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Atendimento fisioterapêutico gratuito contra cólicas menstruais no Recife

Mulheres com idades entre 18 e 30 anos que sofrem de dor menstrual sem causa pélvica identificada — condição conhecida como dismenorreia primária — têm acesso a atendimento fisioterapêutico gratuito no Recife.

As sessões ocorrem nos dias 22 e 29 de outubro, das 8h às 11h, no Laboratório de Práticas de Saúde, situado no térreo da UniFAFIRE.

A ação é conduzida por estudantes e profissionais do curso de fisioterapia da instituição, sob a supervisão da professora Renata Soraya Coutinho, integrando as atividades de extensão universitária do centro de ensino.

Avaliação clínica e eletroanalgesia

O atendimento é estruturado em etapas para garantir o acompanhamento adequado a cada participante:

  • Triagem inicial: avaliação clínica para mapear o histórico e a intensidade das dores menstruais.
  • Orientação de autocuidado: instruções técnicas e manejo prático do desconforto para a rotina diária.
  • Aplicação de TENS: utilização da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea, técnica que emite impulsos de baixa intensidade na pele para bloquear os sinais de dor.

Encaminhamento preventivo

Além da intervenção imediata para o alívio do desconforto, os atendimentos atuam na triagem preventiva de alterações ginecológicas. Nas situações em que a avaliação indicar suspeita de dismenorreia secundária — dor provocada por patologias como a endometriose ou outras alterações estruturais —, as pacientes recebem orientações para buscar acompanhamento médico especializado.

A participação é aberta ao público feminino dentro da faixa etária estipulada, com triagem e atendimento prestados gratuitamente e por ordem de chegada no local nos horários definidos.

© Imagem: Pexels

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Menopausa: até 70% das mulheres no climatério relatam sintomas de insônia

As mudanças hormonais do climatério podem afetar a qualidade do sono e provocar dificuldades para adormecer, despertares durante a noite e cansaço ao longo do dia. Estimativas apresentadas pela ginecologista e pesquisadora Helena Hachul, do Instituto do Sono/Afip, indicam que entre 60% e 70% das mulheres nessa fase relatam sintomas de insônia.

A questão ganha importância diante da expectativa de vida feminina. Como a menopausa ocorre, em média, por volta dos 50 anos, e a expectativa de vida das mulheres brasileiras chega a aproximadamente 80 anos, os cuidados com o sono são importantes para a saúde e a qualidade de vida nas décadas seguintes.

“Compreender o que está por trás das noites mal dormidas é fundamental para direcionar o cuidado e evitar que essas dificuldades sejam consideradas uma consequência inevitável do envelhecimento”, afirma a especialista.

Durante o climatério, as oscilações hormonais podem interferir na regulação da temperatura corporal. Os fogachos e os suores noturnos, por exemplo, podem provocar despertares repentinos, acompanhados de transpiração e aceleração dos batimentos cardíacos. Quando esses episódios são frequentes, o sono pode ficar fragmentado e menos reparador, favorecendo o cansaço e a irritabilidade durante o dia.

No entanto, nem toda dificuldade para dormir está relacionada aos fogachos. A insônia também pode estar associada à ansiedade, às alterações de humor, às dores e a outros problemas de saúde que interferem no descanso.

Menopausa e apneia do sono

A menopausa também está associada ao aumento do risco de apneia obstrutiva do sono, distúrbio caracterizado por interrupções ou reduções da respiração durante a noite. Entre os sinais que merecem atenção estão ronco frequente, cansaço persistente, dor de cabeça ao despertar e sensação de não ter descansado, mesmo após várias horas na cama.

“É importante olhar para o sono de forma individualizada. Duas mulheres podem relatar que dormem mal durante a menopausa, mas apresentar causas diferentes para o problema. Identificar o que provoca os despertares é essencial para definir a abordagem mais adequada”, explica Helena Hachul.

Os efeitos das noites mal dormidas não se limitam à disposição no dia seguinte. A privação persistente do sono e a insônia crônica podem prejudicar a regulação emocional, a memória e a saúde cardiometabólica. Além disso, dificuldades para dormir e alterações de humor podem se influenciar mutuamente, o que reforça a importância de avaliar esses fatores em conjunto.

Quais são os tratamentos?

O tratamento depende das causas das alterações do sono e pode combinar diferentes abordagens. Quando os despertares estão relacionados aos fogachos e aos suores noturnos, controlar esses sintomas pode ajudar a melhorar o descanso.

“Entre as opções estão a terapia hormonal, indicada após avaliação individual, e medicamentos não hormonais específicos para os sintomas vasomotores”, explica a médica.

Em junho de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fezolinetanto, comercializado com o nome Veoza, para tratar ondas de calor e suores noturnos moderados a intensos associados à menopausa. O medicamento atua nos mecanismos cerebrais envolvidos na regulação da temperatura corporal e pode contribuir para melhorar o sono de mulheres cujo descanso é prejudicado por esses sintomas. Segundo as informações do material divulgado pelo Instituto do Sono/Afip, o medicamento ainda não está disponível nas farmácias brasileiras.

Para casos de insônia crônica, a terapia cognitivo-comportamental específica para o problema é uma das abordagens recomendadas. Quando há suspeita de apneia obstrutiva do sono ou de outro distúrbio, a investigação médica é necessária para definir o tratamento adequado.

A escolha da abordagem deve considerar os sintomas, o histórico de saúde e as necessidades de cada mulher. Por isso, dificuldades persistentes para dormir não devem ser consideradas uma consequência inevitável da menopausa. A avaliação profissional ajuda a identificar as possíveis causas e a orientar os cuidados necessários.

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© MAGNIFIC/BANCO DE IMAGENS

Durante o climatério, as oscilações hormonais podem interferir na regulação da temperatura corporal.
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