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Google recusa pedido de Trump para chamar Atlântico de “Oceano Americano”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Sundar Pichai, CEO do Google, recusou seu pedido para renomear o Oceano Atlântico como “Oceano Americano”.

“Eu só gosto de dois oceanos, o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico. Não vou colocar nem Trump nem América no nome de nenhum outro oceano além desses dois. Então, analisamos seriamente o Oceano Atlântico, e liguei para o Google Maps, que foi realmente ótimo com o lago e muito bom também com o golfo”, afirmou o presidente americano durante comício na Carolina do Sul nesta quarta-feira (21).

Segundo Trump, a empresa explicou que os oceanos “são diferentes” porque abrangem muitos países.

“Eu disse: ‘Sundar, estou pensando no Oceano Atlântico. Você consegue fazer isso?’ ‘Não, não, não, desta vez não vou fazer isso.’ Ele disse: ‘Os oceanos são diferentes, senhor. Eles abrangem muitos países. Muitos mesmo. Por favor, não nos peça para fazer isso.’”

O Google, controlado pela Alphabet, mudou o nome do Golfo do México para “Golfo da América” em seus mapas para usuários nos Estados Unidos depois que Trump ordenou a alteração, em janeiro de 2025.

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Cientistas mandam robô a abismo no Atlântico e encontram ‘Patrick Estrela’ da vida real a milhares de metros de profundidade

Uma expedição científica realizada nas profundezas do Oceano Atlântico revelou uma surpreendente diversidade biológica oculta no fundo do mar. Uma equipe internacional de biólogos identificou um total de 57 novas espécies e cinco novos gêneros de seres marinhos que habitam a costa da Argentina, revelando ecossistemas ainda pouco compreendidos pela ciência.

Entre os achados que mais chamaram a atenção dos pesquisadores estava uma estrela-do-mar com formato e características físicas que lembram o personagem Patrick Estrela, do famoso desenho animado Bob Esponja. Embora o espécime em questão não se trate de uma nova espécie não catalogada, sua semelhança marcante com a atração da cultura pop virou destaque durante a análise das imagens coletadas nas profundezas.

Análises intensas em Buenos Aires

O trabalho de identificação detalhada dos exemplares exigiu duas semanas de análises intensas durante um workshop realizado na Universidade Maimónides, localizada em Buenos Aires. Os organismos haviam sido recolhidos em agosto de 2025 durante uma missão conduzida pelo Instituto Oceanográfico Schmidt, organização de pesquisa sediada nos Estados Unidos.

Para alcançar o ecossistema abissal, os cientistas utilizaram o SuBastian, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês). A maior parte das coletas ocorreu no Cânion de Mar del Plata, uma imensa fenda submarina situada no litoral argentino, local onde a luz do sol não chega e a pressão da água é extremamente elevada.

De pepino-do-mar ‘Loki’ a novos corais abissais

O mapeamento das 57 novas espécies revelou uma expressiva variedade de invertebrados marinhos divididos em grupos específicos. A contagem final incluiu 22 equinodermos (categoria que abrange crinoides e pepinos-do-mar), 20 copépodes (um grupo de pequenos crustáceos), 14 cnidários (como corais pétreos, octocorais e penas-do-mar), além de uma nova espécie de molusco.

A expedição catalogou cinco novos gêneros distribuídos entre crustáceos, corais e pepinos-do-mar. Entre os organismos capturados em imagens pelo robô subaquático destacam-se uma pena-do-mar do gênero Pseudumbellula, um pepino-do-mar apelidado pelos cientistas de “Loki” e outro do gênero Benthothuria.

Dados acessíveis para proteger o Atlântico Sul

A descoberta reforça como os ecossistemas do oceano profundo permanecem amplamente desconhecidos e necessitam de mapeamento contínuo. Em comunicado oficial, a oceanógrafa Jyotika Virmani, diretora do Instituto Oceanográfico Schmidt, ressaltou o impacto do estudo para o conhecimento biológico mundial.

Segundo Jyotika, ao identificar essas novas espécies, os cientistas ampliaram a compreensão sobre a vida marinha no Atlântico Sul. A oceanógrafa destacou ainda que, por meio da parceria com o Censo Oceânico, todos os dados levantados na expedição serão disponibilizados de forma acessível para pesquisadores de todo o planeta.

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