❌

Reading view

Beyond Vision levanta 28 milhões e expande na Trofa


A Beyond Vision levantou 28 milhões de euros para expandir capacidade de produção e reforçar nos mercados europeu, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil. A empresa comprou espaço na Trofa para a equipa a Norte.

“O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte”, adianta Dário Pedro, CEO da Beyond Vision, ao ECO/eRadar.

Em Alverca, em dezembro passado, a empresa estava a aumentar a área de produção com 2.000 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, para 4.000 metros quadrados, num investimento de global de cinco milhões de euros. E em Oeiras é uma das empresas que integra o cluster de drones que está a ser criado no Oeiras Tech Valley, como adiantou na época o CEO da empresa fabricante de drones em entrevista ao ECO/eRadar.

O objetivo era este ano a companhia ganhar capacidade de produzir cerca de 500 VTOL (drones de asa em multirotor) e cerca de 800 multirotores.

O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte.

Dário Pedro

CEO da Beyond Vision

A ronda de capital foi coliderada por dois fundos de investimento nacionais, a Indico Capital Partners e Lince Capital, com reforço da ActiveCap, que já investe na fabricante de drone desde 2024.

“Em setores críticos como na defesa, na gestão de infraestruturas e na segurança, a dependência de tecnologia de ponta, fiável e soberana é hoje uma prioridade estratégica dos vários países. A Beyond Vision redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”, refere Stephan de Moraes.

“Este investimento dará à Beyond Vision a robustez financeira necessária para escalar a produção e competir mundialmente em importantes segmentos de veículos autónomos não tripulados”, acrescenta o presidente da Indico Capital Partners, citado em comunicado.

Dário Pedro, cofundador e CEO da Beyond Vision na unidade de produção em Alverca.Hugo Amaral/ECO

“O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente. Acreditamos que a Beyond Vision, pela sua capacidade tecnológica, experiência e ambição, está bem posicionada para aproveitar este momento e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema nacional mais forte em tecnologias de elevado valor acrescentado”, diz por seu turno, Tomás Lavin Peixe, head of venture capital da Lince Capital, citado em comunicado.

Expansão geográfica

A injeção de capital surge num momento de elevada procura global por sistemas de veículos não tripulados e visa dar capacidade financeira para reforçar produção e presença no mercado externo.

Com esta ronda, a empresa quer reforçar “na Europa, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil, sempre com foco em defesa, segurança e infraestruturas críticas“, adianta Dário Pedro.

A empresa tem vindo a expandir a sua presença. No Canadá, em junho, fechou uma parceria com a Arcanus Aerial Systems, empresa do setor de defesa com sede em Toronto, para a produção, comercialização e prestação de apoio às principais plataformas da fabricante nacional de drones nesse país da América do Norte, bem como “em vendas de exportação financiadas pelo Canadá”.

Com esta parceria, a empresa de Alverca reforçou a sua posição na América do Norte, depois de ter fechado um contrato de “pelo menos” 15 milhões de euros nos EUA para fornecer 300 drones de emergência até 2028. Nos planos do fabricante português está ainda a abertura, em dois anos, de uma fábrica no mercado norte-americano, num investimento de 50 milhões de euros.

Fábrica de drones da Beyond Vision, em AlvercaHugo Amaral/ECO

Em França, durante a Eurosatory 2026, uma das maiores feiras do setor de defesa e segurança, a fabricante de drones fechou ainda parcerias com duas empresas, a Gremsy — fabricante de soluções avançadas de imagem e câmaras para drones e robótica — e a espanhola Indef. Com esta última, o primeiro foco de colaboração irá incidir no desenvolvimento de uma plataforma de drones marítimos para aplicações de Operações Especiais, com o objetivo de apoiar atividades de teste e avaliação em missões NATO.

Já o acordo com a Gremsy era apontado como “estratégico” dado a “sua parceria com a FLIR [que desenvolve sistemas de imagem infravermelha de baixo custo para uso aéreo] e como fabricante de payloads NDAA compliant [ou seja que cumprem com os requisitos da National Defense Authorization Act] e produzidos nos EUA”, detalhava em junho o CEO da Beyond Vision ao ECO/eRadar.

Em julho, anunciou a entrada na Jordânia através de uma parceria com a Aero Voo Portugal (AVP) para sua representação comercial no país, mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa no Médio Oriente. A Jordânia tem vindo a investir na modernização das suas capacidades militares, na vigilância de fronteiras e na proteção de infraestruturas críticas, áreas onde a Beyond Vision pretende posicionar as suas soluções.

  •  

Exército prepara zona de testes para tecnologias de defesa em três regiões


O Exército Português está a preparar a criação de uma zona livre tecnológica para testar e validar novas tecnologias de Defesa em três regiões do país. A infraestrutura, designada Zona Livre Tecnológica (ZLT) D. Afonso Henriques, deverá abranger áreas militares em Santa Margarida, no concelho de Constância, São Jacinto, em Aveiro, e Beja. A gestão da ZLT será assegurada pelo Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx). Consolidar Portugal como “um espaço de referência para a experimentação tecnológica e operacional no contexto europeu e da NATO” está entre os objetivos.

“A futura ZLT permitirá disponibilizar infraestruturas militares, meios tecnológicos e recursos humanos especializados para a experimentação de soluções inovadoras, com especial incidência nas áreas da Segurança e Defesa, incluindo tecnologias de duplo uso, com aplicações militares e civis”, refere porta-voz do Exército ao ECO/eRadar.

O projeto, em processo de aprovação, pretende aproximar as Forças Armadas, a indústria e a academia, permitindo experimentar tecnologias em condições próximas das operações militares antes de uma eventual integração nas capacidades do Exército.

O Exército já realiza anualmente um exercício operacional em Santa Margarida, o Artex, permitindo a empresas e entidades, testar em ambiente real as suas soluções. E, recentemente, o CEMTEx, organismo a quem cabe a gestão da ZLT — “será responsável por planear, coordenar e acompanhar os testes, bem como pela articulação com as entidades reguladoras e pela disponibilização dos meios técnicos, operacionais e logísticos necessários” — passou a integrar a rede de centros de testes e experimentação da NATO DIANA, uma iniciativa da Aliança Atlântica visando acelerar o desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de startups ou PME no setor da defesa.

