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Quarto acusado de matar Mãe Bernadete é condenado a 23 anos de prisão na BA

A Justiça da Bahia condenou, nesta quarta-feira (21), o quarto acusado pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, Sérgio Ferreira de Jesus, a 23 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado.

A sessão de júri popular ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Durante a sessão, além do réu, foram ouvidas duas testemunhas de acusação e quatro de defesa.

O crime foi analisado como homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso proibido de arma de fogo.

Durante o julgamento, o MPBA (Ministério Público da Bahia) destacou a articulação criminosa e a motivação do assassinato, vinculada à atuação de Mãe Bernadete contra a expansão do tráfico de drogas no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Participação no crime

As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), apontam que Sérgio participou diretamente da organização do crime. O homem é padrasto de Arielson da Conceição Santos, um dos executores do homicídio que foi condenado abril deste ano.

Ele teria contribuído para fomentar a motivação do assassinato, em conjunto com “Maquinista”, homem apontado como líder do tráfico de drogas na localidade, além de auxiliar os executores a realizar o crime.

Na noite do crime, Sérgio orientou Arielson e Josevan, conhecido como “BZ” ou “Buzuin”, sobre como entrar na casa da vítima sem chamar a atenção e evitar as câmeras de segurança.

Não houve necessidade de execução da pena, já que Sérgio estava preso preventivamente enquanto aguardava seu julgamento.

Veja quem são os cinco acusados:

  • Arielson da Conceição dos Santos: apontado como executor, condenado em 14 de abril de 2026, recebeu pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão em regime inicial fechado.
  • Marílio dos Santos: envolvido na organização do crime, condenado em 14 de abril de 2026, recebeu pena de 29 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado.
  • Josevan Dionísio dos Santos: teria participado ativamente do crime, entrando na casa da vítima e rendendo familiaresa. Foi condenado em 13 de outubro de 2026, recebendo pena de 28 anos de reclusão em regime inicial fechado;
  • Sérgio Ferreira de Jesus: envolvido na organização do crime, condenado a 23 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado;
  • Ydney Carlos Santos de Jesus: o quinto acusado do crime aguarda o trânsito em julgado, com data de julgamento a definir.

O caso de Mãe Bernadete

Mãe Bernadete era uma das principais lideranças quilombolas da Bahia e atuava na defesa do território e dos direitos da comunidade.

Segundo as investigações, ela vinha denunciando ameaças antes de ser morta, mesmo estando incluída em um programa de proteção.

A líder foi assassinada na noite de 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Ela estava em casa quando o imóvel foi invadido por homens armados e foi atingida por 25 disparos de arma de fogo.

No momento do crime, três netos da ialorixá estavam na residência. Eles foram retirados da sala antes dos disparos e não sofreram agressões físicas.

A CNN Brasil tenta localizar as defesas. O espaço segue aberto.

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Mulher de 35 anos morre esfaqueada por homem em Mafra

Homicídio ocorreu num contexto de violência doméstica, no concelho de Mafra, e já está a cargo da PJ. Suspeito é homem de 40 anos.

© Corbis via Getty Images

O alerta para a ocorrência foi dada pelas 18h25
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Bolsonaristas ofendem memória de Marielle Franco em ato no Rio

Logo Agência Brasil

Em ato perto da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ofenderam nesta terça-feira (13) a vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018, em um crime de motivação política. 

O ato ocorreu um dia depois da PUC-Rio proibir manifestações político-partidárias na universidade, até o fim das eleições. 

Notícias relacionadas:

Em vídeos que circulam nas redes sociais, bolsonaristas ironizaram o o assassinato de Marielle Franco. Um dos manifestantes falou em um carro de som: "Marielle está com papai do céu", e acrescentou, "ou no colo do capeta".  

No carro de som, bolsonaristas discursaram contra apoiadores de Lula, que rebateram com gritos de mobilização e entoavam "Marielle, presente".

Houve também troca de ofensas entre os grupos. 

Repercussão 

Nas redes sociais, a filha de Marielle, Luyara Franco, publicou um vídeo defendendo a mãe.

"Zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política", afirmou. "Transformar o assassinato da minha mãe em motivo de deboche é desrespeitar sua história, sua família e a luta de tantas pessoas que seguem exigindo justiça".

"Marielle foi uma mulher brilhante, cientista social formada pela PUC-Rio, pesquisadora, mestre em Administração Pública e uma parlamentar que dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos. Uma mulher que pensava o Brasil com profundidade e trabalhava para transformá-lo", diz a filha. 

A irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicou nas redes sociais apoio aos estudantes pró-Lula.

"A minha irmã estudou na PUC-Rio e eu sou professora. A gente sabe o lado certa da história, que a gente está. A gente está aqui para dizer que a gente resiste", afirmou.  

Assassinato de Marielle

O crime ocorreu em março de 2018. O carro da vereadora Marielle Franco foi alvejado quando ela saia de ato no centro do Rio. Ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados. 

Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024. 

Também foram condenados pelo crime: 

  • Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro,
  • Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, 
  • Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, 
  • Ronald de Paula, major da Polícia Militar e
  • Robson Calixto, ex-policial militar.
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