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Como um buraco negro estará a eliminar estrelas binárias do centro da Via Láctea

Estudo português ajuda a explicar os poucos sistemas de estrelas binárias junto ao buraco negro supermassivo. É um fenómeno que tem intrigado os cientistas: um conjunto de estrelas muito jovens orbita Sagittarius A*, o buraco negro supermassivo da nossa galáxia, no centro da Via Láctea, a escassos anos-luz de distância. Agora, um estudo revela que a influência gravitacional do próprio buraco negro é responsável por destruir e alterar uma grande parte dos sistemas estelares duplos (sistemas binários) naquela região. A análise foi feita por investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com a

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Agricultor encontra no campo um objeto de 3,3 metros que pode ter caído do Espaço

Um agricultor que trabalhava na colheita do milho em Scott Township, no estado norte-americano do Minnesota, encontrou um objeto metálico entre as plantas. O Gabinete do Xerife do Condado de Stevens descreveu-o como “presumivelmente um objeto espacial”. A dimensão do objeto, a hora exata e o local em que foi encontrado, bem como a trajetória de lançamento espacial, levaram especialistas a associar destroços a um foguetão Zhuque-2E, desenvolvido pela empresa chinesa LandSpace. No entanto, a origem do objeto ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo o Ars Technica, os indícios apontam para que os destroços pertençam ao estágio superior de um

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Competição europeia de foguetes em Portugal distingue equipas de oito países. Saiba quem venceu


A equipa austríaca Aerospace Team Graz (ASTG) conquistou o EuRoC Award, atribuído à equipa com o melhor desempenho global na competição organizada pela Agência Espacial Portuguesa.Agência Espacial Portuguesa

A sétima edição do European Rocketry Challenge (EuRoC), competição universitária de foguetes organizada pela Agência Espacial Portuguesa, terminou com dez prémios atribuídos a equipas europeias, num ano marcado pela estreia de uma categoria para novos participantes e por um resultado inédito para Portugal. A equipa austríaca Aerospace Team Graz voltou a conquistar a principal distinção, enquanto a portuguesa da Universidade do Minho conseguiu lançar e recuperar um foguete na sua primeira participação.

A Aerospace Team Graz (ASTG) da Áustria conquistou o EuRoC Award, atribuído à equipa com o melhor desempenho global, considerando a conceção do foguete, a documentação técnica, o trabalho de equipa e os resultados em voo. A formação austríaca, que já tinha vencido em 2023 e 2025, arrecadou ainda o prémio de melhor voo na categoria de propulsão líquida para 9.000 metros.

“O EuRoC tornou-se uma referência europeia porque conseguimos criar um ambiente em que as novas gerações desenvolvem tecnologia em condições próximas da indústria. Muitos dos estudantes que passaram pelo EuRoC estão hoje a trabalhar em empresas do setor ou criaram os seus próprios negócios. É esse o impacto da competição: formar o talento de que a indústria espacial europeia precisa, tornando-a mais forte e mais autónoma”, destaca Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, citado em comunicado.

Outro dos destaques foi a grega White Noise, que conquistou dois prémios na sua estreia: o Rookie of the Year, que distingue a melhor equipa estreante, e o Payload Award, atribuído à melhor carga útil, tendo em conta a inovação, a fiabilidade e o potencial de aplicação da tecnologia desenvolvida.

A competição decorreu em Constância entre 15 e 21 de outubro e reuniu cerca de 700 estudantes de 13 universidades europeias, contando com o apoio da Câmara Municipal de Constância e do Exército Português.Agência Espacial Portuguesa

Portugal esteve representado na fase final da competição de foguetes por duas equipas universitárias, depois de sete formações nacionais terem sido selecionadas para competir.

A Minho Aerospace Students’ Team (MAST), da Universidade do Minho, levou o foguete Mirage ao objetivo de 3.000 metros de altitude. Fundada em 2024, a equipa tornou-se a primeira formação portuguesa a conseguir lançar e recuperar um foguete, numa edição da competição que marcou a sua estreia.