Com a criação da ZLT o ramo das Forças Armadas dá um novo passo ampliando os ambientes de experimentação. “A distribuição por Santa Margarida, São Jacinto e Beja constitui uma das principais características diferenciadoras do projeto, permitindo realizar testes em ambientes terrestres, aéreos e aquáticos. As infraestruturas previstas incluem extensas áreas terrestres, superfícies de água interiores, acesso ao mar através da Ria de Aveiro, um aeródromo militar, espaços aéreos segregados e instalações de apoio à monitorização e segurança dos testes”, descreve porta-voz do Exército Português.

“Esta diversidade permitirá experimentar sistemas autónomos e não tripulados, sensores, comunicações, robótica e outras tecnologias emergentes, incluindo soluções que integrem diferentes domínios operacionais“, destaca a mesma fonte do ramo das Forças Armadas.

Mas mais do que ampliar áreas de experimento projeto, cuja gestão será assegurada pelo Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx) — que “será responsável por planear, coordenar e acompanhar os testes, bem como pela articulação com as entidades reguladoras e pela disponibilização dos meios técnicos, operacionais e logísticos necessários” — tem outro objetivo.

A distribuição por Santa Margarida, São Jacinto e Beja constitui uma das principais características diferenciadoras do projeto, permitindo realizar testes em ambientes terrestres, aéreos e aquáticos. As infraestruturas previstas incluem extensas áreas terrestres, superfícies de água interiores, acesso ao mar através da Ria de Aveiro, um aeródromo militar, espaços aéreos segregados e instalações de apoio à monitorização e segurança dos testes.

Porta-voz

Exército Português

“Pretende criar uma ligação permanente entre as necessidades operacionais das Forças Armadas, a investigação científica e a capacidade de inovação da indústria, transformando conhecimento e tecnologia em soluções concretas para a Defesa”, refere porta-voz do Exército Português.

A ZLT D. Afonso Henriques posiciona-se como uma plataforma de inovação aberta, acessível a empresas, startups, universidades, centros de investigação e parceiros internacionais. “Ao permitir testar tecnologias em condições operacionais exigentes, o projeto poderá contribuir para reduzir riscos de desenvolvimento, acelerar a maturação tecnológica e reforçar a competitividade das empresas portuguesas nos mercados internacionais”, aponta o porta-voz do Exército.

Constitui ainda “um instrumento para atrair investimento, projetos de investigação e desenvolvimento e talento especializado, promovendo o fortalecimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa nacional”, destaca.

A iniciativa enquadra-se na “estratégia de modernização e transformação do Exército Português, procurando consolidar Portugal como um espaço de referência para a experimentação tecnológica e operacional no contexto europeu e da NATO”.

  •  

Força Aérea reforça com dois novos satélites Constelação Atlântico


A Constelação Atlântico foi reforçada esta terça-feira com dois novos satélites que vão ser operadoras pela Força Aérea e que adicionam capacidade soberana de Portugal para observar e monitorizar o território nacional e o espaço atlântico.

“Com estes dois novos satélites, Portugal reforça a sua capacidade soberana de observar, compreender e proteger aquilo que é seu. Mais capacidade no Espaço significa maior liberdade de ação na Terra”, afirma o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea e Autoridade Aeronáutica Nacional, General Sérgio da Costa Pereira, citado em comunicado.

Adquiridos pelo CTI Aeroespacial, no âmbito da Agenda New Space, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os dois satélites, CA-02 e CA-03, foram lançados esta terça-feira a bordo da missão Bandwagon-5, da SpaceX, através de um Falcon 9, a partir do Space Launch Complex 40, em Cabo Canaveral, na Florida, Estados Unidos da América. Inicialmente, o lançamento esteve apontado para 19 de outubro.

Construídos pela finlandesa ICEYE, os dois satélites são equipados com tecnologia de Radar de Abertura Sintética (SAR), permitindo observar a superfície terrestre independentemente das condições meteorológicas e da hora do dia, e serão operados pela Força Aérea.

Os dois satélites já estabeleceram comunicações, encontrando-se em curso as operações de rotina necessárias à sua entrada em funcionamento.

“A capacidade soberana de Portugal em tecnologia SAR para o Atlântico dá um importante passo em frente com a adição destes dois satélites à sua constelação. A partir de Lisboa, continuaremos a desenvolver esta capacidade em colaboração com a CTI Aeroespacial e a Força Aérea Portuguesa”, afirmou Rui Costa, CEO da ICEYE Portugal, citado em comunicado.

A empresa finlandesa abriu recentemente a sua operação em Portugal, estando ligada à futura fábrica de satélites de Alverca, o Space Hub de Alverca, que está a ser criado em instalações da Força Aérea. Será nesse espaço que serão construídos os satélites adquiridos por Portugal no âmbito do SAFE.

Os satélites e o hub — com financiamento de 15 milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) — faz parte da estratégia do ramo das Forças Armadas no domínio espaço, do qual faz ainda parte adicionar capacidades de lançamento a partir de Santa Maria, para o qual a Força Aérea recebeu um financiamento de 15 milhões via PRR.

  •  

Nos e Telefónica fecham “acordo estratégico” para soluções de defesa e segurança


A Nos e a Telefónica fecharam um “acordo estratégico” para desenvolver novas soluções de defesa e segurança, depois de no REPMUS, exercício de robótica e veículos autónomos organizado pela Marinha Portuguesa, os dois operadores terem demonstrado a capacidade de integrar as suas tecnologias 5G em cenários operacionais.

“Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis”, diz João Ricardo Moreira, administrador da Nos Comunicações.

Durante o REPMUS, que levou a Troia empresas e entidades dos países NATO, com participação de mais de 30 marinhas no maior exercício operacional de robótica e veículos autónomos, a Nos integrou as suas capacidades 5G com as da Telefónica, “demonstrando, em contexto operacional, a capacidade de interoperabilidade entre diferentes infraestruturas de telecomunicações e o seu potencial para suportar novos serviços e aplicações em cenários exigentes de Defesa e Segurança“.

Esta colaboração assume particular relevância no atual contexto europeu, em que o novo cenário de Defesa e Segurança exige infraestruturas digitais capazes de operar de forma coordenada além-fronteiras, garantindo comunicações seguras, resilientes e interoperáveis.

