes. Era sempre muito cansativo.”As cenas que envolviam os poderes dos personagens também demandaram planejamento e diferentes recursos técnicos. Uma sequência de voo, por exemplo, levou dias para ser concluída. A gente pode fazer uma coisa leve, satírica e engraçada, mas com muita seriedade e dedicação. E isso não envolve apenas os atores, as atrizes e a direção, mas toda a equipe e a estrutura necessária para realizar o filme. Às vezes, precisávamos de toda uma maquinaria para gravar uma cena de apenas dois segundos. Maria Lucas - Atriz “Lembro que a cena em que o Overman voa com a Poline levou três dias para ser gravada. Fizemos em estúdio, com várias câmeras, depois em outro lugar, com dublê, e também com a gente sendo içado por um equipamento. Teve até o Caco me segurando pela cintura, enquanto eu, que morro de medo de altura, estava lá. No fim, é muito gostoso. É uma grande brincadeira séria, sabe?” Cena do filme Overman - Foto: Divulgação Lamoglia afirma que a associação do projeto ao nome de Laerte também despertou uma expectativa especial desde o convite para participar do filme.  Acho que não vou falar só por mim, mas, quando você é convidado para um projeto desses e vê o selo da Laerte, pensa: ‘Tá, estou envolvido com alguma coisa muito legal’. Então, você já chega muito aberto, predisposto a se envolver emocionalmente com aquilo de diversas formas. Victor Lamoglia - Ator Filme busca provocar reflexão depois dos créditosPara a equipe, a proposta de Overman não termina nas risadas provocadas pelas situações absurdas do protagonista. A intenção é que o público reconheça comportamentos presentes na sociedade e continue refletindo sobre eles depois da sessão.Portella espera que a história estimule uma postura mais crítica diante das próprias atitudes e das relações humanas. “Um pouco de autocrítica e humanidade seria bom. E também acreditar que toda pessoa, todo homem, todo ser humano merece ter direito aos direitos básicos”, afirma.Ciocler, por sua vez, deseja que a experiência do filme se aproxime daquela que teve ao entrar em contato com os quadrinhos de Laerte: uma descoberta que continua produzindo sentidos com o passar do tempo. “Espero que o público tenha uma relação com o filme parecida com a que eu tenho com as tirinhas: que entre em contato com aquela história e, depois de sair do cinema, pense: ‘Gente, eu queria revisitar esse lugar’”, diz. Mesmo que seja apenas pela memória do que o filme foi, gostaria que as peças começassem a se encaixar e que as fichas fossem caindo aos poucos. Queria que o filme não terminasse nos créditos, nem mesmo nos pós-créditos, mas que as pessoas continuassem habitadas por ele e que novas fichas fossem caindo ao longo da semana. Fichas e perguntas novas. Caco Ciocler - Ator Karina Ramil também espera que o longa incentive o público a questionar costumes e comportamentos que muitas vezes passam despercebidos. “Espero que reflitam sobre nossos costumes e sobre as coisas das quais não queremos falar, mas que continuam ali, mesmo quando tentamos ignorá-las”, afirma.A atriz explica que a linguagem dos super-heróis pode ajudar a observar essas questões de outra maneira. “O filme nos faz pensar sobre os arquétipos presentes na sociedade, que muitas vezes consideramos normais. Às vezes, por meio de uma risada, de uma imagem pop, de um super-herói, de uma super-heroína ou até de influenciadores por quem o herói se apaixona, conseguimos olhar para essas figuras de outra maneira.”A própria Maria Lucas resume a importância de adaptar uma obra brasileira para o cinema e apresentá-la a diferentes gerações. Para a atriz, a produção recupera um material cultural que marcou uma época e o coloca em contato com um público que talvez não conheça as tirinhas originais.“Acho que a gente tem a oportunidade de mergulhar em um feito cultural nosso, que são as tirinhas da Laerte publicadas em um jornal nos anos 1990. Podemos revisitar esse material e apresentá-lo a pessoas que não tiveram contato com ele ou não acompanharam essa época”, afirma.“Nós mesmas éramos crianças. Só fui ter acesso aos jornais já na adolescência, durante a faculdade. Então, é muito interessante poder revisitar esse universo por meio de outra plataforma, que é o cinema”, completa.A atriz também espera que a produção abra espaço para novas adaptações de personagens nacionais. Espero não só que tenhamos outros Overmans, mas também muito mais conteúdo feito a partir do humor. E de um humor nosso, brasileiro, com personagens construídos aqui por uma artista nossa, uma pessoa trans. Sinto um orgulho muito grande de poder ter um herói quebrado, nacional, além de heroínas, vilões e tantas outras figuras que fazem parte dessa mistura. Maria Lucas - Atriz Elenco convida o público de Salvador para os cinemasEmbora a história seja baseada em tirinhas publicadas em um jornal paulista e tenha sido filmada no Rio de Janeiro, Maria Lucas acredita que a sátira tem potencial para dialogar com espectadores de diferentes regiões do país.“Estamos fazendo um filme construído a partir das tirinhas publicadas na Folha de S.Paulo e gravado no Rio de Janeiro. A cidade onde se passa Overman, na verdade, não é especificada, mas temos muitos dos nossos sotaques cariocas ali. Ainda assim, a ideia é que possamos representar o Brasil de certa forma, nesse lugar do humor e da sátira”, explica.A atriz aproveitou a entrevista para convocar o público baiano a prestigiar a produção nas primeiras semanas de exibição.“Convoco vocês aí da Bahia a irem assistir ao filme nos cinemas nas primeiras semanas, porque isso é muito importante para o cinema brasileiro”, afirma. Ela também manifestou o desejo de trabalhar em produções realizadas no estado: “Também gostaria de ser convidada para fazer filmes na Bahia! Sou filha de paraibanos e amo o Norte e o Nordeste brasileiros. Me tirem daqui, do Sudeste!”Ramil reforçou a data de estreia ao convidar o público a conferir o longa nas salas de cinema. “Dia 22 de outubro nos cinemas, gente!”, diz. Lamoglia também deixou um recado para os espectadores da capital baiana: “Um beijo, meus amigos de Salvador! A gente se vê no cinema!”Ciocler encerrou os convites destacando o lugar do personagem na cultura nacional. “Pessoal de Salvador, o que seria do Brasil sem vocês? No dia 22, Overman estreia nas salas de cinema. Vocês não podem deixar de assistir a esse filme na telona! É um filme de super-herói, é o nosso super-herói. Não deixem de conferir Overman nos cinemas!”Veja o trailer de Overman!

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Série do Prime Video é renovada após chegar ao TOP 1 em 105 países

O sucesso de Carrie no Prime Video garantiu a continuidade da história de Carrie White. A plataforma renovou a série de Mike Flanagan, baseada no livro de Stephen King, para a 2ª temporada, após a produção alcançar o primeiro lugar no ranking do streaming em mais de 105 países na estreia, em 7 de outubro.Apresentada inicialmente como uma minissérie, a adaptação terá novos episódios e continuará a explorar o universo da protagonista, cuja trajetória deixou possibilidades para o desenvolvimento da narrativa. Enquanto a 2ª temporada não ganha previsão de estreia, a primeira é uma ótima opção para quem busca uma maratona curta: são 8 episódios, com duração média de 50 minutos cada, em uma história que pode ser acompanhada sem comprometer tantos dias.  Mike Flanagan promete história além do baile de formaturaResponsável pela direção, além de showrunner e produtor executivo, Mike Flanagan retorna para comandar o próximo ciclo da produção. O cineasta destacou que a história foi concebida desde o início para ir além dos acontecimentos mais conhecidos da obra original.“Por 50 anos, o público conhece e se atrai pela história de Carrie White. Desde o início, imaginamos uma história que vai muito além do baile de formatura, e sou incrivelmente grato pela confiança e apoio de Stephen ao explorar o que vem a seguir”, comentou Flanagan.A declaração reforça a proposta de ampliar o universo da personagem para além dos acontecimentos que marcaram sua trajetória, abrindo espaço para novas revelações, desenvolvimentos dos personagens e reviravoltas.Stephen King comenta o que esperar da 2ª temporadaStephen King, autor do livro que inspirou a produção e também produtor executivo da série, celebrou a continuidade da adaptação e demonstrou entusiasmo com os próximos capítulos.“Mal posso esperar para que o público veja o que está reservado para Carrie White. Mike Flanagan e eu estamos empolgados com o que vem a seguir. Com certeza será eletrizante”, disse King, em comunicado à imprensa.O escritor volta a integrar a equipe de produção ao lado de Flanagan, que também permanece à frente da série. Embora a renovação esteja confirmada, ainda não foram anunciadas informações sobre o elenco dos novos episódios ou os rumos específicos da história.Como é a série Carrie, do Prime Video?Esta é a quarta adaptação da história homônima escrita por Stephen King para as telas. Na versão do Prime Video, Carrie White, interpretada por Summer H. Howell, é uma adolescente da nova geração que começa a desenvolver poderes telecinéticos durante a adolescência.Ao mesmo tempo em que tenta lidar com as habilidades que ainda não consegue controlar, a jovem enfrenta situações de bullying na escola e a influência da mãe, interpretada por Samantha Sloyan.A combinação desses conflitos desencadeia um incidente horrível, que marca a trajetória da protagonista e estabelece as possibilidades para a continuação da narrativa.Com a renovação, a série poderá aprofundar as consequências dos acontecimentos e explorar novos aspectos do universo de Carrie, enquanto o público aguarda novidades sobre a próxima temporada.Quando estreia a 2ª temporada de Carrie?Até o momento, o Prime Video não divulgou a previsão de estreia da 2ª temporada de Carrie. Também não há confirmação sobre quais integrantes do elenco retornarão ou quais novos personagens poderão aparecer nos próximos episódios.Veja o trailer!

