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Desfolhada levou participantes a reviver memórias de outros tempos

VTM

Foi um momento de convívio, partilha e celebração dos costumes que fazem parte da identidade e da memória coletiva do povo transmontano.

As desfolhadas são uma tradição que continua a unir gerações e a preservar o património cultural e as raízes da região.

Xana Botelho, que organizou a iniciativa, disse à VTM que aproveitou o espaço da casa da Eira para juntar a comunidade à volta da desfolhada, onde também houve um espaço dedicado à olaria e expositores de artesanato e produtos locais.

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Concurso da Educação de Aparecida oferece 2,9 mil vagas e salários de até R$ 4,5 mil

A rede municipal de Educação de Aparecida de Goiânia terá reforço no quadro de profissionais com a realização de um novo concurso público. A seleção prevê 2.956 vagas, além de cadastro de reserva para outras 14.780 oportunidades, com salários de até R$ 4.508,28. As inscrições estarão abertas de 9 de novembro a 9 de dezembro de 2026.

Organizado pelo Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o concurso contempla quatro áreas: professor de área, professor pedagogo, auxiliar administrativo e agente educativo. A iniciativa busca atender às necessidades da rede municipal de ensino, que atualmente atende cerca de 55 mil alunos.

Ao destacar a realização do concurso, o prefeito Leandro Vilela ressaltou a importância da seleção para atender à demanda por profissionais e valorizar os trabalhadores da Educação. “Depois de 13 anos, vamos realizar o concurso da Educação em Aparecida de Goiânia. O objetivo é atender uma demanda reprimida, valorizar os profissionais da Educação e fazer com que a Educação de Aparecida seja uma das melhores do nosso Estado e do nosso país”, afirma.

A secretária municipal de Educação, Núbia Farias, explica que a chegada de servidores efetivos contribuirá para fortalecer o trabalho pedagógico desenvolvido na rede municipal. “O efetivo dará sequência na aprendizagem da criança. Nossa rede é muito boa e temos profissionais excelentes. Os novos servidores vão somar muito”, conclui.

Convocações serão planejadas conforme a demanda

As 2.956 vagas serão preenchidas gradualmente, conforme as necessidades das unidades escolares, o planejamento da Secretaria Municipal de Educação e a disponibilidade orçamentária e financeira da Prefeitura. Dessa forma, os aprovados poderão ser chamados ao longo do período de validade do concurso, sem que haja previsão de entrada imediato de todos os classificados.

Leandro Vilela explicou que o cronograma de convocações será organizado de acordo com a capacidade de atendimento da rede e os recursos disponíveis. “Esse planejamento será executado ao longo do período do concurso. Nós temos hoje uma disponibilidade, porém não significa que todos estarão ingressando imediatamente. As convocações ocorrerão conforme a necessidade, o fluxo de caixa e a disponibilidade financeira da Prefeitura”, explicou.

Salários e etapas da seleção

As remunerações iniciais variam de R$ 2.825,11 a R$ 4.508,28, conforme o cargo, para jornada de 30 horas semanais. O vencimento previsto para professores é de R$ 4.508,28. Para agentes educativos, o valor informado é de R$ 3.070,76, enquanto auxiliares administrativos têm remuneração de R$ 2.825,11.

As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela internet, no site do Instituto Verbena. A taxa é de R$ 130 para os cargos que exigem nível médio ou técnico e de R$ 150 para as funções de nível superior.

O cronograma prevê a divulgação dos locais e horários das provas objetiva e de redação em 26 de janeiro de 2027. As avaliações serão aplicadas no dia 31 de janeiro, e o resultado final está previsto para 30 de junho do mesmo ano.

A diretora executiva do Instituto Verbena/UFG, Rosângela de Oliveira Alves, orienta os candidatos a acompanhar as informações oficiais sobre o concurso. O edital reúne os requisitos dos cargos, a distribuição das vagas, as remunerações, os conteúdos das provas e as etapas da seleção, além das regras relacionadas à formação do cadastro de reserva e às possíveis convocações.

Inscrições começam em novembro

Os interessados poderão se inscrever entre 9 de novembro e 9 de dezembro de 2026. A taxa custa R$ 130 para cargos de nível médio ou técnico e R$ 150 para nível superior. As provas objetiva e de redação estão marcadas para 31 de janeiro de 2027, com resultado final previsto para 30 de junho. O edital completo está disponível no site do Instituto Verbena, responsável pela organização do concurso.

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MEC libera novas formações online para professores

Logo Agência Brasil

Neste 15 de outubro, quando é celebrado o Dia dos Professores, o Ministério da Educação (MEC) liberou dez novas formações gratuitas para docentes por meio da plataforma Avamec (Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação). Entre os novos cursos estão computação, fundamentos da IA generativa, redes sociais para o uso consciente e criativo e educação antirracista. A lista completa está disponível aqui. 

