Some of the world’s most promising young sailors will travel to Vilamoura this December for the 2026 Youth Sailing World Championships, an event often described as the “Mini Olympic Games”
Portimão is preparing to become the permanent home of what organisers describe as the world’s first training and development centre dedicated specifically to adaptive and inclusive sailing. Based at Marina
O velejador José Campos, de apenas 14 anos, é o novo campeão mundial da classe ILCA 6, em vela adaptada. A dupla João Pinto e Carlos Santos, na classe Hansa 303 duplo, sagrou-se vice-campeã do mundo, na categoria Open.
Terminou hoje, em Portimão, o World Sailing Inclusion Championship, a maior competição inclusiva do mundo e com formato inovador organizada pela World Sailing e Vela Solidária.
Tem apenas 14 anos, nunca tinha participado em competições internacionais mas chegou ao World Inclusion Championships e conquistou o título de campeão do mundo. Ao fim de 6 dias de competição, José Campos, velejador do Clube Naval Povoense, venceu 10 das 14 regatas realizadas pela frota de ILCA 6, conseguindo assim ser o melhor do mundo. Uma vitória completamente inesperada para o segundo mais jovem atleta do campeonato.
“Não estava nada à espera. Estava convencido que ia ficar no final da tabela. O único campeonato em que já tinha participado foi num nacional mas aqui foi uma experiência totalmente diferente. A minha tática foi focar-me, pensar positivamente e recorrer a tudo o que aprendi“, refere o velejador de Aveiro, agora campeão do mundo.
José Campos
Portugal conquistou não só a posição mais alta do pódio em ILCA 6 mas também o 3.º lugar. Um feito assinado por Rodrigo Pereira, igualmente atleta do Clube Naval Povoense, que manteve um excelente desempenho ao longo da competição, apesar de ter começado a velejar há pouco mais de um ano.
Numa recuperação notável no último dia de regatas, a dupla Carlos Santos e João Pinto em Hansa 303 duplo, conseguiu um 2.º e um 3.º lugar, o que lhes permitiu ascender duas posições na classificação geral. No final, sagraram-se vice-campeões do mundo na classe.
“Sabíamos que tínhamos de dar tudo. Fizemos umas boas largadas e tivemos a vantagem de o João Pinto conhecer muito bem estas águas. Tirámos partido disso e estamos felizes por sermos vice-campeões do mundo“, referiu Carlos Santos.
João Pinto e Carlos Santos (2026 World Sailing Inclusion Championship, Portimão, Portugal, Vela Solidária)
Os atletas nacionais conquistaram ainda mais lugares no pódio neste World Sailing Inclusion Championships. Em Hansa 303 single, classe com maior número de participantes e um nível competitivo muito elevado, João Pinto classificou-se como o 3.º melhor velejador. O atleta do Clube Naval de Portimão que, no ano passado, arrecadou o título de vice-campeão do mundo, na 1.ª edição deste World Sailing Inclusion Championships que se realizou em Omã.
A aproximação ao nível competitivo do polaco Piotr Cochocki, 1.º classificado e que somou mais um título mundial ao seu vasto currículo, e do alemão Jens Kroker, que terminou no 2º lugar, é um fator positivo para João Pinto.
“Felizmente estou com o nível necessário para competir com eles. Consegui o 3º lugar e isso deixa-me muito feliz porque tanto o Piotr como o Jens são atletas de topo mundial“, disse João Pinto.
João Pinto (2026 World Sailing Inclusion Championship, Portimão, Portugal, Vela Solidária)
Menos sorte tiveram os velejadores da vela Solidária, Pedro Câncio Reis e Teodoro Cândido, vice-campeões da Europa da classe RS Venture Connect. As aspirações a ocuparem um lugar entre os 3 primeiros classificados ficaram pelo caminho depois de alguns imprevistos. A dupla da Vela Solidária terminou à porta do pódio, na 4.ª posição.
O último dia do World Sailing Inclusion Championships ficou ainda marcado pela visita da Presidente do Comité Para Olímpico Internacional, Leila Marques, que veio observar a competição tendo em vista a candidatura apresentada pela World Sailing para que em Brisbane 2032, a vela volte a ser incluída nos Jogos Para Olímpicos.
“A Comissão Executiva do Comité Paralímpico Internacional está a trabalhar neste processo. São vários os critérios, desde a integridade, classificação desportiva, universalidade, questões de anti-doping e até mesmo o Broadcast, ou seja, a forma como a modalidade chega ao público-alvo. Estamos a recolher toda a informação e por enquanto está tudo em aberto“, afirmou Leila Marques.
2026 World Sailing Inclusion Championship, Portimão, Portugal, Vela Solidária
A vela adaptada integrou o programa dos Jogos Paralímpicos entre Sydney 2000 e Rio 2016, tendo sido retirada do programa a partir de Tóquio 2020 por não cumprir os critérios de alcance mundial.
O World Sailing Inclusion Championschips 2026 foi uma organização da World Sailing e da Vela Solidária e durante 10 dias reuniu 222 velejadores de 40 países num evento inclusivo, que celebrou as capacidades dos atletas em vez das suas limitações.
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