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Vale o ingresso? Cara-de-Barro é um dos melhores filmes da DC

A DC Studios encontra no terror uma oportunidade de explorar caminhos pouco convencionais para suas histórias de super-heróis. Com estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 22, Cara-de-Barro representa uma das apostas mais corajosas do universo cinematográfico desenvolvido por James Gunn e Peter Safran. Longe das aventuras tradicionais de heróis, o longa dirigido por James Watkins transforma um dos antagonistas menos conhecidos do Batman em protagonista de uma história perturbadora, trágica e, surpreendentemente, divertida.Estrelado por Tom Rhys Harries, o filme acompanha Matt Hagen, um ator em ascensão cuja carreira promissora é destruída após um encontro violento com um chefe do crime de Gotham City. Quando perde o rosto, justamente seu principal instrumento de trabalho, ele também vê desaparecer a fama, o reconhecimento e as oportunidades que conquistou. Sem perspectivas, o artista recorre a um procedimento experimental de regeneração celular que promete devolver sua aparência, mas desencadeia consequências devastadoras.A partir dessa premissa, Cara-de-Barro constrói uma narrativa que mistura terror corporal (body horror), ficção científica, suspense psicológico e elementos de tragédia, sem abandonar completamente o humor. O resultado é um filme que entende as possibilidades de seu personagem e encontra na transformação física uma maneira de discutir algo muito mais complexo: o que resta de alguém quando tudo aquilo que sustentava sua identidade deixa de existir?Mais do que uma história de origem de um vilão do Batman, o longa é uma produção que demonstra como adaptações de quadrinhos podem se desprender das fórmulas mais recorrentes do gênero. Mesmo com algumas limitações no roteiro, a obra se destaca pelo conjunto de atuações, pela criatividade visual e pela disposição de experimentar.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando.Um vilão que encontra sua própria históriaCriado durante a Era de Ouro dos quadrinhos, Cara-de-Barro integra a extensa galeria de antagonistas do Batman desde a década de 1940. Ao longo das diferentes versões do personagem, a identidade do vilão passou por transformações, mas a relação com a atuação, a aparência e a capacidade de assumir outros rostos permanece entre os elementos mais interessantes de sua mitologia.No cinema, a escolha por Matt Hagen permite que a produção explore justamente essa conexão entre identidade e espetáculo. Interpretado por Tom Rhys Harries, o protagonista é apresentado como um ator talentoso, carismático e consciente de seu magnetismo, mas que não parece completamente consumido pelo próprio sucesso.Recém-indicado ao Oscar, Matt vive um momento de ascensão profissional. A conquista é recebida com entusiasmo, mas também revela uma dimensão mais íntima do personagem, que encontra na memória da mãe uma maneira de compartilhar uma felicidade que o reconhecimento público, por si só, não consegue preencher.A construção inicial é importante para que o espectador compreenda o tamanho da perda que vem a seguir. Matt não perde apenas uma carreira promissora: ele tem sua relação com o mundo radicalmente modificada por uma violência que atinge diretamente a maneira como se reconhece e é reconhecido pelos outros.A tragédia começa quando o ator se envolve com Mia Torres (Joana Ribeiro), uma atriz em ascensão que mantém uma relação com o mafioso Markos Szabo (David Dencik). A situação desencadeia uma reação brutal, e o rosto de Matt é desfigurado. A sequência, apresentada sem prolongar desnecessariamente a preparação, estabelece o tom da obra. Em pouco tempo, a narrativa retira do protagonista aquilo que parecia garantir seu futuro e expõe a fragilidade de uma indústria que frequentemente transforma aparência em mercadoria.Abandonado por empresários, afastado de oportunidades profissionais e sem conseguir encontrar justiça diante dos responsáveis por sua condição, Matt passa a experimentar uma forma de exclusão que vai muito além das consequências físicas da agressão.É nesse contexto que a trama encontra sua força. Embora a história acompanhe a origem de um vilão, o filme não trata sua transformação como um simples caminho até a próxima ameaça a ser derrotada. Existe um esforço real para compreender o processo psicológico que conduz o personagem a escolhas cada vez mais extremas.A aparência como identidade e instrumento de poderUm dos aspectos mais interessantes de Cara-de-Barro é a maneira como a profissão de Matt se relaciona diretamente com os poderes que ele desenvolve. Para um ator, interpretar significa experimentar outras identidades, construir gestos, vozes e comportamentos capazes de convencer o público de que existe alguém diferente diante da câmera. Matt, entretanto, descobre que essa capacidade de transformação pode ultrapassar os limites da atuação.Depois de procurar a cientista Caitlyn Corr (Naomi Ackie), responsável por pesquisas com tecnologia celular experimental, ele aceita participar de um procedimento que promete regenerar tecidos danificados. A experiência recupera sua aparência, mas os efeitos colaterais passam a comprometer tanto seu corpo quanto sua sanidade.A partir daí, a relação entre performance e identidade ganha uma dimensão ainda mais perturbadora. Se antes Matt precisava interpretar personagens para trabalhar, agora sua própria existência passa a depender de uma capacidade de assumir outras formas.A transformação, nesse sentido, não funciona apenas como um recurso visual para justificar os poderes do antagonista. Ela também dialoga com a instabilidade de uma vida construída sobre a imagem pública e com a dificuldade de distinguir aquilo que alguém é daquilo que aprendeu a representar.O filme encontra boas oportunidades para explorar essa ideia, especialmente quando aproxima a habilidade de metamorfose do protagonista das exigências de uma indústria que valoriza a aparência acima de tantas outras características.Há, inclusive, uma crítica à lógica da fama e à maneira como o sucesso pode depender de fatores que escapam completamente ao controle de quem trabalha para conquistá-lo. Matt se esforçou para transformar sua origem humilde em uma trajetória de reconhecimento, mas descobre que sua posição social não é suficiente para protegê-lo da violência e da corrupção.Gotham, nesse cenário, é menos um simples pano de fundo reconhecível para os fãs e mais um ambiente que alimenta a tragédia. A cidade é apresentada como um lugar onde dinheiro, influência e intimidação podem determinar quem tem acesso à justiça e quem será abandonado. Tom Rhys Harries entrega um personagem cheio de nuances em Cara-de-Barro - Foto: Divulgação A produção também evita transformar o passado do personagem em uma explicação definitiva para todas as suas atitudes. Embora existam referências à sua trajetória anterior, o filme se concentra principalmente nas decisões tomadas durante a história, permitindo que a deterioração de Matt seja acompanhada sem reduzir sua transformação a uma justificativa simplista. Essa escolha favorece a construção do antagonista e impede que a narrativa dependa exclusivamente de um passado traumático para explicar sua violência.Tom Rhys Harries sustenta a transformação de Matt HagenSe a premissa de Cara-de-Barro já oferece possibilidades interessantes, é a atuação de Tom Rhys Harries que transforma a trajetória do protagonista em uma experiência envolvente.O ator consegue estabelecer diferentes dimensões para Matt sem perder a continuidade emocional do personagem. No início, seu carisma aparece de maneira discreta, como o de alguém acostumado a chamar atenção, mas que ainda demonstra gratidão pelas pessoas que participaram de sua caminhada.Depois da agressão, Harries trabalha com uma vulnerabilidade que não depende apenas da caracterização física. O desespero do personagem está presente nos silêncios, nas reações e na dificuldade de lidar com uma realidade em que sua própria imagem parece ter se tornado inimiga.Essa dimensão humana é fundamental para que a história não se transforme apenas em uma sucessão de cenas grotescas. O espectador acompanha o sofrimento de alguém que deseja recuperar a vida que tinha, mas que, gradualmente, passa a encontrar na raiva uma forma de responder ao mundo.Conforme Matt se torna mais imprevisível, a interpretação também ganha novas camadas. Harries transita entre a fragilidade de uma vítima, o magnetismo de uma estrela e a ameaça de alguém que começa a perder o controle sobre si mesmo.O mérito está em não apagar completamente a humanidade do protagonista quando ele passa a agir de maneira monstruosa. Ao mesmo tempo, o longa não exige que o público concorde com suas escolhas ou que a narrativa transforme seus atos em gestos heroicos.Essa distinção é essencial. Matt pode despertar empatia, mas a empatia não elimina as consequências de suas ações. O filme compreende que um personagem pode ser fascinante justamente por reunir contradições que não se resolvem de maneira confortável.Harries entrega uma atuação de destaque e encontra no papel uma oportunidade de demonstrar um alcance dramático que vai além da composição de um vilão de quadrinhos. É uma performance que sustenta a história mesmo quando o roteiro acelera determinados conflitos. Tom Rhys Harries é um dos destaques da produção - Foto: Divulgação Naomi Ackie e os personagens que cercam o monstroNaomi Ackie também contribui para a força da produção ao interpretar Caitlyn Corr, cientista responsável pelo tratamento que transforma a vida de Matt. A personagem apresenta uma combinação de inteligência, ambição e vulnerabilidade. Seus experimentos são atravessados por dificuldades profissionais e pela necessidade de encontrar reconhecimento para suas pesquisas, circunstâncias que ajudam a contextualizar as decisões tomadas ao longo da trama.Caitlyn não é apenas a figura responsável por introduzir a tecnologia que permite a transformação do protagonista. Ela também representa os dilemas éticos de uma ciência que, diante da possibilidade de resultados extraordinários, pode ultrapassar limites que deveriam ser considerados fundamentais.A relação entre os dois acrescenta uma camada emocional ao filme, criando momentos em que a proximidade entre os personagens contrasta com o perigo crescente da condição de Matt. Naomi Ackie oferece uma performance convincente - Foto: Divulgação Ackie oferece uma presença convincente e funciona como contraponto à instabilidade do protagonista. Ainda assim, a cientista poderia receber um desenvolvimento mais aprofundado. Embora a escolha de concentrar a narrativa em Matt faça sentido para uma história de origem, a trajetória de Caitlyn deixa a impressão de que existiam outras possibilidades dramáticas a serem exploradas.A personagem tem potencial para sustentar conflitos próprios, especialmente a partir das questões éticas de seu trabalho e das motivações pessoais que a conduzem. Em alguns momentos, porém, acaba ocupando uma posição mais funcional dentro da trama do que sua presença e a atuação de Ackie sugerem.Max Minghella, como o detetive John Borrelli, noivo de Caitlyn, acrescenta outra dimensão aos acontecimentos ao aproximar a investigação policial dos conflitos pessoais que atravessam a história. David Dencik também contribui para a atmosfera de ameaça como Markos Szabo, enquanto o elenco de apoio ajuda a compor uma Gotham marcada por relações de poder e exploração.A apresentação relativamente enxuta dos personagens, por outro lado, é um dos acertos da produção. Ao não desperdiçar tanto tempo com explicações sobre o funcionamento de um universo compartilhado, Cara-de-Barro consegue dedicar espaço ao desenvolvimento psicológico de seu protagonista.