João Ricardo Moreira

Administrador da Nos Comunicações

No REPMUS deu mais um passo, com o fecho de uma parceria com a operadora espanhola. “Este acordo contribui para o reforço da soberania tecnológica europeia e foi possível graças ao apoio e à colaboração da Marinha Espanhola e da Marinha Portuguesa, que proporcionaram um ambiente operacional para testar e avaliar a aplicação destas tecnologias”, refere Javier López Gutiérrez.

“Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO”, destaca o diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha.

No âmbito deste “acordo estratégico”, as duas operadoras querem desenvolver em conjunto “soluções avançadas de conectividade, comunicações seguras e serviços digitais adaptados aos novos cenários de defesa”.

Interoperabilidade de redes, comunicações seguras, edge computing, inteligência artificial (IA), 5G avançado e novas arquiteturas de conectividade, bem como a sua integração com sistemas de comando e controlo, plataformas autónomas e outras tecnologias emergentes são as áreas que as duas empresas querem desenvolver em conjunto.

Este trabalho permite-nos avançar no desenvolvimento de soluções cada vez mais ajustadas às necessidades reais dos utilizadores de Defesa, tanto na União Europeia como na NATO.

Javier López Gutiérrez

Diretor de Defense and Security da Telefónica Espanha

NOS no setor da defesa

Este é mais um passo no setor de defesa para a operadora nacional que criou, inclusive, uma empresa a Nos Security Technology para responder ao atual momento de forte investimento e procura por soluções de defesa na Europa, tal como avançou em abril o ECO/eRadar.

Através da Nos Security Technology, a operadora lidera o projeto HORUS, com financiamento de 3,68 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visando a criação de soluções que reforcem a resiliência do país face a ameaças híbridas, com conclusão prevista para maio de 2028.

E através do seu braço de Inovação, a NOS integra um consórcio europeu, financiado pelo Fundo Europeu de Defesa (call de 2024): o Neuroquad, projeto que visa ajudar pilotos militares a tomar as melhores decisão em momentos de elevada tensão ou stress.

Liderado pela Multiverse Computing SAS — integrando além da Nos Inovação, a Universidade Politécnica de Madrid, as tecnológicas europeias G.TEC, Oesia e Zabala, o Centro de Medicina Aeroespacial da Força Aérea Alemã, e a Força Aérea Espanhola—, o Neuroquad é totalmente financiado em cerca de quatro milhões de euros pelo Fundo Europeu de Defesa e envolve três grandes áreas de investigação: a neurotecnologia, a IA e a computação quântica.

  •  

Força Aérea quer C-130 a combater fogos em 2027


Mais de 56 missões, mais de 200 horas de voo e 900 descargas em 32 teatros de operações é o balanço da participação direta da Força Aérea Portuguesa no combate aos fogos rurais com os Black Hawk UH 60. No próximo ano aguarda-se a chegada de dois C-130 já equipados com kits de combate aos incêndios e poderão, já nesse ano, entrar no rol de equipamentos para combate.

O balanço foi feito durante a cerimónia de execução do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito da aquisição das aeronaves UH-60 Black Hawk e AW119 Koala, no heliporto do Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide.

Este ano, a Força Aérea participou pela primeira vez, com dois Black Hawk, no combate direto aos incêndios no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), adicionando capacidade de combate permitindo o acesso a locais muitas vezes inacessíveis aos bombeiros. No âmbito do PRR, Portugal comprou um total de 13 helicópteros Black Hawk, nove para o combate a incêndios rurais e mais quatro para apoio à emergência médica.

Portugal passou a deter uma capacidade própria e permanente” no combate a incêndios, desenvolvida “praticamente de raiz”, definindo-o como “um verdadeiro projeto de Estado”, apontou o general Sérgio Pereira, Chefe de Estado Maior da Força Aérea, resultando em mais de 200 horas de voo e 56 missões da Esquadra 551 Pantera, localizada na Base 8, em Ovar.

“O dispositivo [de combate aos incêndios] deixou de estar apenas centrado na resposta ao incêndio para reforçar a capacidade de o procurar, o detetar e o combater desde os primeiros momentos. E os resultados do momento mais crítico da campanha são encorajadores”, destacou Rui Rocha.

O secretário de Estado da Proteção Civil avança com números. “Entre julho e setembro, alcançamos uma taxa de sucesso de 94% no ataque inicial, acima dos 93,1% registados em 2025. No mesmo período reduzimos em 34% as ocorrências com duração a 90 minutos, foram 264 contra 414 no ano anterior; E considerando o período de janeiro a setembro, registamos uma redução de 29 para 12 incêndios com duração superior a 24 horas”, elenca.

“Comparativamente com 2025 tivemos mais de 5,4% em número de incêndios, e mesmo assim, até ao dia de ontem, estamos com 72,4% a menos de área ardida quando comparativamente a 2025”, referiu ainda.

No próximo ano, a expectativa é que aos helis no combate aos incêndios juntem-se os C-130, já equipados com os dois kits de combate a incêndios, um investimento de cerca de 16 milhões de euros. Em 2027, as aeronaves já “estão no terreno, em treino, como aconteceu com estes helicópteros. Se houver uma possibilidade, durante o treino, acontecer um caso real, nós atuaremos”, afiançou o Chefe de Estado Maior da Força Aérea.

A estes meios deverão juntar-se, em 2029 e 2030, os bombardeiros pesados Canadair. “Está decidida, aprovada em resolução do Conselho de Ministros, com produção no Canadá a entrega das duas aeronaves com data prevista uma em 2029 e outra em 2030. Pudessem as aeronaves ser produzidas mais rapidamente, mais cedo seriam entregues, ou seja, no primeiro momento possível serão entregues”, referiu ainda Nuno Melo, ministro da Defesa.

Força Aérea a incorporar helis para emergência médica

A Força Aérea já está a incorporar os quatro novos helis adquiridos para emergência médica. “A emergência médica já acontece na Força Aérea, apenas está a alargar esta capacidade com outros meios. Para que, complementarmente, se consigam salvar mais vidas”, referiu Nuno Melo.

“Isto é uma melhoria da qualidade de serviço aos cidadãos na proteção do transporte aeromédico, com uma qualidade excelente a bordo, do qual os doentes e os feridos vão beneficiar muitíssimo pelo ambiente a bordo que é visível”, destacou o general Sérgio Pereira.