Podem participar dos cursos os professores do ensino fundamental e médio, além de gestores escolares de todas as etapas da educação básica.

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Os cursos são organizados em módulos e unidades, com materiais multimídia, atividades interativas e avaliações. Os concluintes recebem certificado, sem cobrança de taxas.

A plataforma online reúne cursos e outras ações de formação desenvolvidas pelo MEC e por instituições parceiras.

Como participar 

Antes de realizar a inscrição em um dos cursos de formação, os interessados devem ler todas as informações e conferir carga horária, critérios de avaliação e conteúdo do curso na página da plataforma Avamec.

Para participar de um curso, basta entrar na página da formação e confirmar a inscrição, informando os dados solicitados.

O MEC explica que, se houver mais de uma turma com adesão aberta, será necessário selecionar uma delas para prosseguir sua inscrição. 

A plataforma reúne ainda 694 cursos, 499 instituições e 13.501 turmas.

Professores do Brasil

Dados do Censo Escolar da Educação Básica mostram que o Brasil tinha, em 2025, 2.407.049 de professores, o que representa um aumento de 10,05%, em uma década. Esses profissionais atuam nas 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil.

As mulheres continuam sendo maioria (78,8%) na docência da educação básica. Já o número de professores do sexo masculino passou de 435.965 para 510.660 no mesmo período, alta de 17,1%.

Os professores da educação básica e superior podem solicitar a Carteira Nacional Docente do Brasil.  O documento tem validade de dez anos e reconhece a profissão. Com a carteira, os profissionais da educação têm acesso a benefícios como cartões de crédito com condições específicas para os docentes, descontos em hotéis e facilitação do uso da meia-entrada em eventos culturais (cinemas, teatros e shows). Também há descontos em lojas físicas e de e-commerce credenciadas.

Para solicitar a CNDB, os professores precisam estar com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular junto à Receita Federal e possuir cadastro ativo no e-Social pelo empregador. 

O acesso deve ser feito pelo sistema oficial do MEC, com a senha da conta Gov.br. 

 

 

 

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Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos

Logo Agência Brasil

“O que você quer ser quando crescer?”

A corriqueira pergunta feita a crianças sobre qual carreira desejam seguir incentivou a professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP), a usar a inteligência artificial (IA) para mostrar a seus alunos, de 9 e 10 anos, como eles seriam representados, no futuro, desempenhando os ofícios que sonharam.

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A aceleração no tempo da infância à fase adulta, com ajuda do ChatGPT, foi gerada por iniciativa da professora a partir das fotos tiradas, em 2025, dos seus 31 alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink, localizada em um bairro de periferia da cidade do interior paulista.

O vídeo com as reações das crianças emocionadas viralizou nas redes sociais e ganhou o mundo. As respostas foram de jogador de futebol a astronauta, passando por veterinária, bailarina, cantor, artista e outras.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por ChatGPT (@chatgpt)

Giovanna explica que a intenção foi permitir que crianças imaginassem uma fase da vida que ainda está distante para elas.

“Para mim, como professora, é muito significativo criar situações em que os alunos se sintam valorizados e vejam que alguém acredita neles, que têm potencial para irem além.”

A professora contou à Agência Brasil que desde a infância tinha o desejo de lecionar. Neste 15 de outubro, Dia do Professor, a jovem de 27 anos comemorou mais um ano de atuação no magistério, carreira que abraçou há 8 anos, em 2018.

Apesar do tempo na profissão, a docente admite que ainda não tem capacitação em inteligência artificial, mas conta que está sempre antenada nas inovações e usa as tecnologias intuitivamente para ter ideias e produzir recursos visuais que tornem suas aulas mais interessantes.

“Mais do que utilizar uma tecnologia nova, nosso papel é encontrar formas de despertar a curiosidade das crianças, fortalecer a autoestima e ampliar os horizontes delas. Quanto mais conseguirmos mostrar o que são capazes de aprender, criar e sonhar, mais sentido terá o nosso trabalho.”

Professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP) que usou I.A  em ação com estudantes.  Foto: Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal Professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP) que usou I.A  em ação com estudantes.  Foto: Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal
Professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP) - Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal

Após a repercussão da atividade realizada com auxílio de IA generativa, Giovanna confessa ter planos de fazer uma especialização em metodologias e didática para aprimorar seus conhecimentos da nova tecnologia.

“Gostaria que experiências como essa inspirassem outros educadores a explorar novas metodologias e a pensar em maneiras criativas de aproximar os conteúdos escolares da realidade dos alunos.”