É uma decisão que contrasta com muitas adaptações de quadrinhos contemporâneas, frequentemente ocupadas em preparar o terreno para continuações, participações especiais ou grandes encontros entre personagens. Aqui, a prioridade é outra: fazer com que a história funcione por conta própria.O terror corporal é o grande espetáculo de Cara-de-BarroSe as discussões sobre identidade e fama sustentam a dimensão dramática do longa, é no terror corporal que James Watkins encontra uma das ferramentas mais poderosas para transformar a história em uma experiência cinematográfica.Conhecido por trabalhos como Sem Saída, A Mulher de Preto e Não Fale o Mal, o diretor demonstra familiaridade com situações de desconforto e tensão. Em Cara-de-Barro, essa habilidade aparece principalmente nas sequências que acompanham a deterioração física de Matt e nas tentativas de seu corpo de se adaptar às mudanças provocadas pelo tratamento.A produção aposta em imagens que transitam entre o repulsivo e o fascinante. Pele que se transforma, ferimentos, procedimentos médicos e mutações são explorados com uma criatividade que faz o espectador sentir o desconforto das situações, mesmo quando a curiosidade fala mais alto do que a vontade de desviar o olhar. Filme surpreendente mescla terror com super-heróis e foca um vilão do Batman - Foto: Divulgação O resultado é um terror que entende a força da repulsa como ferramenta narrativa. Nesse sentido, o filme encontra referências naturais na obra de David Cronenberg, especialmente em A Mosca, pela maneira como aproxima transformação corporal, perda de controle e deterioração da identidade.Também existem pontos de contato com A Substância, de Coralie Fargeat, sobretudo na discussão sobre aparência e na exploração de um corpo submetido a mudanças violentas.As comparações, entretanto, não significam que Cara-de-Barro alcance a mesma intensidade ou profundidade temática dessas produções. Em alguns momentos, a direção parece mais interessada em sugerir o grotesco do que em levar suas possibilidades até as últimas consequências.Para quem já está familiarizado com o body horror, certas sequências poderiam ser ainda mais ousadas. A transformação de Matt oferece um campo visual muito particular, e existe espaço para que o longa explore com maior intensidade a estranheza de um corpo que deixa de obedecer às regras convencionais da anatomia.Isso não diminui o impacto de seus melhores momentos. Pelo contrário, as sequências mais memoráveis demonstram que o filme tem criatividade suficiente para produzir imagens que permanecem na memória depois da sessão.Os efeitos práticos e a caracterização merecem destaque pela maneira como dão materialidade à transformação. Em vez de depender exclusivamente de um espetáculo de CGI, a produção trabalha com texturas, superfícies e imagens que reforçam a sensação de que há algo fisicamente errado diante da câmera.A direção de fotografia de Rob Hardy também contribui para a construção desse universo. Gotham aparece envolta em uma atmosfera opressiva, com ambientes que reforçam a sensação de decadência e insegurança. A iluminação e a composição visual aproximam o glamour da indústria do entretenimento de espaços degradados, criando contrastes que dialogam com a própria trajetória de Matt.O trabalho da direção de arte e a trilha sonora de Volker Bertelmann complementam essa identidade. Os cenários reforçam a coexistência entre ambição, corrupção e desespero, enquanto a música sustenta uma tensão que não depende necessariamente de sustos repentinos.Embora tenha momentos de violência gráfica capazes de incomodar até espectadores habituados ao gênero, o longa não precisa recorrer continuamente ao choque para manter o interesse. Gotham sem Batman e sem a obrigação de expandir o universoUm dos aspectos mais refrescantes de Cara-de-Barro é sua independência em relação à presença do Batman. Apesar de acompanhar um personagem historicamente ligado ao herói, o filme não precisa apresentar o Cavaleiro das Trevas para justificar sua existência. Gotham já oferece um ambiente suficientemente complexo para sustentar a história, com suas estruturas de poder, criminalidade e desigualdade.Essa ausência também permite que a produção evite uma das armadilhas mais comuns das franquias contemporâneas: transformar cada novo lançamento em uma peça obrigatória para compreender o próximo capítulo de um universo compartilhado.Não é necessário conhecer a trajetória de Matt Hagen nos quadrinhos, acompanhar produções anteriores da DC ou identificar referências escondidas para compreender os conflitos apresentados. A obra funciona como uma história autônoma, com começo, desenvolvimento e uma direção narrativa própria. O fato de estar inserida no DCU amplia suas possibilidades futuras, mas não se torna uma dependência para o funcionamento do filme.Essa liberdade é especialmente importante porque o personagem escolhido está longe de possuir o reconhecimento imediato de figuras como Coringa ou Pinguim. A decisão de dedicar uma produção cinematográfica a um antagonista menos popular poderia ter resultado em uma história excessivamente dependente de referências ou em uma tentativa artificial de transformá-lo em um grande evento. Tom Rhys Harries é um dos destaques de Cara-de-Barro - Foto: Divulgação O filme encontra uma solução mais interessante: apresenta o personagem a partir de suas contradições e permite que o público descubra sua relevância por meio do drama. É também uma demonstração prática de uma das possibilidades mais interessantes para o universo desenvolvido por James Gunn: permitir que diferentes personagens encontrem linguagens cinematográficas próprias, em vez de submeter todas as histórias à mesma estrutura.Depois de produções de super-heróis mais diretamente associadas à aventura e ao espetáculo, Cara-de-Barro representa uma mudança de direção que faz bem ao conjunto. A DC pode continuar contando histórias sobre grandes heróis e ameaças extraordinárias, mas também tem espaço para filmes menores em escala narrativa, mais íntimos em seus conflitos e dispostos a explorar gêneros que raramente ocupam o centro das grandes franquias de quadrinhos. É nessa diversidade que o novo universo encontra uma de suas maiores oportunidades.O que poderia ser ainda melhorApesar dos acertos, Cara-de-Barro não é um filme sem limitações. Entre as escolhas do roteiro, uma decisão particularmente desconfortável merece ser discutida: a utilização de uma falsa denúncia de estupro contra Matt como parte da campanha que contribui para destruir sua reputação e sua carreira. O recurso é problemático não apenas pela maneira como é empregado, mas também pelo contexto social em que essa representação aparece. Em uma sociedade na qual mulheres que denunciam violência sexual frequentemente enfrentam descrédito, perseguição e julgamentos públicos, utilizar uma acusação falsa como mecanismo narrativo para intensificar a queda de um protagonista masculino é uma escolha controversa e desnecessária. A trama constrói um cenário em que uma acusação dessa natureza contribui para arruinar a vida profissional de um homem famoso, enquanto figuras públicas acusadas de abuso podem preservar dinheiro, influência e acesso a oportunidades, mesmo diante de denúncias e investigações. Ao mesmo tempo, mulheres que denunciam violência podem enfrentar ataques, descredibilização e exposição midiática.A trajetória de Matt já possui elementos suficientes para estabelecer sua vulnerabilidade: a violência praticada pelo crime organizado, a corrupção, a perda de seu rosto e o abandono pela indústria do entretenimento. A história funcionaria sem essa camada, e sua inclusão introduz uma questão delicada sem oferecer uma reflexão proporcional à gravidade do assunto. É um ponto que merece ressalvas justamente porque o restante da construção dramática demonstra maior sensibilidade ao desenvolver as contradições do protagonista.Além dessa escolha, a narrativa apresenta algumas passagens em que o ritmo e a construção dos conflitos parecem acelerados. O início ágil funciona a favor da história, mas determinadas mudanças emocionais poderiam receber mais tempo para amadurecer. Matt passa por transformações profundas em um intervalo relativamente curto e, embora Tom Rhys Harries consiga sustentar boa parte dessas transições, algumas situações se beneficiariam de maior elaboração.Para uma história que abraça o body horror e acompanha um personagem capaz de alterar radicalmente sua própria estrutura física, o filme poderia aproveitar melhor algumas possibilidades da premissa, especialmente nas sequências finais. Em certos trechos, a criatividade das transformações parece ceder espaço a soluções mais familiares de ação.Essas limitações impedem Cara-de-Barro de alcançar todo o potencial de suas ideias, mas não comprometem completamente a experiência. A controvérsia da falsa denúncia deixa uma impressão incômoda que poderia ter sido evitada, enquanto as escolhas de ritmo e desenvolvimento revelam oportunidades desperdiçadas. Ainda assim, o longa permanece envolvente e encontra uma identidade própria, mesmo quando não consegue explorar todas as suas possibilidades com a mesma profundidade.Afinal, vale o ingresso? Cara-de-Barro é uma ótima pedida para quem procura uma experiência de cinema diferente do que os lançamentos recentes de super-heróis costumam oferecer. Bem atuado, visualmente criativo e sustentado por uma história que encontra força nas contradições de seu protagonista, o longa é uma das produções mais interessantes da DC e um dos melhores filmes do estúdio.A aposta em um vilão relativamente pouco conhecido, antes mesmo da introdução do Batman deste universo cinematográfico, poderia ter dado muito errado. Entretanto, a produção encontra na combinação entre terror, body horror, ficção científica, suspense psicológico e alívios cômicos uma identidade que vai além da curiosidade em torno de seu personagem.O humor, aliás, merece reconhecimento por aparecer sem destruir a atmosfera sombria. Em vez de interromper a tensão com piadas deslocadas, a narrativa encontra momentos de absurdo que surgem naturalmente das situações e ajudam a tornar a experiência mais dinâmica. É um equilíbrio que favorece o entretenimento sem diminuir o impacto das cenas mais perturbadoras.A síntese na apresentação dos personagens também se revela uma escolha acertada. Ao evitar explicações excessivas e não transformar a história em uma vitrine de referências ao universo compartilhado, o filme abre espaço para desenvolver melhor a trajetória psicológica de Matt e os conflitos que cercam sua transformação. Tom Rhys Harries é um dos destaques da nova produção da DC - Foto: Divulgação Essa concentração permite construir uma psiquê mais elaborada para o vilão, algo especialmente bem-vindo em um momento em que tantas adaptações de quadrinhos parecem mais preocupadas com a expansão de franquias do que com a complexidade de seus personagens.Matt Hagen não é interessante apenas porque se transforma em um monstro, mas porque a narrativa dedica tempo para explorar as contradições entre a pessoa que ele era, aquela que desejava ser e o indivíduo que começa a surgir depois de sua tragédia. Tom Rhys Harries é fundamental para esse resultado, enquanto Naomi Ackie oferece um contraponto que, mesmo prejudicado pela falta de desenvolvimento, acrescenta sensibilidade à história.A direção de James Watkins, os efeitos visuais, a caracterização e a atmosfera de Gotham completam uma experiência que encontra no desconforto e na criatividade algumas de suas maiores qualidades.Em uma ida ao cinema, Cara-de-Barro oferece uma experiência divertida e eletrizante, sem abrir mão de momentos de tensão, repulsa e reflexão. É o tipo de produção que consegue provocar reações diferentes na mesma sessão e que encontra na tela grande o espaço ideal para suas imagens mais impactantes.Mais importante, o longa traz algo novo e refrescante para o gênero. Não necessariamente porque inventa uma nova linguagem para o terror ou apresenta discussões inéditas sobre aparência e identidade, mas porque escolhe combinar essas ideias com um personagem de quadrinhos e permite que a história siga uma direção própria.Essa é a DC que dá vontade de ir ao cinema: um estúdio disposto a correr riscos, experimentar gêneros e reconhecer que seus personagens podem sustentar histórias muito diferentes entre si.Cara-de-Barro não é perfeito, mas demonstra que existe muito potencial em apostar em narrativas que não dependem de grandes batalhas, heróis conhecidos ou promessas para continuações. É um filme corajoso para este primeiro momento do DCU e um acerto que amplia as possibilidades do universo desenvolvido por James Gunn.A expectativa é que o estúdio continue arriscando nessa direção. Se a proposta é construir um universo capaz de abrigar diferentes identidades cinematográficas, Cara-de-Barro é um argumento convincente a favor dessa ambição.Nota: 4/5Veja o trailer!

