Sempre grata!

Olá, bom dia, como está? Mais um mês… e aquilo que interessa é que continuemos caminhando com saúde, tropeçando aqui e ali, mas seguindo o nosso rumo sem prejudicar nada, nem ninguém. E, convenhamos, isto já não é mau de todo.
Celebramos o fim de semana de Ação de Graças, e não deveríamos nós de ser gratos todos os dias?
Não somente pelo alimento que colocamos nas nossas mesas e para nossas famílias dia após dia, mas já parou para pensar que esse mesmo alimento é de facto uma bênção e que, por vezes, quem o produz e o faz chegar até nós, desde a sua origem, talvez nem tenha o que comer?
E não acha que quem nos providencia um trabalho, que nos assegura esse alimento, também deve estar na nossa mente quando pensamos no que devemos agradecer? Somos, e digo somos porque sou pecadora tal como todos os mortais, somos dizia eu “ingratos”. Queixamo-nos de coisas banais, eu por exemplo fico a olhar para quando o meu marido me prepara um pequeno-almoço maravilhoso, e fá-lo sempre que lhe é possível, e depois me coloca o talher errado, aiaiaiai, não consigo convencê-lo de que temos garfos e facas mais pequenas, é o que é. Mas depois penso assim: bem, há também quem não tenha garfos, nem sequer talheres, nem alimento, e daí, esse breve instante de “ingratidão” vai com a onda do mar que o havia trazido.
Sou grata pela minha saúde, apesar de alguns obstáculos, sou grata pelas minhas filhas, pelo meu marido e por 4 ou 5 AMIGOS verdadeiros, já incluindo o Ross que nunca me falha em nada.
Sou grata por pertencer a dois países que, por enquanto, ainda vivem em paz, pelo teto que me protege a mim e aos meus e por tudo o que tenho, muito ou pouco. Sou grata por não gostar nada de ostentação, nem de vaidade, e por saber reconhecer quem nos dá a mão quando vacilamos, ou nos empresta um chapéu de chuva em dia de chuva e também sou grata por ser humilde, algo que juntamente com gratidão se vai perdendo nos dias que correm.
Desejo que o vosso fim de semana de Ação de Graças (“Thanksgiving”) seja de paz e abundância, de amor e com muita saúde. Não descure, contudo, de um vizinho ou familiar que possa não ter o que colocar na mesa. Lembre-se, Gentileza gera Gentileza.
É o que é e vai sempre valer o que vale.
Até já,
Cristina DaCosta/MS
