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Caitlin Simmers e Molly Picklum na final da prova de Peniche

Caitlin Simmers, campeã do mundo em 2024, e vencedora da etapa portuguesa em 2023, fez 11,33 pontos nas duas melhores ondas, enquanto Molly Picklum, campeã mundial em título, obteve 8,63 pontos.

© CARLOS BARROSO/LUSA

O Meo Rip Curl Pro Portugal, 10.ª e antepenúltima etapa do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), começou em 16 de outubro na Praia de Supertubos, em Peniche
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Trás-os-Montes: Calor e seca quebram produção de castanha (mas qualidade é boa)

Produtores de castanha falam de uma antecipação da campanha e uma quebra de produção na zona da Padrela, no concelho de Valpaços, devido ao calor e à seca, mas garantem uma boa qualidade do fruto.

Pelos soutos da serra da Padrela espalham-se trabalhadores que, por estes dias, apanham a castanha, a principal fonte de rendimento deste território do distrito de Vila Real.

Artur Esteves, 62 anos, vive em Cabanas, aldeia da União de freguesias de Carrazedo de Montenegro e Curros, onde tem cerca de 80 hectares de castanheiros e de 8.000 árvores de onde prevê colher à volta de 50 a 60 toneladas de castanha.

“Este é um ano fraco, vai haver pouca castanha. A qualidade é boa e o calibre é muito melhor do que no ano passado. Este ano conto colher 50% a 60% do ano anterior”, afirmou à agência Lusa.

A apanha começou também uns dias mais cedo, como aconteceu com a grande parte das colheitas em 2026, desde a uva à azeitona.

“Já colhi 122 toneladas em 2019 e de lá para cá nunca mais lá cheguei. No ano passado colhi à volta de 100 e este ano prevejo lá para as 50, 60 toneladas, mas a gente está a começar a apanha”, apontou.

Esta ainda é, na sua opinião, uma atividade que rende, mas cada vez menos.

“Está tudo muito mais caro, a castanha mantém-se no mesmo preço ou ainda menos (…) A mão de obra é cara, os adubos também, está tudo caríssimo”, frisou, lembrando ainda que a árvore é sensível a doenças, como o cancro e a tinta, que tem secado muitos castanheiros, e que a vespa-das-galhas-do-castanheiro também tem prejudicado a atividade.

É um agricultor orgulhoso dos soutos e do fruto, ao qual se dedica desde a década de 80 com a ajuda da mulher e de dois filhos, a tempo inteiro. “É todos os dias nos castanheiros”, realçou.

Nos seus soutos estão a trabalhar 26 pessoas e espera o reforço de mais duas, entre familiares, residentes em aldeias vizinhas e uma equipa proveniente da Régua, prevendo que a apanha se estenda por 25 dias.

“Até agora tenho conseguido arranjar mão de obra, vamos ver no futuro”, afirmou.

A filha Alexandra Esteves, 31 anos, trabalha num hotel em Chaves e tira três semanas de férias, nesta altura, para a apanha da castanha.

“Venho ajudar os meus pais, sempre que posso venho. É um trabalho duro, mas já estamos habituados, já fazemos isto desde sempre, crescemos aqui e fomos habituados a isto”, referiu.

José Sousa, 61 anos, e Armanda Sousa, 60 anos, são de Tazém, União das Freguesias de Padrela e Tazém, e estão a fazer a apanha sozinhos.

“Este ano nem a máquina ligámos”, afirmou José Sousa, que explicou que a “produção é pouca” por causa da seca e do calor, prevendo colher “só um terço” da produção do ano passado.

A máquina é a da apanha da castanha. O produtor garantiu que a qualidade “é boa, só que é pouca”.

“Podemos fazer muito, mas se o tempo não ajudar (…) A nossa produção é muito menos”, afirmou a mulher, que explicou que os castanheiros têm ouriços, mas que há ouriços que não têm castanhas.

O calor do verão prolongou-se e choveu pouco.

“Desde 2018 para cá, a produção tem vindo sempre a mingar. A gente tem mais plantação, mas tem vindo sempre a mingar porque seca muito castanheiro com a doença da tinta, o cancro e a vespa, é tudo”, referiu Armanda Sousa.

A agricultora realçou também os custos de produção cada vez mais caros, como o combustível, os adubos, tratamentos e a mão de obra. Até agora, acrescentou, o escoamento do fruto tem estado garantido.

Começou a apanha há cerca de uma semana, 10 dias mais cedo do que no ano passado.

“A castanha era em novembro e agora já se faz metade da campanha em outubro”, sublinhou.

Junto à aldeia da Padrela, o empresário agrícola Nicolas Gonçalves, 38 anos, apanha a castanha para um produtor local.

A equipa é de cinco pessoas e vem de Murça. Aproveita o intervalo depois da vindima e antes do começo da apanha da azeitona, no seu caso a 02 de novembro, para dar uma mão à colheita da castanha.