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Sessão da Tarde: saiba qual filme a Globo exibe nesta quinta (22/10)

A Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, é uma das opções de entretenimento para quem acompanha a programação da emissora, reunindo filmes de diferentes gêneros ao longo da semana. Nesta quinta-feira, 22, a programação exibe uma produção que explora as relações familiares e mostra como uma conexão inesperada pode transformar a vida de alguém.Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta quinta-feira, 22, é 'Um Pai para Lily', estrelado por Barbie Ferreira, conhecida pela série 'Euphoria', e John Leguizamo, que dá voz ao personagem Sid na franquia 'A Era do Gelo'.Na trama, Lily Trevino, uma jovem solitária na faixa dos 20 anos, faz amizade acidentalmente com um desconhecido pela internet que tem o mesmo nome de seu pai, Bob Trevino. Aos poucos, o apoio e o incentivo desse novo amigo começam a transformar a vida da jovem.À medida que a conexão entre os dois se aprofunda, o “outro” Bob passa a preencher o vazio deixado pelo pai biológico de Lily. O que começa como um pedido de amizade enviado por engano se transforma em uma jornada emocionante de afeto, amadurecimento e descoberta sobre o verdadeiro significado de família.Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para as 15h50. Filme é inspirado em uma história realAlém da história emocionante, o longa tem uma conexão com a vida real, pois foi inspirado em uma experiência vivida pela diretora e roteirista Tracie Laymon, que desenvolveu uma amizade inesperada com um desconhecido após procurar pelo seu pai na internet. A produção também conquistou os prêmios do Júri e do Público na categoria de longa-metragem narrativo no festival South by Southwest (SXSW), em 2024.Veja o trailer de Um Pai para Lily

