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Terremoto de magnitude 7 deixa 16 mortos e 32 feridos no Tibete, na China

Um terremoto de magnitude 7 deixou 16 mortos e 32 feridos no Tibete, no oeste da China, segundo informações da agência estatal chinesa Xinhua. O tremor atingiu a região às 22h30 de quinta-feira, no horário local, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O epicentro foi localizado a 183 quilômetros a leste-nordeste da cidade de Nagqu, na Região Autônoma do Tibete. Após o terremoto, a Administração Sismológica da China ativou o Nível II de resposta a emergências, o segundo mais alto do sistema, segundo a emissora estatal CGTN. Equipes de resposta rápida foram enviadas às áreas atingidas. Em aldeias próximas ao epicentro, as autoridades encontraram pessoas feridas e casas com rachaduras visíveis, informou a Reuters, com base em relatos da mídia estatal. Vídeos divulgados por veículos locais mostraram moradores deixando suas casas durante o tremor. A China registra terremotos de grande magnitude com frequência, especialmente no sudoeste do território, onde a placa tectônica da Eurásia encontra a placa indiana. A colisão entre as duas placas contribui para a formação da cordilheira do Himalaia e do Planalto Tibetano. Em janeiro de 2024, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu uma área montanhosa remota de Xinjiang, no extremo oeste chinês. O desastre deixou três mortos e dezenas de feridos. Já em dezembro de 2023, mais de 100 pessoas morreram após um terremoto atingir o condado de Jishishan, na província de Gansu, no noroeste do país. O episódio foi considerado o terremoto mais mortal na China em quase uma década.
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PM abre investigação sobre suspeitos filmados com camisetas do PT em Piracicaba


A Polícia Militar instaurou uma investigação sobre a cena em que três jovens foram detidos, suspeitos de tráfico de drogas, usando camisetas do PT, em Piracicaba (SP). A suspeita é de que os PMs tenham obrigado eles a vestirem as peças, para que fossem filmados dessa forma. O caso ocorreu nesta quarta-feira (21). Um dos jovens afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que os PMs pediram que eles vestissem as camisetas após a abordagem. Uma testemunha também afirmou ao GLOBO que os oficiais pegaram as camiseta de campanha dela e de colegas militantes do PT quando o grupo passava próximo à ação. O caso ocorreu nesta quarta-feira (21). A Secretaria da Segurança Pública informou que o Comando de Policiamento de Área 9 (CPA-9), responsável pela região de Piracicaba, instaurou uma investigação preliminar para apurar as informações veiculadas pela imprensa sobre supostas irregularidades na atuação de PMs na Comunidade Vitória Pantanal.
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Família tenta confirmar execução de mulher de Bangladesh condenada à morte na Arábia Saudita


A família de Sweety Akhtar, uma mulher de Bangladesh que teria sido executada na Arábia Saudita, tenta obter uma confirmação oficial de sua morte. Os parentes souberam da notícia por meio de terceiros e das redes sociais, mas afirmam que não receberam uma comunicação formal do governo de Bangladesh. Sweety se mudou para o país árabe em março de 2023, tendo sido presa seis meses depois. Veja vídeo: Macaco suspeito de atacar mais de 10 pessoas é capturado na Índia e agredido por moradores Em relatório: Mundo caminha para aquecimento de 2,6 °C ainda neste século, alerta ONU Nesses três anos, segundo a família, ela mantinha contato por meio de ligações telefônicas, e informou de sua prisão assim que tinha sido detida. A incerteza sobre o que aconteceu é agravada pelo fato de que, na última conversa com o pai, em 13 de outubro, Sweety não mencionou ter sido condenada à morte. — Não sabemos o que aconteceu com minha filha. Nem sequer sabemos se ela está viva ou morta. Só ouvimos rumores — disse o pai, Fazal Mia, em entrevista ao The Daily Star. As autoridades sauditas anunciaram, em 14 de outubro, a execução de dois cidadãos de Bangladesh, Sweety Akhtar e Nazrul Islam Abdul Basir, condenados por atos descritos como imorais em uma mesquita na cidade de Meca. No entanto, segundo reportagens, a família de Sweety continuava sem confirmação direta sobre seu destino. O Ministério das Relações Exteriores de Bangladesh informou ter tomado conhecimento da execução de dois cidadãos do país, mas inicialmente não conseguiu confirmar suas identidades, destacou o The Daily Star. Bangladesh solicitou às autoridades sauditas cópias das sentenças e detalhes dos processos, mas, de acordo com o site India Today, não havia recebido resposta de Riad até a publicação da reportagem, em 22 de outubro. O pai de Sweety contou que manteve contato com a filha durante o período em que ela esteve presa, embora as ligações tenham se tornado irregulares. Depois de um intervalo de aproximadamente um ano sem notícias, ela voltou a telefonar, geralmente uma vez por mês. Em uma das últimas conversas, segundo Fazal, ela disse que poderia ser libertada em dois meses. Na ligação de 13 de outubro, porém, não falou sobre julgamento ou condenação. — Quero que o governo me diga o que aconteceu com minha filha. Quero que ela volte para mim. Esteja viva ou morta, só quero minha filha de volta — afirmou Johura Begum, mãe de Sweety, ao The Daily Star. A irmã mais velha de Sweety soube da notícia sobre a sentença de morte por meio de um vídeo publicado no Facebook e enviado por uma amiga, segundo o India Today. Segundo a família, a mulher nunca havia informado aos parentes sobre a possibilidade de receber uma condenação desse tipo. Acusação de adultério e versão apresentada à família Sweety Akhtar foi detida em 2 de agosto de 2023, sob acusação de adultério, segundo um memorando consular confidencial de 18 de outubro obtido pelo jornal The Daily Star. O motivo de sua detenção é controverso. Segundo veículos internacionais que acompanham o caso. A prisão teria ocorrido por "atos indecentes" dentro de uma mesquita, noticiou o The Daily Prothom Alo, de Bangladesh, sem explicar como isso se aplicaria. Já ao The Daily Star, a família relatou que ela teria sido vítima de uma armação e presa após uma discussão com outras trabalhadoras. Outra versão, atribuída a Sweety, seria de colegas de trabalho haviam comprado ilegalmente um carro e que acabou detida com o grupo. Não há, até o momento, infomração sobre o que teria acontecido com as demais mulheres. A família afirma não acreditar nas acusaçõe. Ela trabalhava como faxineira para a empresa Al Majal e ficou presa em uma unidade feminina em Jeddah. Um homem também de Bangladesh, identificado como Nazrul Islam Abdul Basir, teria sido executado no mesmo anúncio das autoridades sauditas. Ele havia sido detido um dia antes de Sweety, sob a legislação saudita de crimes cibernéticos. Autoridades de Bangladesh afirmam que também não haviam sido notificadas sobre a sentença e a aplicação da pena para o homem. Casamentos, abandono e a busca por uma vida melhor A trajetória de Sweety Akhtar foi marcada por dificuldades financeiras e problemas na famílias. Nascida na aldeia de Nagar Chhawali, na região de Tangail, em Bangladesh, sendo a mais nova de cinco irmãs. Ela foi casada, momento em que teve a única filha, e após a separação, voltou a morar com os pais, levando a criança. Mais tarde, pressionada pela família, casou-se novamente. O segundo marido foi para a Arábia Saudita com dinheiro emprestado pelo pai de Sweety, que trabalhava como diarista. Depois de chegar ao país, ele deixou de manter contato com a mulher. Sweety embarcou em março de 2023 para a Arábia Saudita por meio de uma agência de recrutamento registrada, e conseguiu emprego como faxineira no país. Ela trabalhava no complexo da Grande Mesquita de Meca e, durante os primeiros cinco a seis meses, enviou dinheiro para casa. Os repasses foram interrompidos, e então a família recebeu a notícia de que ela havia sido presa.
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Kim Kardashian diz os 55 requisitos que tem para namorados foram cumprdos por Lewis Hamilton


