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Incêndios no Amazonas: Governo federal libera R$ 3,5 milhões para cidades

O governo federal informou que vai intensificar as ações de combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem no Amazonas.

Entre as medidas anunciadas nesta quarta-feira (21) estão o repasse de mais R$ 3,5 milhões para quatro municípios afetados, o início das atividades de uma base regional da FN-SUS (Força Nacional do SUS) em Manaus e o reforço das operações de fiscalização e investigação de possíveis crimes ambientais.

Segundo o governo estadual, 46 municípios amazonenses têm reconhecimento federal de situação de emergência. Veja:

• Governo do Amazonas

Até o momento, foram aprovados R$ 21,1 milhões em nove planos de trabalho da Defesa Civil Nacional, incluindo R$ 14,3 milhões encaminhados anteriormente e o novo repasse.

Base de saúde reforça atendimento durante a estiagem

A base regional da Força Nacional do SUS em Manaus começou a funcionar para apoiar a organização da rede assistencial e a gestão em saúde diante de desastres e eventos climáticos extremos, incluindo os associados ao fenômeno El Niño.

É a quarta unidade regional do tipo em funcionamento no país.

Neste primeiro momento, a equipe concentra a atuação nos impactos das queimadas, que têm comprometido a qualidade do ar em diferentes regiões do Amazonas.

Para organizar o atendimento, foi criado um painel que monitora a disponibilidade de insumos médicos nos municípios. A ferramenta ajuda a definir rotas e meios de transporte, como embarcações e aeronaves, além de estimar o tempo necessário para a entrega dos materiais durante os períodos de seca e estiagem.

Até o momento, 43 municípios preencheram as informações do sistema, desenvolvido em parceria entre a FN-SUS, a Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e as secretarias estadual e municipais de Saúde.

A base reúne profissionais das áreas de gestão, saúde, logística, comunicação de risco e engajamento comunitário, com experiência no SUS (Sistema Único de Saúde) e em regiões remotas da Amazônia.

O trabalho é integrado à Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), aos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas) e aos demais órgãos gestores do sistema.

Operações já extinguiram 337 ocorrências

As ações federais de combate aos incêndios no Amazonas resultaram na extinção de 337 ocorrências desde o início da temporada, segundo o governo.

Desde 10 de outubro, as operações aéreas somaram 390,5 horas de voo e 369 lançamentos de água, totalizando 1.118.600 litros utilizados no enfrentamento às chamas.

Atualmente, 13 aeronaves federais estão mobilizadas. São seis aviões Air Tractor, usados para lançar água sobre as áreas atingidas; cinco helicópteros, que transportam brigadistas e equipamentos e também apoiam o combate aéreo; e dois aviões KC-390, da FAB (Força Aérea Brasileira), empregados nos lançamentos de água.

Ibama aplica R$ 2 milhões em multas

Paralelamente ao combate direto ao fogo, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) realiza fiscalizações em propriedades rurais para verificar o cumprimento das medidas de prevenção e enfrentamento dos incêndios.

Até o momento, foram realizadas 19 ações em Autazes e Careiro da Várzea, municípios onde a situação dos incêndios florestais é crítica.

As operações resultaram em 17 multas, que somam aproximadamente R$ 2 milhões, e no embargo de 12 áreas, que abrangem cerca de 252 hectares.

As fiscalizações verificam o cumprimento de medidas estabelecidas em dois editais de notificação direcionados a 725 propriedades rurais no estado.

Segundo o órgão, as ações também buscam coibir práticas ilegais que agravam os danos causados pelos incêndios à vegetação nativa.

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    As operações também resultaram no embargo de 12 áreas, que juntas abrangem cerca de 252 hectares, em meio à intensificação do combate às queimadas no estado. • IBAMA

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    A fiscalização ambiental ocorre paralelamente à articulação entre órgãos estaduais e federais. • IBAMA

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    O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais.