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Só 4 episódios: minissérie de suspense da Netflix para quinta (22/10)

Nem toda maratona precisa ocupar uma noite inteira para prender a atenção. Nesta quinta-feira, 22, quem procura uma produção curta, intensa e repleta de conflitos pode encontrar na Netflix uma opção que mistura suspense, erotismo e drama familiar. Lançada em 2023, a minissérie Desejo Obsessivo acompanha um cirurgião bem-sucedido que se envolve com a noiva do próprio filho, dando início a uma relação secreta capaz de colocar tudo a perder. Com apenas quatro episódios de aproximadamente 40 minutos, a produção é uma alternativa para quem quer mergulhar em uma história provocadora e terminá-la em menos de três horas.Romance proibido coloca uma família em riscoCriada por Morgan Lloyd Malcolm e Benji Walters, Desejo Obsessivo é inspirada no romance Damage, da escritora Josephine Hart, publicado no Brasil com o título Perdas e Danos. A trama acompanha William Farrow (Richard Armitage), um neurocirurgião respeitado que construiu uma carreira de sucesso e mantém uma vida familiar aparentemente estável ao lado da esposa, Ingrid (Indira Varma).Essa rotina muda quando William conhece Anna Barton (Charlie Murphy), uma mulher por quem sente uma atração imediata. O problema é que ela está noiva de Jay (Rish Shah), filho mais velho do médico. Mesmo diante do risco de destruir a própria família, William se entrega à paixão e começa a viver um relacionamento secreto com a jovem.O que começa como uma aventura movida pelo desejo rapidamente ganha contornos mais perigosos. A intensidade da relação e a obsessão do protagonista ameaçam sua reputação, seu casamento e os vínculos familiares, enquanto os envolvidos tentam lidar com as consequências de suas escolhas.Suspense e sensualidade conduzem a tramaAo longo dos quatro episódios, a minissérie explora os limites entre atração, paixão e obsessão. O relacionamento clandestino é o ponto de partida para uma sequência de conflitos que coloca os personagens diante de decisões capazes de mudar suas vidas.A produção aposta em elementos comuns aos thrillers eróticos, combinando sedução, traição, segredos e tensão psicológica. Em vez de se concentrar apenas no romance proibido, a narrativa também acompanha os danos provocados pela tentativa de manter a relação escondida e pelo risco constante de que a verdade venha à tona.A história já ganhou uma adaptação cinematográfica em 1992, intitulada Perdas e Danos, estrelada por Jeremy Irons e Juliette Binoche. A versão da Netflix retoma a premissa do livro em formato seriado, distribuindo os conflitos ao longo de uma temporada curta.Elenco reúne estrelas de séries conhecidasO protagonista é interpretado por Richard Armitage, conhecido internacionalmente por viver Thorin Escudo de Carvalho na trilogia O Hobbit. O ator também participou de produções como Hannibal, além de séries da Netflix baseadas em livros de Harlan Coben, entre elas Não Fale com Estranhos e Fique Comigo.Charlie Murphy interpreta Anna e é conhecida por trabalhos em Peaky Blinders e The Last Kingdom. Já Indira Varma, que vive Ingrid, ganhou notoriedade ao interpretar Ellaria Sand em Game of Thrones. O elenco conta ainda com Rish Shah, que dá vida a Jay e participou de Ms. Marvel.A presença de atores conhecidos pode atrair quem gosta de acompanhar diferentes trabalhos de nomes já vistos em outras produções de suspense, fantasia e drama.Vale a pena?Sim, para quem gosta de tramas de suspense e tensão, Desejo Obsessivo pode ser uma boa escolha. A minissérie combina romance proibido, segredos e relações perigosas para mostrar como uma paixão pode sair do controle e ameaçar uma família inteira.Ao longo dos quatro episódios, a história explora as consequências da obsessão e das escolhas impulsivas, criando conflitos que colocam em risco a reputação e os relacionamentos dos personagens. Com aproximadamente 40 minutos por capítulo, a produção também é uma alternativa para quem procura uma maratona curta durante a semana.Para quem prefere histórias com mistério, tensão emocional e conflitos familiares, a série oferece uma trama provocadora sobre os limites do desejo e a destruição de uma vida aparentemente perfeita.

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Nova minissérie da Netflix alcança 26 milhões de views com 6 episódios

Se você está procurando uma série curta para aproveitar o tempo livre e escapar do tédio durante a semana, a Netflix tem uma opção que pode transformar algumas horas em uma maratona cheia de mistérios. Lançada em 2026, a minissérie alemã Armadilha conquistou espaço entre as produções mais assistidas da plataforma e já ultrapassou 5,4 milhões de visualizações.O sucesso também aparece no volume de horas acumuladas: são 26,4 milhões de horas assistidas, número que colocou a produção na terceira posição do ranking global de séries em língua não inglesa da Netflix, conforme os dados informados pela plataforma. Com apenas seis episódios, a minissérie pode ser assistida em pouco mais de quatro horas. A duração enxuta torna a produção uma alternativa para quem deseja começar e terminar uma história antes do fim de semana, sem abrir mão de uma trama repleta de suspeitas, tensão psicológica e reviravoltas.Minissérie da Netflix conquista milhões de visualizaçõesO desempenho de Armadilha chama a atenção para uma história que combina suspense psicológico e investigação criminal. A produção acompanha uma escritora que passa uma década isolada em casa após presenciar o assassinato da irmã. O trauma transforma completamente sua rotina, mas uma descoberta inesperada na televisão muda o rumo de sua vida.Ao reconhecer um homem que acredita ser o responsável pelo crime, a protagonista decide agir por conta própria. Sem provas suficientes para convencer as autoridades, ela prepara uma estratégia para atraí-lo até sua residência e tentar descobrir o que realmente aconteceu.A produção alcançou 5,4 milhões de visualizações e 26,4 milhões de horas assistidas, consolidando sua presença entre os títulos de maior destaque no catálogo internacional da plataforma. O formato compacto também favorece quem procura uma história fechada para assistir em poucas horas.Qual é a história de Armadilha?A trama acompanha Lisa Konrad, interpretada por Friederike Becht, uma escritora renomada que não sai de casa há dez anos, desde o assassinato de sua irmã, Anna. A vida da protagonista muda quando ela assiste à televisão e acredita reconhecer Robert Lenzen, um jornalista vivido por Hans Löw, como o homem que viu na noite do crime.Convencida de que encontrou o possível responsável pela morte da irmã, Lisa sabe que suas acusações dificilmente serão levadas a sério sem provas concretas. Por isso, elabora um plano arriscado: escrever um thriller inspirado no assassinato e anunciar uma entrevista exclusiva em sua própria casa, exigindo que Robert conduza a conversa.O encontro, no entanto, está longe de ser uma simples entrevista. Enquanto Lisa tenta encontrar evidências que confirmem suas suspeitas, o jornalista também demonstra ter interesses próprios. Aos poucos, a escritora começa a questionar as próprias lembranças, e o que parecia uma investigação planejada passa a se transformar em um jogo psicológico.A dúvida sobre a identidade do verdadeiro culpado conduz a narrativa e mantém em aberto a possibilidade de Lisa estar certa sobre o jornalista ou ter cometido um erro durante sua investigação.Elenco estrelado reúne nomes do suspense alemãoAlém de Friederike Becht, que interpreta Lisa Konrad, e Hans Löw, no papel de Robert Lenzen, a minissérie conta com Matthias Brandt como Norbert Rudow, editor da escritora, e Anna Schudt como Pia, sua agente literária.O elenco também reúne Miriam Ohlmeyer, Josephine Thiesen, Malaya Stern Takeda, Ursula Strauss, Sesede Terziyan, Michael Klammer, Peter Lohmeyer, Anna Stieblich e Naile Schuberth.A direção e o roteiro são assinados por Isabel Kleefeld, responsável também pela minissérie de suspense Depois da Cabana, que conquistou público na Netflix. A produção adapta o romance Die Falle, da escritora alemã Melanie Raabe, publicado em 2015 e lançado internacionalmente em diversos países.O livro se tornou um best-seller e serviu de base para a história que coloca uma escritora traumatizada diante de um homem que ela acredita ser um assassino. A adaptação mantém o foco na tensão entre os personagens e nas dúvidas sobre memória, manipulação e verdade.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de suspense psicológico, mistérios criminais e histórias que colocam em dúvida a percepção dos próprios personagens. Com seis episódios, Armadilha oferece uma trama que pode ser concluída em pouco mais de quatro horas, sendo uma opção prática para quem deseja aproveitar o tempo livre sem começar uma série longa.A atuação de Friederike Becht é um dos destaques da produção, ao transmitir a fragilidade e a determinação de uma mulher marcada pelo luto. A dinâmica entre Lisa e Robert também cria momentos de tensão, enquanto a investigação levanta dúvidas sobre o que realmente aconteceu com Anna.Apesar de apresentar conflitos repetitivos e um desfecho que pode ser previsível para parte do público, a minissérie reúne elementos capazes de despertar a curiosidade de quem aprecia histórias cheias de suspeitas. O desempenho na Netflix, com mais de 5 milhões de visualizações, reforça o interesse pela produção.Para quem procura uma maratona curta, com mistério, confrontos psicológicos e uma investigação que desafia as certezas da protagonista, Armadilha é uma alternativa para incluir na lista de próximas séries.