Kim Kardashian, de 45 anos, já havia revelado que estabeleceu cerca de 55 requisitos para escolher um parceiro. Desta vez, ela afirmou que o atual namorado, o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton, de 41, atende a todos eles. A empresária fez a revelação durante o reality show "The Kardashians", que acompanha a família Kardashian-Jenner, e disse estar muito feliz com o relacionamento. Veja também: Fotógrafo do casamento de Giulia Be com Conor Kennedy abre álbum e revela detalhes escondidos E mais: William Bonner revela foto de filhos trigêmeos que inspirou primeira tatuagem A declaração aconteceu durante uma conversa com a comediante Nikki Glaser, nas gravações do filme "The Fifth Wheel". Kim contou que havia elaborado uma lista com aproximadamente 55 características que considera importantes em um relacionamento. O nome do homem citado por ela foi censurado na edição do programa, mas a declaração foi interpretada como uma referência a Hamilton. — Digamos apenas que todos os itens da minha lista foram atendidos — afirmou a empresária. Em outro momento do episódio, Kim voltou a falar sobre a vida amorosa e reforçou que está satisfeita com o relacionamento atual. — Estou muito, muito feliz. É tudo o que vou dizer por enquanto — declarou. Segundo Kim, encontrar alguém que corresponda a todas as características estabelecidas por ela foi uma experiência incomum. — Todos, os 55. Olhar para a lista e perceber que todos os itens foram atendidos é uma sensação maluca — comentou. Para um dos dias de corrida da F1, Kim Kardashian foi prestigiar o namorado, o corredor Lewis Hamilton, com um body preto de renda e transparências e uma caça jeans Reprodução/Instagram @f1 A socialite não revelou todas as exigências. Entre as características mencionadas estão proteger e lutar por ela, ser feliz e positivo, calmo, legal e divertido, além de assumir responsabilidades. Uma das condições citadas de forma curiosa é não ter papada. Kim também fez uma referência discreta a Hamilton ao mencionar que possui 44% de ascendência britânica. O número 44 é o mesmo utilizado pelo piloto inglês em sua carreira na Fórmula 1. Como começou o namoro Kim Kardashian e Lewis Hamilton começaram a ser apontados como namorados em fevereiro de 2026, depois de encontros na Europa. Os dois já se conheciam havia mais de uma década, mas passaram a aparecer juntos com maior frequência e posteriormente assumiram o relacionamento nas redes sociais. Em junho, Kim publicou pela primeira vez uma foto ou registro ao lado do piloto em seu perfil no Instagram. No vídeo, os dois apareciam durante um passeio de bicicleta. No mês seguinte, a empresária compartilhou imagens de uma viagem em família com Hamilton, afastando rumores de uma possível crise entre os dois. Kim Kardashian e Lewis Hamilton Reprodução Instagram Mais recentemente, Kim acompanhou o piloto durante o Grande Prêmio de Singapura e demonstrou apoio a Hamilton durante os compromissos relacionados à Fórmula 1. Antes do relacionamento com o piloto, Kim passou cinco anos solteira após o divórcio do rapper Kanye West, com quem teve quatro filhos: North, Saint, Chicago e Psalm. Antes de Hamilton, a empresária também namorou o humorista Pete Davidson, com quem ficou por nove meses em 2022, e teve um relacionamento com o jogador de futebol americano Odell Beckham Jr.
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Quaest: maioria acha que Flávio Bolsonaro tem maior chance de baixar impostos e Lula, de manter programas sociais


Novos dados da pesquisa Quaest divulgados nesta quinta-feira revelam percepções distintas sobre a capacidade dos dois candidatos que disputam o segundo turno de tirar propostas do papel, caso sejam eleitos. Para maioria do eleitorado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem maior chance de reduzir impostos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem maior chance de manter programas sociais. Os números ainda mostram que os dois postulantes ao Planalto empatam tecnicamente no potencial para reduzir o preço de alimentos e resolver o endividamento das famílias, considerando a margem de erro, de dois pontos percentuais. Pesquisa Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição Quaest: Lula avança entre eleitores de Cury no segundo turno, enquanto Flávio cresce entre apoiadores de Renan e Caiado Durante a campanha presidencial, Flávio prometeu fazer um "tesouraço" nos impostos, caso seja eleito. Para 51% dos entrevistados, segundo a Quaest, ele é o candidato que tem maior chance de baixar os tributos, enquanto 38% colocam Lula nessa posição e 4%, nenhum deles. Já a campanha petista focou, principalmente no segundo turno, em vincular o "tesouraço" do adversário a um possível fim de benefícios sociais, como o Bolsa Família. Na percepção de 57% eleitorado, o petista é o candidato que tem maior chance de dar continuidade a programas desse tipo. Outros 35% citaram o senador como principal mantenedor dessa agenda. O Bolsa Família foi um dos principais temas da reta final do segundo turno em meio ao anúncio, pelo governo Lula, da antecipação do pagamento, das reclamações da oposição sobre o uso eleitoral da máquina pública e das declarações de uma das principais aliadas de Flávio sobre uma regra de transição para beneficiários deixarem o programa. Os dados da Quaest apontam que, para 73% daqueles que recebem o benefício, Lula tem maior chance de manter os programas sociais; para 22%, Flávio tem maior chance disso. Numa disputa polarizada, um lado acusa o outro de ameaçar a democracia. Os dados levantados pela Quaest mostram que a pecha de ameaça colou mais sobre Flávio: 48% consideram que ele representa maior risco ao regime democrático, contra 40% de Lula. No potencial de reduzir o preço dos alimentos, argumento de campanha de Flávio no primeiro turno, o senador marca 45% e o presidente, 44%. Também em cenário de empate técnico, o filho do ex-presidente é visto por 43% como o candidato com maior chance de resolver o endividamento das famílias, três pontos atrás de Lula, que soma 46%. Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento fez 2.154 entrevistas domiciliares presenciais entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e nível de confiança é de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-08535/2026.
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A Petrobras, o preço do diesel e as eleições


