Crise da habitação: o imigrante tem as costas largas
Foi com a chegada dos residentes não habituais que o preço das casas começou a disparar em Lisboa e Porto. Depois, em Odemira, onde os estrangeiros são metade da população, subiu 43%. Em Valongo e Gondomar, com três ou quatro por cem habitantes, quase 70%. E quando a imigração líquida caiu para menos de metade, o mercado aqueceu como nunca. A imigração ajuda à pressão, claro. Mas 44% das 723 mil casas vazias estão em Lisboa, Porto, Setúbal e Faro. E sem imigrantes não há construção e as casas ficam mais caras