  •  

Vodafone, Orange, Telefónica e Deutsche Telekom unidas para disponibilizar net por satélite nos telemóveis


A Deutsche Telekom, a Orange, a Telefónica e a Vodafone assinaram uma carta de intenções para estudar a possibilidade de apresentar uma proposta no futuro processo de atribuição de espetro para serviços móveis por satélite (MSS) na Europa, ou seja, serviços que ligam comunicações satélite diretamente para os dispositivos móveis (direct-to-device). A iniciativa vai ao encontro do objetivo de reforço da soberania europeia ao nível das infraestruturas críticas de conectividade.

“A iniciativa apoia a ambição da Comissão Europeia de reforçar a soberania, a segurança e a resiliência da Europa no domínio das infraestruturas críticas de conectividade. Permitirá assegurar uma governação europeia responsável das principais infraestruturas espaciais”, pode ler-se em comunicado conjunto das quatro operadoras de telecomunicações europeias.

Visa ainda garantir a “todos os operadores de redes móveis um acesso aberto e não discriminatório para disponibilizarem serviços de comunicação direta entre satélites e dispositivos (Direct-to-Device — D2D) aos seus clientes”. Os mesmos “serão prestados através de um modelo concebido para promover a concorrência, reduzir a fragmentação do mercado e alargar as opções disponíveis para os consumidores em toda a Europa”.

Nesse âmbito, os quatro operadores tencionam criar na Europa “infraestruturas essenciais para as redes terrestres, bem como funções críticas de coordenação e monitorização, sem investirem diretamente numa constelação de satélites“, refere comunicado.

A constelação será assegurada por um parceiro do setor dos satélites, ainda não selecionado.

O anúncio dos operadores de telecomunicações surge pouco mais de um mês depois de na Cimeira do Espaço, em Paris, Macron ter instado as empresas europeias do setor a avançar com uma aliança para a oferta de tecnologia direct-to-device — no continente até 2030. Uma “nova infraestrutura essencial”, defendeu

“Daqui a dez anos, quero que os europeus disponham diretamente nos seus dispositivos e a partir do espaço de uma qualidade de ligação comparável à 5G em todo o lado. E isso é possível. Poderá chegar até aos centros de dados em órbita. Se esta tecnologia for dominada e disponibilizada a um custo razoável, este mercado será enorme e a Europa tem de participar nesta corrida por razões de soberania e de oportunidades económicas. Temos, a este respeito, de lançar uma aliança europeia para a tecnologia direct-to-device“, defendeu.

  •  

Marinha com OK de 47 milhões para revisão do submarino Arpão


Guarnição do submarino ArpãoMarinha Portuguesa

A Marinha Portuguesa obteve autorização até 47 milhões de euros para realizar uma revisão com docagem do submarino NRP Arpão, entre 2026 e 2028. A operação tem financiamento da Lei de Programação Militar.

A revisão planeada do NRP Arpão — um dos dois submarinos da classe Tridente Marinha Portuguesa — é uma “intervenção obrigatória no ciclo de sustentação dos submarinos, visando assegurar a segurança, fiabilidade, disponibilidade e desempenho operacional do navio, integrando ainda ações de inspeção estrutural, verificação de integridade do casco resistente, revisão de sistemas de propulsão, energia, navegação, combate, sensores e equipamentos de segurança, bem como substituição de componentes cuja vida útil se encontra no limite do ciclo técnico definido pelo sistema de manutenção planeada”, lê-se num despacho publicado na sexta-feira no Diário da República.

Esta uma revisão “imperativa para garantir a continuidade operacional do NRP Arpão, prevenindo a degradação de sistemas essenciais, mitigando riscos de falha em operação subaquática e assegurando o cumprimento dos requisitos de segurança associados à operação de submarinos convencionais”, pode ler-se no despacho do Ministério da Defesa. “A sua não realização acarretaria riscos significativos para a integridade do navio, para a segurança da guarnição e para a capacidade da Marinha em cumprir missões de soberania, vigilância, dissuasão e cooperação internacional”, refere ainda.

Embarque no submarino ArpãoMarinha Portuguesa

Assim, a Defesa autorizou a Marinha Portuguesa a realizar despesa com a contratação da “Pequena Revisão com Docagem – PR011+D011 – do NRP Arpão, até ao montante global máximo de 47.000.000,00 EUR (quarenta e sete milhões de euros), que não inclui o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), a financiar pelas verbas da Lei de Programação Militar, com inscrição no orçamento Marinha, na capacidade ‘Submarina'”, informa.

Os encargos orçamentais não podem exceder, em cada ano económico, os montantes 14,1 milhões de euros (2026); 23,5 milhões (2027) e, 9,4 milhões em 2028. Os montantes (que não incluem IVA) fixados para os anos de 2027 e 2028, “podem ser acrescidos do saldo apurado no ano que lhes antecede”.

O NRP Arpão foi construído no estaleiro alemão Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW), em Kiel, com a construção a ser iniciada em 2005. Foi entregue a Marinha Portuguesa em 22 de dezembro de 2010 chegou pela primeira vez a Base Naval de Lisboa em 30 de abril de 2011.

  •  

ADS fecha contrato de drones com Exército e tem na mira veículos terrestres não tripulados


A Autonomous Defense Systems (ADS) fechou um contrato de cerca de 134 mil euros com o Exército Português para o fornecimento de 45 drones para os batalhões de Infantaria estacionados na zona militar da Madeira e dos Açores. Depois dos drones e sistema anti-drones, a empresa de Palmela já está trabalhar na entrada num novo segmento, o dos veículos terrestres não tripulados de uso dual. Com “vocação exportadora”, a companhia tem a Ucrânia e Brasil como mercados prioritários.

A empresa foi a vencedora do concurso lançado em junho pelo Exército Português para a compra de drones para dois Batalhões de Infantaria (BI) da Zona Militar dos Açores (ZMA) e o BI da Zona Militar da Madeira (ZMM), abrindo-se assim a primeira oportunidade para a empresa, constituída em julho do ano passado, trabalhar com o ramo das Forças Armadas.

“A oportunidade surgiu por concurso público lançado pelo Exército Português, ao qual a ADS apresentou proposta e que lhe foi adjudicado. São três tipos de sistemas: 30 drones FPV táticos de 7 polegadas, nove quadricópteros de vigilância e reconhecimento (ISR) e seis drones de treino. Demos-lhes nomes de aves das Regiões Autónomas que vão servir — Fura-bardos, Açor e Garajau — e são projetados e montados com orgulho em Portugal”, adianta Nelson Bensabat, cofundador e diretor-geral da ADS, ao ECO/eRadar.