A subvenção econômica ao preço do diesel vai até o dia 26 de outubro de 2026, de acordo com uma portaria de setembro do Ministério da Fazenda. Não à toa é o dia seguinte à eleição. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Marieta Severo se emociona ao ver netas no palco durante show dos 'Escafandristas'


Marieta Severo se emocionou durante o show dos Escafandristas, realizado na noite de 21 de outubro, no Teatro Rival Petrobras. A atriz foi prestigiar suas netas Clara, Cecília, Teresa e Lia Buarque, que fizeram uma participação especial na apresentação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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'Falaram para vestir': suspeito diz em depoimento que PMs deram camiseta do PT durante prisão


O homem de 21 anos preso por tráfico de drogas em Piracicaba (SP), na quarta-feira (21), afirmou em depoimento à Polícia Civil que policiais militares mandaram que ele vestisse uma camiseta em alusão à campanha de Lula durante a abordagem, segundo informações do g1. Nesta quinta-feira (22), a Justiça determinou a soltura do acusado. O outro suspeito, de 24 anos, permaneceu preso. Já um adolescente de 17 anos seguiu para uma unidade da Fundação Casa. O g1 obteve aceso ao depoimento do jovem que foi solto, onde ele diz que foi orientado a vestir a camiseta. O suspeito também afirmou que não sofreu violência. "Questionado em relação à camiseta branca de cunho político que ostentava ao chegar nesta delegacia, afirma que quando todos foram abordados, em determinado momento, os policiais acharam essas camisetas jogadas em algum barraco da viela e falaram para vestir. Questionado, relata que não sofreu violência física ou psicológica", cita trecho. Os três foram apresentados na delegacia com camisetas do PT. A imagem foi explorada nas redes sociais pelo senador reeleito Guilherme Derrite (PP). Segundo testemunhas e a mãe do adolescente, os policiais obrigaram que eles as vestissem. Já a defesa de um dos policiais nega a acusação. Mulheres teriam sido obrigadas a entregar camisetas do PT a PMs, diz testemunha Ao g1, o Tribunal de Justiça de SP (TJ-SP) informou que houve a imposição de medidas cautelares para o jovem que foi solto. São elas: comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar atividades; proibição de frequentar bares, adegas e estabelecimentos congêneres; proibição de ausentar-se da Comarca sem autorização judicial, por mais de 8 dias; comparecer a todos os atos do inquérito e eventual processo sempre que intimado; informar endereço e telefone atualizados, devendo informar no cartório do fórum qualquer alteração. PMs acusados de forjar situação A deputada estadual Professora Bebel (PT), que denunciou o caso, afirmou ao g1 que as camisetas que o trio vestia são uniformes de campanha e só pessoas contratadas para trabalhar receberam a vestimenta para identificação. Bebel afirmou que entrou com representação na Corregedoria da PM. Já a mãe do jovem apreendido afirmou que o filho é usuário de drogas e não traficante. Segundo ela, ele não atua em campanha política. A mulher também disse que os policiais invadiram a casa dela. "Eles falaram pra mim que não era pra vir atrás. Aí eles deram um soco no peito da minha filha de 14 anos". A advogada Joice Vanessa dos Santos, que integra a defesa de um dos policiais militares, disse que as acusações "não retratam adequadamente o contexto da ocorrência nem a atuação dos policiais". Santos afirmou, ainda, que é necessário esclarecer as circunstâncias da abordagem, os elementos que motivaram a intervenção policial e a sequência completa dos acontecimentos. Por fim, garantiu que os esclarecimentos e elementos pertinentes serão apresentados às autoridades responsáveis pela apuração. A chegada dos detidos à delegacia foi gravada e a imagem foi compartilhada pelo senador eleito Guilherme Derrite (PP). Em nota, Derrite afirma que o objetivo da publicação foi chamar a atenção para o aliciamento de jovens pelo tráfico de drogas e que não fez qualquer menção às camisetas utilizadas pelos envolvidos. "Quanto às alegações apresentadas posteriormente, Derrite defende que os fatos sejam devidamente apurados pelos órgãos competentes", completou, por meio da assessoria de imprensa. O post de Derrite tinha mais de 358 mil curtidas e quase 25 mil comentários até a última atualização desta reportagem. O PT pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o Ministério Público Eleitoral (MPE) investigue o caso. O g1 foi ao local durante a manhã desta quinta-feira e ouviu testemunhas que apontam que o trio detido não estava com camiseta do PT na hora da abordagem. "Um estava todo de cinza, um de moletom todo azul, boné e o outro estava de bermuda jeans a camiseta branca", detalhou uma das testemunhas.
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Quaest: fim da 6x1 e caso Master tiveram mais impacto no voto para presidente no 1º turno que aumento do Bolsa Família