Cultura digital 

Nesta nova cultura digital, em que quadro negro e giz vem sendo substituídos por computadores, as escolas precisam acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas com responsabilidade, diante de um cenário em que os estudantes já crescem com acesso a informações entregues em segundos, mas que, muitas vezes, não sabem transformar esse conteúdo em conhecimento. 

O posicionamento é de Kassula Correa, diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, uma escola privada do Rio de Janeiro.

“Uma criança pode ter facilidade para mexer no celular e, ainda assim, não saber pesquisar com profundidade, identificar uma informação falsa ou compreender os riscos de compartilhar determinados dados.”

Para a educadora, o uso da inteligência artificial ainda deve considerar as diversidades em sala de aula.

“Precisamos oferecer ferramentas, formação e condições para que o professor consiga ensinar a essa geração em que cada criança tem seu ritmo, suas dúvidas e sua maneira de aprender.”

Mesmo em tempos de transformação digital, Kassula defende que a escola preserve o papel de ambiente de desenvolvimento socioemocional.

“Por mais que a tecnologia avance, a escola continua sendo um lugar de relações humanas. É onde a criança aprende a conviver, a lidar com dificuldades, a se conhecer e a descobrir do que é capaz.”

Formação de professores

Brasília (DF), 14/10/2026 - Dia do Professor: realidade e desafios da inclusão digital no ensino público. O professor do Distrito Federal, Marcio Luiz Dias. Atua há 13 anos na formação de professores para utilização das tecnologias educacionais, com ênfase na Inteligência Artificial na Educação. Foto: Marcio Luiz Dias/Arquivo Pessoal Brasília (DF), 14/10/2026 - Dia do Professor: realidade e desafios da inclusão digital no ensino público. O professor do Distrito Federal, Marcio Luiz Dias. Atua há 13 anos na formação de professores para utilização das tecnologias educacionais, com ênfase na Inteligência Artificial na Educação. Foto: Marcio Luiz Dias/Arquivo Pessoal
Professor Marcio Luiz Dias atua há 13 anos na formação de professores para utilização das tecnologias educacionais, com ênfase na Inteligência Artificial - Marcio Luiz Dias/Arquivo Pessoal

O professor, doutorando e mestre em Educação, Marcio Luiz Dias, atua há 13 anos na formação continuada em tecnologias educacionais do corpo docente da rede pública de ensino do Distrito Federal. Seu foco é a inteligência artificial na educação.

Ele compreende que a formação continuada é indispensável tanto para professores com formação analógica quanto para os recém-formados em licenciaturas.

“No campo digital, as mudanças ocorrem em velocidade tão rápida que torna praticamente impossível que o currículo das faculdades esteja sempre atualizado.”

Marcio acha legítimo o receio de alguns colegas professores em utilizar a inteligência artificial na educação, no entanto, avalia que este é um caminho sem volta. “É algo que se popularizou há relativo pouco tempo, mas que tem ampliado sua presença de forma rápida e abrangente.”

Nas capacitações oferecidas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), a orientação aos docentes é mediar para que a classe supere o uso mecânico das ferramentas digitais. 

“O Currículo em Movimento das Escolas Públicas do DF preconiza que a formação continuada extrapole o uso instrumental das tecnologias e passe para o uso crítico, colaborativo e focado na intencionalidade pedagógica”, relaciona o professor Marcio Luiz.

Já a gestora educacional Kassula Correa defende a importância de valorizar a experiência analógica prévia dos docentes e aproximá-la das novas tecnologias de forma prática, contínua e acolhedora.

“Muitos deles desenvolveram estratégias incríveis de ensino usando quadro, livros, papel e muita criatividade. O que precisamos é aproximar esses profissionais das novas possibilidades, respeitando suas trajetórias.”

Tarefas

A IA também pode contribuir diretamente para automatizar e otimizar rotinas burocráticas e repetitivas, como tarefas administrativas e operacionais, e também para desenvolver atividades que promovam mais a colaboração e o significativo engajamento estudantil, lista o professor do DF.

Como consequência direta, o professor Marcio Luiz aponta para a liberação de tempo de qualidade para que o professor estude mais, planeje as aulas e se dedique ao acompanhamento individualizado das necessidades dos estudantes.

“Nós professores nos vemos com uma série de rotinas burocráticas, repetitivas, cansativas que, embora essenciais para o andamento da escola, tomam nosso tempo para estudar, planejar aulas, testar formatos e adequações, bem como acompanhar de maneira mais próxima nossos estudantes.”

Apesar de a tecnologia trazer agilidade na hora de diversificar exercícios, adaptar níveis de dificuldade, elaborar planos de aula e agilizar correções objetivas, a diretora Kassula ressalta que a escolha da melhor estratégia para a turma depende exclusivamente do julgamento humano do educador.