Além do Exército, temos sido consultados por outras entidades da Defesa e da Segurança nacionais e internacionais, designadamente no domínio da vigilância costeira, e acompanhamos de perto a atividade da Marinha nesta área. São processos em curso, sobre os quais não podemos, nesta fase, adiantar detalhes.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

“Neste momento não temos outros contratos em curso ou fechados com este ramo. Contudo, vamos continuar a trabalhar para vencer outros concursos públicos no futuro, contribuindo assim para a capacitação do Exército Português, e simultaneamente estreitar num futuro próximo a relação com este ramo, desenvolvendo parcerias orientadas para tecnologias de duplo uso”, refere o gestor quando questionado sobre eventuais novos concursos com este ramo das Forças Armadas.

Mas Bensabat admite que há processos em curso com outras entidades do setor de defesa nacionais, mas não só. “Além do Exército, temos sido consultados por outras entidades da Defesa e da Segurança nacionais e internacionais, designadamente no domínio da vigilância costeira, e acompanhamos de perto a atividade da Marinha nesta área. São processos em curso, sobre os quais não podemos, nesta fase, adiantar detalhes”, afirma.

O mercado internacional é algo que a empresa tem na sua mira. Afinal, diz, a “vocação” da ADS é exportadora. “É no mercado externo que esperamos vir a ter o maior peso da faturação. Os mercados prioritários são os países da NATO, a Ucrânia e o Brasil”, diz. “Na Ucrânia, a ADS passou o processo de verificação da agência de aquisições de defesa e integra a sua lista de parceiros verificados“, refere ainda.

Para corporizar essa vocação exportadora, a empresa está a “acompanhar concursos em vários países europeus da NATO e a preparar candidaturas a programas europeus de financiamento da Defesa, em consórcio com parceiros de outros Estados-Membros”, revela, embora sem mais detalhes.

“A ADS tem código NCAGE [NATO Commercial and Government Entity, código obrigatório para qualquer empresa que queira participar em concursos públicos, fornecer bens ou prestar serviços à NATO e às forças de defesa dos países aliados] e produtos catalogados no sistema NATO, o que facilita a entrada nesses mercados”, destaca.

Na mira: veículos autónomos terrestres de duplo uso

Desde o seu arranque, o foco da empresa tem sido os sistemas não tripulados. Mas não apenas para vigilância. “A gama vai dos quadricópteros de vigilância e reconhecimento (ISR) e dos FPV táticos, incluindo configurações de ataque, até aeronaves de asa fixa e VTOL de maior alcance e autonomia”, descreve o diretor-geral da ADS.

A companhia tem ainda soluções anti-drone, como é o caso do sistema Sentinel360 — deteção, seguimento, identificação e mitigação —, o comando e controlo e a autonomia e inteligência artificial. “Projetamos e construímos à medida dos requisitos de cada cliente e conseguimos ter um protótipo a voar em quatro a seis semanas”, refere.

Nos veículos terrestres, temos em fase de conceção, com parceiros nacionais, um veículo não tripulado de duplo uso, de classe média e propulsão elétrica, com módulos para logística, evacuação de feridos e reconhecimento.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

E, na sua maioria, são equipamentos para uso civil e militar. “As mesmas plataformas que servem as Forças Armadas servem também missões civis, como o combate a incêndios, a proteção civil, a agricultura, o apoio logístico e a evacuação de feridos. É uma vertente que consideramos estratégica, tanto pela dimensão do mercado civil como pelo contributo para a resiliência nacional”, justifica.

Mas a ADS não está apenas focada nos veículos autónomos aéreos. Nelson Bensabat revela quais os próximos projetos em fase de desenvolvimento. “Nos veículos terrestres, temos em fase de conceção, com parceiros nacionais, um veículo não tripulado de duplo uso, de classe média e propulsão elétrica, com módulos para logística, evacuação de feridos e reconhecimento”, adianta.

No domínio marítimo, a atuação passa, para já, por sistemas aéreos de vigilância costeira, sendo que “os veículos de superfície não estão no nosso roteiro imediato”.

Produção em Palmela

Com seis pessoas, dois sócios-gerentes e quatro técnicos — a empresa é ainda “reforçada por parceiros industriais nacionais”, tendo ainda “uma forte componente de I&D, assegurada por recursos internos e por parcerias externas, nomeadamente com a academia” —, a ADS tem a sua produção em Palmela, “em instalações de 400 metros quadrados com áreas de montagem mecânica e eletrónica, impressão 3D, soldadura e I&D, áreas logísticas de receção de matéria-prima e expedição de produto acabado, e uma área de controlo de qualidade com zona de testes finais”, descreve.

“Basta que se concretize uma parte dos pedidos em carteira para termos de expandir a capacidade produtiva, e essa expansão vai acontecer. Falta decidir se será em Palmela ou noutro ponto do país — uma hipótese real —, decisão que tomaremos até ao final do ano, com base na solução que melhor garanta um crescimento sustentado.

Nelson Bensabat

Cofundador e diretor-geral da ADS

“Recorremos ainda a parceiros industriais nacionais para estruturas e subconjuntos mecânicos. Estamos a implementar um sistema de gestão da qualidade ISO 9001, com certificação prevista para o primeiro trimestre de 2027”, acrescenta.

Mas há planos para expandir a capacidade de entrega. “Basta que se concretize uma parte dos pedidos em carteira para termos de expandir a capacidade produtiva, e essa expansão vai acontecer. Falta decidir se será em Palmela ou noutro ponto do país — uma hipótese real —, decisão que tomaremos até ao final do ano, com base na solução que melhor garanta um crescimento sustentado”, adianta Bensabat.

O responsável não adianta no entanto que valor de investimento essa expansão de área de produção poderá implicar. O montante dependerá se a expansão for em Palmela ou noutra zona do país. “É uma dor de crescimento, mas uma boa dor.”

Nelson Bensabat também não revela valores de faturação. “Tratando-se de uma empresa em início de atividade, o valor é naturalmente, ainda um valor modesto, e o contrato com o Exército representa a nossa primeira referência de dimensão relevante”, diz.