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    O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais. • IBAMA

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    Entre os proprietários rurais penalizados, três deixaram de adotar medidas de prevenção e combate a incêndios florestais previstas em editais de notificação do Ibama. • IBAMA

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    As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA

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    As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA

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    As medidas buscam verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo. • IBAMA

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    O Corpo de Bombeiros disponibilizou viaturas para apoiar as equipes que atuam no município. • IBAMA

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    Em Autazes, o MPAM também intensificou a articulação com órgãos públicos para ampliar a fiscalização e a investigação de incêndios. • IBAMA

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    O objetivo é acompanhar o cumprimento das medidas estabelecidas para prevenir e enfrentar os incêndios florestais. • IBAMA

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    As ações fazem parte de uma estratégia de fiscalização. • IBAMA

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    Foram realizadas 19 ações de fiscalização nos dois municípios. • IBAMA

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    Entre os proprietários rurais penalizados, três deixaram de adotar medidas de prevenção e combate a incêndios florestais. • IBAMA

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    As operações resultaram no embargo de 12 áreas. • IBAMA

Leia também: Fiscalização contra queimadas: Ibama aplica R$ 2 milhões em multas no AM

Forças Armadas ampliam atuação

A Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro passaram a integrar as ações de combate aos incêndios, que já contavam com a atuação da Força Aérea Brasileira. Até o momento, as Forças Armadas realizaram 30 missões.

A FAB emprega quatro aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 utilizados no combate aéreo aos incêndios. A Marinha atua com três helicópteros e dois navios em missões de transporte e apoio logístico.

O Exército disponibiliza um helicóptero para transporte de equipes e materiais. Os meios aéreos são direcionados às localidades consideradas mais críticas no Amazonas.

Leia também: Governo anuncia novos reforços e medidas contra incêndios no Amazonas

Helicópteros vão apoiar perícias e investigações

O governo federal também enviou um helicóptero Bell 412 para transportar equipes responsáveis por diligências e perícias em campo.

Uma aeronave da família Esquilo também deve integrar a operação para ampliar o acesso dos profissionais aos locais onde serão realizadas as investigações.

A força-tarefa reúne a PF (Polícia Federal), a PC-AM (Polícia Civil do Amazonas), a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o Ibama e órgãos estaduais.

As equipes trabalham de forma integrada para apurar possíveis crimes relacionados aos incêndios.

As diligências incluem perícias em campo e análise de imagens de satélite, que podem contribuir para esclarecer as circunstâncias das ocorrências e identificar possíveis responsáveis.

Como os municípios podem solicitar recursos

Municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ações de Defesa Civil.

O pedido deve ser feito pelo S2iD (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres). A equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores apresentados nos planos de trabalho.

Queimadas: veja os riscos da fumaça à saúde e como se proteger

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Amazon Fires Push Brazil Air Pollution to Very Unhealthy Levels

Hundreds of fires are consuming the Amazon rainforest, plunging Brazilian cities in the region into a dangerous cloud of toxic smoke. Photo: EFE.

Wildfires in Brazil’s Amazon region have driven air pollution to dangerous levels in cities such as Santarém and Manaus, prompting the federal government to deploy a joint armed forces command, more water-bombing aircraft and emergency funds.


A wave of forest fires is consuming the western zone of Brazil’s Pará state, where authorities have counted 922 active outbreaks. The dense smoke has left the city of Santarém under air pollution levels described as very unhealthy for the local population.

Figures released by the Queimadas platform, which operates under the National Institute for Space Research, place Pará at the top of the national registry of environmental disasters.

RELATED: Brazil Faces Increased Wildfires Due to Super El Niño Phenomenon

The neighboring state of Amazonas reports 90 active fire points after having surpassed one thousand outbreaks in recent weeks.

Conditions grew especially dire in Santarém, where the air quality index climbed to 260 points, according to measurements from the international monitoring platform IQAir. Scientific stations detected concentrations of fine particles reaching 185 micrograms per cubic meter.

That reading exceeds the limit allowed by Brazilian environmental law by an enormous margin. The permitted daily average stands at 32 micrograms per cubic meter. Experts note that these microscopic particles penetrate deep into the respiratory tract and pose a severe threat to public health.

In Manaus, the capital of Amazonas state, the picture remains critical as well. The persistent dispersion of toxic gases pushed the air quality index to 153 units during the early hours of the day, consolidating a harmful atmosphere across the urban centers of the rainforest.

The fires arrive during the dry season, when large stretches of forest are cleared by intentional burns. The flames spread through drought-stricken vegetation, and the resulting smoke drifts over populated areas with no immediate relief in sight.