“Este ano começou tudo mais cedo, podemos falar de vindimas, a castanha e a azeitona. A castanha no ano passado começou a 28 de outubro e, se calhar, vamos fechar ao final do mês e já não há castanha”, referiu o empreiteiro, que disse terem começado a apanha há uma semana.

Do que tem observado, antevê também uma quebra de produção de castanha e classificou a falta de mão de obra como um grande problema em Portugal.

“Não há, as pessoas não querem trabalhar (…) Na área da agricultura não falta trabalho”, frisou.

A Câmara de Valpaços alertou para a presença da vespa asiática (vespa velutina) e recomendou a cuidados redobrados durante a apanha da castanha e da azeitona.

Para segurança dos trabalhadores, aconselhou a que se verifiquem as árvores e a vegetação antes de iniciar a atividade, a um especial cuidado durante a varejadura, a poda e a utilização de máquinas agrícolas e ao contacto com as entidades competentes.

É na serra da Padrela que se situa a maior mancha de castanha judia da Europa e são 18 as localidades do concelho que fazem parte da DOP “Castanha da Padrela”.

A Feira da Castanha Judia – Castmonte 2026 realiza-se de 06 a 08 de novembro.

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Alentejo recebe prova de acesso ao Mundial de gravel de 2027

Organizada pela empresa Cabreira Solutions, com os apoios da Câmara de Ourique, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a segunda edição prova combina o BTT com ciclismo de estrada.

© THOMAS SAMSON

"É um evento de turismo ativo, que mostra o que o Alentejo tem de incrível", destacou o organizador
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KlubeSol leva o Walking Football da Fuzeta ao torneio regional em Lagoa

A Associação KlubeSol, da Fuzeta, no concelho de Olhão, vai participar no I Torneio Walking Football Algarve, que se realiza amanhã, 23 de outubro, no Parque Desportivo Municipal de Estômbar, em Lagoa. A iniciativa reúne praticantes de uma modalidade que alia a atividade física à inclusão social, à promoção do envelhecimento ativo e ao combate ao isolamento.

A participação integra a segunda etapa do V Circuito Nacional de Walking Football e representa uma oportunidade para a associação dar visibilidade ao trabalho que desenvolve na comunidade através do desporto.

Na Fuzeta, a KlubeSol promove duas vertentes da modalidade: Walking Football Recreativo e Walking Football Adaptado. O objetivo é proporcionar oportunidades de prática desportiva, convívio e participação a pessoas de diferentes idades e capacidades físicas.

O Walking Football, ou futebol a caminhar, adapta as regras do futebol tradicional, privilegiando um ritmo de jogo mais acessível. Além de incentivar a atividade física, a modalidade promove o espírito de equipa, a autoestima e o bem-estar emocional, contribuindo também para combater a solidão e o isolamento social.

A associação destaca precisamente esta dimensão social do desporto, defendendo que a prática desportiva deve estar ao alcance de todos, independentemente da idade ou das capacidades físicas.

Treze jogadores representam a Fuzeta

A equipa da KlubeSol que vai participar no torneio é composta por 13 jogadores: Luís Corvo, António Picoito, Elídio Soares, Álvaro Serra, Raul Vicente, Rui Marto, José Carlos Lopes Pereira, Paulo Paulos, Joaquim Piedade, Ismael de Freitas Bruno, Francisco Mesquita, Nuno Oliveira e Luís Soares.

A presença em Estômbar constitui mais um passo na divulgação do projeto de Walking Football desenvolvido pela associação, que procura promover estilos de vida saudáveis e reforçar os laços entre os participantes e a comunidade.

Para além da vertente competitiva, a KlubeSol pretende sensibilizar para a importância do desporto enquanto instrumento de inclusão, envelhecimento ativo e promoção da saúde mental.

Uma associação dedicada à comunidade

A Associação Sócio-Cultural de Animação Clube do Sol – KlubeSol é uma entidade sem fins lucrativos sediada na Fuzeta, com intervenção nas áreas do desporto, da inclusão social, da saúde mental, do envelhecimento ativo, da cultura, da educação ambiental e da sustentabilidade.

Através das suas iniciativas, procura incentivar a participação comunitária, a igualdade de oportunidades e a melhoria da qualidade de vida da população.

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A maldição pode amaldiçoar o futuro próximo do Sporting; “Nem sei explicar o que aconteceu”

LASK Linz voltou a Alvalade e voltou a ganhar. Primeira derrota na temporada. E o calendário da Liga dos Campeões vai apertar. O Sporting perdeu pela primeira vez nesta época. Aconteceu na presente edição da Liga dos Campeões de futebol. No jogo que, na teoria, até seria o mais acessível, o vice-campeão português foi derrotado em casa por 2-3 contra o LASK Linz. No encontro desta quarta-feira, o Sporting até marcou primeiro, logo aos 4 minutos, numa grande penalidade convertida por Luis Suárez. Mas Christoph Lang igualou ainda na primeira parte, os austríacos foram mais perigosos e marcou em dois

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