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Câmara de Lagoa reclassifica solo para construir 520 fogos de habitação acessível e a custos controlados

Câmara Municipal aprovou a proposta de alteração simplificada do PDM que permitirá reclassificar cerca de 12 hectares de solo para uso habitacional, estabelecendo que pelo menos 70% da área de construção se destine a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados.

A Câmara Municipal de Lagoa aprovou, na reunião de 20 de outubro, a proposta de alteração simplificada do Plano Diretor Municipal (PDM), destinada à reclassificação de solo rústico para solo urbano com finalidade habitacional, na Unidade de Execução do Calvário, na freguesia de Estômbar e Parchal.

Esta decisão representa um passo importante na estratégia municipal de promoção do acesso à habitação, procurando dar resposta às dificuldades sentidas pelas famílias na aquisição ou no arrendamento de uma casa, através da criação de condições para aumentar a oferta habitacional a preços mais acessíveis, com particular enfoque na habitação a custos controlados.

A proposta abrange uma área de aproximadamente 12 hectares e prevê a possibilidade de construção de até 743 fogos, através de investimento privado. Deste total, 520 fogos destinam-se a habitação acessível, enquanto os restantes 223 correspondem a habitação para o mercado livre.

Em termos de área de construção, a proposta estabelece que pelo menos 70% da área total acima do solo, correspondente a cerca de 71.374 metros quadrados, seja afeta a habitação pública, arrendamento acessível ou habitação a custos controlados. Esta condição constitui um elemento central do procedimento e traduz a prioridade atribuída à criação de respostas habitacionais que possam chegar a um maior número de famílias.

“O acesso à habitação é um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto sociedade e exige respostas concretas, capazes de produzir efeitos na vida das pessoas. Com esta decisão, estamos a criar condições para aumentar significativamente a oferta habitacional em Lagoa, dando uma importância muito particular à habitação a custos controlados e às soluções de acesso à habitação a preços comportáveis para as famílias. Queremos um concelho onde os jovens possam construir o seu projeto de vida, onde as famílias encontrem condições para se fixar e onde viver em Lagoa não se torne um privilégio reservado a quem tem maior capacidade financeira. Este é um passo relevante nesse caminho, que deverá ser acompanhado pelo cumprimento das condições previstas e pela concretização das soluções habitacionais propostas”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação.

A intervenção incide sobre a Unidade de Execução do Calvário, atualmente classificada como solo rústico, mas contígua ao núcleo urbano consolidado e servida pela Estrada Municipal n.º 125. A reclassificação proposta procura assegurar uma ocupação coerente com a envolvente urbana, articulando a oferta habitacional com a criação de espaços verdes, espaços públicos, acessibilidades pedonais e cicláveis e infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da área.

O projeto contempla ainda a previsão de uma via estruturante que deverá contribuir para o desenvolvimento da rede viária urbana, bem como o alargamento do troço adjacente da Estrada Municipal n.º 125, tendo em conta as necessidades de circulação associadas à futura operação urbanística.

O procedimento é desenvolvido ao abrigo do artigo 72.º-B do Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT), no quadro das alterações legislativas relativas à reclassificação de solos para fins habitacionais. Trata-se de uma alteração simplificada do PDM de Lagoa, que compreende a atualização do respetivo regulamento e da planta de ordenamento, e não da elaboração de um plano de pormenor.

De acordo com os elementos que acompanham o procedimento, esta é a primeira iniciativa desta natureza na região do Algarve, colocando Lagoa na linha da frente na utilização deste mecanismo legal para promover a disponibilização de solo destinado à habitação.

A proposta enquadra-se na Estratégia Local de Habitação de Lagoa e nos objetivos municipais de reforço da oferta habitacional, promoção da coesão social e qualificação urbana. A sua concretização ficará sujeita ao cumprimento dos procedimentos legais aplicáveis, bem como das condições de execução, urbanização e edificação estabelecidas.

Com esta decisão, o Município de Lagoa reforça o compromisso de desenvolver respostas estruturais para um dos problemas que mais afetam as famílias, promovendo condições para aumentar a oferta de habitação acessível e a custos controlados e contribuindo para um concelho mais equilibrado, inclusivo e preparado para o futuro.

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Albero travolge l’auto mentre va al lavoro: muore un militare di 46 anni a Jesolo. Oltre 370 interventi dei vigili del fuoco per maltempo

Un militare di 46 anni è morto a Jesolo, in provincia di Venezia, dopo essere stato travolto da un albero che si è abbattuto sulla sua auto. L’incidente è avvenuto questa mattina in via Roma Destra, dove il tronco, ceduto a causa delle condizioni meteorologiche, ha colpito il tetto della vettura sulla quale viaggiava l’uomo. Un impatto che non gli ha lasciato scampo.

La macchina era in transito lungo la strada mentre il militare si stava recando al lavoro. Poi, improvvisamente, l’albero ha ceduto ed è precipitato sulla vettura. L’allarme ha fatto scattare l’intervento dei soccorritori, compresi i vigili del fuoco, arrivati sul posto per prestare assistenza. Ogni tentativo, tuttavia, si è rivelato inutile: per il 46enne non c’è stato nulla da fare.