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DC prepara série de vilã icônica do Batman com produtora de Pinguim

A Hera Venenosa pode ganhar uma série para chamar de sua na TV. Segundo informações do Deadline, a Warner Bros. e a DC Comics estão desenvolvendo uma produção centrada na vilã do universo Batman. Lauren LeFranc, showrunner de Pinguim, está em negociações para participar do projeto como produtora executiva.Até o momento, nenhum roteirista foi contratado, e LeFranc não deve assumir o roteiro da produção. O desenvolvimento da série foi pausado devido a fusão entre Paramount e Warner Bros.Caso avance, a série será exibida pela HBO e não fará parte do universo de Batman dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson. Ainda não há atriz definida para interpretar a personagem. Nos quadrinhos, Hera Venenosa é a identidade da Dra. Pamela Isley, uma cientista capaz de controlar plantas e de usar feromônios para manipular qualquer pessoa. Criada por Robert Kanigher e Carmine Infantino, a vilã é conhecida como a "Femme Fatale Floral" do Batman.A personagem já foi interpretada por Uma Thurman no cinema e também apareceu em outras produções da DC, como Batman: A Série Animada e Harley Quinn. Nos quadrinhos e na animação, ganhou destaque por seu relacionamento com Arlequina.

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Sem Tarantino? Brad Pitt retorna a papel que lhe rendeu Oscar

Brad Pitt retorna ao papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 'Era Uma Vez... em Hollywood' em 'As Novas Desventuras de Cliff Booth', e à Netflix divulgou imagens inéditas do filme, dirigido por David Fincher e escrito por Quentin Tarantino.Ambientada em 1977, a trama acompanha Cliff Booth em uma nova Los Angeles, diferente daquela apresentada no primeiro longa. David Fincher comentou sobre a produção: "Não é exatamente uma história sobre dublês, nem sobre cinema, e já nem dá para dizer que é uma história sobre Hollywood. É uma história sobre Los Angeles." 1 de 6 | Foto: Divulgação/Netflix 2 de 6 | Foto: Divulgação/Netflix 3 de 6 | Foto: Divulgação/Netflix 4 de 6 | Foto: Divulgação/Netflix 5 de 6 | Foto: Divulgação/Netflix 6 de 6 | Foto: Divulgação/Netflix Além disso, Tarantino contou como a parceria surgiu: "O Brad veio falar comigo e disse: 'E aí, o que você acha de ter o David Fincher dirigindo o filme do Cliff Booth?'. Eu respondi: 'Ideia sensacional!'. Era uma ideia tão incrível que eu nem conseguia imaginar acontecendo de verdade. Parecia bom demais para ser verdade."O elenco também conta com Elizabeth Debicki, Scott Caan, Carla Gugino, Yahya Abdul-Mateen II e Peter Weller, entre outros nomes. A produção estreia nos cinemas em 25 de novembro de 2026, antes de chegar à Netflix em 23 de dezembro.Horários, cinemas e mais: acesse o Cineinsite AQUI e veja onde os filmes estão passando em Salvador.Veja o trailer de As Novas Desventuras de Cliff Booth!

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Trump teria barrado compra da Warner pela Netflix, revela magnata

O empresário americano John Malone afirmou que o governo de Donald Trump barrou à Netflix de adquirir a Warner Bros. Discovery nos Estados Unidos. Segundo ele, o aviso levou a plataforma a desistir da disputa, vencida pela Paramount.A declaração foi feita nesta quarta-feira, 21, durante o International Council Summit do Paley Center for Media. O magnata não detalhou a suposta mensagem enviada à empresa.“Eles estavam prestes a prosseguir e foram informados pela administração de que não tinham chance de obter aprovação regulatória nos EUA. Acho que isso foi o que os fez desistir”, afirmou.Em fevereiro, o co-CEO da plataforma, Ted Sarandos, esteve na Casa Branca para se reunir com autoridades americanas. A proposta foi retirada no mesmo dia, embora ainda houvesse quatro dias para responder à última oferta da concorrente. Malone também mencionou divergências internas na Warner sobre a saída da Netflix, mas avaliou que o desfecho foi favorável aos acionistas.Em entrevista à Bloomberg, Sarandos afirmou posteriormente que Trump foi “completamente neutro” na negociação e atribuiu a decisão ao fato de a Warner ter considerado a oferta da Paramount superior, e que o encontro na sede do governo não teve “nada fora do comum”.Democratas questionaram a reunião e pediram esclarecimentos à então procuradora-geral Pam Bondi, alegando possível favorecimento político.Em junho, o Departamento de Justiça anunciou que não contestaria a transação. Em julho, a Califórnia e outros 11 estados contestaram o negócio, mas chegaram a um acordo no mês passado, permitindo a fusão.A Paramount pagou US$ 110 bilhões pela Warner Bros. Discovery, em uma das maiores transações da história do setor de mídia.

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Festival em Salvador reúne mais de 30 filmes dirigidos por mulheres