Novos dados da pesquisa Quaest divulgados nesta quinta-feira apontam que o fim da escala 6x1 e o escândalo do Banco Master tiveram mais influência sobre o voto para presidente no primeiro turno que o anúncio do aumento do Bolsa Família. O levantamento aponta que as notícias veiculadas no período eleitoral serviram, em sua maioria, para reforçar a opção por um candidato já escolhido. Pesquisa Quaest: Flávio tem 45%, e Lula marca 44%; distância diminui a quatro dias da eleição Rejeição a Flávio, medo do retorno dos Bolsonaro, aprovação do governo: os sinais positivos para Lula na Quaest Segundo a Quaest, 17% dos entrevistados classificaram como "a notícia mais importante para a definição do voto o primeiro turno" o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional — um dos principais trunfos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que explorou o caso como aumento da qualidade de vida dos trabalhadores e a oposição inicial à proposta do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 14% citaram as denúncias sobre o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e 13%, de políticos, com as suspeitas de crime no Banco Master. Para 11%, a notícia que mais influenciou a decisão do voto em 4 de outubro foi a proibição das bets, dos sites de apostas e os cassinos online, anunciada pelo governo Lula após a percepção dos prejuízos à economia popular e a ampla popularidade do veto. Flávio, por sua vez, adotou discurso menos terminativo e acusou o rival de oportunismo. Já a polêmica envolvendo a retirada do título de Padroeira de Nossa Senhora, desencadeada por debates sobre um projeto arquivado há quase 20 anos, foi importante para a escolha de outros 8%. Durante a campanha, aliados de Lula repercutiram que Flávio poderia retomar o projeto para cumprir sua promessa de decretar "Brasil é do Senhor Jesus", mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou qualquer intenção nesse sentido. Criticado pela oposição como medida eleitoreira da gestão Lula às vésperas do pleito, o aumento do Bolsa Família, por sua vez, foi classificado como a notícia mais importante por apenas 7%, mesmo percentual daqueles que não souberam/não responderam. O incremento no benefício, contudo, foi o mais importante para 11% dos eleitores no Nordeste, 10% dos votantes com Ensino Fundamental e 11% dos eleitores mais pobres, que recebem até dois salários mínimos. Pelos dados gerais, mais de um quinto do eleitorado (23%) disse que "nenhuma dessas" novidades foi tão decisiva para o voto. Diferentes perfis Considerando a intenção de voto no segundo turno, os entrevistados que declararam apoio a Lula consideraram a notícia mais importante do primeiro turno a defesa do fim da escala 6x1 (25%), enquanto os eleitores de Flávio citaram as denúncias do STF com o Master (23%). A pesquisa ainda mostra que as notícias elencadas tenderam a reforçar o voto em um candidato já escolhido: de 85%, no caso do fim da escala 6x1 e do aumento do Bolsa Família, a 78%, na proibição das bets. Os dados mostram que, para eleitores que votaram em Lula, as notícias mais importantes foram o fim da escala 6x1 (25%); a proibição das bets (15%); o envolvimento de políticos com Daniel Vorcaro o seu Banco Master (13%); e a polêmica de Nossa Senhora (11%). Já os eleitores que preferiram Flávio Bolsonaro em 4 de outubro citaram como as notícias mais importantes as denúncias dos elos de ministros do STF com o Master (23%); o envolvimento de políticos com a instituição financeira liquidada (13%); e o fim da escala 6x1 (11%). No caso dos apoiadores de Renan Santos (Missão), 31% consideraram decisivo o elo de políticos com Daniel Vorcaro, assim como 43% dos que votaram em Ronaldo Caiado (PSD). Entre quem optou por Augusto Cury (Avante) no primeiro turno, as notícias mais importantes foram o fim da 6x1 (16%) e o vínculo de políticos e ministros do STF com o Master (13%, cada). Ainda segundo a Quaest, o Caso Master foi um dos fatores que mais induziu mudança de voto, apesar de o efeito ser minoritário. Dos entrevistados, 8% disseram que alteraram a escolha pela relação de políticos com a instituição capitaneada por Daniel Vorcaro e 6%, pela relação de ministro do STF com a empresa. Enquanto isso, 7% afirmaram que a proibição das bets os fez mudar o voto e 5%, cada, relataram essa consequência após saberem do fim da escala 6x1 e o caso de Nossa Senhora. Contratado pelo GLOBO e pela TV Globo, o levantamento fez 2.154 entrevistas domiciliares presenciais entre 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e nível de confiança é de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-08535/2026. Initial plugin text
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Homem recebe voz de prisão e fere policial, em operação contra fraudes com cartões de crédito nas praias da Zona Sul


Um homem conhecido como “Fumaça” foi preso em flagrante nesta quarta-feira (21), durante uma operação da Polícia Civil de combate a fraudes com cartões de crédito e à atuação de grupos criminosos nas praias de Copacabana e Ipanema, na Zona Sul do Rio. Ele foi abordado por volta das 15h30, na altura do Posto 4, em Copacabana, e estava com um celular que apresentava restrição criminal, segundo a corporação. Lá vem a marreca: Em Copacabana, ave de estimação vai à praia e segue o tutor pelas ruas; vídeo No Galeão: Homem é preso com medicamentos emagrecedores, canabidiol e celulares no Aeroporto Internacional De acordo com a polícia, ao receber voz de prisão, o suspeito resistiu e entrou em luta corporal com um dos agentes, que sofreu uma lesão no braço esquerdo. O homem foi contido e levado para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), responsável pela operação. Ainda segundo os registros policiais, o preso tem histórico de ocorrências e já foi investigado por crimes como estelionato, extorsão, associação criminosa, organização criminosa, tráfico de drogas, contrabando e desobediência. A operação faz parte das ações da Deat para combater crimes na orla e, segundo a Polícia Civil, reforçar a segurança de moradores e turistas. Initial plugin text
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Após dificuldades no primeiro turno, Justiça determina plano de transporte para que indígenas consigam votar na eleição


