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"Um paciente disse-me: ‘não vou treinar porque o relógio diz que não estou recuperado, tenho risco de lesão’. De repente as máquinas já decidem por nós”

A psicóloga defende que estes dados devem ser analisados “com cautela” e usados como informação complementar. “Temos o risco de perder essa noção de que 'eu sou responsável pelo meu sono, e sou também responsável por estar com atenção aos sinais'”

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Smartwatches: “O perigo é as pessoas começarem a ficar obcecadas com o sono, a querer ir atrás dos ‘KPIs’ e entrar numa lógica de performar o sono”

No podcast “O Futuro do Futuro”, a especialista aponta “o perigo” de as pessoas “começarem a ficar obcecadas com o sono” e a querer “ir atrás dos KPIs e entrar aqui numa lógica de performar o sono”, procurando atingir o melhor desempenho. “Isto pode levar a alguns comportamentos que não são muito saudáveis.”

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