Salvador recebe, entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, a 9ª edição do Festival Lugar de Mulher é no Cinema, que reúne 30 curtas-metragens e um longa dirigidos por mulheres e pessoas não binárias. Com entrada gratuita, a programação será realizada na Sala Walter da Silveira, nos Barris, e contará com mostras competitivas, homenagens, premiações e debates sobre os desafios e as perspectivas do audiovisual brasileiro. A seleção reúne produções de 13 estados e 17 cidades do país, com histórias que exploram temas como memória, identidade, relações familiares, território e experiências de mulheres em diferentes contextos. Além das exibições, o evento aposta na formação de novos profissionais e na aproximação entre produções universitárias e o circuito de festivais.“A gente vê que o cinema feito por mulheres e pessoas não binárias está cada vez mais múltiplo, com mais qualidade e com mais pessoas produzindo. Celebrar isso na tela do cinema é muito importante”, afirma Hilda Lopes Pontes, idealizadora e diretora artística do festival.Festival homenageia atrizes e destaca novas realizadorasA abertura do evento acontece no dia 28 de outubro, às 19h, com uma sessão em homenagem à atriz e diretora Danny Barbosa, que integra o elenco do longa Salomé, dirigido por André Antônio. A cerimônia terá apresentação da atriz baiana Luciana Souza, e a exibição do filme está prevista para as 20h.Danny Barbosa é a homenageada desta edição. Como diretora e roteirista, realizou os curtas-metragens Café com Rebu e Pedra Polida. Na atuação, participou de produções como Bacurau (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; Mais Pesado é o Céu (2023), de Petrus Cariry; Salomé (2024), de André Antônio; e Gravidade (2025), de Léo Tabosa. Sua trajetória também inclui trabalhos no teatro independente.Outra artista homenageada é Jéssica Teixeira, que recebe o destaque do Prêmio Sol Moraes, dedicado ao incentivo a novas realizadoras. Atriz, diretora, dramaturga e produtora, ela é graduada em Teatro e mestre em Artes pela Universidade Federal do Ceará (UFC).Sua pesquisa artística tem o próprio corpo como ponto de partida e resultou nos solos teatrais E.L.A. (2019) e Monga (2024). Pelo segundo trabalho, recebeu o Prêmio Shell de Teatro, na categoria Direção, em São Paulo, e o ZKB Förderpreis, em Zurique, na Suíça.No audiovisual, Jéssica participou de produções como Assexybilidade (2023), Noz Pecã (2024), Fiz um foguete imaginando que você vinha (2026), London (2026) e da série Os Outros (2023), do Globoplay.Três mostras competitivas movimentam a programaçãoA seleção de filmes está dividida em três mostras competitivas, que contemplam diferentes perfis de produção e públicos.A Mostra Frutos reúne filmes de todo o Brasil, enquanto a Mostra Raízes é dedicada às produções baianas. Já a Mostra Semente apresenta obras voltadas à infância e à adolescência.O festival também abre espaço para produções universitárias, com sessões de filmes realizados por estudantes. Entre as instituições representadas estão a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Unijorge e a Unifacs. A programação inclui ainda a exibição de um filme infantil produzido por estudantes da Escola Municipal Elysio Athayde, de Salvador.Segundo Day Sena, diretora executiva do festival, a aproximação entre a formação acadêmica e o mercado profissional é um dos objetivos desta edição.“Estamos experimentando essa possibilidade de fomentar realizadoras universitárias e contribuir para a profissionalização de seus filmes, para que possam participar de festivais. Fizemos uma curadoria interna a partir das produções das universidades e contamos com filmes da UFBA, da Unijorge e da Unifacs”, explica.Premiação reconhece filmes e novos talentosA cerimônia de premiação está marcada para 1º de novembro, às 18h30, e encerrará a programação de exibições do festival. Os reconhecimentos serão distribuídos entre as três mostras competitivas, além de categorias especiais e prêmios oferecidos por parceiros.Na Mostra Frutos, serão entregues os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Intérprete no Espectro Feminino, Melhor Roteiro e o Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos.A Mostra Semente premiará Melhor Filme e Melhor Animação. Na Mostra Raízes, os destaques serão reconhecidos nas categorias Melhor Filme e Melhor Revelação.A programação também contará com o Júri Jovem, responsável por eleger o melhor filme de cada mostra. Entre as premiações oferecidas por parceiros estão o Prêmio Dialab, destinado a um curta baiano; o Prêmio Stone Milk, que oferece consultoria de projetos para pós-produção; e o Prêmio Arrudeia, voltado exclusivamente para curtas universitários.Debates discutem representatividade e mercado audiovisualAlém das sessões de cinema, o Festival Lugar de Mulher é no Cinema promove três encontros do Conexões Audiovisuais, com discussões sobre trabalho, financiamento, circulação de produções e representatividade no setor.No dia 29 de outubro, das 17h às 18h, a mesa “Para além do protagonismo: trabalhadores trans no audiovisual brasileiro” discutirá a presença de pessoas trans nas diferentes funções da produção cinematográfica. O encontro terá mediação de Jeisi Ekê e participação de Danny Barbosa e Gênesis Nascimento.Em 30 de outubro, das 15h às 16h, será realizada a conversa “Narrando o real: caminhos do mercado de documentários no Brasil”. Com mediação de Letícia Santinon e participação de Vânia Lima e Camila de Moraes, a mesa abordará estratégias de produção, financiamento e circulação de documentários no país.Já no dia 31 de outubro, às 15h, a mesa “Cosmovisões e identidades: fabulações críticas no cinema de gênero” reunirá realizadoras que trabalham com horror, ficção científica e fantástico como campos de reflexão política e cultural. O debate terá mediação de Jéssica Teixeira e participação de Olinda Tupinambá e Ana do Carmo.Festival terá oficina gratuita de audiovisual no Subúrbio FerroviárioA programação formativa também se estenderá para além das datas das exibições. No dia 13 de novembro, das 9h às 12h, o Espaço Cultural de Alagados, no bairro do Uruguai, em Salvador, receberá a oficina Conexão Mobile — Captação e Edição Audiovisual com Celular.Conduzida por Rafa Beck, pessoa não binária, a atividade abordará técnicas de captação e edição de imagens com dispositivos móveis. A oficina será aberta ao público, com foco em mulheres e pessoas não binárias.O 9º Festival Lugar de Mulher é no Cinema conta com a parceria do Projeto Paradiso, Tem Dendê Produções, Stone Milk, Arrudeia Filmes, DiaLab, IgluLoc, D'Cor Mobília Criativa e do Festival FICFUSA, da Colômbia.O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura do Estado.9º Festival Lugar de Mulher é no CinemaQuando: 28 de outubro a 1º de novembro de 2026Onde: Sala Walter da Silveira, nos Barris, em Salvador (BA)Entrada gratuitaAbertura: 28 de outubro, às 19h, seguida da exibição de Salomé, às 20hMesas Conexões Audiovisuais: 29, 30 e 31 de outubroCerimônia de premiação: 1º de novembro, às 18h30Oficina de audiovisual: 13 de novembro, das 9h às 12h, no Espaço Cultural de Alagados, bairro do Uruguai, Salvador.

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Série policial da Netflix com apenas 6 episódios para quarta (21/10)

No meio da semana, encontrar uma série envolvente para assistir sem comprometer tantas horas da rotina pode ser mais fácil do que parece. Para quem gosta de investigações criminais repletas de reviravoltas e histórias que vão além do mistério central, a Netflix esconde uma produção dinamarquesa que merece atenção. Lançada em 2025, A Reserva combina suspense policial, conflitos familiares e críticas sociais em apenas seis episódios, com duração média de 35 minutos cada. É uma opção para começar nesta quarta-feira, 21, e concluir a maratona em pouco mais de três horas. Desaparecimento muda a rotina de um bairro de luxoEm A Reserva, o desaparecimento de Ruby (Donna Levkovski), uma jovem filipina que trabalha como au pair para uma família rica, abala a aparente tranquilidade de um bairro nobre de Copenhague. O caso chama a atenção de Cecilie (Marie Bach Hansen), uma vizinha que passa a desconfiar de que algo grave aconteceu com a jovem.Casada com Mike (Simon Sears) e acostumada a uma vida confortável, Cecilie decide procurar respostas por conta própria. Enquanto isso, a investigação oficial não recebe a urgência que ela considera necessária. É quando a detetive Aisha (Sara Fanta Traore), ainda no início da carreira, resolve seguir os próprios instintos e se aproxima da vizinha para descobrir o que aconteceu.À medida que as duas avançam na investigação, segredos das famílias mais influentes da região começam a aparecer. A história mostra como o desaparecimento de uma trabalhadora imigrante expõe contradições escondidas atrás de casas luxuosas, relações aparentemente estáveis e uma comunidade preocupada em preservar as aparências.Suspense nórdico vai além da investigação policialUm dos diferenciais da minissérie está na maneira como o mistério se conecta a questões sociais. A narrativa aborda a desigualdade econômica, o racismo, o bullying, a masculinidade tóxica e a exploração do trabalho imigrante, sem deixar de lado os conflitos familiares.A condição das jovens contratadas como au pairs ganha destaque. Vindas das Filipinas, elas trabalham cuidando de crianças e realizando tarefas domésticas em troca de hospedagem e salário. A partir dessa realidade, a produção questiona até que ponto o intercâmbio cultural pode se transformar em uma relação desigual, na qual a mão de obra barata e a vulnerabilidade das trabalhadoras favorecem famílias privilegiadas.A série também explora a maternidade e a educação dos filhos, incluindo os riscos associados ao acesso sem controle às redes sociais. Esses elementos ampliam o alcance da trama e mostram que o desaparecimento não é apenas o ponto de partida para uma investigação criminal, mas também uma forma de expor problemas presentes na sociedade contemporânea.Minissérie dinamarquesa tem apenas seis episódiosCriada por Ingeborg Topsøe, A Reserva aposta em uma narrativa concentrada, com acontecimentos que acrescentam novas informações à investigação ao longo dos capítulos. Os episódios têm cerca de 35 minutos, totalizando pouco mais de três horas de conteúdo.A ambientação também se diferencia de outros suspenses nórdicos. Em vez de apostar exclusivamente em paisagens geladas e cenários escuros, a produção se desenrola durante o verão dinamarquês, com uma fotografia marcada pela luminosidade e pelas paisagens de Copenhague. O contraste entre a aparência ensolarada do lugar e os segredos escondidos por seus moradores reforça a tensão da história.Embora algumas pistas possam antecipar parte das revelações para espectadores acostumados ao gênero, a trama mantém o interesse ao desenvolver os personagens e explorar as relações de poder que cercam o caso. O desfecho, por sua vez, aposta em uma resolução que pode provocar discussões entre os espectadores.A minissérie também conquistou espaço entre os títulos populares da plataforma após um lançamento discreto, impulsionada pelo boca a boca. No Rotten Tomatoes, registra 100% de aprovação da crítica e 75% do público, até o momento.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas de suspense policial, A Reserva é uma boa escolha para a quarta-feira. A produção reúne desaparecimento misterioso, investigação, segredos familiares e críticas sociais em uma história curta, ideal para quem prefere séries que não exigem o compromisso de várias temporadas.Além de construir um mistério capaz de prender a atenção, a minissérie aborda desigualdades que ultrapassam as fronteiras da Dinamarca, especialmente as relações entre famílias privilegiadas e trabalhadoras imigrantes. Mesmo que algumas revelações sejam previsíveis, o conjunto oferece motivos para acompanhar a investigação até o fim.Com seis episódios de aproximadamente 35 minutos, é uma alternativa para quem busca uma maratona rápida, tensa e com temas que continuam relevantes fora da ficção.