Nesta fase, “o fundamental é consolidarmos o nosso crescimento e sermos reconhecidos no mercado como um player de referência, capaz de criar, para os nossos parceiros, soluções que respondam às suas necessidades operacionais”.

  •  

Mais de 480 paraquedistas participam em exercício operacional em Tancos


Créditos: Primeiro-Cabo Pedro Dias/Exército Português.Cabo Pedro Dias/Exército Português

Depois de participar em setembro no exercício Falcon Leap nos Países Baixos com paraquedistas da Brigada de Reação Rápida, foi agora a vez de o Exército Português receber em Tancos militares neerlandeses para o exercício Apolo26. Mais de 480 militares participaram na operação aerotransportada de escalão Brigada, que envolveu cerca de 570 saltos em paraquedas e operações táticas terrestres.

Mais de quatro centenas militares portugueses e neerlandeses terminaram esta sexta-feira a sua participação no exercício Apolo26, o exercício anual da Brigada de Reação Rápida (BrigRR) do Exército Português. Nesse âmbito, foi ainda conduzida a operação Airborne Dagger 26, uma operação aerotransportada de escalão Brigada, envolvendo os três Batalhões Operacionais Paraquedistas — 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (1BIPara), 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista (2BIPara) e Batalhão Operacional Aeroterrestre (BOAT) —, bem como 68 militares neerlandeses, contando com o apoio de aeronaves A400M de Espanha e C-130 e KC-390 da Força Aérea Portuguesa.

“Esta operação permitiu integrar o planeamento aéreo, associado à infiltração de forças por salto em paraquedas, com o planeamento e a execução de ações táticas terrestres, num cenário de elevada exigência operacional”, detalha porta-voz do Exército Português.

Créditos: Primeiro-Cabo Pedro Dias/Exército Português.Cabo Pedro Dias/Exército Português

“A participação de 68 militares paraquedistas dos Países Baixos constituiu uma importante oportunidade para aprofundar a cooperação aeroterrestre e a interoperabilidade entre forças aliadas, através da realização conjunta de saltos de abertura automática e de queda livre militar (Military Free Fall)”, destacou.

Desde o dia 12 de outubro até esta sexta-feira foram realizados “495 saltos de abertura automática, 63 saltos de queda livre militar e nove saltos em tandem, num total de 567 saltos em paraquedas. Na componente terrestre, foram executadas cinco ações táticas de escalão Pelotão, duas de escalão Companhia e uma de escalão Brigada”, detalha o porta-voz do Exército Português.

O exercício operacional permitiu consolidar a “prontidão operacional da Brigada de Reação Rápida e a capacidade do Exército Português para atuar de forma conjunta e combinada com forças aliadas”, destaca.

Veja aqui mais imagens o exercício Apolo26

  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
1 / 6

Exército português no Falcon Leap

Em setembro, paraquedistas da Brigada de Intervenção Rápida participaram nos Países Baixos no Falcon Leap, um exercício multinacional de operações aerotransportadas. Liderado pelas Forças Armadas neerlandesas, sobretudo pela 11 Air Assault Brigade, o exercício reúne forças paraquedistas, aeronaves de transporte e especialistas de vários países aliados, combinando treino militar real de lançamento de pessoal e carga.

Desde 2021 que os paraquedistas portugueses da Brigada de Reação Rápida, participam neste exercício multinacional que, este ano contou com a participação de 11 países aliados e 12 aeronaves de transporte aéreo tático, com um total de 1.600 militares.

“O Exército Português participou com 52 militares paraquedistas do Batalhão Operacional Aeroterrestre do Regimento de Paraquedistas e do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedistas do Regimento de Infantaria Nº 10, ambos da Brigada de Reação Rápida, juntamente com um vasto conjuntos de equipamentos aeroterrestres”, detalha o porta-voz do Exército Português.

No exercício executou-se o “planeamento, coordenação e execução de múltiplas missões aeroterrestres com a infiltração por intermédio de paraquedas de pessoal e cargas aérea, nomeadamente 15 Container Delivery System, 2 Platform Delivery System, 2.208 saltos em paraquedas de abertura automática”, descreve.

“220 paraquedistas dos países aliados no âmbito do cross-parachute tiveram a possibilidade de efetuar as suas infiltrações no salto de abertura automática, na aeronave portuguesa KC 390, com os procedimentos e equipamentos aeroterrestres em uso pelas Forças Armadas Portuguesas”, refere ainda.

Veja as imagens do exercício Falcon Leap:

  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
  • Cabo Pedro Dias/Exército Português
1 / 14

 

  •  

Exército integra rede de centros de experimentação de defesa NATO DIANA


O Exército Português, através do Centro de Experimentação e Modernização Tecnológica do Exército (CEMTEx), passou a integrar a rede de Centros de Testes afiliados da NATO DIANA, acelerador de inovação de defesa e segurança da Aliança Atlântico. Integração na rede “reforça o contributo de Portugal para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao serviço da segurança e defesa coletiva da NATO”.

O CEMTEx fechou um acordo com o NATO DIANA passando a integrar a rede de centros de teste e experimentação tecnológica da Aliança Atlântica.

“Esta integração constitui um passo relevante para o posicionamento de Portugal no ecossistema internacional de inovação para a Defesa, permitindo colocar as capacidades de experimentação do Exército ao serviço do desenvolvimento, ensaio e validação de tecnologias emergentes com aplicações civis e militares”, refere o porta-voz do Exército Português ao ECO/eRadar.

Criada em 2021, o NATO DIANA é uma iniciativa da Aliança Atlântica visando acelerar o desenvolvimento de tecnologias emergentes e disruptivas de startups ou PME no setor da defesa, ou outras entidades, aproximando as soluções criadas das necessidades operacionais das Forças Armadas. Para isso, foi criada uma rede de aceleradores e centros de testes. Este ano Portugal passou a acolher um desses aceleradores, instalado no Instituto Pedro Nunes, em Coimbra, em parceria com a idD Portugal Defence, entidade que agrega as participações do Estado português nas empresas de defesa.

Sistemas autónomos e não tripulados, a Inteligência Artificial, as comunicações seguras, a cibersegurança, as tecnologias quânticas, a energia, o espaço e a resiliência das infraestruturas críticas são algumas das áreas foco desta rede.