A Justiça Federal determinou que a União garanta o transporte seguro de eleitores indígenas neste domingo. O Ministério Público Federal entrou com uma ação na quarta (21) pedindo um plano de logística, além de alimentação, intérpretes, facilitadores culturais e placas em línguas indígenas nos locais de votação. No primeiro turno, essa população sofreu dificuldades especialmente no Amazonas, Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Pará e Mato Grosso do Sul de acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Entenda: Indígenas vão ao TSE para exigir transporte no dia da eleição; sete estados relataram queixas Miriam Leitão: Ministério dos Povos Indígenas cobra medidas de órgãos da Justiça para viabilizar voto indígena no 2º turno Além da ação civil pública do MPF, apresentada na Justiça Federal de Belém, a Apib acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com solicitações semelhantes. A decisão da juíza federal Maria Carolina Valente do Carmo, da 5ª Vara da Justiça Federal no Par atendeu ao pedido do MPF. A ação do MPF reuniu relatos de comunidades do Pará que não conseguiram votar no primeiro turno por falta de transporte. Os Araweté, da Terra Indígena Ipixuna, em Altamira, ficam a cerca de 250 quilômetros da seção eleitoral. Os Arara da aldeia Iriri, na Terra Indígena Cachoeira Seca, estão a 380 quilômetros, enquanto os Parakanã da aldeia Kema'o, na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, precisariam percorrer aproximadamente mil quilômetros, sobretudo por rios, para chegar ao local de votação. O MPF também citou dificuldades em outros estados, incluindo a falta de combustível para indígenas Yanomami no Amazonas e a ausência de intérpretes para eleitores Tiriyó e Katxuyana, no Amapá. No Mato Grosso do Sul, o órgão aponta que apenas 21 dos 227 eleitores de uma seção na Terra Indígena Taunay/Ipegue compareceram às urnas no primeiro turno. Decisão vale para todo o país A determinação de transporte gratuito e seguro vale para todo o país, diz a sentença da juíza. Em até 24 horas, a União deverá tomar providências administrativas, operacionais, logísticas e financeiras para assegurar a presença dos eleitores indígenas no segundo turno das eleições. O plano logístico precisa contemplar, segundo a decisão, tansporte gratuito fluvial, terrestre e ou aéreo, bem como alimentação adequada. Além de articulação com a Funai, Forças Armadas e Polícia Federal, a União precisa fornecer apoio financeiro e logístico emergencial às prefeituras envolvidas, para viabilizar o acesso a combustível, veículos e embarcações, determinou a juíza. A liminar ainda solicita a disponibilização de intérpretes, facilitadores culturais e sinalização em línguas maternas nas seções eleitorais em que haja eleitores indígenas, conforme o pedido do MPF, e autoriza o ressarcimento dos custos de combustível usado pelas comunidades e associações indígenas para transporte dos eleitores no caso em que o plano logístico público não seja suficiente. Foi fixada uma multa diária de R$1 milhão em caso de cumprimento. Ação da Apib A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) também havia entrado com uma ação nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em caráter de urgência, para que a Corte determine a adoção de medidas com objetivo de garantir transporte gratuito a eleitores indígenas no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo. A entidade aponta relatos de dificuldades em sete estados e solicita que pedidos negados ou não atendidos sejam reavaliados, com a mobilização de veículos, embarcações e apoio logístico federal para assegurar o deslocamento até os locais de votação. Ituna- Itatá: Justiça Federal mantém proteção após onda de invasões e ameaças a agente da Funai Uru-Eu-Wau-Wau: bancos públicos financiam fazendeiros que burlam fiscalização em terra indígena com isolados O pedido de providências foi apresentado à Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral e tem como um dos principais exemplos a situação de 43 comunidades da Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas. A 42ª Zona Eleitoral do estado, com sede em Atalaia do Norte, negou uma solicitação da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) para oferecer transporte fluvial gratuito, alimentação e água potável aos eleitores de sete polos-base do território. Na decisão, a Justiça Eleitoral reconheceu a relevância constitucional do direito de voto dos povos indígenas, mas apontou o encerramento dos prazos para planejamento do transporte, a ausência de dotação orçamentária e as dificuldades logísticas para justificar o indeferimento. Os trajetos fluviais necessários variam de 321 a 895 quilômetros e podem exigir de três a cinco dias de navegação, ou mais. A petição da APIB destaca ainda que o transporte das urnas eletrônicas, dos mesários e dos técnicos para os nove locais de votação da zona rural de Atalaia do Norte é realizado por aeronaves das Forças Armadas, em razão das barreiras de acesso. Para a organização, a estrutura mobilizada para levar os equipamentos e as equipes eleitorais evidencia o desafio de garantir que os próprios eleitores cheguem às urnas. A Univaja estima que a abstenção indígena no Vale do Javari, de 30% a 35% no primeiro turno, possa alcançar 50% no segund, 5ª Vara da Justiça Federal no Paro. Sete estados tiveram problemas no 1° turno Além do Amazonas, a petição menciona dificuldades em Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Pará e Mato Grosso do Sul. O Ministério Público Eleitoral registrou, em ofício de 13 de outubro citado no documento, relatos de eleitores indígenas que deixaram de votar no primeiro turno por falta de transporte adequado. A APIB também relata problemas enfrentados pela comunidade Yanomami do Rio Aracá, na região do Rio Negro; pela Aldeia Uberaba, do povo Guató, em Corumbá (MS); e por aldeias Munduruku dos territórios Sawre Muybu e Sawre Ba’pim, no médio Tapajós, no oeste do Pará. O documento cita ainda dificuldades no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e em diferentes municípios do Amazonas. Entre as informações reproduzidas pela entidade está a de que cerca de 7 mil pessoas de Lábrea (AM) não teriam comparecido às urnas por problemas de transporte. Os casos são apresentados pela APIB como parte de um problema recorrente na prestação do serviço eleitoral às comunidades indígenas. Para o segundo turno, a organização pede que os órgãos eleitorais recebam e processem solicitações de transporte de forma simplificada, inclusive por meios eletrônicos, no prazo de 48 horas. A proposta prevê a revisão de pedidos indeferidos ou não atendidos e a adoção de providências nas localidades em que houve falta ou insuficiência de transporte no primeiro turno. A entidade também solicita a flexibilização dos prazos eleitorais para essas situações e a requisição de veículos e embarcações, com combustível e tripulação. A APIB quer ainda que a União, os estados e os municípios colaborem com a operação e que seja solicitado, quando necessário, o apoio logístico da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A petição prevê o fornecimento de alimentação e água potável aos eleitores cujos deslocamentos exijam esses recursos, além da divulgação de itinerários, pontos de embarque e horários em linguagem acessível às comunidades. Além das medidas emergenciais, a organização propõe a elaboração de um plano nacional para garantir o transporte eleitoral indígena. Entre as medidas sugeridas estão o levantamento do número de eleitores por aldeia, das distâncias até os locais de votação e das condições de acesso, além da previsão de orçamento específico e da avaliação da instalação de seções eleitorais nas aldeias ou nas proximidades, quando viável. A proposta é que o plano seja elaborado em até 120 dias, após consulta prévia às comunidades indígenas.
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OAB versus Enter: Justiça manda startup preservar documentos e mantém processo


A Justiça Federal mandou a startup de inteligência artificial (IA) Enter preservar contratos e documentos sobre sua operação, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. A decisão concedeu parcialmente liminar pedida pela seção da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), que move ação civil pública acusando a legaltech de tentar substituir advogados em grandes empresas por um software de IA que automatizaria a produção de peças jurídicas em grande escala. A juíza federal Raquel Fernandez Perrini, da Justiça Federal da 3ª Região, não concedeu, porém, outros pedidos da OAB-SP, como a proibição de novas contratações ou a ampliação de contratos “que envolvam recomendação de estratégia ou elaboração de peças sem identificação do advogado responsável e registro de revisão humana” e a suspensão de publicidade que apresente a Enter como substituta do advogado ou fornecedora de defesas prontas. “Os elementos inicialmente apresentados revelam controvérsia plausível acerca da extensão concreta das atividades desenvolvidas pela ré (Enter), especialmente quanto à produção de minutas, ao grau de automação empregado, à revisão humana, à definição de estratégias, à relação com escritórios de advocacia e aos fluxos de remuneração”, escreveu a magistrada em decisão proferida na quarta-feira, na qual justificou a necessidade de preservação de provas: “As informações públicas e os documentos trazidos aos autos, embora ainda sujeitos ao contraditório e à adequada instrução, justificam a preservação dos elementos sob posse exclusiva da ré.” Mais tarde Segundo a juíza, os outros pedidos da OAB-SP “dependem de instrução probatória a ser produzida sob o crivo do contraditório, não sendo possível seu exame definitivo nesta fase processual”. A magistrada ainda negou o pedido da Enter de suspender o processo movido pela OAB-SP: “As tratativas administrativas noticiadas perante o Conselho Federal da OAB não configuram hipótese legal de suspensão do processo, nem impedem a apreciação judicial das pretensões deduzidas.” No processo, a Enter alegou, segundo a juíza, que atua como empresa de tecnologia, que não presta serviços jurídicos ao público e que as peças são revisadas e protocoladas por advogados.
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Estados Unidos revogam vistos de dezenas de altos funcionários da Colômbia e da Bolívia


Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a revogação dos vistos de mais de 60 altos funcionários, servidores públicos e personalidades da Colômbia e da Bolívia, supostamente ligados ao tráfico de drogas ou a atividades de corrupção. Entre os 21 afetados na Colômbia está Ricardo Roa Barragán, ex-presidente da estatal petrolífera Ecopetrol e ex-coordenador de campanha do esquerdista Gustavo Petro, que o levou à Presidência em 2022. Onda conservadora: EUA anunciam escritório antinarcóticos no Paraguai para coordenar operações no Cone Sul Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora do Brasil? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países "Hoje, o Departamento de Estado está ampliando sua campanha contra a corrupção e o tráfico de drogas em nossa região", disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em um comunicado. Os líderes da aliança "Escudo das Américas", promovida pelo presidente Donald Trump para combater o crime organizado no continente, concordaram em multiplicar esses esforços conjuntos, lembrou ele. A Colômbia aderiu ao "Escudo das Américas" logo após a posse do presidente de direita Abelardo de la Espriella, que derrotou Petro nas últimas eleições, em agosto. Pesquisas: Apoio a novos líderes de direita está em queda na América Latina Além do ex-chefe de campanha de Petro, a lista também inclui o influente político regional Yahir Acuña, atual prefeito de Sincelejo, capital do departamento de Sucre, no Caribe colombiano. Além disso, o senador eleito Wadith Manzur, que não pôde assumir o cargo porque os tribunais ordenaram sua prisão em março. Na Bolívia, quarenta cidadãos ficaram sem visto para entrar ou transitar pelos Estados Unidos, incluindo o juiz Julio Alba Flores e o magistrado Aldo Quezada, ambos de Santa Cruz, além de vários legisladores e o ex-procurador-geral Juan Lanchipa Ponce. Revés: Protestos contra presidente da Colômbia mostram força da esquerda após derrota eleitoral Também foram afetados Julio César Porras Velarde, procurador coordenador da Unidade de Substâncias Controladas de Santa Cruz, e Rony Suárez Milliet, investigado no âmbito das investigações internacionais sobre o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset. Washington já havia revogado os vistos de outros vinte altos funcionários bolivianos no final de setembro, incluindo o procurador-geral do país, Roger Mariaca, que foi preso pela polícia pouco depois. Aliança regional Após seu retorno à Casa Branca, Trump assinou um decreto presidencial que declarou os maiores cartéis de drogas e grupos do crime organizado na América Latina como “organizações terroristas”, incluindo as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). A coalizão militar conta com 19 parceiros regionais, incluindo os Estados Unidos, que se comprometeram a ajudar a desmantelar os cartéis. O lema oficial do grupo é: “Fazemos coisas ruins com pessoas ruins”. Embora muitos países latino-americanos tenham aderido à nova aliança política e militar liderada pelos EUA, apenas alguns concordaram oficialmente em permitir operações conjuntas dentro de suas fronteiras, incluindo Colômbia e Honduras. Ambos os países são governados por presidentes recém-eleitos que receberam o apoio do presidente Trump.
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Pintura de Monet nunca antes exibida é vendida por 50 milhões de euros na Sotheby’s, em Paris


“Iris”, o monumental quadro pintado por Claude Monet no final de sua vida, tornou-se a obra de arte mais cara já vendida na França, ao ser arrematada por 50 milhões de euros (cerca de R$ 283 milhões) nesta quinta-feira, em Paris. A sala de leilões da Sotheby’s ficou em suspense durante cerca de 45 minutos de disputa entre compradores por telefone. Esta tela do mestre do impressionismo foi apresentada ao público pela primeira vez no âmbito do leilão de uma coleção da família Schlumberger. A pintura, com 1,60 metro de altura por 1,80 metro de largura, nunca havia saído da mansão da família Schlumberger em Paris e só era conhecida por meio de uma fotografia em preto e branco. Foi adquirido por Jeanne Schlumberger (1889-1983), “uma brilhante colecionadora de arte”, diretamente da família do pintor, segundo Thomas Bompard, codiretor do departamento de Arte Moderna e Contemporânea da Sotheby’s França. “Iris” tinha uma estimativa entre 22 e 30 milhões de euros, ou seja, “a estimativa mais alta já atribuída a uma pintura apresentada em leilão na França”, havia destacado a Sotheby’s durante a apresentação do leilão em setembro. A pintura de íris pertencente aos Schlumberger é considerada uma obra-prima dos últimos anos de Monet. Foi pintada entre 1924 e 1925 em sua casa em Giverny, nos arredores de Paris, onde o artista criou sua célebre série de nenúfares. Schlumberger sempre se recusou a emprestar a pintura de íris para exposições e a manteve em sua residência particular na margem esquerda do Sena, em Paris. Essa decisão ajudou a preservar a obra em estado “milagroso”: a pintura permaneceu intacta, sem verniz e sem reentelamento — uma condição rara para uma obra desse porte, afirmou Thomas Bompard, codiretor da área de arte moderna e contemporânea da Sotheby’s na França, responsável pelo leilão. O recorde anterior para uma pintura de Monet com íris era de £ 10,8 milhões, ou US$ 17,1 milhões na época, alcançado em um leilão da Christie’s em Londres, em 2015. Seja com suas famosas nenúfares, suas paisagens rurais ou suas vistas de Veneza, Paris ou Londres, as telas do pintor francês (1840-1926) costumam agitar as salas de leilão em todo o mundo. Uma representação de “Meules” em um campo, de Claude Monet, foi arrematada por US$ 110,7 milhões em 2019, em Nova York, recorde para uma obra do impressionista. A venda de Íris ocorreu em um momento em que o mundo da arte comemora o centenário da morte de Monet, com exposições especiais, sobretudo no Musée de l’Orangerie, em Paris, que abriga suas famosas pinturas de nenúfares. Schlumberger sempre se recusou a emprestar a pintura de íris para exposições e a manteve em sua residência particular na margem esquerda do Sena, em Paris. Essa decisão ajudou a preservar a obra em estado “milagroso”: a pintura permaneceu intacta, sem verniz e sem reentelamento — uma condição rara para uma obra desse porte, afirmou no mês passado a jornalistas Thomas Bompard. As pinturas de Monet desse período estão hoje entre as mais procuradas do mercado. Segundo Bompard, Schlumberger se interessava por elas pelos elementos contemporâneos e abstratos, e não tanto pelos traços impressionistas pelos quais Monet é conhecido.
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Para todos os gostos


Chega de saudade. O maior festival gastronômico do Brasil se desdobra em uma nova oportunidade para descobrir sabores e promover bons encontros: de 19 a 28 de outubro, o Circuito RIOSUL Gastronomia reúne 12 restaurantes com menus e descontos especiais. Em sua terceira edição, o evento convida o público a prolongar a experiência do Rio Gastronomia nos estabelecimentos do mall, localizado em Botafogo. Da culinária japonesa às receitas italianas, passando por pratos contemporâneos que celebram a boa mesa, são muitas as possibilidades para quem gosta de comer bem. “A seleção conta com propostas variadas, corroborando a vocação do RIOSUL como um destino gastronômico, que vai além da jornada tradicional de compras”, explica o gerente-geral Gustavo Rodrigues. CAMARADA CAMARÃO | Rede traz menu compartilhável, com camarões e legumes grelhados Marco Sobral Entre os destaques, o Fastro, com uma cozinha mais artesanal, oferece uma das melhores relações custo-benefício, com um combo de R$ 70,00 que inclui pastel de três queijos, ancho com arroz à piamontesee mousse de chocolate. Já no Sushi Rio, por R$ 85,00, é possível escolher entre opções de entrada, principal e sobremesa, criando percursos que atendem a diferentes gostos. Outback Steakhouse, Mamma Jamma e Irajá Redux são alguns dos outros participantes — este último com o seu premiado bolo de chocolate, sempre um sucesso. Pelo quarto ano consecutivo, o RIOSUL é o shopping oficial do Rio Gastronomia, reforçando sua identidade como ponto de encontro e expandindo a presença para além dos espaços físicos. “Queremos estar onde o carioca está, celebrando esse lifestyle tão particular”, frisa Rodrigues. ABBRACCIO CUCINA ITALIANA | Menu inclui carbonara de Roma com salada Caesar, palha italiana e café Marco Sobral Em meio à diversidade do circuito, dá para compartilhar um almoço em família, um jantar romântico, uma happy hour entre amigos ou até mesmo só fazer uma pausa para saborear uma sobremesa. “São momentos que extrapolam o consumo e criam lembranças para quem busca viver a cidade de forma autêntica”, conclui.
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Marca brasileira VYTA entra na corrida global dos anéis inteligentes


