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Ferido com gravidade em acidente de trabalho no concelho de Grândola

Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foi contactada para averiguar as circunstâncias em que o acidente ocorreu

Um homem de 59 anos ficou esta quarta-feira ferido com gravidade após ter sido atropelado por um camião, em situação de acidente de trabalho, em Melides, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, revelou fonte da GNR, citada pelo Correio da Manhã.

Por sua vez, a mesma fonte terá indicado à agência Lusa que o condutor do veículo “verificava uma manutenção aos travões do camião, que ficou destravado e passou-lhe por cima das pernas”.
O acidente aconteceu junto à Estrada Municipal 1076, adiantou a mesma fonte de informação.

Transportado para o Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, o homem foi posteriormente seguido num helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o Hospital de São José, em Lisboa, acrescentou.

Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral indicou que o alerta para o acidente foi dado às 12:46 hrs.

Foram mobilizados para as operações de socorro operacionais dos Bombeiros de Grândola, do INEM e da GNR, apoiados por quatro veículos, incluindo a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do HLA, e o helicóptero.

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) foi contactada para averiguar as circunstâncias em que ocorreu o sinistro, segundo a GNR.

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Secretário de Estado das Florestas entrega equipamentos financiados pelo PRR no Alentejo e no Algarve

O Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, participa, nos próximos dias 20 e 21 de outubro, nas sessões de entrega de maquinaria em Santiago do Cacém, Aljezur e Évora, no âmbito do Programa de Mecanização para a Gestão de Combustível, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Dia 20 de outubro, em Santiago do Cacém, serão assinados os protocolos de cedência de maquinaria entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os municípios de Aljustrel, Almodôvar, Barrancos, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Grândola, Mértola, Ourique, Santiago do Cacém, Serpa e Vidigueira, tendo em vista a disponibilização de 12 tratores, um por município, reforçando a capacidade para a realização de operações de gestão de combustível e prevenção de incêndios rurais.

Já no dia 21 de outubro, da parte da manhã, em Aljezur, serão assinados protocolos com os municípios de Alcoutim, Aljezur, Olhão, Portimão e Tavira, para a cedência de 5 tratores; e da parte da tarde, em Évora, serão firmados os protocolos com os municípios de Alandroal, Arraiolos, Borba, Évora, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo e Vila Viçosa, tendo em vista a cedência de 8 tratores.

Ao todo, a nível nacional, o ICNF informa que serão entregues 150 tratores a municípios, num investimento total que ronda os 27,5 milhões de euros.

Programa

20 outubro – 15h30 – Santiago do Cacém

  • Sessão de entrega de maquinaria no âmbito do programa de mecanização para a gestão de combustível – Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém
  • 15h30 – Abertura, Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém
  • 15h45 – Assinatura dos protocolos de cedência da maquinaria
  • 16h15 – Encerramento, Secretário de Estado das Florestas
  • 16h30 – Entrega dos tratores

21 de outubro – 10h00 – Aljezur

  • Sessão de entrega de maquinaria no âmbito do programa de mecanização para a gestão de combustível, Parque de Estacionamento da CM Aljezur
  • 10h00 – Abertura, Presidente da Câmara Municipal de Aljezur
  • 10h15 – Assinatura dos protocolos de cedência da maquinaria
  • 10h45 – Encerramento, Secretário de Estado das Florestas
  • 11h00 – Entrega dos tratores

21 de outubro – 15h30 – Évora

  • Sessão de entrega de maquinaria no âmbito do programa de mecanização para a gestão de combustível, Centro de Desenvolvimento Agro-Pecuário de Évora
  • 15h30 – Abertura, Presidente da Câmara Municipal de Évora
  • 15h45 – Assinatura dos protocolos de cedência da maquinaria
  • 16h15 – Encerramento, Secretário de Estado das Florestas
  • 16h30 – Entrega dos tratores
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Único sobrevivente de naufrágio em Troia condenado a pena suspensa

Tribunal de Setúbal condenou hoje a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa por cinco anos, o único sobrevivente do naufrágio em Troia que provocou quatro mortos em 2024.

O arguido, Manuel Coelho, de 64 anos, foi condenado por quatro crimes de homicídio por negligência grosseira e ao pagamento de indemnizações aos familiares das vítimas que ultrapassam os 300 mil euros, parte das quais já terá sido paga através de um acordo com a seguradora da embarcação.

Na leitura do acórdão, segundo a publicação do Notícias ao Minuto, o tribunal considerou que o timoneiro “violou os mais elementares deveres de prudência e de cuidado” ao decidir navegar numa zona perigosa e com forte ondulação, ignorando as previsões meteorológicas que desaconselhavam a navegação na zona onde ocorreu o naufrágio, conhecida como Restinga, ao largo de Troia, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal.

O advogado de defesa, João Santos, considerou a pena “um bocado pesada“, por entender que o naufrágio resultou de causas naturais e que o próprio arguido também foi vítima do acidente, ocorrido em 07 de abril de 2024.

“O mar é sempre um perigo, é imprevisível“, afirmou o advogado aos jornalistas, admitindo a possibilidade de recorrer da decisão depois de analisar o acórdão.

“Vamos analisar o acórdão e iremos ver depois, de facto, se iremos recorrer ou não. Mas, em princípio sim“, acrescentou, defendendo que uma pena de prisão efetiva não seria justificada.

Quanto às indemnizações, João Santos explicou que o seu constituinte será responsável apenas pelos montantes que ultrapassem o capital de 250 mil euros coberto pelo seguro da embarcação, estimando que Manuel Coelho tenha de suportar “cento e tal mil euros“.

A advogada Ângela Soares Fura, que representa familiares de duas das quatro vítimas mortais, escusou-se a comentar a suspensão da pena antes de analisar integralmente a decisão judicial, mas lembrou que nada pode trazer as vítimas de volta.

“Nenhuma decisão devolve estas vidas que se perderam e é isso que os meus constituintes lamentam“, afirmou, reconhecendo que a leitura do acórdão foi acompanhada de momentos de grande emoção entre os familiares.

A advogada acrescentou que os seus constituintes não criaram expectativas quanto à pena a aplicar, sublinhando que confiaram na justiça e que irão agora analisar o conteúdo da decisão.

Nas alegações finais, realizadas em 10 de setembro, o Ministério Público tinha pedido uma pena única não inferior a cinco anos de prisão para Manuel Coelho, sem se pronunciar sobre a eventual suspensão da execução da pena.

Durante o julgamento, segundo o Notícias ao Minuto, várias testemunhas afirmaram que o acidente ocorreu numa zona de bancos de areia, particularmente perigosa durante a maré baixa, e que as previsões de ondulação entre 2,5 e 3,5 metros desaconselhavam a navegação naquele local.

Recorde-se que o naufrágio ocorrido ao largo de Troia provocou a morte de quatro pessoas, três adultos do sexo masculino, de 21, 23 e 45 anos, e um rapaz de 11 anos, filho de uma das outras três vítimas mortais, todos da zona de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.

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