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Festival LEFFEST promete ter “o que foi essencial na produção cinematográfica”

David Cronenberg, Kelly Reichardt e Tiago Guedes são alguns dos nomes que vão estar em novembro no Lisboa Film Festival (LEFFEST) que, à 20.ª edição, inclui “o que foi essencial na produção cinematográfica” deste ano.

“Há um panorama muito grande sobre o que é o cinema e onde está o cinema nos dias de hoje”, afirmou hoje o diretor do LEFFEST, Paulo Branco, na apresentação, em Lisboa, da próxima edição do festival, marcada de 06 a 15 de novembro.

O festival vai abrir, no Cinema São Jorge, com o filme “Paper Tiger”, de James Gray, protagonizado por Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller, e encerra com “The Debut”, do ator e realizador Jesse Eisenberg.

Entre estes dois momentos, o LEFFEST apresentará grande parte dos filmes premiados nos festivais de cinema deste ano, como “Fjord”, de Cristian Mungiu, Palma de Ouro em Cannes e que está na corrida aos Óscares, ou “The Christophers”, de David Cronenberg, presente no festival de Toronto.

David Cronenberg, que tem tido uma presença regular no festival, voltará a estar em Lisboa, não só para apresentar esta comédia negra como para presidir ao júri da competição oficial.

Na apresentação, Paulo Branco recordou que um dos pilares de identidade do festival é “trazer pessoas, grandes artistas, que contactem com os espectadores e que dialoguem uns com os outros”.

Da programação anunciada destacam-se ainda a “retrospetiva praticamente integral” dedicada ao realizador Lars von Trier, e duas outras mostras amplas do cinema da realizadora Kelly Reichardt e do realizador Tiago Guedes, com a presença de ambos no LEFFEST.

Os cineastas Christophe Honoré, Florian Zeller e Mario Martone figuram igualmente entre os convidados desta edição, para apresentar os mais recentes filmes.

Dessa escolha ampla do que foi produzido e exibido este ano, o festival conta ainda com “Ink”, de Danny Boyle, “Tender Loving Care”, de Mike Leigh, e “Wild Horse Nine”, de Martin McDonagh.

Estão previstos dois ciclos temáticos, um dos quais intitulado “(i)moralidades”, com o cinema “a pôr em perspetiva a questão moral” na sociedade e com a presença de, entre outros, de Abel Ferrara e Catherine Breillat.

É neste ciclo que serão exibidos “Musk”, documentário de Alex Gibney sobre o magnata Elon Musk, e “You can see everything”, de Nathan Field e Lance Oppenheim, documentário sobre uma das maiores fraudes recentes nos Estados Unidos, da ‘start-up’ Theranos, que tem causado sensação naquele país.

Este ano, para além do Cinema São Jorge, Nimas, Culturgest e Teatro do Bairro, o festival vai acontecer numa das salas do cinema NOS Vasco da Gama, na zona oriental de Lisboa.

Segundo Paulo Branco, a inclusão de uma sala da rede comercial de cinema é para “sair do gueto cultural e intelectual em que os festivais estão fechados”.

Os filmes escolhidos também “não são para bater recordes de audiência”, mas “uma grande oportunidade de os descobrir”, com a presença dos seus realizadores, sublinhou Paulo Branco, lembrando que nas edições anteriores a audiência do festival rondou os 20 mil espectadores.

A propósito das 20 edições do LEFFEST, Paulo Branco explicou que a cada ano “é sempre preciso parar e refletir”, “mas o festival vai continuar a existir”.

Criado em 2007, o LEFFEST – Lisboa Film Festival conta este ano com patrocínio da empresa de telecomunicações, exibição e distribuição de cinema NOS no nome oficial do evento.

Toda a programação ficará acessível em www.leffest.com.

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