Manaus respira 12 vezes mais veneno que o limite da OMS — e o pior horário ainda está por virhttps://t.co/9Gd6YlfkL3

Instagram: https://t.co/5ljysPP0H9 pic.twitter.com/OxWcgJCI4Y

— Portal do Holanda (@portaldoholanda) October 18, 2026

Text reads: “Manaus breathes 12 times more poison than the W.H.O. limit – and worst time is yet to com.”

Military Response Activated

Faced with the environmental collapse, Brazil’s federal government ordered an extraordinary operational deployment. Defense Minister José Múcio Monteiro confirmed the activation of a Joint General Staff of the Armed Forces based in Manaus to coordinate ground and air containment efforts.

The response added five aircraft, raising the military fleet fighting the flames in the northern region to 16 water-bombing planes. The Ministry of Integration and Regional Development transferred 14 million reais, about 2.8 million dollars, to the Amazonas state government to mitigate the emergency.

Health authorities announced the installation of a base of the National Force of the Unified Health System. Its main task will be to provide direct medical care to the thousands of residents affected by respiratory illnesses caused by the pollution.

Environmental organizations warn that the scale of the fires exposes the structural vulnerability of the world’s largest tropical rainforest. The combination of prolonged drought, deforestation and insufficient fire control threatens the ecological stability of the Amazonia and the integrity of native communities.

The local government has declared a state of emergency in Autazes as suspected arson fires, aggravated by El Niño, rip through the Brazilian Amazon and trigger health alerts in Manaus🇧🇷🔥 #Amazonas #BrazilFires pic.twitter.com/u9I1i0Ocpd

— SG News (@SGNews123) October 14, 2026

The crisis reflects the devastating consequences of climate change and agricultural pressure on the biome. During the dry season, extensive areas of jungle are razed by intentional burns meant to open land for cattle ranching and large-scale farming.

With 922 active outbreaks in Pará and the fires still spreading, the emergency response faces a race against deteriorating air quality. The health base and the expanded air fleet mark the government’s immediate answer to a crisis that shows no sign of easing.

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Incêndios avançam sobre o oeste do Pará e deixam ar insalubre

Logo Agência Brasil

Com 922 focos ativos, o Pará é o estado com mais ocorrências de incêndios florestais no país, de acordo com a plataforma Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No vizinho Amazonas, atualmente estão ativos 90 focos, após o estado ter registrado mais de mil pontos de fogo este mês.

Enquanto a qualidade do ar em Manaus, na manhã desta segunda-feira (19), permanece classificada como insalubre, com índice de 153, segundo a plataforma IQAir; a cidade de Santarém, no oeste do Pará, registra o índice de 260, considerado muito insalubre.

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A estação na cidade do Pará registrou concentração de 185 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, um tipo de poluição inalável e muito prejudicial à saúde. O limite usado atualmente pela legislação brasileira é uma média de 32 microgramas por metro cúbico ao longo de um dia.

No domingo (18), o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, informou que a força-tarefa que atua no enfrentamento aos incêndios florestais na região foi reforçada com a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, em Manaus, e a adaptação de mais 5 aviões para combate ao fogo, somando 16 aeronaves que atuam na região.

Nesta terça-feira (20), também está prevista a implantação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para reforçar a assistência à população atingida pela poluição.

Também foram disponibilizados pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) R$ 14 milhões ao Governo do Amazonas para ações relacionadas à situação de emergência.

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Manaus é capital com maior poluição atmosférica do país nesta sexta

Logo Agência Brasil

Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras na manhã desta sexta-feira (16) por causa da fumaça provocada por queimadas.

Por volta das seis horas da manhã, a plataforma internacional IQAir registrou índice de qualidade do ar de 167, classificado como insalubre. Com isso, a capital amazonense voltou ao primeiro lugar no ranking de capitais com maior poluição atmosférica do país, após ter apresentado melhora nos índices no dia anterior.

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O sistema eletrônico de vigilância ambiental da Universidade do Estado do Amazonas também apontou agravamento da situação. Na maior parte da cidade, a qualidade do ar variava entre as categorias muito ruim e péssima.