In via Roma Destra sono intervenuti anche i carabinieri di Jesolo, che stanno svolgendo gli accertamenti necessari per ricostruire l’esatta dinamica dell’accaduto. La tragedia si è verificata in un contesto di maltempo che, nelle stesse ore, ha provocato danni e situazioni di pericolo in diverse parti d’Italia, mettendo alla prova le squadre di soccorso e costringendo numerose persone a chiedere aiuto.

Sono stati oltre 370 gli interventi effettuati dai vigili del fuoco in Liguria, Sardegna, Toscana e Lazio per fronteggiare le conseguenze delle condizioni meteorologiche avverse. Gli operatori sono stati impegnati soprattutto per alberi caduti sulle strade o in prossimità degli edifici, allagamenti, elementi pericolanti da mettere in sicurezza e automobilisti rimasti bloccati in situazioni difficili. Un quadro diffuso di criticità, con interventi diversi a seconda delle zone maggiormente colpite dalle precipitazioni.

In Sardegna circa 170 interventi

Tra le regioni più impegnate c’è la Sardegna, dove i vigili del fuoco hanno effettuato circa 170 interventi, concentrati soprattutto nelle province di Nuoro, Oristano e Sassari. Le richieste di soccorso hanno riguardato principalmente allagamenti, alberi caduti e automobilisti che si sono trovati in difficoltà mentre percorrevano strade interessate dall’acqua.

Una delle situazioni più delicate si è verificata a Siniscola, in provincia di Nuoro. Qui una famiglia composta da cinque persone è rimasta bloccata nella propria abitazione a causa dell’acqua, rendendo necessaria l’evacuazione. Un intervento che restituisce la misura delle difficoltà affrontate nelle aree interessate dal maltempo, dove l’accumulo d’acqua può trasformare rapidamente le condizioni di sicurezza di abitazioni e viabilità.

Le squadre dei vigili del fuoco sono state impegnate anche in numerosi interventi legati alla caduta di alberi, un fenomeno che rappresenta un rischio tanto per chi si trova in strada quanto per gli edifici e le infrastrutture. Proprio la caduta di un albero è stata all’origine della tragedia di Jesolo, dove il tronco ha travolto l’auto del militare mentre stava raggiungendo il posto di lavoro.

In Liguria cento interventi tra Genova e Savona

Anche la Liguria ha dovuto fare i conti con le conseguenze del maltempo. Tra le province di Genova e Savona i vigili del fuoco hanno portato a termine circa cento interventi, operando per rimuovere alberi caduti, affrontare allagamenti e mettere in sicurezza elementi pericolanti dagli edifici.

Tra gli episodi segnalati c’è quello di Celle Ligure, dove un masso è caduto sulla carreggiata della strada statale 1 Aurelia. La presenza del materiale sulla sede stradale ha reso necessaria la chiusura dell’arteria in entrambe le direzioni, interrompendo la circolazione per consentire di gestire la situazione in condizioni di sicurezza.

Gli interventi hanno riguardato anche strutture ed elementi esposti al rischio di cedimento, oltre alle situazioni in cui l’acqua ha invaso spazi e aree che necessitavano dell’intervento delle squadre di emergenza. Le operazioni si sono distribuite sul territorio provinciale, con l’obiettivo di affrontare le diverse criticità segnalate e ridurre i rischi per le persone.

Dall’isola d’Elba al litorale livornese

In Toscana, le squadre dei vigili del fuoco sono intervenute sull’isola d’Elba e lungo il litorale livornese, dove le intense precipitazioni hanno provocato danni e richiesto operazioni di soccorso. Anche in queste aree, gli interventi si sono inseriti nel quadro delle attività avviate per fronteggiare gli effetti delle condizioni meteorologiche avverse.

Nel Lazio, le situazioni più critiche si sono registrate nelle province di Roma e Latina. Qui i vigili del fuoco sono stati impegnati per far fronte agli allagamenti, intervenire dopo la caduta di alberi e rimuovere ostacoli pericolanti. Un’attività che ha richiesto di affrontare problemi differenti, dalla presenza di acqua nelle aree interessate alle situazioni in cui elementi instabili potevano costituire un pericolo per la circolazione e per chi si trovava nelle vicinanze.

Nel Crotonese cinque persone bloccate tra acqua e fango

Altri momenti di difficoltà si sono verificati in Calabria, nel Crotonese, dove cinque persone sono state soccorse dai vigili del fuoco dopo essere rimaste bloccate all’interno di un’automobile circondata da acqua e fango. L’intervento è stato effettuato lungo la strada statale 107 e la strada provinciale 30, nel tratto compreso tra Santa Severina e Belvedere di Spinello.

Le persone si trovavano in una situazione che ha richiesto l’intervento delle squadre di soccorso per consentire loro di uscire dalle condizioni di pericolo.

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Salma Jô: “Descobri ainda mais a força das minhas letras”

A artista Salma Jô descobriu ainda mais a força de suas canções. Ao Diário da Manhã, a cantora e letrista, direto de Portugal, onde estreia a sua carreira solo, diz ver uma identidade artística já clara e sólida nas pessoas que a acompanham desde os tempos de Carne Doce.