“Esta edição demonstrou que é possível abrir a competição a novas equipas sem comprometer a exigência técnica que caracteriza o EuRoC. Para estes estudantes, foi primeira oportunidade de transformar meses de desenvolvimento num projeto real, sujeito aos mesmos desafios técnicos e de segurança que encontram na indústria”, afirma Marta Gonçalves, gestora dos programas de Educação e Ciência da Agência Espacial Portuguesa, citada na nota de imprensa.

Já a Rocket Experiment Division (RED), do Instituto Superior Técnico, que participa na competição ininterruptamente desde 2021, não conseguiu realizar o lançamento devido a problemas técnicos que não foram resolvidos dentro do prazo da competição. A North Space, que reúne estudantes de várias faculdades da Universidade do Porto e da Universidade de Lisboa, também não chegou à fase final, apesar de ter sido selecionada, devido a contratempos no desenvolvimento do foguete.

A participação portuguesa surge num ano em que o país voltou a destacar-se pelo número de equipas interessadas na competição. Em maio, altura em que encerrou o período de candidaturas, Portugal tornou-se o país mais representado no EuRoC pelo segundo ano consecutivo, num contexto de recorde de inscrições.

A competição decorreu em Constância entre 15 e 21 de outubro e reuniu cerca de 700 estudantes de 13 universidades europeias. Ao longo de quatro dias de operações, 12 foguetes saíram das rampas de lançamento, numa edição que ficou marcada pela diversidade tecnológica dos projetos e pela estreia da categoria Rookie, destinada a equipas que participam pela primeira vez.

O EuRoC contou com o apoio da Câmara Municipal de Constância e do Exército Português, que disponibiliza o Campo Militar de Santa Margarida para os lançamentos. A competição contou ainda com a presença de empresas do setor, como a Neuraspace, a Tekever e a Momentum Aerospace, reforçando a ligação entre o ensino superior, a investigação e a indústria espacial.

Dez prémios para equipas de oito países

Além das distinções conquistadas pela equipa austríaca e pela formação grega, o EuRoC reconheceu projetos de equipas da Suíça, Itália, Hungria, Espanha e Chéquia.

Os dez prémios atribuídos na edição de 2026 ficaram distribuídos da seguinte forma:

  • EuRoC Award: Aerospace Team Graz (Áustria)
  • Technical Award: ARIS (Suíça)
  • Design Award: Skyward Experimental Rocketry (Itália)
  • Payload Award: White Noise (Grécia)
  • Team Award: BME Suborbitals (Hungria)
  • Flight Award Líquido 9K: Aerospace Team Graz (Áustria)
  • Flight Award Líquido 3K: Skyward Experimental Rocketry (Itália)
  • Flight Award Sólido 3K: LEEM-UPM (Espanha)
  • Flight Award Híbrido 3K: CTU Space Research (Chéquia)
  • Rookie of the Year: White Noise (Grécia)
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Habitação, bate-bocas e o drama de querer falar na televisão

Verdades sejam ditas: entre tentar acabar frases na TV, negociar tempo com jornalistas e falar para o céu, a política nacional provou que o verdadeiro desafio da habitação é conseguir espaço de antena

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Japão já vai a caminho de Phobos. Dez gramas podem esclarecer a origem das luas de Marte

Uma mão-cheia de pó de Phobos pode valer mais do que todas as amostras de Marte. O Japão lançou esta terça-feira a MMX, a primeira missão a tentar trazer à Terra material de uma lua marciana. O Japão lançou esta terça-feira uma sonda com destino às luas de Marte. A missão pretende trazer à Terra apenas dez gramas de rochas e poeira, mas essa pequena amostra poderá ajudar a resolver um mistério com milhares de milhões de anos: como nasceram as duas luas do planeta vermelho? A sonda não tripulada Martian Moons eXploration (MMX) partiu do Centro Espacial de Tanegashima,