No bairro Aleixo, na zona centro-sul, a concentração de partículas chegou a 139,6 microgramas por metro cúbico, considerado péssimo. Já no bairro Tarumã, na zona oeste, o índice era de 39 microgramas por metro cúbico, considerado moderado.

Por causa da piora da qualidade do ar, as aulas presenciais da rede municipal de ensino foram suspensas nesta sexta-feira como medida preventiva para reduzir a exposição de alunos e profissionais da educação à fumaça.

A Universidade do Estado do Amazonas também suspendeu as aulas e as demais atividades acadêmicas presenciais em todas as unidades, na capital e no interior, durante os três turnos. Na universidade, parte das atividades administrativas passou a ser realizada remotamente.

Saúde

A fumaça que atinge Manaus é resultado de queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. As partículas liberadas pelo fogo podem permanecer suspensas no ar por vários dias e ser transportadas pelo vento por longas distâncias. A falta de chuvas também contribui para a permanência dos poluentes na atmosfera.

O avanço das queimadas levou o governo federal a reforçar o monitoramento dos impactos sobre a saúde da população amazonense.

Segundo o Ministério da Saúde, 12 municípios já foram identificados como necessitados de algum tipo de apoio nos serviços de saúde. Equipes da Força Nacional do SUS, em articulação com as autoridades sanitárias do estado e dos municípios, realizam diagnóstico da situação da rede de atendimento.

O Ministério da Saúde também avalia o consumo e a capacidade de fornecimento de oxigênio nas unidades de saúde, incluindo os distritos sanitários especiais indígenas. O objetivo é preparar a rede para eventuais emergências e garantir a disponibilidade de insumos essenciais.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes estão entre os grupos que exigem maior atenção, já que a exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.

No combate aos incêndios, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que extinguiu 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações.

Para reforçar o trabalho, 11 aeronaves foram disponibilizadas, entre aviões de combate direto ao fogo, helicópteros e uma aeronave de apoio logístico. Entre os equipamentos, estão seis aviões Air Tractor e um avião KC-390 mobilizado pelo Ministério da Defesa para o lançamento de grandes volumes de água.

No dia 10 de outubro, o governo do estado decretou situação de emergência em cerca de 36 municípios por causa das queimadas.
 

Ouça na Radioagência 


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Brazil Launches Crackdown on Suspected Amazon Arson Network

Amazon rainforest fires in Amazonas, Brazil, as firefighters tackle blazes and smoke worsens air pollution in Manaus.

Brazil deploys 300 firefighters as a surge in fires worsens air pollution in Manaus and investigators probe suspected organized arson.


Brazil has launched joint operations to track down those suspected of deliberately setting fires in the Amazon rainforest, as a sharp rise in blazes blankets Manaus with toxic smoke and pushes air pollution to critical levels for the city’s 2.3 million residents.

RELATED: Petrobras Announces New Oil Discovery at Morpho Well off Brazil’s Amazon Coast

Authorities suspect an organized network is deliberately destroying native vegetation in preserved forest areas to facilitate the illegal seizure of public land, Environment Minister João Paulo Capobianco said at a news conference Wednesday. Investigators are working to identify and prosecute both those who set the fires and those suspected of directing them.

Capobianco described the situation as an “impressive display of deliberate action.” He and Jair Schmitt, head of Brazil’s environmental protection agency Ibama, cited reports of people throwing fuel-filled bottles from moving vehicles along roads and repeatedly reigniting fires in areas where firefighters had already extinguished them.

The scale of the fires has escalated sharply. Amazonas state recorded 1,608 fire hotspots in the first part of October, already exceeding the 874 registered throughout October 2025, according to Brazil’s National Institute for Space Research (INPE).

September saw more than 3,700 hotspots, four times the number recorded a year earlier. Fires burned 291,060 hectares that month, 38.8% above the historical average, according to official data.

In October, the area affected has approached 220,700 hectares, 249% above the usual level, according to the Federal University of Rio de Janeiro’s Laboratory for Environmental Satellite Applications.

The government has deployed 11 aircraft and approximately 300 firefighters to the hardest-hit areas. Difficult terrain and adverse weather conditions have complicated efforts to contain the blazes. Authorities have also warned that extreme drought and high temperatures associated with El Niño are accelerating the spread of fires across northern Brazil.