“A qualidade do ensino continua dependendo da capacidade de transformar os recursos tecnológicos em experiências que ajudem o aluno a aprender. Avaliar o desenvolvimento de uma criança exige compreender seu percurso, suas dificuldades e seus avanços.”

Sala de aula

O professor do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) de Taguatinga, cidade do Distrito Federal, Jaime Guilherme de Oliveira, ensina computação gráfica para estudantes de 14 a 18 anos do ensino médio. Muitos deles sequer têm computador em suas residências.

Vindo do mercado corporativo, na rede pública, o docente passou por capacitações via Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) da secretaria de educação do DF.

São eles: Cursos de Linguagens Digitais e IA na Prática Docente, além de pós-graduação em Proficiência em Tecnologias Digitais para uma Educação Empreendedora e cursos online permanentes.

Como resultado do aprendizado incorporado, Jaime Guilherme coloca a inteligência artificial para trabalhar a seu favor na rotina docente, como na criação de conteúdo para as aulas expositivas que facilitem sua compreensão; no planejamento das atividades de cada turma; na elaboração de avaliações adaptadas às necessidades de alunos com neurodivergências ou necessidades específicas; e no desenvolvimento de jogos educativos para fixação e revisão dos conteúdos.

É de autoria do tutor Jaime, via ChatGPT, o jogo interativo Arena ABNT, com as regras, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ensinadas de forma lúdica para a escrita de trabalhos acadêmicos.

Nas dinâmicas pedagógicas, Jaime vê a IA como uma oportunidade para aproximar os alunos das transformações do mundo do trabalho.

O docente, no entanto, reflete que mais importante do que saber gerar conteúdo é saber por que este está sendo criado, para quem será destinado e quais consequências poderá produzir.

“A ferramenta pode fazer muito por nós, mas a intenção, a sensibilidade, o pensamento crítico e a responsabilidade continuam sendo essencialmente humanas.”

Desafios: da cópia ao aprendizado

Em sua atuação como formador de outros professores, Marcio Luiz Dias enxerga que o acesso a dispositivos móveis e à internet no Distrito Federal é amplo, mas o principal desafio consiste em transformar a conectividade em uso crítico, cidadão e produtivo. E o educador estimula a conectividade para ir além:

“O letramento digital deva atuar fortemente contra riscos, como aplicação de golpes e fakenews propagadas pelas redes sociais, bem como de se tornar uma fonte de novos aprendizados dos quais a pessoa necessite no campo pessoal ou da cidadania.”

Tratando especificamente dos estudantes, o professor Marcio estimula que os profissionais da educação tenham autoridade para estabelecer que a IA seja utilizada pelos estudantes como ferramenta de apoio para assimilar, raciocinar, pesquisar, questionar, debater.

“Reconheço que isso não é fácil, mas o caminho do letramento digital, da formação docente, de estipular e cobrar a análise, a síntese e a argumentação do aluno já foram testados com sucesso”, conclui Marcio.

 O combate ao "atalho" exige dos alunos capacidade de análise, síntese e argumentação própria, desenvolvidas via letramento digital.

Dentro do ambiente escolar, o professor Jaime Guilherme de Oliveira ensina aos jovens que a IA deve ser usada com intencionalidade clara; caso contrário, os atalhos da ferramenta geram entregas vazias. "Quando existe uma intenção clara, a ferramenta amplia o alcance de quem já tem algo a dizer."

Futuro da IA na Educação

O professor de Taguatinga, Jaime Guilherme, projeta a presença crescente da IA no planejamento docente e na personalização da aprendizagem. Ele defende que a tecnologia não substitui o professor, que tem papel insubstituível na mediação pedagógica, orientação ética, checagem de dados e formação crítica dos alunos.

IA e rede pública

O Ministério da Educação (MEC) informou à Agência Brasil que uma nova resolução sobre o uso de inteligência artificial deverá ser publicada em breve, sem precisar uma data.

O documento terá o objetivo de ampliar o uso pedagógico da tecnologia, preservar a autonomia dos professores e garantir a proteção dos estudantes.

Com a futura publicação, a pasta busca estabelecer diretrizes claras e segurança jurídica para que gestores e redes de ensino façam uso das novas tecnologias de forma segura, inclusiva e responsável.

“A partir da resolução, o país passa a contar, de forma inédita, com um parâmetro nacional unificado para orientar a adoção consciente e ética da inteligência artificial em todas as etapas de ensino”, diz a nota do MEC.

Sobre conectividade nas escolas públicas de educação básica em todo o país, o MEC tem a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec).

Em julho deste ano, 108.658 escolas estavam conectadas dentro dos parâmetros de qualidade adequados, classificadas nos níveis 4 e 5 do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o que corresponde a 78,7% das 138.086 escolas monitoradas.

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