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Filme viciante no TOP 10 do Prime Video vira grande sucesso de 2026

Nada como encontrar um filme capaz de transformar algumas horas livres em uma experiência cheia de reviravoltas. Para quem quer aproveitar o dia e fugir do tédio com uma trama que mistura crime, humor e mistério, o Prime Video acaba de lançar uma novidade que já conquistou espaço entre os títulos mais assistidos da plataforma.Lançado em 2026, Masterplan estreou nesta semana no catálogo do streaming e fez sucesso imediato, alcançando o TOP 10 da plataforma. Atualmente, o longa ocupa a segunda posição no ranking, ficando atrás apenas de O Amor de Sua Vida. Com 1h49 de duração, a produção é uma das grandes apostas do Prime Video para 2026 e promete uma aventura criminal que pode ser acompanhada em menos de duas horas.Estrelado por Stanley Tucci, conhecido pelo público por O Diabo Veste Prada, o filme acompanha um ladrão experiente que reúne dois jovens especialistas para realizar um assalto ousado: roubar a Mona Lisa, uma das pinturas mais famosas do mundo, exposta no Museu do Louvre, em Paris. O que começa como um plano criminoso ganha contornos ainda mais inesperados quando segredos familiares vêm à tona.Qual é a história de Masterplan?Dirigido por Thomas Vincent, conhecido por trabalhos como Reacher, Segurança em Jogo e Versailles, Masterplan acompanha Roger, um ladrão lendário que decide colocar em prática um plano para roubar a Mona Lisa. Para executar a missão, ele recruta Chiara, uma especialista italiana em crimes cibernéticos, e Jay, um francês especializado em explosivos.O que os dois jovens não sabem é que, além de trabalharem em áreas complementares, compartilham o mesmo pai. Roger revela que Chiara e Jay são seus filhos, transformando uma operação criminosa em uma situação familiar tão inesperada quanto complicada.A partir daí, o trio precisa aprender a trabalhar em conjunto enquanto lida com ressentimentos, desconfianças e provocações. Roger espera que os filhos aceitem sua liderança, mas a relação entre eles está longe de ser simples. Afinal, executar um roubo de grandes proporções já seria um desafio por si só, sem a necessidade de resolver conflitos familiares no meio do caminho.Quem está no elenco do filme?Além de Stanley Tucci no papel de Roger, o longa conta com Simona Tabasco, conhecida pela série The White Lotus, como Chiara, e Victor Belmondo, de Bastion 36, como Jay.A produção franco-italiana foi gravada em inglês, com filmagens realizadas em diferentes locações da França e da Itália. O projeto é uma coprodução da Gaumont com o Amazon MGM Studios. Stanley Tucci é a grande estrela de Masterplan - Foto: Divulgação O roteiro foi coescrito por Thomas Vincent e David Wolstencroft, vencedor do BAFTA e conhecido por trabalhos como Dupla Identidade e The Escape Artist. A história também conta com a participação de Giacomo Durzi, Alessandro Fabbri e Alberto Vignati.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de filmes de suspense criminal que misturam mistério, roubos elaborados e personagens cheios de segredos. Masterplan oferece uma premissa curiosa ao combinar o desafio de roubar uma das obras de arte mais conhecidas do planeta com a descoberta de um parentesco inesperado.A atuação de Stanley Tucci é um dos principais atrativos. O ator interpreta Roger com elegância e confiança, construindo um personagem que trata uma missão extraordinária com uma tranquilidade quase absurda. A dinâmica entre pai e filhos também abre espaço para conflitos e momentos de humor.Por outro lado, o filme nem sempre desenvolve as relações familiares e os detalhes do assalto com a profundidade que a proposta permitiria. Os preparativos passam rapidamente, algumas soluções parecem convenientes demais e certas piadas perdem a força pela repetição.Ainda assim, para quem procura uma produção para se distrair sem precisar acompanhar uma narrativa excessivamente complexa, o longa pode cumprir bem sua função. Com menos de duas horas de duração, a aventura é uma opção para os fãs de crimes cinematográficos, planos arriscados e mistérios que ajudam a quebrar a rotina.Veja o trailer!

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Filme da Netflix vira fenômeno e supera 30 milhões de views em 2026

Para quem quer aproveitar o tempo livre com uma história cheia de tensão, a Netflix tem um filme que se transformou em fenômeno em 2026. Com mais de 30 milhões de visualizações, o suspense conquistou assinantes de diferentes países ao misturar sequestro, segredos familiares e disputas políticas em uma corrida contra o tempo. Lançado em 2026, o longa reúne um elenco de peso e se tornou uma opção para quem procura uma trama envolvente sem precisar dedicar várias horas a uma série. Intitulado Sobrevivência, o filme acumula 30,8 milhões de visualizações e 55,4 milhões de horas assistidas.A produção permaneceu no TOP 10 global da Netflix por duas semanas desde o lançamento e chegou ao ranking dos títulos mais vistos em 93 países. Além disso, atualmente o filme se encontra na primeira posição entre os títulos mais assistidos no Brasil. Sequestro coloca família em uma situação desesperadoraEm Sobrevivência, Ben Affleck interpreta Mark Kimball, candidato à prefeitura de Los Angeles que construiu sua campanha em torno de promessas de honestidade. Sua vida muda quando o filho é sequestrado, obrigando-o a encontrar dinheiro para pagar o resgate enquanto tenta proteger a família e preservar a carreira política.Ao lado da esposa, Abigail (Kerry Washington), Mark precisa lidar com ameaças e informações que colocam em dúvida as relações construídas ao longo dos anos. Como o dinheiro do casal foi destinado à campanha eleitoral, a urgência da situação os leva a considerar alternativas cada vez mais arriscadas.O que começa como uma tentativa desesperada de salvar uma criança logo se transforma em uma trama de mentiras, interesses políticos e segredos. A família precisa descobrir em quem pode confiar enquanto enfrenta consequências que vão muito além do sequestro.Elenco reúne nomes conhecidos de HollywoodAlém de protagonizar o longa, Ben Affleck também assina a direção e o roteiro, ao lado de Billy Ray e Connor O. McIntyre. O cineasta já conquistou reconhecimento por trabalhos como Argo, vencedor do Oscar de Melhor Filme, e Medo da Verdade, sua estreia na direção.Kerry Washington interpreta Abigail, enquanto Steven Yeun vive Sam, assessor político de Mark. O elenco também conta com Gillian Anderson, Adriana Paz e Luis Gerardo Méndez.A história utiliza o sequestro para explorar as contradições de um candidato que precisa conciliar a imagem pública de integridade com decisões tomadas em meio ao desespero.Ao mesmo tempo, a trama aborda questões como privilégios sociais, imigração e a maneira como interesses eleitorais podem influenciar a relação de figuras públicas com diferentes comunidades.Sucesso de audiência não significa unanimidadeApesar dos números expressivos na Netflix, Sobrevivência dividiu opiniões. A premissa oferece elementos para um suspense político intenso, com conflitos morais e reviravoltas, mas parte das críticas aponta problemas no desenvolvimento dos personagens e na condução da narrativa. Atualmente, o filme conta com apenas 32% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.O roteiro apresenta questões interessantes sobre ambição, família e o preço das decisões tomadas em situações extremas. No entanto, algumas dessas ideias não recebem aprofundamento suficiente, e o filme perde força quando tenta conciliar o suspense de sequestro com as disputas políticas e os conflitos pessoais.A atuação do elenco também não é aproveitada em todo o seu potencial. Mesmo com nomes experientes, determinadas relações carecem de desenvolvimento emocional, o que reduz o impacto de alguns momentos dramáticos.Vale a pena?Sim, para quem gosta de suspenses criminais, histórias de sequestro e tramas envolventes com segredos e dilemas morais. Sobrevivência oferece uma premissa capaz de despertar curiosidade e um elenco conhecido, além de discutir os limites que alguém pode ultrapassar para proteger a própria família.Por outro lado, quem procura um roteiro muito bem amarrado, personagens profundamente desenvolvidos e reviravoltas realmente surpreendentes pode se decepcionar. O filme utiliza convenções conhecidas do gênero e nem sempre consegue dar consistência às ideias que apresenta.Ainda assim, para quem deseja escapar do tédio com um suspense de pouco menos de duas horas, a produção pode ser uma escolha interessante. O sucesso de audiência demonstra que a história despertou a curiosidade de milhões de assinantes, mesmo sem conquistar unanimidade entre os críticos.Veja o trailer!

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