Smoke from fires in Amazonas and Pará states has engulfed Manaus, where air quality has deteriorated to critical levels. Concentrations of fine particulate matter known as PM2.5 have exceeded the maximum levels recommended by the World Health Organization, increasing the risk of acute respiratory problems, particularly among children, older people and those with pre-existing medical conditions.

The Civil Police of Amazonas has opened 120 investigative proceedings into suspected environmental offenses. Investigators are using thermal drones and conducting continuous ground patrols to gather evidence and identify those responsible.

The investigations come as Brazil prepares for a presidential runoff on Oct. 25 between incumbent Luiz Inácio Lula da Silva and opposition senator Flávio Bolsonaro, who received the most votes in the first round. Asked whether the fires could be politically motivated to undermine Lula’s candidacy, Capobianco said investigators were examining that possibility but stressed that the theory had yet to be substantiated.

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Governo investiga se há organização por trás dos incêndios no Amazonas

Logo Agência Brasil

As equipes da força-tarefa que atuam no combate aos incêndios que atingem o Amazonas já abriram, até o momento, 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência, procedimentos investigatórios que servem para apurar possíveis condutas criminosas.

Durante entrevista coletiva em Manaus nesta quarta-feira (14), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, voltou a afirmar que os focos de incêndio tiveram como origem ação humana e garantiu investigação para identificar os responsáveis. 

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“Vamos iniciar uma ação forte de investigação para identificar quem está operando esse conjunto enorme de incêndios e verificar se há uma organização por trás disso. E vamos punir aqueles que forem identificados de forma exemplar para que não fique na região uma sensação de impunidade", disse.  

As investigações estão a cargo das polícias Federal, Rodoviária Federal e Polícia Civil do Amazonas, atuando com outras forças de segurança. O ministro lembrou de situações similares de incêndios criminosos ocorridos em 2024, quando houve o chamado “Dia do fogo”, quando foram registrados mais de dois mil incêndios simultâneos, em São Paulo e no Pará. 

“Existe uma suspeita de ação organizada. Por isso, além de todos os que estão aqui, todas as investigações, também temos a participação da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, para verificar se está se repetindo aqui o que ocorreu em outro momento no chamado ‘Dia do Fogo”, completou.

Os responsáveis por provocar incêndios florestais estão sujeitos a multas administrativas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, conforme o enquadramento da infração, além do embargo das áreas atingidas, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal, que poderá resultar em prisão.

Os incêndios no Amazonas têm gerado enormes nuvens de fumaça e diversas cidades do estado tiveram que suspender atividades. Em Manaus, a situação crítica na qualidade do ar levou à suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino, em unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

"A população de Manaus foi tremendamente prejudicada e está sendo tremendamente prejudicada. Há uma destruição ambiental em curso e nós precisamos punir os responsáveis porque são incêndios criminosos”, afirmou.

Redução 

Capobianco também falou sobre o reforço nas equipes que atuam no combate às queimadas e disse que já há uma redução perceptível nos incêndios, mas que ainda é cedo “para comemorar”.

“Nós temos dados positivos. Não podemos comemorar, porque ainda temos uma situação grave, ainda tem muita fumaça, mas houve uma redução nos eventos de queimadas e de incêndios. Portanto, nós temos um movimento positivo e há um indicativo de redução de novos focos”, afirmou.

Questionado a respeito da fumaça em Manaus, o ministro afirmou que a expectativa é que a qualidade do ar melhore nos próximos dias, mas que a situação depende dos ventos da região.

“Há uma certa convergência de forças de ventos para a região de Manaus. É um fenômeno meteorológico sobre o qual nós não temos controle. Nós estamos combatendo intensamente, reduzimos muito os incêndios mais próximos da capital. Mas nós ainda temos incêndios mais distantes, que estão trazendo fumaça para Manaus. Nós esperamos que isso possa reduzir”, disse.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), desde o início da temporada de incêndios florestais, já foram extintos 292 incêndios no Amazonas, mas que ainda há outros 08 incêndios ativos no estado.

O governo Federal disponibilizou 11 aeronaves para as operações no Amazonas, das quais seis são utilizadas no combate direto aos incêndios florestais, com capacidade para lançamentos rápidos de água.