Empresa brasileira amplia o acesso aos smart rings com preços mais competitivos, estoque nacional, aplicativo gratuito e estratégia de expansão para outras categorias de tecnologia e bem-estar. Os anéis inteligentes, conhecidos internacionalmente como smart rings, ganharam espaço no setor de wellness, ou bem-estar, ao oferecer uma maneira discreta e contínua de acompanhar indicadores de saúde. Equipados com sensores capazes de monitorar a frequência cardíaca, o sono e outros parâmetros fisiológicos, esses dispositivos também fornecem estimativas sobre a recuperação física e os níveis de estresse. Dessa forma, ajudam os usuários a compreender melhor o funcionamento do próprio organismo e seus hábitos diários. Apesar do avanço dessa tecnologia no mercado internacional, seu acesso ainda enfrenta obstáculos no Brasil. Os preços elevados dos modelos importados, os longos prazos de entrega e, em alguns casos, a cobrança de mensalidades para acesso a determinadas funcionalidades acabam limitando sua popularização no país. É nesse cenário que a VYTA Devices, empresa brasileira de tecnologia, vem conquistando espaço. Com preços acessíveis, entregas rápidas, aplicativo sem cobrança de mensalidade e suporte 24 horas, a marca aposta em uma experiência de compra mais simples, eficiente e próxima do consumidor. A estratégia acompanha o crescimento acelerado da empresa. Entre março e agosto de 2026, as vendas mensais na loja própria aumentaram mais de 18 vezes, enquanto o volume de envios já ultrapassa 860 anéis por mês. Agora, a VYTA se prepara para uma nova etapa, marcada pelo lançamento de uma versão atualizada de seu aplicativo e pela expansão de seu portfólio tecnológico. Com isso, a empresa pretende ampliar sua atuação no setor e fortalecer sua posição em um mercado até então dominado por grandes marcas internacionais. Muito além do sono Dormir bem vai muito além de acordar disposto. O sono desempenha um papel fundamental na regulação hormonal, na consolidação da memória, no funcionamento do sistema imunológico e na recuperação física. É justamente durante a noite que os anéis inteligentes demonstram uma de suas principais vantagens. Pequenos, leves e sem tela, podem permanecer no dedo durante o descanso, permitindo o acompanhamento contínuo, estimando a duração e as diferentes fases do sono e identificando padrões de recuperação do organismo. No VYTA Ring, essas informações são reunidas no aplicativo e apresentadas de forma simples, permitindo ao usuário observar como seus hábitos influenciam a qualidade do descanso. Horários irregulares, consumo de álcool, estresse e mudanças na rotina podem se refletir nos indicadores registrados ao longo das noites. A proposta é transformar essas informações em conhecimento sobre o próprio corpo. Ao acompanhar tendências ao longo do tempo, o usuário pode reconhecer hábitos que prejudicam seu descanso e fazer ajustes na rotina, contribuindo para escolhas mais conscientes e uma melhor qualidade de vida. Tecnologia que cabe no bolso Democratizar o uso dos anéis inteligentes é um dos principais objetivos da VYTA. Para isso, a empresa busca reduzir algumas das barreiras financeiras comuns aos produtos internacionais, apostando em preços mais acessíveis, possibilidade de parcelamento e acesso gratuito ao aplicativo. A preocupação com a experiência do consumidor também se estende ao pós-venda. Com estoque no Brasil, a marca oferece prazos de entrega reduzidos, atendimento em português pelo WhatsApp e suporte para dúvidas, acompanhamento de pedidos e trocas de tamanho, buscando oferecer mais segurança e praticidade em todas as etapas da compra. Esse compromisso também se reflete nos indicadores de atendimento. Entre abril e setembro de 2026, a VYTA registrou apenas cinco reclamações no Reclame Aqui, diante de mais de 1.500 pedidos realizados em sua loja própria e no Mercado Livre. Mais do que competir em preço, a empresa se preocupa em garantir atenção em todas as etapas do relacionamento com o consumidor, desde a escolha do produto até o suporte após a entrega. Da inovação à integração: o futuro do ecossistema VYTA A VYTA se prepara para uma nova etapa de sua trajetória, com o lançamento de uma versão atualizada do aplicativo que acompanha o seu anel inteligente. A novidade pretende aprimorar suas funcionalidades e transformá-lo em uma plataforma capaz de conectar diferentes dispositivos da marca. A estratégia já começa a ganhar forma com a ampliação do portfólio, que inclui o VYTA Clip, modelo de fone de ouvido desenvolvido pela empresa. A proposta é avançar gradualmente para outras categorias relacionadas à saúde e ao bem-estar, criando um ecossistema no qual diferentes tecnologias possam compartilhar informações e oferecer uma experiência cada vez mais integrada. O objetivo é fazer da VYTA muito mais do que uma marca de anéis inteligentes, construindo uma presença sólida no setor e mostrando que marcas brasileiras também podem participar da transformação de um mercado global historicamente liderado por gigantes internacionais.
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Elefante que carregava santuário de ouro e prata em ritual na Índia se revolta em procissão; vídeo