Portugal reforça capacidade de participar em projetos desenvolvidos no contexto NATO

O CEMTex junta-se agora ao projeto passando a integrar a rede de Centros de Testes afiliados “disponibilizando infraestruturas, conhecimento técnico especializado e ambientes de experimentação operacional”.

“Estas capacidades permitirão que empresas e entidades inovadoras selecionadas no âmbito dos programas da DIANA possam testar, avaliar, verificar e validar as suas soluções tecnológicas em condições próximas das operações militares reais”, aponta porta-voz do Exército Português.

“O objetivo é contribuir para reduzir o intervalo entre o desenvolvimento de uma tecnologia e a sua potencial aplicação operacional, permitindo identificar a sua utilidade, maturidade e adequação às necessidades concretas das forças militares”, destaca.

Ao integrar uma rede internacional de experimentação, Portugal reforça a sua capacidade de participação em projetos tecnológicos desenvolvidos no contexto da Aliança Atlântica, criando condições favoráveis à atração de iniciativas internacionais e à valorização das competências nacionais.

Porta-voz

Exército Português

Esta integração representa também uma “oportunidade para reforçar a ligação entre o Exército, a indústria, a academia e os centros de investigação”, refere o porta-voz do ramo da Armada. Com impactos positivos em todo o ecossistema tecnológico nacional.

“Ao integrar uma rede internacional de experimentação, Portugal reforça a sua capacidade de participação em projetos tecnológicos desenvolvidos no contexto da Aliança Atlântica, criando condições favoráveis à atração de iniciativas internacionais e à valorização das competências nacionais”, refere.

“Esta ligação poderá proporcionar maior visibilidade internacional ao ecossistema tecnológico português, facilitar a cooperação entre empresas e utilizadores militares e promover a transferência de conhecimento e a evolução tecnológica”, reforça.

A integração na rede constitui “um reconhecimento das capacidades nacionais de experimentação tecnológica e reforça o contributo de Portugal para o desenvolvimento de soluções inovadoras ao serviço da segurança e defesa coletiva da NATO”.

A participação do Exército na NATO DIANA enquadra-se na “estratégia de modernização tecnológica da Força Terrestre e no reforço da experimentação operacional enquanto instrumento de desenvolvimento de novas capacidades militares”, aponta o porta-voz do ramo da Armada.

“Mais do que proporcionar instalações de teste, pretende-se criar condições para aproximar os inovadores das necessidades operacionais, promovendo a avaliação de soluções em ambientes representativos da realidade militar”, refere ainda.

O ramo tem estado apostado em criar condições para a testagem em ambiente operacional de soluções que possam vir a adicionar capacidades às Forças Armadas, como é o caso do ARTEX, exercício anual que este ano testou mais de 110 soluções, de 70 entidades — entre as quais mais de 40 portuguesas — e mais de 900 participantes no Campo Militar de Santa Margarida, em Constância. O exercício decorreu, pela primeira vez, com o OPEX da Agência de Defesa Europeia.

  •  

Marinha vai abater corvetas João Roby e António Eanes


Corveta António Enes. DR: Marinha Portuguesa.

O Ministério da Defesa deu OK para o abate das corvetas NRP João Roby e NRP António Eanes, navios ao serviço da Marinha Portuguesa desde a década de 70. A decisão insere-se num processo de renovação da frota da Armada que, até ao final do próximo, aguarda a chegada do primeiro dos seis navios patrulha a serem construídos nos Estaleiros de Viana.

“O abate de navios é um processo contínuo, decorrente do ciclo de vida e do envelhecimento da esquadra. Trata-se de um procedimento comum e regular na Marinha, particularmente atendendo à idade de alguns dos navios que atualmente operamos e que, naturalmente, vão atingindo o final da sua vida operacional. Os recentes abates dos NRP João Roby e NRP António Enes inserem-se nesse processo”, refere porta-voz da Marinha Portuguesa ao ECO/eRadar.

Os meios que fazem as mesmas missões [das corvetas] são os Navios Patrulha Oceânicos. Temos quatro ao serviço e uma encomenda de seis a serem construídos em Viana. O primeiro destes seis prevê-se que chegue no final do ano que vem.

Porta-voz

Marinha Portuguesa

O NRP João Roby é uma corveta da classe Baptista de Andrade, construída em Espanha, nos estaleiros da Factoria de Cartagena, Espanha, tendo a 18 de março de 1975 se juntado aos efetivos dos navios de guerra da Marinha.

Já o NRP António Enes é uma corveta da classe João Coutinho, construída nos estaleiros Bazan em San Fernando, Cádiz, Espanha, fazendo parte da frota da Marinha desde 18 de junho de 1971.

Desde junho e março as duas corvetas estavam em situação de desarmamento estando agora reunidas as condições para o seu abate, segundo pode ler-se nos despachos da Defesa publicados esta sexta-feira em Diário da República.

Corveta João Ruby fundiado. DR: Marinha Portuguesa.

O abate das duas corvetas “será acompanhado pela entrada de novos meios”, refere porta-voz da Marinha Portuguesa.

“A construção de seis Navios de Patrulha Oceânicos nos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, permitirá substituir progressivamente, em muitas das suas missões, alguns dos navios que chegam ao fim da vida operacional, nomeadamente estas duas corvetas que são agora abatidas ao efetivo de navios da Armada, assegurando uma renovação gradual da esquadra”, acrescenta.

“Os meios que fazem as mesmas missões [das corvetas] são os Navios Patrulha Oceânicos. Temos quatro ao serviço e uma encomenda de seis a serem construídos em Viana. O primeiro destes seis prevê-se que chegue no final do ano que vem”, aponta o porta-voz da Armada.

  •  

Defesa vai comprar seis embarcações de fiscalização e controlo por 2,6 milhões


A Autoridade Marítima Nacional (AMN) obteve luz verde do Ministério da Defesa para a compra de seis embarcações de fiscalização e controlo das pescas, no valor de mais de 2,6 milhões de euros, a realizar entre 2027 e 2028. A aquisição é financiada a mais de metade por fundos europeus.

No âmbito das suas funções — que vão desde fiscalização e controlo das atividades da pesca, a prevenção e repressão da criminalidade, como combate ao narcotráfico, ao terrorismo e à pirataria, a prevenção e repressão da imigração clandestina e a segurança da faixa costeira e no domínio público marítimo e das fronteiras marítimas e fluviais — e para reforço da capacidade operacional da Polícia Marítima, a Autoridade Marítima Nacional foi autorizada à realização de despesa para a “aquisição de seis embarcações de fiscalização e controlo de pescas, nos anos de 2027 e 2028, até ao montante global máximo de 2.601 626,02 euros, ao qual acresce o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor”, pode ler-se em Diário de República publicado esta sexta-feira.