Também foi enviado para o estado um avião KC-390, empregado no lançamento de água em grandes volumes; três helicópteros para lançamento de água e transporte de brigadistas e equipamento, especialmente úteis em áreas de difícil acesso; e uma aeronave Caravan para apoio logístico.

Além disso, 290 brigadistas já atuam em campo e outros 40 brigadistas federais estão em deslocamento para reforçar as operações de combate aos incêndios florestais na região.

No domingo (11), Capobianco e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.

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Manaus registra qualidade péssima do ar pelo terceiro dia seguido

A cidade de Manaus (AM) voltou a amanhecer sob fumaça gerada pelas queimadas no estado neste sábado (10). O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou qualidade péssima do ar na capital.

Esse é o terceiro dia consecutivo que a capital é encoberta por fumaça.

Nesta sexta (9), a Prefeitura de Manaus suspendeu as atividades escolares e nos órgãos municipais devido à péssima qualidade do ar. Na data, o índice de qualidade do ar foi de 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado, substância tóxica presente na fumaça.

Neste sábado, por volta das 6h, o índice foi ainda maior, alcançando 209 µg/m³. A qualidade do ar é considerada boa quando atinge até 25 µg/m³.

Nesta tarde, os pontos de monitoramento da capital registram a qualidade do ar entre moderada e ruim. No município de Careiro, na Região Metropolitana, entretanto, o nível ainda é péssimo, com 117,5 µg/m³.

Suspensão de atividades e alerta à população

A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população que use máscara | Foto: Reprodução/Defesa Civil

Universidades também suspenderam as atividades devido à fumaça. A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população a evitar exposição à fumaça e usar máscaras ao sair de casa.

Ainda na sexta-feira, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática disse em nota que realiza ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais na região, com mobilização de equipes, aeronaves e recursos.

“Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas e segue atuando no combate a outros 20 incêndios ativos no estado”, afirmou o ministério.

A pasta acrescentou que disponibilizará mais seis aeronaves, sendo quatro aviões para lançamento de água e dois helicópteros, além de 290 profissionais brigadistas.

Governo proibiu queimadas por 120 dias

Manaus também sofreu com fumaça no mês de setembro. No dia 23, o prefeito Renato Júnior (Avante) cobrou políticas contra queimadas no interior do estado.

“Falta política pública no interior do Amazonas. E agora Manaus está pagando a conta de todo dia amanhecer encoberto de fumaça por falta de política pública nacional, dos outros estados e também do estado do Amazonas”, disse ele em publicação nas redes sociais.

O Governo do Amazonas proibiu por decreto no mês passado o uso do fogo em todo o estado por 120 dias. A medida proíbe o emprego de queimadas em atividades de limpeza, manejo e renovação de áreas.

Também em 23 de setembro, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, recebeu solicitação de apoio do Governo do Amazonas para combate a incêndios florestais, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.

“Em resposta ao pedido, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus)”, declarou o ministério.

De acordo com o órgão, em 30 de setembro, após as chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio, o Governo do Amazonas comunicou que não seria mais necessário o apoio do Respad, dispensando a atuação da equipe federal antes do deslocamento a campo.

“O MMA informa ainda que orientou o Governo do Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar sua capacidade de resposta aos incêndios florestais. Contudo, até o momento, o estado não formalizou o pedido”, disse o ministério.

Fumaça oferece riscos à saúde

O risco de inalação de material particulado é maior dependendo do tempo de exposição e da quantidade inalada. Os mais suscetíveis a apresentar reações são crianças e idosos, mas todos podem ter comprometimento pulmonar e respiratório.

As queimadas também geram uma série de poluentes que podem permanecer no ar por semanas, como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio.

Governo amplia estrutura de combate a incêndios

Na última sexta-feira, o Governo do Amazonas afirmou em nota que tem feito reuniões sobre o tema das queimadas para conter os impactos ambientais, proteger a população e intensificar a fiscalização no estado. Segundo o governo, foi ampliado de 11 para 25 em um ano o número de bases permanentes de bombeiros em cidades do interior, e que o efetivo passou de 692 para 1.651.

O governo acrescentou que recebeu a aeronave Thrush S2R-510, capaz de transportar quase 2.000 litros de água, e que possui cinco viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF). (Jorge Cosme/FOLHAPRESS)

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