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https://www.youtube.com/watch?v=qA6JQpujO4c Uma mão-cheia de pó de Phobos pode valer mais do que todas as amostras de Marte. O Japão lançou esta terça-feira a MMX, a primeira missão a tentar trazer à Terra material de uma lua marciana. O Japão lançou esta terça-feira uma sonda com destino às luas de
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Força Aérea reforça com dois novos satélites Constelação Atlântico


A Constelação Atlântico foi reforçada esta terça-feira com dois novos satélites que vão ser operadoras pela Força Aérea e que adicionam capacidade soberana de Portugal para observar e monitorizar o território nacional e o espaço atlântico.

“Com estes dois novos satélites, Portugal reforça a sua capacidade soberana de observar, compreender e proteger aquilo que é seu. Mais capacidade no Espaço significa maior liberdade de ação na Terra”, afirma o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Autoridade Aeronáutica Nacional, General Sérgio da Costa Pereira, citado em comunicado.

Adquiridos pelo CTI Aeroespacial, no âmbito da Agenda New Space, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os dois satélites, CA-02 e CA-03, foram lançados esta terça-feira a bordo da missão Bandwagon-5, da SpaceX, através de um Falcon 9, a partir do Space Launch Complex 40, em Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos da América. Inicialmente, o lançamento esteve apontado para 19 de outubro.

Construídos pela finlandesa ICEYE, os dois satélites são equipados com tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), permitindo observar a superfície terrestre independentemente das condições meteorológicas e da hora do dia, e serão operados pela Força Aérea.

Os dois satélites já estabeleceram comunicações, encontrando-se em curso as operações de rotina necessárias à sua entrada em funcionamento.

“A capacidade soberana de Portugal em tecnologia SAR para o Atlântico dá um importante passo em frente com a adição destes dois satélites à sua constelação. A partir de Lisboa, continuaremos a desenvolver esta capacidade em colaboração com a CTI Aeroespacial e a Força Aérea Portuguesa”, afirmou Rui Costa, CEO da ICEYE Portugal, citado em comunicado.

A empresa finlandesa abriu recentemente a sua operação em Portugal, estando ligada à futura fábrica de satélites de Alverca, o Space Hub de Alverca, que está a ser criado em instalações da Força Aérea. Será nesse espaço que serão construídos os satélites adquiridos por Portugal no âmbito do SAFE.

Os satélites e o hub — com financiamento de 15 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — faz parte da estratégia do ramo das Forças Armadas no domínio espaço, do qual faz ainda parte adicionar capacidades de lançamento a partir de Santa Maria, para o qual a Força Aérea recebeu um financiamento de 15 milhões via PRR.

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Novo teste elétrico pode ajudar a identificar sinais de vida extraterrestre no espaço

Investigadores liderados por uma equipa da Universidade de Osaka, no Japão, desenvolveram uma nova técnica elétrica para detetar sinais de vida fora da atmosfera terrestre. Esta promete ser mais simples do que as abordagens atuais à deteção de vida extraterrestre. O método centra-se nos aminoácidos, os blocos de construção das proteínas. Segundo o ScienceAlert, os aminoácidos apresentam-se em duas formas espelhadas, a forma L e a forma D, e o equilíbrio entre elas numa amostra pode indicar se os aminoácidos foram produzidos por algo vivo ou não vivo. A forma de um aminoácido é designada por quiralidade, e a técnica

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Agência Espacial Europeia apoia competição em Portugal

European Rocketry Challenge (EuRoC) é uma competição que coloca estudantes a desenvolver foguetes em Constância. Apoio da agência reforça a ligação entre o ensino superior e o setor espacial europeu.

© PAULO CUNHA/LUSA

A sétima edição do European Rocketry Challenge (EuRoC) realiza-se de 15 a 21 de outubro em Constância, distrito de Santarém, com cerca de 600 participantes
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