Esta aquisição está inscrita e aprovada no Programa MAR2030, sendo financiada pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEAMPA), numa lógica reembolsável e com uma taxa de comparticipação até 70%, pode ler-se no despacho datado de 8 de outubro pelo Ministério da Defesa e publicado esta sexta-feira em Diário da República.

Os encargos orçamentais não podem exceder, em cada ano, 1,3 milhões de euros aos quais acresce o IVA à taxa legal em vigor.

  •  

Tancos terá uso civil sem prejudicar operações militares, diz Defesa


A futura escola de pilotos da Lufthansa que deverá ser instalada no aeródromo militar de Tancos terá de funcionar sem comprometer as operações militares. O aeródromo é um ativo “estratégico” para o Exército que tem em marcha um investimento de 50 milhões para a futura Unidade de Helicópteros de Apoio, Proteção e Evacuação do Exército (UHAPE), cujo primeiro helicópteros deverá chegar ainda este ano.

A criação de uma escola de pilotos foi uma das novidades do anúncio da privatização da TAP, um investimento de 500 milhões de euros no Aeródromo Militar de Tancos pela Lufthansa e o Estado português para a sua construção, bem como para requalificação da pista, que servirá também para uso civil, com capacidade de receber um Airbus A320. O Estado português vai investir 50 milhões, sobretudo na pista. O investimento deverá estar concluído em 2029 ou 2030 e criar 200 postos de trabalho.

Mas a atividade civil em Tancos será em “termos que não afetem a sua vocação militar primordial”, garante o Ministério da Defesa, quando questionado pelo ECO/eRadar sobre o tema.

“O Aeródromo Militar de Tancos é uma infraestrutura do Exército que necessita de investimentos para requalificação da pista, torre e diversos edifícios, para garantia de todo o potencial de âmbito militar, de apoio à população civil e uso civil, em termos que não afetem a sua vocação militar primordial”, garante fonte oficial do Ministério tutelado por Nuno Melo.

O Ministério da Defesa lembra que “outros Aeródromos Militares em Portugal, permitem já uso civil em maior ou menor dimensão, tendo em conta a avaliação de diferentes critérios, desde que não prejudiquem a função primordialmente militar, casos das Bases Militares da Força Aérea Portuguesa de Beja e das Lajes”.

Ativo “estratégico” para o Exército

Em Tancos, que em 1993 deixou de funcionar como base aérea permanente da Força Aérea, sendo transferida para o Exército, para servir as tropas aerotransportadas, está em curso o projeto de criação de uma aviação própria do Exército. Um projeto “estratégico” para o ramo das Forças Armadas.

Aeródromo Militar de Tancos é estratégico para o Exército, ligado à Brigada de Reação Rápida, com utilização para operações de treino e transporte de tropas páraquedistas e enquanto base da Aviação Ligeira do Exército, que este ano receberá as primeiras aeronaves de asa rotativa.

Não obstante, pela respetiva dimensão, localização e características, o Aeródromo Militar de Tancos, beneficiando de relevantes investimentos de reabilitação e modernização, aumentará a capacidade operacional do Exército e permitirá, no que não seja incompatível, a utilização para fins civis e também de apoio militar às populações civis.

Ministério da Defesa

“O Aeródromo Militar de Tancos é estratégico para o Exército, ligado à Brigada de Reação Rápida, com utilização para operações de treino e transporte de tropas páraquedistas e enquanto base da Aviação Ligeira do Exército, que este ano receberá as primeiras aeronaves de asa rotativa”, lembra o Ministério da Defesa.

“Não obstante, pela respetiva dimensão, localização e características, o Aeródromo Militar de Tancos, beneficiando de relevantes investimentos de reabilitação e modernização, aumentará a capacidade operacional do Exército e permitirá, no que não seja incompatível, a utilização para fins civis e também de apoio militar às populações civis”, destaca.

A criação da futura UAHPE tem um investimento, inscrito na Lei de Programação Militar, de cerca 50 milhões de euros, montante que engloba a compra de equipamentos, obras de requalificação do Aeródromo de Tancos, bem como todo o processo de formação dos futuros pilotos e mecânicos do Exército, referia em janeiro o Exército Português ao ECO/eRadar.

O primeiro Black Hawk chegará já em 2026, estando previsto a entrega de um por ano, até 2028. “A opção de compra é de três helis com opção sobre um quarto, ou seja, aquisição até quatro helis”, adiantava o Exército Português ao ECO/eRadar.

“É neste âmbito que se insere a Escola de Pilotos já anunciada pelo Governo, em termos a especificar, logo que concretizados os processos negociais em curso, com vista aos detalhes da concretização dos mencionados investimentos”, diz ainda a Defesa, não esclarecendo, para já, o modelo de gestão conjunta da infraestrutura ou a repartição dos investimentos.

Chega questiona escolha de Tancos

“A escolha de Tancos para instalar uma escola de pilotos, num investimento anunciado de 500 milhões de euros, é uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito de Beja”, afirma o deputado do Chega eleito por Beja, António Carneiro, em comunicado citado pela Lusa.

Beja “já dispõe de um aeroporto operacional, com uma pista de 3.450 metros, preparado para receber operações civis e militares”, e “tem condições meteorológicas favoráveis, extensas áreas disponíveis e condições de espaço aéreo que constituem vantagens importantes para a formação aeronáutica”. Além disso, a região conta com “décadas de experiência na formação e treino de pilotos militares, inclusivamente alemães, na Base Aérea n.º 11”.

Estão ainda estabelecidas em Beja várias empresas do setor aeronáutico, nomeadamente a MESA, “com investimentos na manutenção de aeronaves, incluindo um projeto anunciado de 60 milhões de euros”, acrescentou.

O parlamentar diz que vai exigir que o Governo “apresente os critérios desta escolha e uma comparação rigorosa entre Tancos e Beja”. António Carneiro quer ainda saber que avaliação técnica demonstrou que Tancos é uma solução melhor do que Beja e quanto custaria instalar esta escola em cada uma das infraestruturas.

  •  
❌