Um elefante que carregava uma estrutura religiosa de 650 quilos durante uma procissão hindu se revoltou e provocou pânico entre os participantes de um festival na cidade de Shivamogga, no sul da Índia, segundo o site de notícias The Independent. O animal, chamado Somanna, mudou repentinamente de direção e correu de volta pelo trajeto da celebração, danificando carros e motocicletas. O santuário que estava sobre suas costas caiu durante o incidente e também foi danificado. Veja também: Muleta cai em trilhos e provoca incêndio em vagão de metrô no México Em disputa por terras: Agricultores filipinos se desafiam em prova de resistência subaquática e ambos morrem afogados Imagens registradas durante o episódio mostram pessoas correndo para escapar do elefante enquanto agentes florestais e policiais tentavam controlar a situação. Segundo o NDTV, dois carros e três motocicletas foram danificados. Não houve registro de pessoas feridas. Somanna carregava o chamado ambari, uma estrutura ornamentada de prata e ouro que levava uma representação de uma divindade hindu. O animal havia sido escolhido para desempenhar a função pela primeira vez, depois que Sagar, elefante que tradicionalmente participava da procissão carregando a estrutura, sofreu uma lesão na perna. Initial plugin text A procissão fazia parte das celebrações de Dasara, festival hindu associado à vitória da deusa Chamundeshwari sobre o demônio Mahishasura. Em Shivamogga, a festividade inclui uma procissão conhecida como Jamboo Savari, que começou nas proximidades do Palácio Shivappa Nayaka e deveria terminar no Allama Prabhu Grounds, onde seria realizada uma cerimônia religiosa. Diante do risco, os organizadores decidiram interromper a procissão antes do horário previsto. Veterinários conseguiram sedar o elefante, que posteriormente foi levado de volta ao templo e, segundo as informações divulgadas, se recuperava após o episódio. — A situação está sob controle. Ninguém ficou ferido no incidente. Um carro e um veículo de duas rodas foram danificados — afirmou Mayanna Gowda, comissário da corporação municipal de Shivamogga, ao jornal The South First. Elefante que participava de procissão na Índia se revolta Reprodução / X / @dpkBopanna O episódio provocou novas críticas ao uso de elefantes em grandes celebrações públicas na Índia, especialmente quando os animais são submetidos a longos deslocamentos, multidões, música alta e ao transporte de estruturas pesadas. A escolha de Somanna para carregar o ambari também passou a ser questionada. Prasanna Krishna Patagar, conservador-adjunto de florestas de Shivamogga, afirmou ao Deccan Herald que o animal havia sido selecionado porque apresentou bom desempenho durante dez dias de ensaios. Após o incidente, o ministro das Florestas de Karnataka, Ramalinga Reddy, determinou que os elefantes utilizados em procissões passem por pelo menos 20 dias de treinamento. Segundo o India Today, ele também pediu que os animais sejam preparados por condutores experientes antes de participarem de celebrações públicas com grande concentração de pessoas.
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Facebook ultrapassa R$ 300 milhões recebidos nestas eleições; Flávio é quem mais gastou


Nesta quinta-feira, a poucos dias do segundo turno das eleições, o Facebook bateu uma marca impressionante: são mais de R$ 300 milhões recebidos de candidatos e partidos políticos para o impulsionamento de conteúdos nas redes sociais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Giulia Gam lembra 'Que rei sou eu?', ciúme de Natalia do Vale e dificuldade em 'O primo Basílio': 'Precisei entender que quem ia morrer era a personagem e não eu'


Giulia Gam contou que ficou com ciúme de verdade de Natalia do Vale na novela que "Que rei sou eu?" de 1989. No folhetim, Giulia era Aline, uma jovem de ideias firmes, corajosa e ligada aos movimentos de resistência, que depois viveria um intenso romance com Jean-Pierre (personagem de Edson Celulari). Só que no meio do caminho tinha... a nobre Suzanne Webert, personagem de Natalia, que acaba se envolvendo com Jean Pierre. Em entrevista ao GLOBO, Giulia lembrou os bastidores da novela e também da minissérie "O primo Basílio", em que confundiu a dor de personagem que interpretava, Luisa, com a sua vida pessoal. Leia trecho: Giulia Gam Ana Branco Você viveu a Aline D'artagnan em "Que rei sou eu?", novela de 1989. Ela era apenas a namorada de Jean Pierre (papel de Edson Celulari), e só tinha duas falas: "Oi e tchau". Mas o seu carisma a transformou em tamanha protagonista que o nome da personagem foi recorde em batismos de bebês à época... Sabe que, na época, fiquei com ciúmes de verdade, assim como a personagem. Porque Jean Pierre começava a namorar a Natália do Vale (Suzanne Webert) uma princesa da corte. E eu não gostei... Sobre o visual da Aline tem uma curiosidade... um dia, cheguei lá e vi uma peruca horrorosa de nylon jogada... tenho uma coisa com cabelo, porque não tenho cabelo, tenho sempre inventar pelo cabelo. Botei aquela peruca, escovaram ela, baguncei toda e usei... E tinha a coisa da espada, né? Você havia lutado esgrima na juventude, foi até federada. Serviu do seu aprendizado , então... Peguei a espada e... acabou! Botei a Natália do Vale e a corte inteira no bolso (risos). Já vi você dizer que fazer 'O Primo Basílio', em 1988, foi puxadíssimo... Foi puxadíssimo. A adaptação do Gilberto (Braga) tinha 500 páginas e eu estava em 468. Ficava no centro daquela casa e aqueles atores chegavam e despejavam tudo na Luísa (personagem que interpretava). Quando você faz um personagem que é medíocre, não tem o sentimento do heroísmo... É mais fácil fazer Joana D'arc na fogueira, que aí o corpo já abre, do que você fazer uma personagem... O Eça (de Queiroz, autor) queria criticar o casamento e, de repente, as pessoas oprimindo... Luisa não tem um arrobo de heroísmo. Aí, o corpo fecha, e eu fechei. Tive um estresse absurdo quando acabou. Daniel (Filho) me dirigiu em cada respiração... Deve ter te exigido muita concentração, um estado de presença completa. Chegou um momento em que comecei a ficar apática. Reflito as coisas no corpo, por isso, em termos de saúde, estou indo cada vez mais para essa linguagem. Quis fazer mímica quando jovem, né? Nem queria ser atriz, porque não gosto de falar. Bem, mas estava apática e lembro que o marido da Marília Pêra, na época, olhou para mim e falou: "Você está doente". Respondi: "Não". Mas es estava lenta, o pessoal estava percebendo que eu demorava para me trocar. Começo a engordar, vou inflando, a energia vai ficando parada. Eu tinha que estudar qual doença a Luisa teria, porque ela tem aquela dor de cabeça... Estava num momento em que a personagem ia morrer, tem uma cena célebre em que ela raspa a cabeça. Estava nesse processo de adoecimento, que era somático. A preparadora de elenco me indicou um psiquiatra. E tinha tido meningite. E eu pensei que meningite poderia ser a doença de Luisa. Ele me explicou como tinha sido. Uma hora, falou: "Acho que não é só isso que quer conversar comigo. Pelo pouco que me explicou, acho que você está vivendo 24 o personagem". Porque tinha um motorista que ia me acordar, sabe? Esmurrava a porta e me arrancava da cama para me levar. Eu já não estava mais dando conta. E o psiquiatra: "Você está tão identificada com essa personagem, que ela vai morrer e você já está com medo. Você já está morrendo". Achei papo de papo maluco. E ele: "Vamos conversar com o diretor porque é preciso, minimamente, um tempo e um ritual para você". O Daniel (Filho, diretor) aceitou super bem. Então, eu ia para o consultório, fazia shiatsu, chegava no estúdio, fazia uma aula de balé, tomava um banho. Fazia a personagem, tomava outro banho, colocava as minhas roupas bem coloridas e diferentes da personagem e ia para casa de outro jeito. Criou-se um ritual e um mínimo de tempo para eu entrar e sair da personagem. Foi assim que consegui ver que quem ia morrer era ela e não eu.
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