Referência na música alternativa brasileira, a banda foi paralisada em 2025. Antes disso, no entanto, o grupo goiano criou uma discografia notável, com “Carne Doce” (2014), “Princesa” (2016), “Tônus” (2018), “Interior” (2020) e, por último, “Cererê” (2024). No Lollapalooza, em 2019, o quinteto conquistara a imprensa sudestina cantando a sua sensualidade deprê.

Usando meia-calça arrastão branca — chique no último —, Salma dominou o palco naquele sábado, 6 de abril de 2019. A cantora, no auge do êxtase, confessou: “A gente está aqui. Que chique, que bom, que orgulho.” O público riu e, segundo a revista Rolling Stone, curtiu aquele rock triste, que se ouve chorando. Ao fim, a galera não queria deixá-la ir embora.

A carne manteve-se doce no single “Noite dos Tristes”. Na faixa, a primeira do derradeiro disco da banda, evoca-se uma certa sonoridade voluptuosa, algo que possui um toque poético e, ao mesmo tempo, ressoa melancolia. “Na noite dos tristes/ revivendo o mistério/ de ver toda essa alegria/ transbordar”, entoa Salma Jô, como se fosse um prelúdio.

Agora, Salma quer novos voos. Na capital goiana, ela fez bonito nos festivais Bananada e Goiânia Noise. Não deixou de andar pelo Brasil nessa fase da carreira. Em agosto, lançou nas plataformas a canção “Hotel” e, para o próximo ano, anuncia um disco que coroa esse momento, sobre o qual Salma Jordana de Oliveira e Rezende fala na entrevista que se segue:

Salma: “É uma oportunidade muito importante de criar vínculos” | Foto: Emily Colona

Diário da Manhã – Como você avalia a estreia da sua turnê solo em Portugal e o que representa levar esse novo trabalho para duas importantes feiras de negócios da música, em Lisboa e Coimbra?

Salma Jô – É uma oportunidade muito importante de criar vínculos em Portugal e favorecer a produção de mais turnês por aqui nos próximos anos, ampliando o alcance da minha música. Também espero aprender táticas novas, conhecer as tendências e compreender melhor o mercado europeu.

DM – Como tem sido, para você, esse início de carreira solo depois da pausa da Carne Doce, com a qual você esteve por anos, e o que significa esse novo ciclo?

Salma – É um desafio, pois eu estava confortavelmente acompanhada de uma banda incrível e agora estou pela primeira vez tocando instrumentos e produzindo as músicas, mas estou animada. É um momento para aprender e experimentar que é desafiador, mas também inspirador. Este ano já consegui realizar muitos shows muito bons.    

DM – O que você espera apresentar ao público, especialmente agora que “Hotel” abriu o caminho para o seu primeiro álbum solo, previsto para 2027?

Salma – Acredito que, pelo próprio aspecto de eu estar nessa posição de voltar a ser aprendiz e de estar redescobrindo como me colocar, será uma fase de despojamento, de músicas mais simples, cruas e diretas, mas ainda sinceras e com a pretensão de emocionar e envolver as pessoas de uma forma autêntica. 

Artista solta a voz em apresentação no Sesc Pompeia, em São Paulo: “Estou me aventurando nesse universo do indie eletrônico” | Foto: Fernando Yokota

DM – O que você pode adiantar sobre o seu  disco solo, que será lançado no próximo ano, e o que os fãs podem esperar desse trabalho em termos de sonoridade e composição?

Salma – Estou me aventurando nesse universo do indie eletrônico, estou aprendendo a criar com o synth, então na sonoridade vai ser mais essa energia dançante, crua, às vezes melancólica. Nas letras, não pretendo fugir do que já é minha identidade: são músicas diretas, confessionais, sensuais, divertidas, deprês. É como me sinto mais verdadeira compondo.     

DM – O que você descobriu sobre sua música e sobre si mesma durante esse processo?

Salma – Descobri ainda mais a força das minhas letras e como minha identidade artística já é muito clara e sólida para as pessoas que me acompanham. Por outro lado, me surpreendi, pois nunca me achei capaz de assumir a função de tocar outros instrumentos além de cantar. Percebi que eu sei mais sobre dinâmica e timbres do que eu imaginava, mas estou aprendendo muito e desenvolvendo também minha capacidade como produtora musical.

DM – E o que você tem ouvido ultimamente e de que maneira essas escutas têm influenciado ou atravessado a sua música nessa nova fase solo?

Salma – Nunca tive uma percepção clara de sentir-me diretamente influenciada pelas coisas que escuto. Às vezes, depois percebo nas coisas que crio influências indiretas de outros estilos, de músicas ocasionais, de coisas aleatórias. Ultimamente ando mais atenta com alguns novod artistas que estão nessa mesma linguagem do indie eletrônico, como a D’leesa, e mesmo clássicos, como Daft Punk. Eu também escuto pouquíssima coisa, passo a maior parte do tempo em silêncio, ou escuto a rua.

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